A Bolha.
Com o calor insuportável que faz em Belo Horizonte, andar de tênis a maior parte do dia é pedir para que seu pé seja salpicado de bolhas d’água. Fato que eu, como bom trabalhador, ando de tênis o dia inteiro, principalmente durante o almoço quando ando 25 minutos debaixo de um sol escaldante. Como não poderia deixar de ser, o meu pé está repleto de bolhas.
Bolha é uma coisa chata. Ela começa discreta e ao adquirir maiores proporções, começa a causar um certo incômodo. Eu adoro estourar essas bolhas, causa uma sensação de alívio. Mas, por incrível que pareça, sempre que eu estouro uma bolha, nascem mais duas. Uma no lugar da que eu estourei e outra em um lugar qualquer do meu pé, se concentrando na região do calcanhar e logo abaixo dos dedos.
Eu não sei se existe um remédio ou simpatia para evitar bolhas nos pés. Se existir, por favor me indiquem, pois preciso urgentemente. Se eu estourar todas as bolhas existentes no meu pé nesse exato momento, daria pra encher umas duas garrafinhas de 500ml de Coca-Cola. Não que essa seja uma visão agradável, mas pelo menos aliviaria a dor.
4 Dicas preciosas para ganhar dinheiro com o Twitter!
A nova menina dos olhos dos internautas, publicitários, anunciantes e grande mídia é o Twitter. Mas, como tudo que permite veicular conteúdo deve – obrigatoriamente – gerar lucro, a ala intelectual que trabalha com isso já pensa em formas de monetizar a ferramenta e garantir a já tradicional baladinha do fim de semana.
Como eu sou um cara visionário, que pensa fora da caixa e enxerga oportunidade até em uma amiga bêbada e com dor de cabeça, investi tempo e raciocínio para pensar em maneiras rentáveis para se utilizar o Twitter. O resultado desse brainstorming financeiro você confere logo abaixo:
1 – Aproveitando as ferramentas disponíveis:
Como todos sabem, o Twitter automaticamente encolhe as URL`s de seus links para permitir que se adequem aos 140 caracteres disponíveis para escrever. Geralmente, quando isso acontece, o link fica mascarado e aí meu amigo, as possibilidades são infinitas! (Por que você cai sempre no Rick Roll?)
Aproveitando esse pequeno e obscuro benefício do Twitter, você pode simplesmente enviar com frequência links de anúncios do seu AdSense ou então aquela oferta “imperdível” do Submarino com o seu código de afiliado incluido.
Como já dizia um certo sargento: Se você quer rir, tem que fazer rir.
2 – Twitter patrocinado
O visual clean do seu perfil no Twitter permite apenas um link, que tem espaço definido para tal. Mas, como uma camisa de time, a sua home é personalizável e pode ser recheada de marcas e mais marcas de anunciantes. Você tem todo o lado esquerdo e direito da página disponível para ostentar a marca do seu patrocinador. Quanto mais seguidores, maior visibilidade.
3 – Twitt pago
Olha o dilema dos blogs aplicado a Twittosfera. Quanto vale a sua opinião em 140 caracteres? Quanto vale saber que você foi ao banheiro e limpou o seu lindo e formoso bumbum com papel higiênico Personal? Vale o que você quiser!
Mas você deve, antes de tudo, montar o seu media kit para o twitter. Afinal, profissionalismo é a alma do negócio.
Quando a grana já estiver devidamente depositada na sua continha, faça aquele twitt maroto dizendo sobre a sacada genial de tal marca e mande um link para o “viral” do Youtube ou aquele blog corporativo e descolado que eles criaram.
Mas não se esqueça: tudo em 140 caracteres!
4 – Não tenha medo de pedir dinheiro
A moda no Twitter atualmente é fazer vaquinha. Mesmo que seja para motivos totalmente relevantes, como a compra daquela calcinha nova da Capricho, não custa nada implorar para que seus seguidores doem alguns segundos e centavos do seu tempo e dinheiro para realizar esse sonho de infância.
O único porém dessa estratégia é que, da mesma forma que você, 98% dos usuários do Twitter também pretende fazer uma vaquinha pra comprar o novo video-game da Atari.
Conclusão
Enquanto uma forma de monetização exclusiva para o Twitter não é criada, como buscas patrocinadas, links e etc, você deve usar e abusar da criatividade contida nessas dicas preciosas.
