Autor: rafabarbosa

Já tentei ser jogador de futebol, físico nuclear, cientista da computação e famoso. Terminei formado em publicidade e escrevendo em um blog sobre a minha vida. Isso, meus amigos, é o que eu chamo de sucesso.

Êeee carnaval!

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Namorar em cidade do interior deve ser uma porcaria. Digo isso pois reparei um aumento incrível no número de meninas solteiras do meu orkut. E todas essas que ficaram solteiras recentemente moram em cidades do interior que são famosas pelo carnaval animado. Fato que elas esperam o ano inteiro pela “carne nova” que chega à cidade. Digo isso por experiência própria. Sabe como é, conhecimento empírico! 😉

Mas voltando ao assunto, coloco as garotas como exemplo pois a grande maioria dos meus amigos já estão solteiros. E sei lá, provavelmente no interior deve ser aquela mesmice de sempre. Todo mundo se conhece e a variedade de pessoas é quase nula. O cara que sai da capital ou cidades adjacentes já vai pro interior com a intenção de fazer a limpa no maior número possível de nativas.

Mas é meio estranho pois todas elas acabam voltando com o namoro logo após o carnaval. Logo após o carnaval onde ela beijou provavelmente mais caras em 3 dias do que eu em toda a minha vida.

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Mas enfim. O que seria do carnaval no Brasil se não fosse a possibilidade de pegar várias garotas/garotos sem ter que dar nenhuma satisfação, ver mulheres nuas e encher a cara até desmaiar? Eu estou confortável com a minha namorada linda, mas, sim, o Brasil é o país do carnaval.

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O Melhor lugar para comprar computador!

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Essa merece vir para o blog. Essa semana comprei um computador novo e tenho que admitir: foi o melhor investimento da minha vida. Estava eu tranquilo assistindo a minha novelinha preferida – Caminho das Índias -, quando apareceu aquele comercial maravilho das Casas Bahia anunciando a semana da informática. Como o meu K6-II já andava meio capenga, fiquei de olho nas ofertas anunciadas. E no meio de Pen-drives, impressoras e monitores, eu vi aquele belo computador. Logo de cara já chamou a minha atenção e, no mesmo instante, coloquei o meu despertador no ponto: 7:30 da manhã. Quando a loja abrisse, as 8h, eu já queria estar lá.

No dia seguinte, lá estava eu. A vontade de comprar um computador era enorme e os vendedores das Casas Bahia farejam essa vontade de longe. Um vendedor de lá, o Wilton, me atendeu super bem. Perguntou se eu estava lá pela semana de informática e começou a me apresentar as ofertas. Mas como eu disse, foi amor à primeira vista com aquele computador da oferta. Percebendo que eu já estava decidido, Wilton me levou até o meu precioso.

Era um lindo AMD-Sempron, com 1GB de memória, HD de 80 GB. 80 GB esperando toda a minha coleção de vídeos pornô, músicas e grandes aventuras na terra mágica de Tíbia. O monitor era de 15 polegadas de LCD e, o melhor de tudo, era um PCTV. Eu poderia assistir aos meus programas favoritos durante uma ou outra partida de Ultima On-line. Sem contar que ele era todo pretão, com mouse óptico e um teclado maravilhoso. As caixinhas de som então, eram um show á parte.

Perguntei para o Wilton:

– Quanto é?

E ele me disse que à vista sairia por R$ 1500. Não era bem a minha verba disponível para informática, mas sempre muito prestativo, Wilton me disse que poderia fazer um crediário e dividir em 48 parcelas com uma taxa de juros baixíssima. Sem dúvida esse pessoal das Casas Bahia sabe trabalhar. Mesmo que você não tenha condições, eles dão um jeito de realizar o seu sonho. E esse Sempron era o meu sonho.

Feito o crediário, meu crédito foi aprovado, afinal, eu tenho o nome mais limpo do que UTI de pronto-socorro. Esperei a minha vez na fila para retirada de produtos e saí de lá com há de melhor e mais moderno no ramo da informática.

Chegando em casa só me deparei com um problema: Cadê o Windows? Veio um tal de Linux no lugar do bom e velho Janelas. Mas como eu tenho amigos bem informados, logo consegui um CD gravado pelo Pedrão e instalei tudo tranquilamente. Daí em diante foi só alegria.

