Quero ser roteirista

Estudar para ser um roteirista é o meu principal objetivo para 2019. Falo um pouco sobre essa aventura por aqui.

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Por Diário

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Quem acompanhou o blog nos últimos dias deve ter visto que escrevi bastante sobre filmes, séries e livros que assisti/li nesse começo de 2019.

Não é que o blog tenha se tornado um site especializado em resenhas, mas como eu disse na minha retrospectiva, esse ano quero levar a sério os meus estudos sobre escrita criativa e roteiros.

Estou fazendo alguns cursos online e me planejando para os presenciais no segundo semestre.

Em meio aos cursos, tenho estudado bastante através de livros e sites especializados nesses assuntos.

Eu sempre tive vontade de ser roteirista ou escritor, talvez os dois, quem sabe, mas nunca levei isso adiante.

Sempre arranjei uma desculpa para não estudar.

Mas dessa vez estou levando a sério.

Portanto, pode ser que apareçam mais posts sobre livros, filmes e séries por aqui, já que tenho tentado aplicar os conhecimentos dos cursos sobre essas obras.

Tenho uma meta muito realista para 2022: concorrer com algum roteiro no Globo de Ouro ou no Emmys.

Por que não no Oscar? Bem, pelo que eu tenho lido desse mercado, aparentemente a televisão hoje é o grande xodó dos roteiristas (no caso do mercado americano).

No livro Na Sala de Roteiristas – Conversando com os autores de Friends, Mad Men, Game of Thrones e outras séries que mudaram a TV (Ed. Zahar), a autora Christina Kallas bate um papo com vários roteiristas e showrunners das maiores séries dos últimos 20 anos.

É um mergulho sobre o universo dos contadores de histórias, mostrando como é a vida de um roteirista desde a sua formação até o momento em que se torna um showrunner.

O clima e a dinâmica de uma sala de roteiristas, os degraus e obstáculos que um roteirista precisa enfrentar para chegar no ponto em que ele escreve um episódio em si e a disputa entre os que escrevem para a TV e os que escrevem para cinema.

Christina Kallas tem um ponto muito bom que é abordado nas conversas: hoje, o nível das séries de televisão está equiparado ou melhor que a produção do cinema americano.

A TV, principalmente os canais a cabo, tem dado muito mais liberdade para experimentação de formatos e histórias com personagens fortes e complexos.

A parte ruim do livro é que ele foi escrito antes do boom dos streamings, quando a Netflix ainda dava seus primeiros passos com House of Cards.

Seria muito interessante ler como ficou essa dinâmica mais uma vez com a entrada dos serviços como Netflix, Hulu e Amazon.

Mas, voltando ao assunto, é uma unanimidade entre os roteiristas de televisão que lá é o melhor espaço para se trabalhar.

Alguns deles já escreveram para cinema e tiveram experiências terríveis, uma vez que um diretor de cinema pode alterar o que quiser em um roteiro. Em muitos casos, inclusive, destruindo completamente a estrutura pensada pelo roteirista.

O resultado são filmes terríveis, que perdem em lógica e em estrutura.

Estou correndo atrás de materiais parecidos mas voltados para o mercado de televisão e cinema brasileiro.

Desde sempre tivemos as novelas e as séries nacionais exibidas pela televisão aberta e os canais a cabo.

Depois veio a HBO com o seu selo de qualidade produzindo séries brasileiras.

Nos últimos dois anos, quem entrou nessa disputa foi a Netflix. Mas ainda são poucas produções se comparadas com alguns outros países.

No caso do cinema, o Brasil é um país difícil de se conseguir alguma coisa.

É um mercado muito dependente dos editais e financiamentos estatais.

Ou então são filmes produzidos pela Globo Filmes, o que basicamente se torna uma extensão da própria emissora.

Talvez as oportunidades aumentem com os investimentos que tem sido feitos no Globo Play.

Também quero ficar de olho e aceito recomendações de canais de Youtube que produzam conteúdo autoral com base em roteiros.

Não digo “vlogs” ou o Nostalgia. Digo no sentido de produções amadoras, na raça e na coragem, com baixo custo, improviso mas que tenha qualidade.

Pode ser de qualquer país. Talvez seja por ai que eu comece a trilhar o meu caminho.

A verdade é que estou muito motivado com essa nova empreitada e sei que as chances de me frustrar são enormes, mas se eu nem tentar, tenho certeza que ficarei ainda mais deprimido.

Quem sabe um dia eu não consigo tirar o meu projeto pensado para o Serginho Hondjakoff do papel, certo? Não custa sonhar.

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