Não espere anos e anos enquanto os filósofos do social media pensam em uma forma de aumentar o potencial publicitário do Twitter. Improvisar sempre foi a chave do sucesso.
Seja atrevido, “Adsense rolled” seus amigos. Pense em um tema polêmico e manda bala com o seu link de anúncio do Adsense, Submarino e Mercado livre. Se você for influente, melhor ainda. Mesmo sem clicar no seu link, todos os seus amigos vão te retwittar. Grana fácil colega!
Portanto, seja esperto e saia na frente de todos. Comece já a utilizar as táticas de guerrilha acima para conquistar o seu primeiro milhão com o Twitter.
Esqueça o papinho de problogger. Isso é tão 2001 quanto ICQ.
O Monet da privada!
Defecar é uma arte milenar. O primeiro ser com sistema digestório cagava. Fato que fomos aprimorando a técnica até chegarmos ao nível atual. Entenda por nível atual a evolução das fossas sépticas até as privadas da mais branquinha porcelana. Não há barato maior do que, após uma digestão satisfatória, sentar-se confortavelmente na privada, equipar-se com uma revista ou livro de seu interesse e botar pra fora tudo aquilo que está te incomodando.
Eu adoro cagar. Porém, como a maioria das pessoas, não gosto tanto quando devo fazer isso em um lugar que não seja tão amigável quanto ao meu banheiro. O fato desse desconforto é que em um ambiente hostil, uma diarréia pode não ser vista com bons olhos, sem contar a possibilidade de não haver papel higiênico e até mesmo o risco de entupimento. Mas quando se trabalha a maior parte do seu dia, chega uma hora que é inevitável despejar todos aqueles salgadinhos que você comeu durante o dia.
Aconteceu comigo duas vezes já, depois que comecei a trabalhar. Eu levo isso numa boa, afinal, eu gosto tanto de dar uma barrigada que dependendo do estado físico do meu intestino, qualquer lugar é bem vindo. O problema é quando o meu sistema cisma de bancar o artista e acaba dando aquela cagada Monet.
Não sabe o que é uma cagada Monet?
A cagada Monet é aquela em que o seu ânus acredita piamente que é um artista plástico e pinta toda a porcelana da privada. Por mais que você dê descarga, a obra-prima anal continua ali, intacta na privada. Parece até feita de cola Tenaz, tamanha a sua força de vontade em se agarrar.
Quando isso acontece em casa é sempre muito tranquilo. Pegue a vassourinha que fica no cesto de lixo e pronto. Uma rápida passada e apaga a massa fecal. Mas quando não se tem essa vassourinha a disposição, você acaba tendo que usar métodos pouco convencionais. As duas vezes em que isso aconteceu comigo tive que dar, pelo menos, umas quatro descargas. Quando as descargas amenizaram a quantidade de “argamassa” na parede de porcelana, fui com o papel higiênico, a mão e a coragem limpar o restante.
Não é uma situação agradável ter que colocar a mão no vaso, mesmo que a água esteja bem abaixo do nível que você pretende encostar. Mas, acredito que mais desconfortável ainda deve ser para a pessoa que entra no banheiro logo depois de você e se depara com a sua marquinha, singela, como se quisesse dizer:
Oi, estive aqui.
A importância do ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio
Muita gente pode até achar que sou uma espécie de Playboyzinho que tem grana pra dar e vender. Mentira, eu não tenho. E é por isso que estou escrevendo este post sobre um assunto que acredito eu, é de fundamental importância para quem tá afim de cursar uma faculdade e não tem grana o suficiente pra isso.
Para quem não sabe, participei da primeira seleção do ProUni. Na época eu tinha acabado de me formar no colégio e feito vestibular na Federal (sem vontade nenhuma, já que era um curso que tinha desistido) e na faculdade em que me formei. Porém, minha mãe disse que se eu passasse na faculdade particular não teria condições de pagar. Ou seja, eu passei no vestibular mas não cursaria.
Foi nessa época que surgiu o primeiro comercial do ProUni. Não sabia muito bem do que se tratava, mas fui me informar no site. Foi, sem dúvida alguma, uma das idéias mais geniais do governo Lula. E digo isso não só porque eu fui beneficiado diretamente, mas porque foi um grande passo rumo à democratização do ensino superior no Brasil.
