Tentações

Já é de conhecimento geral de quem acessa o blog que o nível de tecido adiposo existente no meu corpo atingiu um índice alarmante, ocasionando o aumento de 17,7kg de pura banha. Como todo gordinho que comemora o reveillon, resolvi começar o ano com um regime. Não vou mentir, eu estou motivado a emagrecer. Tanto é que no sábado fui andar de bicicleta na orla da Pampulha e por muito pouco não morri de cansaço. Mas o fato é que ao resolver perder peso, abri as portas para todo o tipo de tentação. E meu amigo, isso só pode ser coisa do tinhoso. Vamos aos fatos mais recentes.

No sábado a minha namorada me convidou para andar de bicicleta na Pampulha. Para quem não sabe, a Lagoa da Pampulha é um dos pontos turísticos mais conhecidos de BH. Uma “pequena” lagoa com 18km de extensão. E lá fui eu, depois de muito tempo sem tocar na minha bicicleta, dar uma de ciclista. O primeiro sinal da falta de preparo físico foi a incapacidade de subir a minha rua, no máximo 50m de subida, pedalando. Quem viu de fora achou, no mínimo, patético aquele gordinho tentando andar de bicicleta.

Lagoa da Pampulha

Lagoa da Pampulha

Logo depois tive um pouco de folga, já que era uma longa descida de uns 800m. Mas logo depois havia mais uma subida. E dá-lhe bicicleta de um lado e eu a pé do outro. Depois de um certo cansaço cheguei na avenida Portugal, que de carro é uma reta enorme, mas pedalando, era uma sucessão de pequenas subidas que deixaram as minhas panturrilhas como se fossem duas batatas assadas e prontas para o almoço de domingo. Mas eu tinha um compromisso com a minha namorada e não a deixaria na mão.

Peguei uma descidinha em direção a lagoa e cheguei à orla. A orla é basicamente uma reta em torno da lagoa, mas da forma como eu estou, minhas energias já haviam sido sugadas. Fui bravamente ao local combinado, mas, no meio do caminho, fui obrigado a ligar pra minha namorada e pedir para ela comprar uma garrafa de água. Minha garganta estava tão seca que até o simples ato de respirar pela boca se tornava algo imensamente dolorido. Combinamos que, ao invés de eu ir até onde ela estava, nos encontraríamos no meio do caminho e assim foi. Nos encontramos e fui obrigado a tomar duas garrafas de água para apenas amenizar a sede.

Nesse momento as tentações começaram a se fazer presentes. Depois de um leve descanso minha namorada decidiu que iríamos em direção à Igrejinha da Pampulha. Eu já fazia uma leve idéia do motivo que a levou optar por esse local em específico. Dito e feito. Assim que chegamos minha namorada disse: “Quero comer um cachorro-quente”. Claro que eu não sou nenhum desnaturado e a acompanhei. Eu havia perdido um bocado de calorias com toda essa saga, mas acabei ingerindo tudo novamente em um delicioso hot-dog acompanhado de uma latinha geladíssima de Coca-Cola. O caminho de volta foi a mesma tortura, mas pareceu ser mais rápido.

Era tipo esse...

Era tipo esse...

Chegando em casa, um temporal começou a cair e logo depois minha mãe chegou do supermercado. Logo de cara, duas garrafas de 3 Litros de Coca-Cola. A primeira reação foi “fodeu, já era”. A minha maior dificuldade é parar de tomar Coca-Cola. Cheguei a tal ponto de dependência que, simplesmente não consigo passar um dia sem tomar pelo menos uma latinha. Mas a Coca-Cola era o de menos. Minha mãe, nessa mesma noite, resolveu fazer um pavê. Cara, se tem um doce que eu ADORO, é pavê. E lá se vai o regime do sábado.

O da minha mãe ficou mais bonito

O da minha mãe ficou mais bonito

No domingo, a tentação se fez presente mais uma vez. Mas, como todo mundo sabe, domingo é dia de relaxar no regime e comer o que vier. E tenho que admitir, minha namorada fez uma espécie de canelone, ou algo do tipo, era italiano com certeza, que simplesmente não tem palavras para descrever o quanto estava gostoso. Massa, massa e mais massa pra dentro do pandú. Chegando em casa, minha mãe havia feito bife a parmegiana, mas de uma forma diferente: com steaks de frango. Mussarela, presunto, molho e calorias, muitas calorias.

