Autor: rafabarbosa

Já tentei ser jogador de futebol, físico nuclear, cientista da computação e famoso. Terminei formado em publicidade e escrevendo em um blog sobre a minha vida. Isso, meus amigos, é o que eu chamo de sucesso.

Sobre comédias românticas…

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Sabe outra coisa que Hollywood nos mostra e que é uma grande mentira? Aquela típica história de comédia romântica onde o mocinho passa o filme inteiro tentando reconquistar a ex-namorada ou a garota dos sonhos e, no final, percebe que ele realmente estava afim era da sua melhor amiga.

Em primeiro lugar, você geralmente fica afim da sua melhor amiga e tenta conquistá-la, tomando todos os tipos de fora possíveis e criando uma situação um tanto quanto constrangedora.

Em segundo lugar, se você está tentando reconquistar a ex-namorada, dificilmente vai ficar afim da melhor amiga, porque se até hoje você não sentiu atração por ela, não será agora que irá sentir e só se a sua ex-namorada for realmente muito escrota pra você desistir e ficar com outra pessoa. Ou então, ver que não tem jeito mesmo. Aí sim, parta pra outra. Mas lembre que você sempre estará habitando a friendzone de sua amiga.

Cara, você só quer uma coisa: voltar com a ex-namorada ou pegar a menina que você está afim. Não importa o quanto você irá tentar e, vale dizer, a sua vida não tem “2 horas de duração”. Ou seja, você não vai resolver a parada de um dia para outro.

Mas, já cansei de postar aqui sobre a minha frustração sobre todas essas mentiras que Hollywood e a cultura pop enfiam em nossas cabeças em formação enquanto adolescentes.

De todo jeito, a cada dia que passa me convenço mais de que não existe final feliz em nenhum tipo de história.

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A casa caiu… e levantou poeira

Escrito por Arquivo

Coisas fantásticas acontecem no meu dia a dia. Coisas que, se eu contar pessoalmente, as pessoas acham que eu estou mentindo. É como se eu vivesse numa dessas histórias non-sense que essa turminha nerd adora baixar na internet. O que não é verdade, pois, fora essas coisas, minha vida é até bem monótona.

Hoje foi um desses dias em que coisas incríveis acontecem. Mas, não são coisas incríveis no sentido legal da coisa. São coisas incríveis no sentido “alguém lá em cima tá de brincadeira comigo”.

Tinha um bom tempo que não conseguia estacionar o carro na parte “gratuita” da Savassi. Umas duas semanas, eu acho, onde tinha que revezar entre estacionar em um rotativo de 6 horas e gastar $5.20 com a folha, ou parar no Pátio Savassi em ultimo caso e gastar $8.00. De qualquer forma, eu tomava prejuízo.

Mas hoje, milagrosamente achei uma vaga e, sem pestanejar parei o carro. Uma baliza perfeita, diga-se de passagem. O carro milimetricamente parado entre outro carro e uma árvore. O exato espaço para abrir as portas sem encostar em um ou o outro. Perfeito.

Fui trabalhar como se não houvesse amanhã.

Dez horas depois, o resultado foi surpreendente. A sensação foi de que eu estive fora por uns 5 anos. Meu carro estava completamente empoeirado. Cada centímetro da sua linda lataria preta estava coberto por uma camada especa de poeira, quase areia. De onde surgiu? Eu não fazia a menor idéia, até olhar para o lado.

Em frente o local onde eu estacionei, simplesmente havia desaparecido a casa que estava lá de manhã.

Isso aí, amigo. Demoliram uma casa em frente o local onde eu estacionei o meu carro simplesmente pelo prazer de destruir e empoeirar o meu automóvel.

Acredito que essa tenha a sido a maior trollagem sofrida por esse blogueiro. E foi com estilo, pois demoliram uma casa para fazer a “brincadeira” comigo. Se alguém filmou a minha reação, não sei. Mas provavelmente alguém deve ter registrado esse momento.