Se me pedissem uma dica de um lugar com preços excelentes e qualidade em atendimento para comprar um computador, eu diria Casas Bahia sem pestanejar. Atendimento eficiente e bem educado, com o Wilton como prova viva disso, além de preços completamente acessíveis e as melhores formas de pagamento. Recomendo para todos os amigos. As Casas Bahia têm o melhor preço do mercado e é o lugar mais em conta para esse tipo de compra.

Até agora o computador não deu nenhum problema e estou felizão aqui, fazendo esse post diretamente do meu Sempron novinho. Bom, agora vou jogar um pouquinho de Tibia e mais tarde assistir a algum filminho educativo para adultos.

Fui.

*********

Esse é um publieditorial. Este é um post em forma de crítica. Um conto. Uma pegadinha. Uma ironia.

A história acima não é verídica. Foi uma invenção da minha mente sórdida e uma forma de criticar a atual farra dos publieditoriais. Por motivos de bom senso, estou fazendo esse breve comentário e salientando mais uma vez que a história acima não passou de uma gracinha. Também alterei o selo que estava aqui antes. O novo dá uma idéia melhor do que eu quero dizer:

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A malandragem do flanelinha.

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flanelinha

Um dos locais em que os flanelinhas mais faturam grana é, sem dúvida, o entorno de faculdades. Geralmente elas não tem um estacionamento exclusivo para os seus alunos, logo, as áreas ao redor são um oasis de carros estacionados e uma oportunidade mágica de ganhar dinheiro para esses jovens empreendedores. Fato que existem aqueles que trabalham bem, fazem a limpeza e vigiam direito. Mas, ao mesmo tempo, também existem aqueles que ficam zanzando por outros lugares e não estão presentes quando você chega, mas sempre estão lá na hora de cobrar.

Um desses flanelinhas que não trabalha direito se tornou a minha sina. Ano passado eu fazia uma matéria a noite e esse ano, estou fazendo duas. Esporadicamente e sempre que meu pai chega em casa cedo, eu vou de carro para a faculdade. Posso sair mais tarde de casa e chegar bem mais cedo e ainda não corro o risco de pegar um ônibus lotado. Comodidades que só uma carteira de motorista faz por você!

Voltando ao flanelinha. Como no horário que eu chego já não existem mais vagas em frente a faculdade, tenho que parar nas ruas adjacentes. Para a minha sorte, paro o carro na lateral de um batalhão da Polícia Militar e entre dois estacionamentos privados. Mas existe esse flanelinha. Os demais flanelinhas são mais velhos, com seus 40 anos ou mais. Esse é moleque. Se tiver 25 é muito. Desde que comecei a ir para a faculdade de carro, eu nunca me deparei com ele na hora que eu chego.

Estaciono, pego minhas coisas, ativo o alarme e vou embora. Nem sinal do flanelinha. Fico na faculdade, cumpro as minhas obrigações de aluno e ao sinal do término, corro pro carro pra ficar o mais longe possível daquele lugar. É nesse exato momento que a porcaria do flanelinha aparece com a cara mais lavada do mundo. Sempre com aquele papo “Salva o nosso ai chefia”.

Umas 5 vezes eu fui sensato e falei que não pagaria pelo simples fato dele não estar lá quando eu cheguei. O cara poderia muito bem ter chegado 5 minutos antes de eu ir embora e vir falar que vigiou. O problema de se fazer isso é que você pode estar colocando a integridade física do seu carro em risco. Risco mesmo, pois já cansei de ouvir histórias de pessoas que não pagaram flanelinhas pelo mesmo motivo e tiveram seus carros arranhados, riscados e com pneus furados.

Só paguei o cara duas vezes. Essas ele estava lá quando eu cheguei. Acontece que agora o cara parece que tá ficando mais esperto e pede a placa do nosso carro. Ontem foi o primeiro dia desse ano em que fui de carro. Ele estava na esquina da rua e eu parei o carro lá em baixo.Quando passei por ele, me pediu a placa. Passei a placa do carro.

Na hora de ir embora, ele estava dentro de um carro estacionado em frente a um bar, com o som ligado no máximo e cantando. Pera aí né? Se é assim que ele toma conta do meu carro, eu não preciso ficar pagando. Afinal, o cara tá mais preocupado em gozar com o pau dos outros do que realmente fazer a tarefa que ele deveria estar fazendo.