O da minha mãe também ficou mais bonito.

O da minha mãe também ficou mais bonito.

Já ontem, segunda-feira, uma refeição normal no almoço. Mais bife a parmegiana. Tudo bem, a missão emagrece estava indo bem. Mas nem tudo é carboidrato e a noite, quando a fome apertou, fui perguntar pra mamãe o que tinha pra comer. Ela, com toda a sua presença de espírito, cigarrinho na mão e telefone no ouvido me disse: sanduíche. Caramba, como que eu vou emagrecer se só me oferecem coisas que engordam? Não dá.

Alimentação saudável. Sempre.

Alimentação saudável. Sempre.

Hoje foi dia de cinema com a namorada e o já tradicional lanche foi o quê? Comida chinesa e Coca-Cola. Já é um começo, já que de um lado tinha o Bob’s com um sanduíche novo que eu não vejo a hora de experimentar e do outro o fodão McDonalds e o seu BigTasty matador.

Agora eu tenho uma pequena noção do que Jesus passou enquanto andava pelo deserto e tal. Essas tentações se fazem presentes a todo o momento e eu, claro, sou um fraco, já que me rendo a todas elas e engordo mais algumas arrobas por dia. Mas, agora já chega. É questão de honra perder alguns quilos e abrir mão de todas essas guloseimas que eu como com o maior prazer do mundo. Só espero que eu consiga, claro.

Abaixo um vídeo recente, gravado agora a pouco enquanto assistia Family Guy, especialmente pro blog. Vejam como estou acima do peso:

Eu não escrevo pra agências, e você?

A blogosfera vive uma discussão intensa esses dias devido à uma velha polêmica: os posts pagos. Há quem seja contra e existem aqueles a favor. Eu, como publicitário, acredito que o blog é uma nova mídia, revolucionária com certeza, mas não a ponto de mudar todo o curso da história moderna. Revolucionária do ponto de dar voz a qualquer um e promover a interação e o debate nas suas mais variadas formas. Dito isso, acredito que utilizar os blogs como meio de anunciar produtos, é algo normal. Todos sabemos que a publicidade utiliza os mais variados meios.

O que vem acontecendo é que o tal do post-pago se tornou uma festa. Uma festa V.I.P onde somente uma bem selecionada turminha do barulho pode entrar. A grande maioria vai dizer que se trata de inveja, afinal, esse é o argumento da moda. O que muita gente vem observando é uma certa prostituição da ferramenta e da opinião do blogueiro. Hoje em dia vemos mais posts-pagos do que conteúdo em blogs. Muitas vezes anúncios que não condizem em nada com a temática do blog.

Quem critica não é o leitor comum. Ele não se importa com isso. A crítica é feita por pessoas do meio blogueiro, que possui um certo conhecimento e apreciam a isenção do meio quanto à essa prostituição. Recentemente foi criada uma comunidade que, de certa forma, veio para contestar isso: O Fim da Blogosfera. A  idéia é basicamente criticar essa festa que se tornou os posts pagos. Uma das formas utilizadas pelos criadores foi realizar um contato, como se fosse um anunciante, com uma conhecida blogueira. Ela mordeu a isca e, para quem leu, foi um dos melhores logs de MSN já registrados. Pena que tiraram do ar.

Após o ocorrido, dois dos participantes da conversa foram à Blogzona, sei lá, como uma forma de protesto, reclamarem da atitude de quem realizou a “pegadinha”. Em dado momento, a blogueira que trabalha com mídias sociais disse que a pessoa que pregou a peça, e possivelmente aqueles que estão criticando a atitude na comunidade, se queimaram com as agências. Isso me fez refletir sobre um ponto crucial, que acredito, muitos de vocês vão se deparar em algum momento da vida: Eu não blogo para as agências de publicidade, então, por que eu não posso criticar algo que eu acredito ser errado e vai contra o meu pensamento?

Eu realizei recentemente uma monografia sobre publicidade em blogs, e um dos focos principais era a relação das agências com a ferramenta. É uma mídia barata, atinge um foco específico de leitores e possui certa credibilidade para quem lê. Ok. Eu confirmei isso tudo em meus estudos. Mas, achar que as agências de publicidade são as maiores financiadoras dos blogs, é de uma falta de noção sem tamanho. E acima de tudo, alegar que vamos nos queimar com agências? Pera aí. Não é bem assim.