O primeiro requisito para participar do ProUni é ter estudado todo o segundo grau em escola pública e ter feito o Enem. Vale um parágrafo só para o Enem.
Até a criação do ProUni, eu digo com certa confiança que 90% dos estudantes não estavam nem aí pra esse tal de “Exame Nacional do Ensino Médio”. Digo isso por ter sido um dos 8 alunos da minha sala de 43 pessoas que fizeram a prova. O interesse por parte dos alunos quanto a esse exame era mínimo. Em primeiro lugar o exame não é obrigatório e é uma excelente oportunidade pra você avaliar os seus conhecimentos gerais, já que a prova não é específica e não envolve diretamente as matérias como português, matemática, física, química e etc. A única matéria que tem envolvimento direto é a redação. No mais, a prova é tranquila de fazer.
Claro que eu não imaginava que isso teria um peso enorme no meu futuro ingresso à faculdade. Fui bem nas duas etapas do Enem, na prova objetiva e na redação. Tirei 84% na prova objetiva (enquanto a média nacional foi 42%) e 92% na redação (média nacional de 41%). Isso teria que servir pra alguma coisa. E serviu.
Lembro que no primeiro ano do ProUni você poderia se inscrever em até 5 faculdades. Me inscrevi em 4 mais a que eu tinha passado no vestibular e estava participando do programa. Coloquei ela como primeira opção e após algum tempo, em que avaliaram as notas do Enem, fui aprovado. Nessa etapa, além da faculdade, você escolhe a opção de bolsa. De acordo com as regras, a renda da minha família só me permitia ganhar uma bolsa de 50%. Esse valor era obtido através da soma das rendas de todas as pessoas da casa e dividido por esse número de pessoas. Se a renda desse igual ou menor do que determinado valor, você estava apto a escolher bolsa integral ou meia-bolsa.
Nessa segunda etapa de seleção do ProUni, fiz uma verdadeira peregrinação. Vários e vários documentos que comprovassem a minha renda, histórico escolar, contra-cheques dos pais, imposto de renda e etc. A análise era minuciosa e por fim, tudo deu certo.
Foi graças ao ProUni que tive a oportunidade de cursar a minha faculdade. Graças ao ENEM, um exame que ninguém dava importância até 5 anos atrás, que consegui ingressar na faculdade e me formar. Veja bem, esse não é um testemunho digno de comerciais do ProUni e muito menos um relato do menino pobrinho que conseguiu fazer uma faculdade, é apenas um texto mostrando que hoje em dia você não precisa se matar para conseguir estudar em uma faculdade federal. Existem alternativas que te possibilitam estudar em uma faculdade particular pagando, atualmente, 50%, 70% ou não pagando nada.
Se você estudou em escola pública durante o ensino médio, não deixe de fazer o ENEM. Por mais que seja um exame não obrigatório, ele pode ser muito útil no seu futuro. É sempre bom buscar alternativas que te ajudem a conseguir alguma coisa. Claro que nem tudo cai no seu colo. Se conseguiu uma bolsa de 50%, arrume um trampo e pague. Ou pelo menos ajude sua mãe e seu pai a pagar.
Muito amigo meu que não fez o ENEM na época do colégio, tempo depois foi correr atrás pra ver se conseguia bolsa em faculdade. Eu não fazia idéia de que havia esse programa em andamento e fui pego de surpresa. Claro que foi uma surpresa agradável e muito útil. Mas hoje em dia, é besteira você não fazer o exame e deixar passar a oportunidade de fazer uma faculdade.
Tem quem diga que diploma não é sinal de competência. Pode até ser, mas cursar uma faculdade não te habilita somente a exercer uma profissão, abre sua mente em vários sentidos e proporciona um crescimento intelectual e uma auto-crítica que você não vai desenvolver se ficar sentado na frente do PC blogando todo dia. 😉
Car Wash!