Aliás, vou mais além. A possibilidade de alguém roubar um carro em frente a um batalhão de Polícia, uma faculdade e uma garagem de linha de ônibus é quase nula. Temos câmeras de vigilância em ambos os lados da rua. O cara está ali realmente para ganhar uma grana fácil, já que ele não olha o carro de ninguém e ainda fica pagando de gatão com o carro dos outros.

É o fim da picada mesmo.

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A primeira vez a gente nunca esquece…

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Domingo minha namorada estava me contando um caso engraçado. O tio dela pegou um garotinho bem no meio do ato masturbatório em um clube, escondido atrás da moita. A desculpa dada pelo jovem corneteiro foi a de que estava apenas coçando. Isso me lembrou um fato engraçado e totalmente semelhante que aconteceu com… digamos assim, um amigo meu.

Esse meu amigo devia ter uns 13 anos, por aí. Estava na fase pós-descoberta dos prazeres do sexo solitário. Todo lugar era lugar e toda hora era hora para, furtivamente, descascar a bananinha. Naquela noite não poderia ser diferente. Deitado na cama, a luz do quarto apagada e a televisão ligada logicamente na Band. Adivinha o que esse meu amigo estava assistindo? Exatamente. Cine Peitinhos, mais conhecido como Cine Privê.

Antes de prosseguir, se você vive ou viveu a sua adolescência na era da Internet de banda larga, você provavelmente não teve que passar por grandes sacrifícios como ficar acordado até tarde para assistir programas como Cine Privê, Todo Êxtase, Sexy Time e derivados. Hoje você tem toda e qualquer sorte de putaria devidamente arquivada a um clique de mouse. O ato de se masturbar vendo algum vídeo é bem mais fácil hoje em dia do que há alguns anos.

Voltando ao meu amigo. Ele estava tranquilamente deitado na sua beliche, com a avó dormindo na parte de baixo, assistindo a uma cena tórrida de amor, provavelmente Emmanuelle em algum lugar do mundo. Ele estava com o salame na mão e aplicando os movimentos ritimados. O famoso movimento retilíneo uniforme, quase alcançando o clímax de uma bela sessão de sexo quando sumariamente a porta do seu quarto se abre e o pai aparece perguntando:

– O que é que você tá fazendo ai?

– Err.. né nada não pai. To só coçando. Aqui ó.

– Coçando né? Sei…

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Nesse momento o coração do meu amigo estava disparado. Até aquele dia ninguém havia interrompido abruptamente a bronha do cara. Ele sempre fora cuidadoso. Esperava os pais entrarem para o quarto e trancarem a porta e a sua avó dormir. Se ele poderia ser chamado de alguma coisa, seria de cauteloso. Mas não aquele dia.

O meu amigo foi flagrado com o salame na mão e não tinha como se esconder. Uma mera coçadinha não deixaria o membro em estado de prontidão. Fato que seu pai, um malandro da velha guarda, sabia que o seu querido menininho era agora um homem. Um homem punheteiro.

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O Juízo final

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Estamos presenciando o que pode ser o Juízo Final para os blogs paraquedistas. Não sei por qual motivo o Google encontra-se, neste exato momento, acusando todo e qualquer site que aparece em suas buscas como uma ameaça. Isso significa prejuízos enormes, suicídios em massa e o que pode ser a maior crise financeira na internet desde a queda da bolsa de Nova York em 1929.

No Twitter só se fala nisso. Já tem blogueiro desesperado achando que não terá grana pra pagar a baladinha desse fim de semana. E o pior… o lucro ficará abaixo dos tradicionais 300 a 1000 reais por mês. Mas o Google não dá ponto sem nó. Isso na verdade é uma punição pelos anos de blogs paraquedistas aparecendo nas primeiras posições de sua página de busca.

As estratégias sombrias para burlar o sistema e se posicionar bem nas pesquisas tiveram um revés. Assim como os humanos são uma ameaça para a Skynet, agora todo e qualquer site, blog ou whatever são uma ameaça em potencial para o google e para quem procura alguma coisa. Já tem gente pensando em estratégias para adaptar o seu conteúdo aos outros buscadores do mercado.