Eu já tive a oportunidade de ficar bem na fita com agências que anunciam em blogs em duas oportunidades. Eu não o fiz. Primeiro porque o tipo de anuncio não condizia com o conteúdo do meu blog e em segundo lugar, o tipo de ação que me propuseram seria algo do tipo “faz de graça, se você der retorno, a gente te contata de novo”. Mas aí eu faria e ficaria esperando o contato eternamente, como foi logo no início do meu blog. E, me chame de capitalista, ganancioso e tudo o mais, mas eu não quero ficar dependendo da boa vontade de agências de publicidade. Não mesmo.

O meu foco não é o gerente de mídias sociais, nem o estrategista de conteúdo. O meu foco são pessoas que se interessam pelo que eu tenha a falar e gostam de ler o que eu escrevo. Se eventualmente o meu conteúdo se encaixar em uma ação que envolva blogs, ok, estarei aqui à disposição. Mas não me diga o que eu posso ou não falar no meu blog ou em comunidades do Orkut alegando que isso afetará o modo como eu sou visto pelas agências que anunciam em blogs.

Eu não sou amigo de nenhum blogueiro que seleciona blogs para ações de publicidade e muito menos faço média como se quisesse mostrar que “oi, estou aqui, tá?”. Esse não é o meu estilo. Adoro mídias sociais, adoro blogs, sou publicitário e quero trabalhar em agência, mas nem por isso eu tenho que ser a favor de um sistema que apenas denigre a imagem dos blogs perante aqueles que, de certa forma, fizeram com que a ferramenta fosse tão difundida quanto hoje.

Voltando ao assunto do log e da comunidade, o pior de tudo foi ver que os autores tiveram que deletar o post porque o pessoal que caiu, se sentiu ofendido. Mas pera aí, a moda não é justamente publicar logs de MSN em blogs de humor e ridicularizar quem aparece ali? O que fizeram foi justamente isso, mas de uma forma crítica e subversiva. Mas como dizem, no dos outros é refresco, principalmente quando o log dava nome aos bois.

O que eu tiro de tudo isso é que a cada dia que passa, o blog vai perdendo a função de ferramenta de liberdade de escrita, que promove interação, debate e se profissionaliza da pior forma possível: se rendendo ao que antigamente mais criticava, a forma como a velha mídia se vendeu para a propaganda. Eu continuo escrevendo para quem gosta de ler, não para as agências de publicidade, por mais que isso vá me prejudicar como “blogueiro”. Afinal, esse aqui é o meu espaço, onde eu posso expôr as minhas idéias, por mais contraditórias que elas sejam.

Não vou mudar meu jeito para agradar a quem possivelmente me pagaria R$ 100 pra falar bem de, sei lá, um papel higiênico ultra-confortável que salvou o meu bumbum em um dia chuvoso enquanto viajava para Ipatinga. Pode ser que um dia você veja um post patrocinado por aqui, ou não, não sou dono do futuro. Mas de uma coisa eu tenho certeza: se o fizer, será de algo relevante a esse blog eo meu público e não uma opinião forçada e inventada a respeito de um produto que ninguém vai comprar só por que você indicou.

Rafael - O Roteirista

Eu assisto muitos filmes, muitos filmes mesmo. E também leio vários e vários livros, desde comédias, romances e suspenses, até livros de terror e técnicos. Diria que eu tenho uma certa carga de referências para em um futuro próximo desenvolver algum roteiro de sucesso para Hollywood, já que aqui no Brasil, eu não teria muito sucesso. Sabe por que? Leia os parágrafos abaixo.

Um dos gêneros de filmes que mais gosto, são as comédias adolescentes. Por mais descerebradas que sejam, é sempre muito divertido ver as aventuras e desventuras sexuais, escolares e universitárias apresentadas em filmes como American Pie, Colegiais em Apuros, O Clube dos Cinco, Não é Mais um Besteirol Americano e SuperBad, da safra mais recente, o melhor deles.

Como adoro esse gênero, estava pensando que meu primeiro roteiro poderia ser uma comédia adolescente. Teria direito à todos os clichês do gênero, desde garotas lindas e semi nuas, os grupos sociais do universo escolar, as festas regadas à bebidas e drogas e com um grupo de personagens principais carismáticos. Mas foi exatamente nesse ponto que eu desisti de pensar em uma comédia adolescente aqui no Brasil.