Quarta-feira de cinzas e eu resolvo lavar o carro e presentear o meu pai com essa graça. Eu tava até animado a fazer isso dado o número de vezes em que eu pego o carro e não levo pra lavar. Na teoria lavar um carro é muito fácil. Basta ter uma mangueira, balde, esponja, sabão e pano. O único problema é que no meu prédio é proíbido lavar carros utilizando a torneira do condomínio, logo, eu teria que encher o balde em casa, descer, lavar, subir e encher de novo. Mas fiquei com preguiça e acabei usando a torneira do condomínio mesmo. Azar, meu pai é o síndico. Eat this! 😀
Voltando. Eu já havia lavado carro usando uma mangueira. É tudo muito mais fácil. Você joga a água, ensaboa, joga mais água e seca. Simples, prático e eficiente como tudo deve ser. Mas quando não se tem o auxílio da mangueira (que estava ocupada no RJ… Ok, péssima) tudo parece ser duzentas vezes mais complicado.
Por exemplo: ensaboar o carro todo usando como auxílio apenas uma esponjinha e um pano. Ter que molhar toda hora na água com sabão e depois ensaboar de novo. Ao final dessa fase, enxaguar jogando uns dois ou três baldes de água, para só em seguida perceber que não removeu sujeira quase nenhuma. O benefício desse tipo de coisa é praticar os exercícios que o Sr. Miyagi aplicava em Daniel Larusso para limpar o carro.
httpv://www.youtube.com/watch?v=3PycZtfns_U
Depois que eu ensaboei e enxaguei o carro umas duas vezes de cada lado, fui para a dura missão de lavar os pneus e a parte de baixo do carro. Eu já deveria saber que um cara sedentário como eu não teria a sustentação física necessária para ficar abaixando e levantando com tanta frequência em um só dia. Fato que a minha postura remete aos tempos áureos de um Australopithecus (Piteco da turma da Mônica. Alguém?) em plena forma física:
Abaixar, levantar, esfregar, jogar água e depois levantar de novo não foi lá um exercício muito agradável. Como se toda a dor proporcionada por esse meu ato de boa fé não fosse o bastante, ainda tive que mostrar o quão noob eu sou em relação ao meu próprio carro.
Fui colocar água no compartimento que dispara jatos em direção ao pára-brisa para lavar (esqueci como se chama). Abri o capô do carro mas a porta simplesmente não levantava. Achei que era algum problema na trava de dentro. Fui e abri de novo e nada da parada abrir. Eu tentava levantar e nada. Chamei um vizinho meu de 10 anos que estava andando de bicicleta por lá. Pedi pra ele “levantar a trava” enquanto eu levantava o capô. O moleque, com toda a sapiência de um ser-humano racional comum disse:
– É só você apertar essa trava aqui.
E apertou uma trava no próprio capô que num passe de mágica se abriu sujo e glorioso. Além de estar devidamente fodido em termos ergonômicos, eu ainda tive aulas de mecânica com um moleque de 10 anos. Nesse momento eu percebi que o meu dia já estava mais do que encerrado. Fui pra casa, tomei banho e encerrei por aí.
Agora, sentado aqui na frente do notebook dois dias depois e com a coluna e pernas ainda doendo eu paro pra pensar: O mundo capitalista é algo deveras maravilhoso. Se eu tenho dinheiro e o meu vizinho oferece o serviço de lava-jato logo em frente ao meu prédio, por que não pagar para ele realizar todo o serviço e me poupar de dores lombares? Sim, eu sou mão de vaca e prefiro me foder a pagar R$ 15 numa lavagem. Mas não sei até quando…
O Futuro da publicidade
Tenho visto grandes discussões a respeito do futuro do jornalismo. Como a mídia tradicional está se adaptando aos novos tempos e à Internet, além de como será o perfil do jornalista do futuro. É interessante perceber o nível das discussões sobre esse assunto, além da qualidade surpreendente dos comentários em cada post sobre o assunto.
Isso tudo é muito interessante para quem estuda comunicação e jornalismo em si. Principalmente a turma que será esse jornalista do futuro. Mas o que eu não vejo, infelizmente, são discussões como essas sobre o futuro da publicidade e o publicitário do futuro.
Atualmente tenho visto a ascensão das “mídias sociais”, proporcionada pela interatividade da Internet e o engajamento dos usuários. Porém, acredito que se deve discutir mais a fundo a publicidade.
Em primeiro lugar, a Internet ainda não é o meio que mais recebe investimento dos anunciantes. Em segundo lugar, as discussões sobre mídias sociais acabam convergindo para o mesmo assunto: poder dos blogs, twitter e redes sociais, e como fazer isso chegar ao maior número de pessoas.