Mas a principal questão é? Seria esse o início do fim? Ou só mais uma pegadinha do Google tirando onda com a cara dos virgens que ficam em casa o dia todo digitando o seu endereço no Google e babando com os resultados surpreendentes?

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O melhor de 2008 de acordo com Rafa Barbosa

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[Faixa comentada pelo autor em 14/09/2018] Olha só! 2008 foi relativamente um ano movimentado na minha vida. O primeiro estágio no mercado de publicidade, saí do Blogspot para WordPress e domínio próprio, além de fazer parte da BlogZona. O mais curioso disso tudo: mantenho amizade com esse bando de loucos até hoje. Sobre a monografia, é engraçado notar que há 10 anos os blogs eram a grande sensação do momento. Hoje… servem basicamente como ferramentas de marketing digital. [Fim da faixa comentada pelo autor]

Essa definitivamente não é uma retrospectiva. Eu não vou relembrar fatos com nostalgia. Não, não vou mesmo. Vou apenas apontar o que de melhor aconteceu nesse ano de 2008 seja diretamente ligado a mim ou que, de alguma forma, foi bom e como isso afetou a minha vida virtual ou real. Provavelmente eu abordarei mais o lado on-line da minha vida, já que coisas do mundo off-line não foram regra, e sim exceção. Se você não concordar com a minha opinião, não tem problema, afinal, é o melhor de 2008 de acordo com Rafa Barbosa, vulgo EU! Então vamos lá:

Estágio na Vero Brasil como redator:

O ano começou bem. Logo em março eu consegui meu primeiro estágio em uma agência de médio porte. Bom, foi o primeiro e único até agora, já que em Julho eu fui educadamente mandado pra casa e depois disso não arrumei mais nada na área. Mas isso trouxe benefícios, como dinheiro para pagar meu servidor, o que vem logo a seguir.

Blog em domínio próprio:

De certa forma esse foi um dos momentos mais marcantes do meu ano de 2008 no que diz respeito a blogs. Depois de passar alguns meses no BroguiBlogs e com a queda do serviço constantemente, acabei comprando um domínio e pagando uma hospedagem e isso foi totalmente benéfico para o crescimento desse pedaço de papel virtual. Com o domínio o meu blog passou a ser um pouco mais reconhecido, o rítmo de atualizações aumentou e consegui tirar algum dinheiro fazendo o que eu gosto.

BlogZona:

Um bando de blogueiros reunidos em um chat do MSN. É assim que eu posso definir a blogzona. Aliás, seria assim quando entrei, hoje eu posso dizer que é um chat do MSN onde converso com grandes amigos. Fazer parte da BlogZona ajudou bastante no crescimento do meu blog. Tanto pelas parcerias quanto pelas dicas e experiências de outros camaradas que conheci por aquelas bandas.

Mamãe Eu Quero Subir no Ranking do BlogBlogs:

No ano de 2008, esse foi o meu ápice como blogueiro. Uma idéia simples e bem executada que colocou o meu blog, o meu nome e o do Jhony na boca de meia blogosfera brasileira. Acredito que foi o que mais gerou movimento na blogosfera brasileira. Teve quem falou mal, quem falou bem, que apoiou, quem esculachou e teve até gente que excluiu a conta do BlogBlogs. Bom, contribuiu para uma punição do Google que perdura até hoje, mais de um mês depois.

Monografia sobre publicidade em blogs:

Um trabalho de faculdade que durou um ano inteiro. Mas que valeu a pena por vários aspectos, entre eles compreender melhor como funciona e como é utilizada atualmente a publicidade em blogs, além de me proporcionar o contato com as agências de Belo Horizonte que trabalham com a ferramenta.

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Micaretas não valem a pena

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Micaretas podem ser uma experiência traumatizante na vida de uma pessoa que não faz parte desse universo, como é o meu caso.

Tudo aconteceu em 2006.

Conheci meus atuais melhores amigos na praia e eles já tinham o costume de ir ao Axé Brasil religiosamente em todos os anos.

Eu, desde muito cedo um roqueiro incorrigível (edit em 2019: que frase ridícula), para fazer uma média com os amigos e experimentar uma coisa nova, já que na época todo mundo falava que era fácil dar uns beijinhos nesses shows, resolvi entrar nesse mundo.

