Pois é, amigo. Estamos chegando a um nível de putaria na internet nunca antes imaginado por este ser que convencionamos chamar de “humano”. Farei um breve retrospecto a respeito das formas de apreciação de pornografia ao longo dos anos e uma pequena análise dos pontos negativos e positivos de cada fase desse ramo do entretenimento que formou o caráter de muita gente – incluindo o meu.

Por muito tempo a pornografia foi algo restrito a maiores de idade, sendo uma enorme aventura adquirir algum material erótico-explícito. Quem é da minha época provavelmente passou muitos anos tendo contato apenas com os Cine Privês da vida ou as maratonas Sexy Time, uma vez que a coisa de verdade era sempre veiculada em canais Pay-per-View.

No início, a pornografia era algo sujo, que desrespeitava as leis de Cristo e dos homens, por mais que todo mundo trepasse desde a era mesozóica. É uma clara contradição. Há registros dos primeiros quadrinhos eróticos desenhados em cavernas no Alasca datados de 3 milhões de anos A.C.

Com o advento da fotografia, a pornografia deixou de ser apenas desenhos nas paredes e contos eróticos para se tornar mais real e visual. O voyerismo sempre esteve presente no consciente coletivo do ser humano e observar cenas eróticas ou simplesmente poses sensuais de outras pessoas, por mais condenável que fosse na época, era, ainda sim, uma deliciosa diversão subversiva.

Em questão de poucos anos, o cinema deu início a uma lucrativa indústria que soube explorar como ninguém o desejo das pessoas por apreciar uma boa putaria. Era o início da era audiovisual da pornografia.

Mas, ao longo desses anos, a cultura pop nunca deixou de lado as suas demais vertentes do entretenimento adulto. As revistas de “catecismo” (como eram carinhosamente chamadas) sempre estiveram presentes em bancas e sebos especializados.

Das curvas perfeitas e histórias envolventes de Milo Manara aos bizarros Hentais japoneses, onde havia papel, nanquim, criatividade e uma boa idéia, lá estava a putaria. E nós adorávamos. Isso sem contar as “foto-novelas”, que, claro, também tinha as suas várias versões pornográficas. Inclusive, dia desses não faz muito tempo, minha mãe foi pegar meu livro do Harry Potter no armário e quando abriu, caiu uma lá de dentro. Eu nem me lembrava que tinha guardado lá, mas, né? Acidentes acontecem.

Porém, um dos grandes problemas da pornografia sempre foi ser restrita, legalmente, a maiores de 18 anos. Veja bem: com meus 14 anos eu só queria saber de ver vaginas e seios em todo o seu esplendor. Em movimento então, melhor ainda. Um filme só era interessante se alguma personagem aparecesse nua. O mesmo vale para séries de televisão, novelas e até mesmo games, pois, nessa época fomos brindados com a deliciosa Lara Croft, e, por que não, termos a moça nua?

Mas o mundo nunca foi tão legal como hoje. Quem nunca passou pela empolgante aventura de tentar alugar um filme pornô? Entrar naquele espaço permitido apenas para maiores era um dos rituais que definia um momento de passagem entre a sua infância e a sua adolescência.

Desejos Molhados de Lucy – meu primeiro filme pornô

Sabe a caverna de Lost e a luz amarela? Então, no meu caso era o cubículo de madeira e a Sylvia Saint no pôster principal. Eu dava adeus à Emannuelle e comprimentava com o maior prazer do mundo a Sylvia, a Tera, a Jenna e várias outras.

Claro, alugar o filme era o mais fácil. Difícil mesmo era ficar a sós com o video-cassete e a televisão, principalmente quando se mora em uma casa com os pais e a avó. Difícil, mas não impossível.

E então veio a Internet. Essa tal de rede mundial de computadores que liga pessoas do mundo inteiro através de um clique. Novos interesses, novas atividades e um potencial enorme para pornografia, que vale citar, não tardou a começar.

A internet se popularizou e com ela a pornografia se tornou um dos ramos mais bem sucedidos e difundidos desse grande universo digital chamado web. Mike In Brasil, Bang Bross, Girl18, Suicide Girls, Pomba Loca, Diário da Putaria e Dedada Digital. Onde quer que você clicasse, lá estava um peito e uma xoxota em toda a sua graça, disponível e sempre receptiva aos seus carinhos.

Como a velocidade da conexão ainda era bem lenta, nos contentávamos com imagens, gifs animados e em alguns casos, vídeos de 30 segundos, como o clássico de ejaculação feminina.

Durante a madrugada deixávamos de lado o videocassete e nos divertíamos com os monitores Samsung SyncMaster e os seus 16 bits de gráficos excitantes.

Começava a despontar no Brasil a tal da banda larga e com ela mais um elemento para o nosso adorado “kit multimídia”: a webcam. As câmeras digitais mudaram radicalmente o comportamento e a indústria da pornografia na internet.

Agora, qualquer pessoa podia gravar o seu vídeo e tirar as suas fotos, o que tornava a brincadeira muito mais interessante, afinal, eram pessoas comuns, como eu ou você que apareciam ali, por livre e espontânea vontade. Não eram atrizes de uma saudável indústria vital.

Em alguns casos, se você fosse muito sortudo, era uma amiga de escola e o namorado, como o clássico Bruna do Colégio Objetivo, que tem uma das melhores trilhas sonoras de filmes do tipo, com direito a The Doors e comentários do diretor.

Porém, nada nunca vai se comparar ao ato de ver uma garota se exibindo ao vivo pela webcam. No início, era um prazer caro, disponível somente em sites especializados e oferecidos a quem tinha cartão de crédito. Não era para o meu bico.

Com o Messenger, essa atividade se tornou corriqueira. No início, conseguir adicionar uma garota com webcam era tão difícil quanto achar um Master Tazo. Mas, se você desse sorte e soubesse conduzir a conversa, em questão de dias você teria um show particular e inesquecível.

Câmeras digitais e webcams – dois equipamentos que mudaram de forma definitiva a percepção das pessoas acerca da pornografia na internet.

Como disse acima, o Messenger possibilitou á caras comuns, como eu, o prazer de ganhar um strip particular. Veja bem: particular. A não ser que você capturasse a tela e enviasse para os amigos, só você teria aquilo. Exclusividade total.

Porém, como tudo na internet evolui para putaria, os sites de relacionamento também implementaram tecnologias de streaming ao vivo. O primeiro que tive contato foi o Stickam. Uma rede social de “streamings” de vídeo, onde usuários do mundo inteiro ligavam as suas webcams e exibiam o que bem entender.

Obviamente, a putaria rolava solta e presenciei shows épicos como o da MissCassy que mostrou a uma grande platéia que se bem lubrificado, um ânus pode sim agüentar dois consolos ao mesmo tempo.

Atualmente, a vedete da putaria mundial tem um nome: Twitcam. O princípio é o mesmo do Stickam, porém, o site está atrelado ao Twitter, o que é um grande diferencial, pois todos sabem como as informações se viralizam nessa rede social.

Há quem diga que isso é ruim, utilizar a putaria para aparecer. Eu digo que isso é uma das grandes vantagens de se ter uma conexão de internet, um computador e gostar de mulher. Eu, em minha sã consciência e sabedoria, nunca negarei atenção a uma mulher que esteja disposta a me mostrar os seios e algo mais.

A pornografia está plenamente acessível hoje em dia, e o que é melhor: ela deixou de ser algo profissional e se tornou, em sua essência, amadora. A turma aprendeu direitinho os conceitos de Cauda Longa. E, nessa onda de exibições do Twitcam, falou que tem mais de 18, eu to assistindo.

Um grande abraço e espero que tenham gostado dessa empolgante jornada pela história da pornografia.

Já tentei ser jogador de futebol, físico nuclear, cientista da computação e famoso. Terminei formado em publicidade e escrevendo em um blog sobre a minha vida. Isso, meus amigos, é o que eu chamo de sucesso.

15 Comments on “Dossiê Rafa Barbosa – pornografia através do tempo

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