Vejo que, por exemplo, no caso dos blogs, por mais que seja uma mídia social que possibilita a interação entre os usuários e o blogueiro, ainda não há um modelo de publicidade que proporcione a interatividade na sua forma mais pura. Salvo algumas campanhas.
A maioria dos publieditoriais envolve a divulgação de um link para um site de campanha ou produto e pronto. São poucas as campanhas que convidam os leitores a participar de alguma maneira. E quando essas campanhas aparecem, são a mesma coisa de sempre: mandar uma foto ou um vídeo mostrando por que você ama tal marca.
Mas eu não quero me aprofundar em um assunto tão gasto quanto à publicidade em blogs, publieditoriais e etc. Gostaria de aprofundar a discussão em um nível mais, digamos assim, romântico da publicidade.
Por mais que as novas mídias proporcionem novas formas de interação entre o receptor e o anúncio, a boa, velha e tradicional publicidade tem lugar garantido em todo planejamento. Ainda que a audiência esteja cada vez mais segmentada, temos veículos que garantem o sucesso e a repercussão de alguns anúncios.
Um exemplo recente que posso citar é a nova campanha das Havaianas. Aquela com o Murilo Rosa e a mulher que eu esqueci o nome. As sacadas do texto são geniais e em todo lugar que você puxe como assunto as propagandas, todo mundo já viu e achou engraçado.
Isso é publicidade tradicional. É a publicidade que me fez querer cursar Publicidade e Propaganda. Não é o tipo de anúncio que vai aumentar as vendas em X% no período de veiculação, mas é o anúncio que está agregando valor à marca em cada comentário que uma pessoa faz sobre o vídeo. O reconhecimento das Havaianas como o chinelo da “formosura na minha humilde residência”.
Mesmo que as mídias sociais sejam a nova coqueluche do mundinho publicitário moderno, basta 10 minutos no arquivo do CCSP (Clube de Criação de São Paulo) para abrir a boca, soltar um sorrisinho e dizer “Putz, que sacada!”.
Acredito que a publicidade tende a evoluir, com certeza, para o meio digital. À medida que mais pessoas forem incluídas no meio digital, além da evolução de como a Internet é utilizada, o aumento do investimento para esse meio será gradual.
A televisão ainda é a maior mídia de massa no Brasil e no mundo. Não é segmentada, claro, mas no que se propõe a fazer – comunicar -, ainda é eficiente. E é isso que o anunciante deseja. Uma comunicação eficiente e que agregue valor à marca e também às vendas.
Acredito que (muito) dificilmente matérias como redação publicitária ou direção de arte darão lugar a matérias como “criação de publieditoriais I” ou “Planejamento em Twitter II”. Algumas matérias são essenciais na publicidade. Interatividade dificilmente rende alguma coisa se não for aliada à criatividade.
Uma campanha não se sustenta na Internet. A nova campanha da Skol, por exemplo, se fosse anunciada somente em blogs, sem a ajuda dos já consagrados VT’s para televisão não teria o mesmo retorno. Na Internet captamos a audiência que não fica presa à televisão. Captamos uma audiência um pouco mais qualificada e disposta a não ser inundada por qualquer tipo de anúncio. Porém, a grande massa consumidora ainda está em casa, sentada no sofá assistindo ao Jornal Nacional e dando boa noite ao William Bonner.
Como preparar o publicitário que está se formando agora? Ele deve ter conhecimento em diferentes áreas da publicidade. Saber como comunicar em cada ambiente, seja ele on-line ou off-line. A publicidade (acredito eu), é tão essencial quanto a imprensa. Se até mesmo jornais precisam da venda de seus espaços publicitários para arrecadar e, ainda por cima, precisam anunciar para atrair novos assinantes, como a tão famigerada publicidade pode ter fim?
O publicitário do futuro não será o cara que hoje tem um blog e faz publieditoriais. Ele não será um “analista de mídias sociais” sem o devido conhecimento de como a coisa funciona. Ele deve ser completo. Deve saber como o Atendimento funciona, deve ser um “analista de mídia” em geral e utilizar os canais corretos para divulgar o cliente e, acima de tudo, se for um criativo, deve conhecer e ser íntimo dos meios de comunicação em geral. Seja televisão, jornal, revista ou Internet, para então ser capaz de produzir para cada um deles.