Mas havia um pequeno problema: dinheiro.

No ano anterior, em 2005, trabalhei por 3 meses em busca de um único objetivo: comprar um Playstation 2.

Três meses de trabalho e eu já tinha o dinheiro para realizar esse sonho de consumo.

E foram bons tempos aqueles jogando Winning Eleven, Black Hawk Down e GTA.

Voltando ao assunto, era chegada a época da micareta e eu não teria dinheiro.

Bem se sabe que em determinadas ocasiões o diabo se disfarça de oportunidades imperdíveis para tentar foder a nossa vida.

Uma delas foi a mãe do meu amigo oferecendo o mesmo preço que eu paguei no Playstation 2 novo, por ele usado. Com 1 ano de uso.

No momento eu não raciocinei direito e não pude calcular o prejuízo sentimental que eu sofreria.

No momento a única coisa que se passava na minha cabeça era o tanto de oportunidades que eu teria para dar vários beijinhos.

Eu não levava em conta o ambiente lotado, a música ruim e as constantes brigas que acontecem nesse tipo de evento.

Fiz uma das maiores cagadas da minha vida e ela não veio acompanhada de uma diarreia.

Vendi o Playstation 2.

A cagada não se restringiu a somente vender o videogame.

Além disso, eu gastei o dinheiro com a porcaria de um ingresso pra micareta. E mal sabia que o me esperava por lá.

Se meu videogame tivesse sentimentos, eu seria odiado eternamente por ele.

Na época eu estava “afim” de uma amiga que conheci no carnaval e quando ela me avisou que viria para o Axé Brasil, a única coisa que consegui pensar foi: Obrigado Deus pela graça alcançada.

Naquele momento, todo o investimento foi justificado. Eu iria ao show pra tentar ficar com essa amiga.

O grande problema com expectativas é que na maioria das vezes, elas são muito maiores que a realidade.

Eu depositei tanta expectativa nessa situação e esqueci apenas de um detalhe: o dono da expectativa é quem cria e se você não faz nada para tentar correspondê-la, não adianta ficar parado esperando.

Passei o dia todo esperando o momento de encontrar com a garota. Ensaiando mil e um cenários na minha cabeça juvenil.

Mas quando chegou o momento em que nos encontramos, eu simplesmente não conseguia esboçar nenhuma reação além de contar piadas inúteis, fazer trocadilhos e rir como uma hiena com gases.

Não cheguei na menina e, pensando em uma futura oportunidade, não me arrisquei com nenhuma outra garota com medo de estragar qualquer (inexistente) chance que eu tivesse futuramente com essa “amiga”.

Como se não bastasse tudo isso, eu tive que aturar um dia inteiro de Axé, estilo musical que eu simplesmente não curto, além de um estádio de futebol lotado de pessoas suadas e felizes (outra coisa que abomino) e principalmente, ter que aturar aquele bando de cara bombadinho que faziam de tudo para arrumar um briga e poder mostrar o quão fodão eles eram.

Claro, se eu fosse brigar ali, seria considerada uma chacina, devido ao meu domínio das artes marciais em suas mais variadas formas.

Sabe o que tudo isso significou? Que eu fui otário o suficiente para abrir mão de um dos meus maiores companheiros de aventuras para tentar ficar com uma menina que sequer deu a entender que o sentimento era recíproco.

Fiquei sem videogame e sem dar uns beijinhos.

Depois de passar por essa experiência, o que posso dizer para os jovens é: não veja seu videogame para ir em um evento onde a sua chance de fracasso ultrapassa os 95%.

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Azarado

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Hoje era pra ser um dia normal como qualquer outro. Acordei, tomei meu banho e fui pra aula. Chegando na faculdade liguei para a minha namorada e fui comer um saboroso pão de queijo e um copo de Coca-Cola, o líquido dos Deuses. Até esse momento estava tudo as mil maravilhas, mas em uma virada do destino, eu, com a tranquilidade que me é peculiar, bati com tudo em uma das mesas da cantina, chamando a atenção de TODAS as pessoas presentes no recinto. A dor na perna foi imediata, mas, como bom malandro, mantive a pose e continuei a andar. Mal sabia que ali tinha acontecido uma merda gigante.

Continuei o meu dia, um pouco abatido, porém ainda firme e forte em direção à aula de Direito. Passei pela biblioteca, devolvi alguns livros e loquei outros e voltei para a sala de aula. Presta atenção aqui, presta atenção ali, tira o celular do bolso pra olhar as horas e… A PORCARIA DO CELULAR QUEBROU O  A TELA DE CRISTAL LÍQUIDO. Pronto, meu dia acabou.

Meu celular novinho em folha, praticamente mu instrumento de trabalho para fotos, vídeos e músicas dentro do ônibus fora reduzido à um aparelho sem visor. Não vou mentir, estou chateado até agora com o acontecido, mas depois de algumas horas ao lado da namorada, já me sinto um pouco melhor. Mas sempre que olho pro meu celular, morto praticamente, tentando se comunicar comigo mas sem forças, fico abatido e querendo fazer alguma coisa. Mas, infelizmente, ainda tenho que ligar para a Nokia e agendar o envio para a assistência técnica.

Eu nunca havia passado por uma experiência tão traumatizante. Nunca estraguei nenhum gadget, video-game nem nada do tipo. Acho que por ser o primeiro, fiquei tão mal. Logo o MEU celular. O meu celular que tira foto e grava vídeos. Droga. =(

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O Melhor do Natal

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O natal já está chegando. Faltam só 2 meses e alguns dias para a tão esperada data. O nascimento de Jesus, o espírito fraterno, Papai Noel e presentes. O natal é a data da reunião, renovação e esperança na vida. Passamos o ano inteiro esperando o dia 25/12 para ceiarmos com a família, abrirmos o presente grande com o nosso nome e descobrirmos que na verdade eram várias caixas e só um par de meias lá dentro.

O natal tem toda uma simbologia cristã que prega a paz, a igualdade e a fraternidade. Isso para as pessoas comuns.

Pra mim, o Natal se resume à edição especial de 3 litros de Coca-Cola. Hummm… O saboroso líquido negro que faz qualquer comida descer melhor. O refrigerante das massas, mas que é meu, só meu. A Coca-Cola é o verdadeiro espírito natalino. O natal não deveria representar o nascimento de Jesus e sim a data especial em que somos presenteados com 1 litro a mais do que estamos acostumados. Aquela garrafa dourada, com o Papai Noel ou o Ursão no rótulo, gelada, estupidamente gelada que até soa. Aquelas gotinhas de água escorrendo pela garrafa e a tampinha vermelha lá em cima.

O abrir da garrafa é uma ocasião a parte. Aquele tsssss do gás saindo faz a nossa mente pensar em milhões de coisas ao mesmo tempo. Vou beber com o que? Vou beber comendo biscoito? Vou beber comendo spaghetti? Não importa, pois, qualquer combinação é Coca-Cola + alguma coisa.

O derramar do líquido sagrado no copo. Aquele clop clop clop do copo se enxendo e nos aproximando do contato mais próximo que teremos com Deus. Um gole. Apenas um gole e todo o resto pára (Exceto quando beijo a namorada, ai é outro assunto). As bolhas farfalhando dentro do copo e aqueles pequenos respingos batendo no lábio superior fazem a experiência de tomar Coca-Cola algo único na nossa vida.

Por mim o Natal não precisaria de presentes. Só de Coca-Cola Edição Especial de 3 Litros.

Obrigado Jhon Styth Pemberton, por ter criado o melhor refrigerante do mundo!

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O mercado dos blogs: Será que um dia a bolha vai estourar?

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Quando os blogueiros descobriram que poderiam ganhar dinheiro com os blogs, deram início a um crescimento desenfreado da blogosfera brasileira. Antigamente as pessoas criavam blogs com o intuito de escrever sobre sua vida, ou sobre temas que gostavam, e somento por isso. Hoje as pessoas criam blogs pensando justamente onde encaixar os anúncios do Adsense, os banners de afiliados e em quanto tempo as agências começarão a procurá-los.

Com essa mentalidade, temos um crescimento exponencial do número de blogs, porém a qualidade cai a medida que esse número cresce. As pessoas não criam blogs mais para postar conteúdo novo, interessante e relevante, e sim para postar hypes e ganhar em cima dos para-quedistas. Os blogs estão caindo na mesmice. A blogosfera brasileira não anda nada criativa e inovadora.

Quando surge algo “novo” por aqui, geralmente é uma versão abrasileirada de algum outro blog que fez sucesso lá fora. Os blogs criativos de fato, porém, têm de competir com os blogs mais relevantes, que, hoje em dia, já não possuem a qualidade de antigamente. O reflexo disso pode ser justamente a facilidade em se  ganhar dinheiro com essa ferramenta.

Penso que em algum momento, essa bolha dos blogs vá estourar. Novas ferramentas vão surgir e se popularizar. Os blogueiros que estão no topo, vão continuar no topo. Os que estão por baixo da onda, serão dizimados e consequentemente migrarão para novas ferramentas, e assim por diante.

Claro que isso é fruto da minha cabeça e eu não possuo conhecimento técnico nenhum para afirmar que isso irá ou não acontecer. É apenas algo que eu penso, e vejo que tem chances, se continuar da forma como está. Blog é uma ferramenta com um potencial tremendo, mas pelo menos no Brasil, não é utilizada em toda a sua potencialidade.

Veja por exemplo a blogosfera americana relatada no livro Blog – Entenda a Revolução que vai mudar o seu mundo. Hugh Hewitt nos conta como foi o surgimento da blogosfera americana e a sua participação decisiva no processo eleitoral de 2004. Blogs derrubaram candidatos e jornalistas. No Brasil, a nossa blogosfera se destacou por bloghits, vídeos engraçadinhos e imagens batidas.

Falta profissionalização do blogueiro. Se quer que o blog seja tratado como uma mídia séria, primeiro seja sério. Se leve a sério e trate o seu blog como um negócio. Empresas têm 50% de chance de darem certo e 50% de chance de não saírem do lugar. Com os blogs é a mesma coisa. Basta empenho, inovação e criatividade. Não vá esperando que seu blog será reconhecido da noite para o dia, principalmente se o seu conteúdo for o mesmo que os dos blogs grandes e com maior audiência.

Algumas categorias de blogs já estão ficando saturadas. Creio que essas serão as primeiras a serem atingidas caso ocorra essa bolha que mencionei. Blogs de humor são relativamente fáceis de criar. A estrutura é a mesma: Notícia de mídia tradicional + comentário engraçado, Imagem Engraçada + comentário, Vídeo engraçado + comentário. Isso não é humor basicamente. Se utilizasse o dia-a-dia como base pra discorrer um texto sobre humor, aí sim.

Ter um blog que o conteúdo seja totalmente original requer tempo e dedicação. O processo de criação é árduo e tortuoso. É claro que a audiência de blogs que se baseiam unicamente em texto é bem menor do que os blogs que trabalham com imagens engraçadas, vídeos, hypes e etc. As pessoas, exceto aquelas que procuram por informações específicas, não querem ficar minutos lendo um texto e refletindo sobre aquilo. Querem simplesmente ver uma imagem engraçada, rir e sair da página.

Esse processo de navegação é definido por Pierre Lévy como “Pilhagem”. O internauta vai navegando de link em link consumindo aquela informação sem ter algo em específico para consumir. Esse é o público médio dos blogs. De links em links, as pessoas vão absorvendo o que lhes é apresentado e não buscam por algo específico, o que é o caso de quem acessa blogs basicamente de textos.

O que eu divaguei por essas linhas e sintetizo agora é o seguinte: A blogosfera brasileira precisa se reinventar. Ela já está saturando e o que surge hoje em dia é só um mais do mesmo. Os que estão consolidados, estão e continuarão no topo até que algo inédito seja criado. Os blogs nos permitiram sair da mesmice da televisão, rádio, jornais e revistas e nos deram um leque bem maior de opções e onde procurar informação. Mas, da mesma forma que aconteceu com os outros veículos, os blogs estão tomando o mesmo caminho. O da padronização e uniformidade da informação.

Faça algo novo, criativo, que desperte o interesse da blogosfera, dos formadores de opinião. Apesar de muitos ainda prezarem pelo “mimo” dos que surgem, como tirinhas citando blogs, algo criativo sempre é bem visto por quem realmente procura repassar informações de qualidade. Sobreviver de blog é um desafio, e assim como empresas pequenas cresceram porque inovaram, com os blogs é  mesma coisa.

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