Foi, de fato, a primeira vez que eu entendi a expressão “a casa caiu, mano”.

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Bandeiras de países como você nunca viu

Escrito por Arquivo

 

bandeira da italia feita de comida

Mais uma sessão de fotografias interessantes aqui no blog. Dessa vez, não sei bem quem foi o autor dessas obras, mas não deixam de ser menos interessantes e criativas do que as demais que venho postando por aqui.

Para promover o Festival Internacional de Comidas de Sidney, na Austrália, as bandeiras dos países participantes foram retratadas com suas comidas típicas. Uma ótima forma de promover o evento, não? Tudo a ver com a ideia.

Pois bem. Mais uma daquelas sacadas que só essa turminha de publicitarios consegue ter.

 

(mais…)

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Orgia alimentar

Escrito por Arquivo

Alguém aqui já passou mal de tanto comer? Pois é, eu já e foi uma experiência horrível. É como se de uma hora pra outra, a melhor coisa do mundo começasse a me fazer mal. É deveras triste, pois.

Tudo começou dia desses quando resolvi fazer aquela parada estratégica na Companhia do Boi. Afinal, para um carnívoro, picanha é sempre uma ótima companhia. Mas esse não é o caso.

Estava eu e a Ohanna na ocasião. Optamos pela já tradicional picanha maturada e, como complemento resolvi pedir também peito de frango com catupiry. É a décima segunda maravilha do mundo, acredite.

Passado um tempinho, chegava o banquete. Fritas, farofa, vinagrete e arroz pra acompanhar essa deliciosa orgia alimentar, pois eu mereço o bom e o melhor. Começamos a comer.

Com toda a educação, garbo, elegância e sagacidade que me é peculiar comi aos poucos e começando pelas carnes, deixando os acompanhamentos para o final. Apenas para completar e dizer que não deixei sobrar nada.

Por incrível que pareça, eu terminei de comer e não estava naquele estado “jibóia”. O estado jibóia é quando você come demais e não consegue fazer outra coisa a não ser ficar parado no lugar por 3 ou 4 dias esperando a comida ser digerida. Eu ainda agüentava um gole de Pepsi (infelizmente não havia Coca-Cola).

Lentamente levei o copo até a minha boca e tomei um gole mínimo de Pepsi.

Acredito eu, que a sensação que tive foi similar a do inventor da bomba H. Sabe, quando o cara despeja aquele ingrediente secreto que faz toda aquela explosão sair maneira do jeito que é? Pois é. Quando tomei o gole de Pepsi, foi como se detonasse uma bomba H no meu estômago e a única coisa que me ocorreu foi chegar ao banheiro mais próximo e no menor tempo possível.

Não sei explicar por qual motivo, razão ou circunstância, aquele gole de refrigerante fez com que toda aquela comida ingerida com amor e carinho resolvesse sair do meu corpo da pior forma possível: pela boca.

Eu estava em pé, no banheiro da Companhia do Boi, com vontade de vomitar, mas sem querer fazer isso. Havia um impasse entre o meu cérebro e o meu corpo. Um queria botar tudo pra fora e o outro evitava isso a todo custo. Esse sou eu sendo patético em pleno restaurante.

Depois de alguns daqueles arrotos típicos do pré-vômito, consegui segurar a onda. Mas, eu andava três passos e a vontade voltava com tudo. Nessa brincadeira eu voltei três vezes ao banheiro, sem sucesso.

Por fim, resolvi encarar o enjôo e fui par o carro. O cinto de segurança, por mais que seja um item de segurança obrigatório, estava fora de questão naquele momento. O que eu menos precisava era ser “apertado”.

Manobrei o carro e, no primeiro movimento do volante, a vontade de vomitar veio incontrolável. Quem já foi na Companhia do Boi da Pampulha, sabe que o estacionamento é uma mini pista de rally. Ou seja, é feito de brita, terra e declive/aclive.

Até hoje não sei como, mas desci aquele pedaço de terra da mesma forma como eu ando no anel rodoviário. Rápido.

Virei o carro e parei imediatamente. Mais uma vez, o meu corpo impulsionava toda a comida esôfago acima, mas meu cérebro insistia em enviar os comandos necessários para o processo ser concluído com sucesso. O que eu agradecia profundamente, diga-se de passagem.

Resolvi que não adiantaria ficar ali parado esperando o vômito. Era como esperar uma garota que você conheceu no bate-papo da UOL. Você marca o encontro, mas no fundo sabe que a garota não vai aparecer. Esse sou eu sendo patético no meio da rua.

Resolvi ir pra casa. Puta sensação horrível dirigir com a iminente possibilidade de preencher todo o painel do seu carro com vômito. Pior ainda, pois no caso eu havia acabado de gastar em torno de uns 40 reais com comida. É praticamente jogar o investimento no lixo. Nesse caso, na privada ou na rua.

Passando um sufoco foda, finalmente consegui chegar em casa e vomitar com tranqüilidade no meu banheiro, sem me preocupar com quem está do lado de fora. Acontece que, nesse momento, o “destino” me pregou uma peça e ao invés de vomitar eu… bem, você sabe. A comida saiu pelo outro “pólo”.

Uma merda.

Essa foi a primeira vez que passei mal de tanto comer. Não é nada agradável. Não é legal. Não é correto. E eu também não fui esfomeado, porque eu terminei a refeição de forma tranqüila, só não lidei muito bem com aquele último gole de Pepsi. Acho que foi uma brincadeira de muito mal gosto do meu corpo dizendo: manera na comida, seu gordo.

Sem senso de humor. Diz aí.

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Fotos de Tim MacPherson – fotógrafo inglês

Escrito por Arquivo

Se tem uma coisa que eu admiro é fotografia. Em todos os seus aspectos. Do foto-jornalismo à fotografia publicitária, quando o cara tem o dom de captar imagens ou, até mesmo compor o cenário para essas imagens, vale parar e falar: esse cara é foda.

Seguindo a linha de fotografias que postei no blog na semana passada, dessa vez trago aqui algumas fotos do fotógrafo inglês Tim MacPherson, que conseguiu realizar esse ensaio bem criativo com crianças. A idéia é mostrar cenários de esportes radicais “montados” com utensílios normais de uma casa. Basta um pouco de criatividade e pronto, a diversão tá completa.

 

 

fotos de tim macpherson

fotos de tim macpherson

fotos de tim macpherson

 

Demais, né?

Via Designaside

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South Park na vida real – Live Action

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Minha história com South Park não é de hoje. Isso vem desde os anos 90. Ou o final deles, pra ser mais específico, quando descobri essa animação meio arcaica, com impressão de ter sido animada em Flash e essas coisas. Na época, no alto dos meus 13 anos, era a coisa mais foda do mundo ver personagens tão politicamente incorretos quanto aqueles. Ok, na época eu não usaria a expressão politicamente incorreto. Diria foda mesmo.

Posso dizer que South Park fez parte de alguns momentos chave da formação do meu caráter. Enfim.

Tem um tempinho que não assisto, mas depois de ver esse vídeo, um comercial para o Comedy Central com os personagens de South Park “in da real life”, a vontade de assistir voltou a tona.

Achei bem foda a execução:

httpv://www.youtube.com/watch?v=dKbfUp-7iEI

Vi no twitter do Inagaki, que linkou o JaumGodoy.

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Diversão em Belo Horizonte

Escrito por Arquivo

Uma das grandes vantagens de trabalhar na Savassi é estar no meio de um grande experimento social envolvendo a juventude belo-horizontina.

Quem freqüenta essa “área nobre” da capital mineira sabe o que quero dizer, principalmente ali na região da Getúlio Vargas, Cristovão Colombo e Tomé de Souza.

Temos uma completa visão de como é ser adolescente em Belo Horizonte hoje em dia. E isso me entristece.

Sentado tranquilamente ao lado de Fernando Sabino, podemos observar a seguinte cena nas noites de sexta/sábado/domingo na Savassi:

A molecada em pé em frente a um bar sem tomar cerveja ou qualquer outra bebida e conversando assuntos provavelmente relacionados ao show do Cine ou a última banda sensação do Matriz (insira aqui Rezet, Dilúvio, Jokempo, Vertente, Nihil, Ad-Rock ou qualquer outra dessas que tocam todo domingo por lá).

Ah sim, alguns deles provavelmente esperando o pai ou a mãe buscá-los de carro, pois, você sabe, voltar pra casa de ônibus é muito perigoso e a Savassi, provavelmente, é o lugar mais “fodástico” em que já estiveram.

Isso me lembrou da época em que eu ia pra Savassi com o pessoal do bairro. Eu tinha, tipo, uns 14 anos. Era uma aventura pegar o 62 às 4 horas da manhã e descer na Cristiano Machado completamente deserta e andar mais uns 25 minutos até em casa.

Não que a minha época tenha sido melhor (o que provavelmente foi, pois ao invés de Cine ou Restart, costumávamos nos vestir como os caras dos Ramones ou, sei lá, mais simples, como um skatista. Um visual sem muitas cores), mas atualmente esse pessoal não anda tendo lá muita opção de se divertir. Toda sexta são as mesmas pessoas nos mesmos lugares conversando sobre os mesmos assuntos. É como se Malhação fizesse parte do mundo real, só que sem personagens novos a cada temporada.

Sério mesmo que a sexta-feira se resume a ficar parado em frente uma rede de fast-food com algum aprendiz de guitarrista tocando violão e errando 9 a cada 10 acordes? Pior ainda: sério que toda essa “curtição” tem que ser documentada para o Orkut?

Foi-se o tempo em que ficar parado em frente ao McDonald’s era sinônimo de diversão. Bom, prefiro ficar parado lá dentro, de preferência com um Big Tasty numa mão, uma Coca 500 ml na outra e uma Big Fritas no meio. Pelo menos a comida é mais saudável do que o papo dessa turminha.

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25 fotos raras de celebridades

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Houve uma época em que eu postava vários artigos desse tipo aqui no blog. Depois, quando eu tava numa fase mais socialista, resolvi investir mais em textos e essa coisa toda que estudante de sociologia da Federal adora fazer. Infelizmente, Focault e Descartes não pagam as minhas contas e o público gosta mesmo é de entretenimento. Dito isso, pretendo voltar a postar coisas interessantes que eu achar pela internet como uma forma mais “comportada” de atrair visitantes e não focar só no paraquedismo.

Para começar em grande estilo, achei por aí um artigo da Unreality Mag com 25 fotos raras de várias celebridades, entre elas Frank Sinatra, Paul McCartney, Marilyn Monroe e Jack Nicholson em várias situações corriqueiras. Ou não.

Achei interessante compartilhar com vocês.

 

Coppola

Madonna

Cher, Sonny Bono e Bob Dylan

Marilyn Monroe

Jack Nicholson

Yoko Ono, Andy Warhol e John Lennon

Marlon Brando

Frank Sinatra

Kurt Cobain

Warren Beatty e Jack Nicholson

Bruce Lee

Dennis Hopper

Sean Connery

John Travolta

John Voight e Angelina Jolie

Stanley Kubrick

Marilyn Monroe

Paul McCartney

Jane Seymour e Freddie Mercury

Alfred Hitchcock e seus filhos

John F. Kennedy e Marilyn Monroe

Eric Clapton e sua mãe

Jimmy Page

Michael e Kirk Douglas

Sean Connery e Brigitte Bardot

Michael Jackson

 

 

Tem algumas fotos bem engraçadas aí nesse meio. E o John Kennedy, hein? Pegador.

O artigo original veio da Unreality Magazine.