Penso que o publicitário do futuro deve ser completo. Com conhecimentos nos dois ambientes: on-line e off-line. Deve conhecer e compreender a fundo cada meio de comunicação. Principalmente aquele que vai trabalhar com planejamento e estratégias. A Publicidade se adapta facilmente a qualquer novo meio que surge graças ao viés criativo que é característico da profissão. Não existe nada tão experimental quanto à publicidade. Quem dominar melhor as ferramentas à disposição, com certeza será o modelo de publicitário do futuro e o que fará a comunicação mais efetiva para o cliente.
Revista Época e a matéria sobre blogs e publieditoriais.
Mais uma vez os blogs ganham uma matéria dedicada a eles em uma revista de circulação nacional. Dessa vez o alvo da matéria foram os posts pagos, ou “publieditoriais”. Blogueiros como Caio Novaes do Brogui e Raphael Mendes do Bobagento foram entrevistados. Particularmente, achei que não acrescentaram nada ao tema. Apenas falaram aquilo que todo dia é discutido em comunidades do Orkut, Twitter e blogs: Blogs são ferramentas poderosas para divulgar publicidade e que aqueles que são contra os publieditoriais, são os que estão de fora da mamata (daí o motivo da invejinha), além de servirem como o exemplo de blogueiros que fazem publieditoriais.
Um ponto abordado na reportagem e que merece ser discutido é que, realmente, a partir do momento que um anunciante paga para um blogueiro falar de sua marca, a credibilidade de ambos é colocada em risco. Esse é o grande assunto discutido nos meios internéticos da vida. Quanto custa a opinião de um blogueiro?
Na matéria temos as opiniões de Carlos Merigo, Wagner Fontoura, Gustavo Fortes e Marcelo Trípoli.
Merigo diz que os posts são espaços de mídia. Da mesma forma como uma coluna é comprada em um jornal ou uma inserção de 30 segundos durante a novela. Para não ferir o Código de Defesa do Consumidor (o que pouquíssimos blogueiros conhecem a fundo), o texto deve ser criado pela agência. Pensando por esse lado, ao veicular o texto feito por uma agência o blogueiro se isenta de opinar. Mesmo que seja contra ou favorável a tal marca. O texto é apenas uma propaganda e que de certa forma não agrega nada ao conteúdo do blog, e sim ao bolso de quem posta lá todo dia. Não que isso seja ruim,claro.
Já Gustavo Fortes acredita que campanhas veiculadas na Internet devam ser relevantes e replicadas por si só, sem a necessidade de comprar um post. Quando a campanha é realmente boa, ela irá viralizar sem a necessidade de um roteador de conteúdo como os blogs. Isso ainda é abordado na matéria dizendo que os virais que são apresentados através de posts pagos não figuram entre os mais vistos.
Acredito que essa discussão ainda vai longe. Blogueiros ainda não sabem como trabalhar com a divulgação de espaço. Some a isso o fato de que leitores assíduos de blogs não se sentem confortáveis ao lerem post pagos. Para o público pára-quedista tanto faz. Eles não diferenciam um link do Adsense de um link normal, quem dirá um publieditorial de um post normal do blog.
Acredito que se os blogueiros desejam trabalhar com isso, levar a sério mesmo essa questão de veicular publicidade em blogs, deve haver a vontade de estudar como funciona a publicidade. Como funciona a venda de espaço publicitário, o código de ética da publicidade e o de defesa do consumidor. Ganhar, postar e tomar cerveja no final de semana é bom, mas dominar e conhecer todo o processo é ainda mais fundamental.
Sorte que grande parte dos blogueiros que trabalham com isso estudam ou são formados em publicidade. Mesmo que não seja necessário algum tipo de formação para ser blogueiro, eles tem um conhecimento maior de como a coisa funciona.
Cabe às agências também desenvolverem formas mais criativas de realizar ações em mídias sociais. Hoje em dia tudo está muito monótono e sem criatividade. Paga-se ao blogueiro, ele publica o post ou então participa de algum evento e pronto. Temos ai uma campanha de mídias sociais. Com um potencial tão grande, não é possível que não exista uma alternativa mais criativa e envolvente do que essa.