O primeiro empecilho seria a mentalidade do público que, por comédia adolescente, entende-se Malhação. Ninguém bebe, ninguém fuma, ninguém transa e são todos filhinhos de papais criados com muito leite Ninho, que o máximo de putaria que conhecem é uma menina de biquíni. Esse fato nos leva ao segundo fator crucial: o elenco.

Atualmente, as caras jovens da televisão brasileira estão reunidas em Malhação. E o principal, não tem ninguém ali carismático. Não precisa nem ser talentoso, já que pra uma comédia adolescente, você não espera ver uma interpretação digna de Oscar. Basta apenas carisma e infelizmente ninguém dessa geração jovem tem isso. Vejamos:

A atual cara da dramaturgia jovem brasileira:

Muuuuito leite Ninho.

Muuuuito leite Ninho.

Atoooron!

Atoooron!

Esse galãzinho aí de cima é Rafael de Almeida. Ele era protagonista de Malhação e fez a sua estréia em uma novela das oito interpretando um jovem e virgem pianista.

Talento: 0
Carisma: 0

OK. Depois disso não preciso nem mostrar mais nada. A cada ator jovem que eu tenho contato, a minha idéia de fazer um filme para adolescentes aqui no Brasil vai sendo destruída. Além de não existir mão de obra qualificada pra isso, teria que recorrer a uma trilha sonora ridícula contando com Fresno, Nx Zero ou qualquer outra banda random que estiver no auge na época.

A boa é fazer as malas, escrever o roteiro em inglês e tentar a sorte em Hollywood. Vai que eu não me torno tipo, o novo Judd Apatow, não é mesmo?

Sobre prodígios infantis.

Mallu e a habilidade com pirulito

Mallu e a habilidade com pirulito

Em cada geração temos pelo menos uma criança que se destaca das demais no meio artístico, se tornando um fenômeno infantil e se consagrando uma revelação. Claro que isso nunca é duradouro, mas podemos citar como exemplos a Mara Maravilha, Simony, Macaulay Culkin e mais recentemente a pequena Maísa e a famigerada Mallu Magalhães.

Desde cedo exploraram a imagem desses prodígios de todas as formas possíveis. Vamos pegar como exemplo as mais recentes: Mallu Magalhães vai em todo o tipo de programa de entrevistas, por mais que ela ainda não saiba falar, além de ser figurinha carimbada em eventos de música indie. Já a insuportável Maísa  ganhou bonequinha, capas de revistas, um programa só dela no SBT e é frequentemente citada em matérias de sites de fofocas por ser a culpada pela demissão de alguém da emissora do Senor Abravanel.

Isso tudo é muito certinho, muito politicamente correto. Os prodígios vão desde meninos e meninas cantores, à apresentadores de TV e atores e atrizes de televisão. De certa forma eles são explorados, pois não agem por si próprios, mas de acordo com as regras do “show bizz”. Porém, uma coisa que me incomoda é o fato de não existir nenhum desses prodígios atuando em filmes pornô.

Pensem comigo: existe uma infinidade de meninos e meninas de 14, 15 anos de idade que já transam há bem mais tempo do que qualquer um que lê esse blog (levando em consideração que vocês são todos pré-adolescentes e virgens). Qual o problema de um jovem desses participar de filmes eróticos? Tem moleque ai de 14 anos que poderia dar uma aula sobre sexo. Não sobre educação sexual, mas sobre sexo na prática.

Mas não, tem que ser de maior, é crime, é pedofilia e blah blah blah. Qual é o problema? Já ouviu aquele ditado: “pagando bem, que mal tem”? A profissão de ator/atriz pornô é uma profissão como qualquer outra. Se um moleque desenvolveu esse dom para o sexo, poxa, que o utilize. Vai dizer que no seu bairro não tem uma menina nessa idade que todo mundo já deu uma furunfada? Todo bairro tem, é uma tradição.

Acontece que tudo é sempre bonitinho se for fofinho. A Mallu Magalhães com a carinha de retardada e a Maísa com a sua perspicácia sem noção. Imaginem o quanto venderia um filme “erótico” da Mallu Magalhães e do Marcelo Camello? Seria um novo “Perdendo o Selinho“, só que o virgem da história seria o Camello. O povo quer é isso, rostinhos bonitinhos em situações engraçadas ou culturais. Mas como o filme pornô ainda não é visto com bons olhos pela maioria da população, não veremos tão cedo pequenos prodígios atuando em filmes desse tipo.