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I can has Cat Roulette

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Pois é, amigo leitor. Em todas as minhas experiências pelo Chat Roulette, até hoje o máximo de nudez que eu consegui ver foram vários e vários gordos exibindo pênis flácidos e uma quantidade absurda de banha e suor. Começo a acreditar que garotas no Chat Roulette não passam de lenda urbana.

Enfim.

O que me consola é saber que não sou só eu que passo por esse problema. Enquanto pensamos que nós, humanos, somos os maiores adeptos da putaria, vem o “Cat Roulette” e nos mostra que os gatos também sofrem com isso.

Veja abaixo a nova sensação do mundo felino, o Cat Roulette:

httpv://www.youtube.com/watch?v=ypWCyhFfkpY

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Pulseiras coloridas

Escrito por Arquivo

pulseiras do sexo

Pulseiras coloridas

De uns dias pra cá estão falando muito nessas tais pulseiras coloridas do “sexo”. Basicamente, pulseiras de várias cores representam um carinho sexual que vai desde o beijo até o sexo em si, de acordo com a cor da pulseira. A mais visada, obviamente, é a preta, que garante a boa e velha foda para quem conseguir arrebentar.

Na minha época não havia essa facilidade toda para se conseguir sexo. Se conseguisse passar a mão na bunda de uma garota durante um beijo, eu já poderia me considerar o grande vencedor do bairro.

Acontece que o século XXI está sendo totalmente moldado para facilitar o acesso ao sexo e a pornografia entre jovens. Algo que se deve admirar, pois não teve ninguém fazendo isso pela minha geração. Tentarei demonstrar nas próximas linhas, com fatos e argumentos, que ser jovem e conseguir sexo hoje em dia está mais fácil do que nos anos 90. Basta apenas sair com as suas pulseiras coloridas.

Ligue a sua webcam, aperte as suas pulseiras coloridas e conecte o cabo da sua câmera digital no USB e me acompanhe nessa deliciosa jornada sexual rumo aos anos 90!

1 – das facilidades tecnológicas

Um dos grandes benefícios das webcams e câmeras digitais é, sem dúvida alguma, a possibilidade de produzir pornografia “by yourself”. O bom e velho “amador”.

Ok. Também tem aquela questão de tirar fotos com os amigos, família e poder manter contato quando se está muito longe. Mas, eu e você sabemos que a pornografia se apropria de todas as invenções do mundo.

Na minha época, conseguir ver uma garota nua na internet se resumia a acessar o Pomba Loca e esperar 2 horas para carregar uma imagem de 150kb. Era triste. Sem contar que as ‘amadoras’, na verdade eram atrizes profissionais que apenas colocavam, sei lá, uma trancinha e um aparelho para se fingirem de novinhas.

Éramos feitos de trouxa todas as madrugadas de sexta a domingo. Mas éramos felizes.

Hoje em dia, com a venda a quilo de equipamentos de informática, qualquer casa tem uma câmera digital e uma webcam disponíveis. Isso não é problema, desde que você não tenha uma filha/filho adolescente. Filha, principalmente. Mas, claro, isso é um problema pra você. Para a “galere”, é pura festa.

As aulas de física me ensinaram duas coisas: garotas e webcam se atraem. E esse encontro pode ter proporções épicas se bem orientado e observado. Nunca me canso de ver notícias sobre garotas que foram “flagradas na webcam” por alguém.

A webcam deu um novo sentido para a puberdade e a adolescência. Mas, para entendermos um pouco desse conceito, vamos voltar aos anos 90.

Durante a minha puberdade, não existia toda essa facilidade tecnológica que nos permite ver garotas da nossa idade nuas ou em trajes mínimos. Para conseguir isso, somente em fotos com as primas, no churrasco da casa do tio, se divertindo em uma piscina Capri 3 mil litros.

Em toda a história do mundo, sempre existiram garotas safadas. O grande problema daquela época é que, ao invés de você mesmo poder passar as suas fotos para o PC através do cabo USB, ainda utilizávamos um processo chamado “revelação de fotos”.

Seria deveras constrangedor para uma garota que tirou fotos nuas para o peguete, levar o “filme” até a Retes mais próxima e depois de reveladas, ter de encarar o vendedor com um insinuante sorriso no rosto. Maldita câmera analógica.

O processo era complicado e arriscado. Sem contar que nem dava pra saber se a foto ficou boa até revelá-la. Continuemos.

As câmeras digitais, webcams e até mesmo os celulares facilitaram e muito esse processo. Garotas podem ficar sozinhas, sacar a sua Cybershot ou o seu V3 e realizar aquele ensaio exclusivo para o cara popular da escola.

Para deixar a coisa ainda mais exclusiva, algumas garotas costumam escrever o nome do felizardo em uma plaquinha ou até mesmo no próprio corpo.

Sabe quantas vezes eu vi fotos ou alguma amiga em tempo real nua durante a minha pré/adolescência? Nenhuma, cara. Não era fácil conseguir esse tipo de coisa.

A tecnologia simplesmente facilitou a vida de jovens que buscam conhecer um pouco mais a fundo suas amigas ou, sei lá, qualquer desconhecida que encontrou no chat da UOL.

2 – dos sinais sexuais

Chegar em uma garota sempre foi algo complicado para um cara como eu. Tímido, meio nerd e com -50 de sex appeal, era humilhação na certa chegar em uma garota e propor, sei lá, meia hora de sexo sem compromisso.

Para conseguir um beijo, as vezes tínhamos que ralar por meio ano, investindo com cartinhas, recadinhos, figurinhas de IceKiss, carinho na mão em qualquer oportunidade possível e, quando havia alguma excursão, tentar ganhar um beijo.

Simples.

Depois de conseguir ficar com uma garota, o passo seguinte era passar a mão nela de alguma maneira, ou, caso você fosse bom o bastante, conseguir que ela passasse a mão em você. Ou seja, desembalar o picolé.

Isso era muito difícil lá pelos anos 90, cara. Você tinha que suar para conseguir qualquer carinho mais quente por parte de uma garota. Nunca acontecia com você, mas era interessante escutar o seu vizinho contando que um amigo do primo do irmão do cunhado dele conseguira o famoso bola gato em uma sessão de cinema com uma garota.

Era mentira. Mas ninguém se importava.

Agora, com essas tais pulseiras do sexo, tudo ficou muito mais fácil. Para começar, você não precisa nem conhecer a menina. Viu que ela tem alguma das pulseiras, basta só arrebentar e receber o prêmio.

De acordo com a turma, as pulseiras coloridas tem os seguintes significados:

Amarela – abraço

Rosa – mostrar o peito

Laranja – “dentadinha” de amor

Roxa – beijo de língua – talvez sexo

Vermelha – lap dance

Verde – sexo oral praticado pelo rapaz

Branca – a menina escolhe o que quiser

Azul – sexo oral praticado pela menina

Preta – sexo com a menina – papai e mamãe

Sem flores, sem cinema, sem levar para jantar em um restaurante caro. Basta apenas arrebentar a pulseira azul, por exemplo, que automaticamente você tem direito a um boquete.

Tudo, absolutamente tudo, ficou mais fácil para a juventude de hoje.

Não vão passar o perrengue que eu passei para conseguir sentir a textura de um seio. E ao contrário do que disse Andy Stitzer, eles não se parecem com sacos de areia.

Não vai ter essa de ganhar a confiança da garota, depois de 1 ano de namoro, para finalmente conseguir sexo. Se você arrebenta a pulseira preta, o próximo passo é arrumar um lugar, tirar a roupa e mandar ver.

O século XXI facilitou e muito o início da vida sexual dos jovens. Pena que, no auge de toda essa comodidade, eu já não possa mais aproveitar desses artifícios.

Bom, pelo lado bom, eu também tenho algo “preto” que faz ganhar sexo fácil em alguns lugares. Chama-se carro. RISOS GRANDÃO.

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