Apesar da influência dos blogs como veículos de comunicação, ainda é preciso maturidade na questão da publicidade. Para as agências que trabalham com isso, se faz necessário mostrar um pouco sobre como funciona todo o processo e ao blogueiro, cabe aprender e aplicar isso ao seu dia a dia, de forma que o maior beneficiário dessas ações seja, de fato, o seu público.
O Evangelho segundo a blogosfera
Então existia aquele blogueiro, um tal de Jesus. O cara mandava bem no que fazia. De retórica excelente, atraía seguidores por onde passava. Apesar de influente, ele gostava de manter uma certa privacidade dos seus conhecimentos. No twitter só tinha 12 seguidores, mas o número de leitores do seu feed aumentava a cada dia.
Nos BlogCamps e Campus Party da vida, Jesus era figurinha carimbada. Sempre chamado para ministrar palestras, onde havia Jesus havia pessoas em volta absorvendo atentas aos ensinamentos daquele blogueiro proeminente.
Diz-se que a blogosfera foi criada por Jesus. Antes dele havia apenas sites, fóruns e listas de discussão. O cara foi pioneiro ao espalhar a palavra. Foi questão de tempo até que ele começasse a incomodar os grandes conglomerados de mídia e um certo todo poderoso.
Muitos acreditam que Jesus possuía um dom divino de criar posts polêmicos. A cada novo texto em sua página, centenas de comentários pipocavam e a discussão era sempre sadia. Como não poderia deixar de ser, naquela época também já existiam os trolls. Aqueles que não acreditavam em nada do que Jesus falava e sempre tentavam arrumar alguma treta com o messias da comunicação.
Jesus operou pequenos milagres no meio virtual. Um deles foi a multiplicação de links, onde uma pequena citação em um post de sua autoria foi o suficiente para que um blog completamente desconhecido se tornasse a grande revelação da blogosfera.
A passagem de Jesus pela Internet foi meteórica. Houve uma ascensão gigantesca desse jovem blogueiro. Porém, um tempo depois, graças as suas críticas sempre muito ácidas contra a grande mídia, Jesus foi crucificado por esse grande magnata midiático. Devido a um processo sem direito a uma boa defesa, Jesus passou pelo que muitos chamam de via crucis.
Fora humilhado e espancado pelos grandes meios de comunicação. Teve a sua intimidade exposta em TV Aberta e passou por muitos transtornos. Tudo isso levou Jesus a cometer Orkuticidio, Twittercídio, MSNcídio e, por fim, blogcídio. Por ser um cara bem versado e sem papas na língua, Jesus foi vítima da manipulação operada pelos grandes meios de comunicação e teve que abandonar tudo.
Jesus chegou a ressuscitar o seu blog pouco tempo depois. Muitos acreditaram que foi um milagre. Mas, cansado desse mundo desregrado e cheio de pecados que é a blogosfera, ele resolveu descansar.
Seus seguidores ainda espalharam a palavra por muito tempo e foram responsáveis pela publicação de um livro reunindo os melhores textos de Jesus. Esse livro é chamado de a bíblia dos blogs e conta com ensinamentos preciosos para aqueles que almejam e apreciam a boa escrita e grandes ensinamentos.
Ainda hoje muitos acreditam em um retorno triunfal de Jesus. Alguns sinais já são evidentes. A mídia precisa de um crítico e pouco a pouco os sinais dessa ressurreição vão sendo observados. Quando menos esperarmos, o blogueiro mais famoso de todos os tempos vai voltar com tudo.
Ou não, como dizem os céticos.
Êeee carnaval!
Namorar em cidade do interior deve ser uma porcaria. Digo isso pois reparei um aumento incrível no número de meninas solteiras do meu orkut. E todas essas que ficaram solteiras recentemente moram em cidades do interior que são famosas pelo carnaval animado. Fato que elas esperam o ano inteiro pela “carne nova” que chega à cidade. Digo isso por experiência própria. Sabe como é, conhecimento empírico! 😉
Mas voltando ao assunto, coloco as garotas como exemplo pois a grande maioria dos meus amigos já estão solteiros. E sei lá, provavelmente no interior deve ser aquela mesmice de sempre. Todo mundo se conhece e a variedade de pessoas é quase nula. O cara que sai da capital ou cidades adjacentes já vai pro interior com a intenção de fazer a limpa no maior número possível de nativas.
