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Por Diário

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Depois de quase sete meses, finalmente consegui me consultar com a minha endocrinologista. Eu já imaginava que a situação estaria ruim, afinal, os quilos a mais são visíveis. Porém, é sempre difícil lidar com a verdade dita na nossa cara.

Ela mesmo se espantou com o quanto engordei. É o maior peso em que já estive em toda a minha vida.

Não ajuda muito ter que ficar em casa o tempo inteiro. Para piorar, nos últimos meses passei por algumas das minhas piores crises de ansiedade. E, sem nenhuma surpresa, descontei tudo na comida.

O problema é que agora eu faço parte do grupo de risco da COVID-19. Se não bastasse todas as coisas ruins, é ainda pior saber que você tem mais chances que o normal de ser uma das vitimas fatais da doença.

Isso não deixa de ser irônico, já que grande parte da minha ansiedade se deu por conta de morar justamente com duas pessoas que também são do grupo de risco. Afinal, eu estava mais preocupado com elas do que comigo. E o resultado, como é muito comum na minha vida, foi o exato oposto.

Eu ainda tenho que fazer alguns exames de rotina. Já estou tentando me preparar psicologicamente para os terríveis resultados. Tenho certeza que meus níveis de glicose e colesterol devem ter batido recordes também.

Há pouco mais de dois anos, nas minhas primeiras consultas com essa médica, meus exames apontaram que eu estava pré-diabético. Foi um choque.

O susto foi tão grande que finalmente resolvi entrar em uma dieta saudável e praticar exercícios regularmente. Emagreci quase 20kg e fiquei com os números em dia.

Infelizmente não consegui manter esse ritmo durante o ano de 2019. E nesse ano, tudo piorou.

Posso até começar uma nova dieta, mas sem a possibilidade de praticar exercícios aeróbicos, a chance de conseguir emagrecer e manter uma rotina mais saudável é mínima. Até mesmo porque aqui em casa não tem espaço para nada. No máximo uns abdominais ao lado da minha cama.

Existem outras alternativas?

Se eu não estivesse com quadro de ansiedade, seria possível receber a receita de medicamentos que inibem o apetite e auxiliam no emagrecimento. Só que esse tipo de remédio tem efeitos colaterais tanto na parte física, como o aumento da frequência cardíaca e da pressão sanguínea, quanto na parte psicológica, potencializando sintomas de depressão e ansiedade.

A verdade que eu não queiro enxergar é que esse é um ultimato.

Eu preciso mudar os meus hábitos o quanto antes. Preciso primeiro curar o meu psicológico, já que isso afeta diretamente na minha parte física.

Tenho que voltar a dormir bem, controlar a ansiedade e, por fim, regular o apetite e fazer o mínimo de exercícios físicos possíveis.

A médica não disse com todas as palavras, mas se todos os problemas que vem com o aumento de peso já são terríveis, entrar no grupo de risco em plena pandemia é muito pior.

Preciso dar um jeito na minha vida. O famoso “put my shit together” de qualquer filme ou série em que o personagem principal precisa se recompor.

Espero conseguir.

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