É fato que todas as produtoras de filmes eróticos acompanham a carreiras dessas jovens com tamanha vontade que no momento em que elas assopram as velinhas comemorando 18 anos, já atendem a telefonemas da Brasileirinhas ou Sexy Clube oferecendo uma generosa quantia para que possamos vislumbrar filmes onde veremos “Mallu Magalhães como você nunca viu”.

O futuro dessas estrelas mirins

O futuro dessas estrelas mirins

Provavelmente, um dia ainda diminuirão a maioridade de 18 para 16 anos e aí sim, o mundo será um lugar melhor.  Mas enquanto isso não acontece, perderam uma ótima chance quando eu era menor. Para muitos, eu era o novo Kid Bengala, o novo Rocco. Mas seria imprudente demais investir nessa carreira. Tolos.

Entre razões e emoções a saída… é fazer uma música decente.

Quando somos adolescentes e ainda estamos descobrindo quem somos, os nossos gostos verdadeiros e o que seremos no futuro, passamos por várias experiências que vão desde o que vestimos até o que escutamos. Geralmente nessa idade tem uma banda que faz um certo sucesso e que acaba inspirando a nossa vida. Claro, nessa fase também temos vários amores. Acredito que já passei dessa fase e olhando agora com clareza, posso fazer uma pequena análise sobre um assunto: músicas românticas.

A molecada de hoje em dia tem como ídolos bandas como Fresno e NX Zero, que fazem um “emocore” adocicado, repleto de letras de amor, desilusões e em alguns casos uma voltinha por cima. Levando em conta que a nossa análise crítica nessa idade é a pior possível, as meninas e os meninos de hoje em dia consideram as músicas dessas bandas verdadeiras declarações de amor, podendo utilizá-las em várias ocasiões. Mas olhando agora, um pouco mais velho, a profundidade das letras dessas bandas é tão profunda quanto o vaso de plantinhas da minha mãe.

Acontece que nessa idade as meninas idealizam um cara perfeito e para muitas, a figura desse cara perfeito está nos integrantes dessas bandas ou em alguns casos, um ator ou um personagem de livro que suga sangue. Porém, como todos sabemos a realidade é muito mais cruel do que a nossa imaginação fértil. Uma música dessas bandas só funcionaria com uma garota de 13 ou no máximo 15 anos. O que ela espera de um cara é justamente isso: uma declaração de amor que envolva seu mundo, com pôsteres de bandas no quarto, shows de rock, bandanas e rolés de skate. Mas o tempo passa e isso nunca mais funcionará.

Agora, se você quer falar de músicas de amor que funcionem a partir de uma certa idade, quando tanto a garota quanto o garoto já adquiriram uma certa experiência de vida e já definiram seus gostos musicais, existem cantores e bandas que pouparão as suas palavras, pois o que eles cantam faz qualquer mulher repensar aquele término de namoro.

Por mais que “entre razões e emoções a saída é fazer valer a pena” ou “alguém que te faz sorrir, alguém que vai te abraçar” possam parecer versos extremamente românticos, não são nem uma vírgula se comparados a versos como:

Most of the time
She ain’t even in my mind,
I wouldn’t know her if I saw her
She’s that far behind.
Most of the time
I can’t even be sure
If she was ever with me
If I was ever with her.

Most of the Time - Bob Dylan

Com apenas uma estrofe, Bob Dylan consegue expressar mais sentimentos do que todas as músicas já gravadas por Fresno, Nx Zero, CPM 22 e bandas do gênero rock melódico. Claro, existem bandas desse gênero que conseguem expressar um pouco além de lamentações, mas não pense que sua namorada irá voltar se você cantar isso pra ela. Ela não irá. Para essas situações, prefira sempre os mais experientes, mais velhos.

Não pense também que essas rimas que você faz sempre que está chateado também surtirão efeito. Para ela, vai soar como uma poesia de um menino da quarta série onde sua rima mais complexa é coração / paixão. Se quiser aprender um pouco sobre amor, na voz de quem entende, procure músicas como a própria citada acima, Most Of the Time do Bob Dylan, I Believe (When I Fall in Love It Will Be Forever) do Stevie Wonder ou então I’m Wrong About Everything de Jhon Wesley Harding. São músicas que não precisam de mais nada. Apenas mande para a sua namorada, ex-namorada e deixe que os próprios autores dêem o recado.

Os melhores blogs de 2008… pra mim.

Esse é o ranking definitivo da blogosfera. Pelo menos pra mim. Provavelmente vocês não verão grandes nomes aqui, porque eu já os conhecia ano passado e pretendo sair um pouco da rotina e do tradicional mais do mesmo. O ranking não tem uma posição, pois definir posições se dá por relevância ou qualquer outro critério aleatório que não fará nenhum blog citado aqui melhor do que o outro. Escreverei de acordo com o que vier na minha mente, já que escrevo esse post sem um rascunho ou uma listinha pré-definida.

Não, eu não esqueci de ninguém, e se o seu blog não está aqui, desculpe, mas eu não considerei o seu blog como um dos melhores de 2008. Vale lembrar que essa lista não é relevante pra você, e sim pra mim. Se o conteúdo aqui exposto não te agradar, procure o ranking do BlogBlogs ou qualquer outro que julgar melhor. Não terá nenhuma explicação do porquê tal blog e muito menos um resumo do que se trata o indicado, o link existe pra isso. Você clica e descobre. Vamos aos indicados.

Desaforo

Kamikaze

Super Wallace

O Crepúsculo

Que Diabos

Hoje é um bom dia

Gravataí Merengue

Nigel Goodman

Descência do Indescente

Seu Estranho

Tolices do Orkut

Morróida

Reunião do Clube

JustPlay

Lápis Raro

Coxa Creme

Blogamador

Manual do Cafajeste

Tico SantaCruz

Efeito Ázaron

Odeio e Justifico

Enfim, se o seu blog não estiver aqui, não se preocupe. Isso não significa que ele é ruim ou que eu não gosto de você, mas sim que eu não o acompanhei com tamanha frequência me fizesse considerá-lo um dos melhores de 2008. Outro fator também pode ser eu já conhecer seu blog e o que dominou essa lista foram somente blogs que conheci esse ano, quando me enturmei mais no underground da blogosfera.

O melhor de 2008 de acordo com Rafa Barbosa

Essa definitivamente não é uma retrospectiva. Eu não vou relembrar fatos com nostalgia. Não, não vou mesmo. Vou apenas apontar o que de melhor aconteceu nesse ano de 2008 seja diretamente ligado a mim ou que, de alguma forma, foi bom e como isso afetou a minha vida virtual ou real. Provavelmente eu abordarei mais o lado on-line da minha vida, já que coisas do mundo off-line não foram regra, e sim exceção. Se você não concordar com a minha opinião, não tem problema, afinal, é o melhor de 2008 de acordo com Rafa Barbosa, vulgo EU! Então vamos lá:

Estágio na Vero Brasil como redator:

O ano começou bem. Logo em março eu consegui meu primeiro estágio em uma agência de médio porte. Bom, foi o primeiro e único até agora, já que em Julho eu fui educadamente mandado pra casa e depois disso não arrumei mais nada na área. Mas isso trouxe benefícios, como dinheiro para pagar meu servidor, o que vem logo a seguir.

Blog em domínio próprio:

De certa forma esse foi um dos momentos mais marcantes do meu ano de 2008 no que diz respeito a blogs. Depois de passar alguns meses no BroguiBlogs e com a queda do serviço constantemente, acabei comprando um domínio e pagando uma hospedagem e isso foi totalmente benéfico para o crescimento desse pedaço de papel virtual. Com o domínio o meu blog passou a ser um pouco mais reconhecido, o rítmo de atualizações aumentou e consegui tirar algum dinheiro fazendo o que eu gosto.

BlogZona:

Um bando de blogueiros reunidos em um chat do MSN. É assim que eu posso definir a blogzona. Aliás, seria assim quando entrei, hoje eu posso dizer que é um chat do MSN onde converso com grandes amigos. Fazer parte da BlogZona ajudou bastante no crescimento do meu blog. Tanto pelas parcerias quanto pelas dicas e experiências de outros camaradas que conheci por aquelas bandas.

Mamãe Eu Quero Subir no Ranking do BlogBlogs:

No ano de 2008, esse foi o meu ápice como blogueiro. Uma idéia simples e bem executada que colocou o meu blog, o meu nome e o do Jhony na boca de meia blogosfera brasileira. Acredito que foi o que mais gerou movimento na blogosfera brasileira. Teve quem falou mal, quem falou bem, que apoiou, quem esculachou e teve até gente que excluiu a conta do BlogBlogs. Bom, contribuiu para uma punição do Google que perdura até hoje, mais de um mês depois.

Monografia sobre publicidade em blogs:

Um trabalho de faculdade que durou um ano inteiro. Mas que valeu a pena por vários aspectos, entre eles compreender melhor como funciona e como é utilizada atualmente a publicidade em blogs, além de me proporcionar o contato com as agências de Belo Horizonte que trabalham com a ferramenta.

Free Willy - O abate

Comer é uma arte. Não basta apenas comer, você tem que saber saborear a comida nos seus mais variados aspectos. Logo, se comer é uma arte, eu sou mestre em fazer obras-primas, afinal, eu sou um cara que come bem. Nos dois sentidos, se é que me entende. Fato é que, como todo artista tem um revés na sua vida, vide Van Gogh decepa orelha e Beethoven surdinho, eu tive a infelicidade de engordar… de novo.

Em meados de 2004, no auge da minha adolescência, eu adquiri algumas arrobas a mais, o que me enquadrou no grupo dos cheinhos. Foi uma época farta na minha vida. Farta de comida, apelidos e zoações. O estopim foi uma foto minha em que eu aparecia com quatro queixos. Não vou postar aqui porque seria vexaminoso demais.

O tempo foi passando e eu fui emagrecendo novamente. No meio do ano passado eu era um cara magrinho de novo, esbelto, bonito, rico e bem sucedido. E com todos esses atributos, arrumei uma linda namorada. Tá certo, nem foi porque sou rico, lindo, bonito e bem sucedido, mas sim por ser um cara legal. Mas deixa isso pra lá que não faz parte da história.

Acontece que o destino resolveu me pregar uma peça e enfiou misteriosamente 17kg no meu corpo (isso pegou mal). O que antes era um belo rapaz esbelto, com 70kg muito bem distribuídos, exibindo este visual:

Atualmente é um gordinho muito do sapeca que, em 12 meses, adquiriu enormes 17.7kg e hoje ostenta esse visual:

Yo Willy!

Yo Willy!

Inegável que o índice de tecido de tecido adiposo acumulado no meu organismo subiu substancialmente. Eu voltei a a ter bochechas rechonchudas, adquiri mais um queixo promovendo a fusão entre meu queixo e meu pescoço. O pior de tudo é ver as minhas bermudas e blusas se tornarem mais apertadas.

As blusas são um caso a parte, já que eu usava P e se for vestí-las atualmente, ostentarei com orgulho uma proeminente pochete sob o tecido, fruto de muitos e muitos BigTastys, BigBobs e picanhas com batata frita. Eu não sei o que aconteceu, já que não como esses lanches com tanta frequência. No máximo uma vez por semana.

Fato é que já estou sendo cogitado para a continuação do clássico dos anos 90 Free Willy. E não, eu não vou nadar com a baleia. Eu serei a baleia. Por mais triste que isso possa parecer. E aproveitando o embalo, gostaria de expressar aqui o quanto eu não suporto gordinhos. Principalmente quando eu sou o gordinho em questão.

Ao engordar eu me torno mais desastrado, o que só contribui para me tornar motivo de chacota e a ganhar o posto de gordinho da turma. Mas depois de amanhã já é 2009. Ano novo, vida nova.Vou voltar a praticar o futebolzinho com a galera além de empreender um regime alimentício e atividades que envolvam a queima de calorias. Muitas calorias. Mais especificamente 17,7kg de calorias.

Ainda bem que nessas férias eu não vou para a praia. Eu correria o sério risco de me encalhar nas areias capixabas e ser motivo de piada para todos os demais. Ou então virar sushi em algum restaurante japon~es da região, já que carne de baleia é meio raro.

Mas se formos olhar pelo lado blogosférico da coisa, atualmente os blogueiros de mais sucesso são gordinhos. Essa pode ser uma marca registrada da raça já que provavelmente a vida social desses seres se resume a sentar na frente do PC, comer, beber e… comer de novo. E depois postar tudo no blog.

Enfim.

Ser gordo é um karma.

Eu não sou Mac.

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Há um certo tempinho a Microsoft lançou a sua nova campanha publicitária com o tema I am a Pc, para “bater de frente” com a campanha da Apple Mac x PC. Para um cara que olha de fora, como eu, essa é uma campanha que nunca me atingiria em cheio, apesar de eu ter dois PC’s em casa e não ser nada Macmaníaco. Vamos aos fatos.