Mas é meio estranho pois todas elas acabam voltando com o namoro logo após o carnaval. Logo após o carnaval onde ela beijou provavelmente mais caras em 3 dias do que eu em toda a minha vida.
Mas enfim. O que seria do carnaval no Brasil se não fosse a possibilidade de pegar várias garotas/garotos sem ter que dar nenhuma satisfação, ver mulheres nuas e encher a cara até desmaiar? Eu estou confortável com a minha namorada linda, mas, sim, o Brasil é o país do carnaval.
O Melhor lugar para comprar computador!
Essa merece vir para o blog. Essa semana comprei um computador novo e tenho que admitir: foi o melhor investimento da minha vida. Estava eu tranquilo assistindo a minha novelinha preferida – Caminho das Índias -, quando apareceu aquele comercial maravilho das Casas Bahia anunciando a semana da informática. Como o meu K6-II já andava meio capenga, fiquei de olho nas ofertas anunciadas. E no meio de Pen-drives, impressoras e monitores, eu vi aquele belo computador. Logo de cara já chamou a minha atenção e, no mesmo instante, coloquei o meu despertador no ponto: 7:30 da manhã. Quando a loja abrisse, as 8h, eu já queria estar lá.
No dia seguinte, lá estava eu. A vontade de comprar um computador era enorme e os vendedores das Casas Bahia farejam essa vontade de longe. Um vendedor de lá, o Wilton, me atendeu super bem. Perguntou se eu estava lá pela semana de informática e começou a me apresentar as ofertas. Mas como eu disse, foi amor à primeira vista com aquele computador da oferta. Percebendo que eu já estava decidido, Wilton me levou até o meu precioso.
Era um lindo AMD-Sempron, com 1GB de memória, HD de 80 GB. 80 GB esperando toda a minha coleção de vídeos pornô, músicas e grandes aventuras na terra mágica de Tíbia. O monitor era de 15 polegadas de LCD e, o melhor de tudo, era um PCTV. Eu poderia assistir aos meus programas favoritos durante uma ou outra partida de Ultima On-line. Sem contar que ele era todo pretão, com mouse óptico e um teclado maravilhoso. As caixinhas de som então, eram um show á parte.
Perguntei para o Wilton:
– Quanto é?
E ele me disse que à vista sairia por R$ 1500. Não era bem a minha verba disponível para informática, mas sempre muito prestativo, Wilton me disse que poderia fazer um crediário e dividir em 48 parcelas com uma taxa de juros baixíssima. Sem dúvida esse pessoal das Casas Bahia sabe trabalhar. Mesmo que você não tenha condições, eles dão um jeito de realizar o seu sonho. E esse Sempron era o meu sonho.
Feito o crediário, meu crédito foi aprovado, afinal, eu tenho o nome mais limpo do que UTI de pronto-socorro. Esperei a minha vez na fila para retirada de produtos e saí de lá com há de melhor e mais moderno no ramo da informática.
Chegando em casa só me deparei com um problema: Cadê o Windows? Veio um tal de Linux no lugar do bom e velho Janelas. Mas como eu tenho amigos bem informados, logo consegui um CD gravado pelo Pedrão e instalei tudo tranquilamente. Daí em diante foi só alegria.
Se me pedissem uma dica de um lugar com preços excelentes e qualidade em atendimento para comprar um computador, eu diria Casas Bahia sem pestanejar. Atendimento eficiente e bem educado, com o Wilton como prova viva disso, além de preços completamente acessíveis e as melhores formas de pagamento. Recomendo para todos os amigos. As Casas Bahia têm o melhor preço do mercado e é o lugar mais em conta para esse tipo de compra.
Até agora o computador não deu nenhum problema e estou felizão aqui, fazendo esse post diretamente do meu Sempron novinho. Bom, agora vou jogar um pouquinho de Tibia e mais tarde assistir a algum filminho educativo para adultos.
Fui.
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Esse é um publieditorial. Este é um post em forma de crítica. Um conto. Uma pegadinha. Uma ironia.
A história acima não é verídica. Foi uma invenção da minha mente sórdida e uma forma de criticar a atual farra dos publieditoriais. Por motivos de bom senso, estou fazendo esse breve comentário e salientando mais uma vez que a história acima não passou de uma gracinha. Também alterei o selo que estava aqui antes. O novo dá uma idéia melhor do que eu quero dizer: