Felipe Dylon – um cantor

06/06/2010 at 23:13

Quando eu estava curtindo aquela fase maneira de muitas aventuras e poucas conseqüências chamada adolescência, um jovem da minha idade conquistava as rádios, os programas de televisão e o coração de milhares de jovens Brasil a fora.

Carioca, filho de surfista e guitarrista, Felipe Dylon marcou uma geração com os seus hits como Deixa Disso e Musa do Verão, que embalaram várias matinês em cidades de todo o país. Carisma, músicas chiclete e muita diversão definiam o som que o jovem surfista dedilhava em sua Stratocaster azul.

Quem não se lembra da apoteótica apresentação de Felipe e Perlla no Criança Esperança 2007? Na época, High School Musical fazia um enorme sucesso no Brasil e quem foi o escolhido para representar o Troy Bolton tupiniquim? Obviamente, o nosso ídolo. Veja abaixo esse catártico momento:

Depois desse momento, tudo foi ladeira abaixo. Muitos acreditam que Felipe não convenceu como Zac Efron, e tudo não passou de uma armação da Disney para acabar com a carreira do nosso astro adolescente.

Felipe Dylon sumiu da mídia. O menino deixou disso e seguiu a sua vida no anonimato. Como uma espiral negativa, as influências de companhias não tão boas quanto às antigas e a falta de assédio da mídia, o inevitável aconteceu: Dylon surgiu com dreads jamaicanos, alguns quilos a mais e muita polêmica.

Primeiro, foi a notícia sobre a clínica de reabilitação. Se tem alguém que eu nunca imaginei que precisaria de uma rehab, essa pessoa é Felipe Dylon. Poxa, o cara era a representação física da tão falada geração saúde. Esbanjava saúde e tudo o mais.

Mas, os dreads mostravam que tinha algo errado. Todo mundo sabe que dread é coisa de maconheiro, não é mesmo? Não que isso seja ruim, afinal, se o cara curte uma erva marota, de vez em quando, que mal tem? Mas, o cara perdeu a linha e deixou a larica falar mais alto. E isso, não tem perdão.

Depois disso, Felipe Dylon só aparecia no Ego freqüentando baladas nada saudáveis e posando ao lado de outras sub-celebridades que, assim como ele, já badalaram nas capas das principais revistas adolescentes do Brasil.

Um dia, porém, Felipe Dylon encontrou o amor na forma de uma bela loirinha com corpo escultural. Teria ele encontrado a sua musa do verão? Seria a moça, a lareira que aqueceria e forneceria calor no coração do astro caído?

Pois é, amigos. O amor. Essa força incontrolável e imprevisível que transforma o mais feliz dos homens no mais desgraçado dos seres. Mas, que também tem o sagrado poder de transformar um ex-ídolo adolescente em um cara limpo, correto e saudável novamente.

Guardem esse nome, amigos: Mariana Fusco. Uma espécie de Desmond do mundo real que despertou em Felipe Dylon a consciência de uma vida passada na qual ele era um astro, surfista, carismático e magro, acima de tudo.

Felipe Dylon emagreceu 7 quilos, o que nos permite gritar em alto e bom som:

BOA FELIPE!

E o astro, renascido das cinzas, ainda promete um cd pra esse ano, carinhosamente intitulado “Assim começa o amor”, e porque não, “assim começa o renascimento de um mito”?

Boa sorte, Felipe. Conte comigo nessa sua nova jornada rumo à capa da Capricho. Dê um tapa na cara da sociedade dos colírios. Você sim é merecedor desse título.

Antes de encerrar, gostaria de comentar a respeito das freqüentes cenas de preconceito as quais tenho sido vítima recentemente. O motivo? Escutar Felipe Dylon.

Não sei qual é a vibe negativa dessa galera que não consegue conviver em harmonia com um cara que curte um rock descompromissado, inocente e comercial. Só porque o cara não faz mais sucesso hoje em dia? Só porque ele não é mais “modinha”? Eu não ligo para o que vocês pensam.

Eu sou da Familia Dylon. E ela representa.

#familiadylon