Eu vivo em um país onde não existe uma “Apple Store”. Logo, todo produto da Apple que entra no país custa os olhos da cara. Some a isso o fato de eu não possuir uma renda que me permita gozar de uma saúde financeira confortável, já que raramente consigo comprar alguma coisa a vista.

Os ditos Macmaníacos do Brasil são uma pequena parcela do que se pode considerar aqueles que gostam de ostentar. São diferentes não de uma maneira cool, mas de uma maneira “eu tenho grana e uso Mac, para eu e meus amigos, eu sou Cool”. Não é muito raro ver essas pessoas tendo problemas de incompatibilidade em grandes eventos que necessitam as tão famigeradas apresentações de slides.

Geralmente aqui no Brasil quem possui um Mac são as pessoas que trabalham com Internet ou os publicitários descolados. Entre Junho de 2007 e Abril de 2008 eu tive uma experiência com Mac. Na agência em que eu trabalhava, todas as máquinas eram Mac. Seja para redação, direção de arte ou atendimento. Porém, um grande fator era que essa agência era experimental e formada somente por alunos da minha faculdade. Na turma que entrou comigo, grande parte das pessoas nunca havia trabalhado com um Mac. Ou seja, ficaram mais perdidos que cego jogando Counter-Strike.

Muitos procuravam o botão direito do Mouse, enquanto outros procuravam a famosa barrinha Iniciar. Levou um tempo até que todos os que não haviam trabalhado com a máquina se adaptassem. Lembrando desse fato, páro e penso que, por vários fatores, a plataforma do Mac nunca será popularizada aqui no Brasil. Continuará sendo “símbolo de status” de uma minoria que, vendo uma outra minoria adquirindo, utiliza a plataforma como forma de se integrar a esse grupo seleto de jovens descolados.

Enquanto isso, os PC’s vão só caíndo de preço e ajudando ainda mais na inclusão digital, seja isso bom ou ruim. Eu trabalho com PC desde que tive o meu primeiro contato com a informática. Tive problemas? Claro. Mas com o Mac também, e problemas semelhantes tais como o travamento do sistema e a lentidão em alguns casos.

Acredito que atualmente, pelo menos no Brasil, o Mac não seja um diferencial de qualidade, e sim uma forma de ostentar um status perante outras pessoas. O preço que você paga em um Mac com uma configuração razoável, você pega um PC ultra foda que te permite rodar até a sua versão pessoal da Matrix. Sem contar o suporte, que pelo menos aqui em Belo Horizonte, já vi muita gente sofrendo para conseguir.

É por isso que eu não sou um Mac. Porque eu sou um garotinho falido e que, até o momento, não tenho a necessidade de ostentar um computador que me faça ser incluido em uma patotinha de pessoas descoladas que se admiram umas às outras. Estou satisfeito com os meus dois PC’s. Rodam os jogos que eu preciso, não travam com Photoshop, Illustrator e etc, e até o momento, nenhum deles deu problema no sistema operacional, sendo que no Desktop roda Windows XP e no notebook roda Windows Vista.

Não vou dizer I am a PC, até porque eu nunca fui um Mac de fato. Só trabalhei no estágio e apenas isso. Eu sou apenas um usuário comum de computadores que não exige demais de um sistema operacional. Principalmente quando essa exigência se resume a jogar World of Warcraft, blogar e twittar.

Vamos ajudar a quem precisa?

Todos nós sabemos que a maior dádiva do ser humano é a sua compaixão. O ato de ajudar ao próximo sem esperar nada em troca. Vivemos em um país onde não temos grandes catástrofes naturais, não vivemos em uma pobreza constante e muito menos vivemos em guerra com outros países da América do Sul. Mas lá no Oriente Médio a coisa é diferente e, como os blogueiros brasileiros estão entre os mais solidários do mundo, que tal ajudarmos?

É sabido por todos nós que Israel e a Palestina vivem uma guerra constante. E recentemente foi promovido um ataque por parte de Israel que matou mais de 200 pessoas e deixou centenas de desabrigados. E é por essas pessoas que eu estou lançando a campanha “Os blogs vão à Gaza“.

O objetivo dessa campanha é provarmos para o mundo que somos um país realmente solidário e, mais do que isso, que os nossos blogueiros não se prendem somente a “manifestos no conforto de casa”, afinal, cá pra nós, ser solidário sem tirar o pé do quarto é muito fácil. Já provamos que somos excelentes voluntários