Um pedido sincero de desculpas
Sinceridade é a base de todo e qualquer relacionamento. Sendo assim, vou ser sincero e direto: eu te traí.
É algo imperdoável, eu sei. Ainda mais vindo de mim, que sempre falei que jamais faria algo desse tipo e principalmente com quem foi, já que até pouco tempo atrás ficava criticando e perguntando porque todos estavam falando dessa pessoa.
Mas a curiosidade e a pressão social foram mais fortes e sucumbi. Não consegui manter a minha promessa.
Não estamos no melhor momento do nosso relacionamento. Antigamente, esperava ansiosamente pra te ver e contar as minhas novidades. E eu sempre tinha alguma, mesmo que elas fossem inventadas ao longo do dia ou da semana. Eu me empolgava e adorava estar com você. Tivemos grandes momentos juntos. Muito e inesquecíveis.
Mas aí veio a rotina e com ela a falta de criatividade. Deixamos o relacionamento cair na monotonia do dia a dia. Eu já não te procurava tanto e nem você. Fomos nos afastando aos poucos, mas medrosos demais para dar um fim a isso tudo.
Bom, só posso dizer por mim. Sempre tive e ainda tenho um medo tremendo de te perder. Seria como apagar uma parte enorme da minha vida.
E mesmo assim, eu te traí. E não me orgulho disso.
Foi em um momento de fraqueza. Após comentar com alguns amigos sobre essa novidade que todos estavam falando, recebi muitos incentivos. “Vai lá, experimenta”. “Você vai adorar. É gostosinha demais”. “Você vai recuperar o tesão quando conhecer”.
Sou influenciável. Não aguentei a pressão e acabei cedendo.
Primeiro me apresentei. “Prazer, sou o Rafa Barbosa”. E ela foi extremamente receptiva à minha investida. A casa dela é arrumadinha, bem minimalista. E para a minha surpresa ela já conhecia vários amigos. E me contou algumas histórias deles que ela já havia recomendado.
Mas não fiz nada nesse primeiro encontro. Sou assim: um romântico.
No dia seguinte, infelizmente, veio a fissura. A vontade de conhecer melhor. De chegar às vias de fato.
Quando me dei conta já estava com os dedos onde não deveria. Acariciando freneticamente o teclado em novo post nesse tal de Medium.
Sim, eu te traí com a nova rede social modinha da internet, a tal de Medium.
Te traí e gostei. Mas não rolou a mesma química. Não senti aquele tesão todo que disseram. Foi uma coisa de momento. Uma fraqueza. Pra experimentar, como alguns diriam. E a única coisa que posso fazer no momento é pedir desculpas pelo vacilo.
Sei que você não merecia isso. Um blog como você que acompanhou minha vida, minhas histórias. O meu relacionamento mais duradouro, de quase 9 anos, não pode se sujeitar a esse tipo de situação.
Por isso venho aqui pedir desculpas. Perdão por ter escrito DOIS textos no Medium.
Sei que isso machuca, mas gostaria muito que pudéssemos voltar a ser como antigamente. E prometo trabalhar para que nossa relação seja ainda melhor, caso você me perdoe.
Apesar do deslize, ainda te amo. Você é e sempre será meu blog favorito.
Com amor,
Rafa Barbosa.
Impressoras: seres temperamentais
Imagino que nesses milhões de anos de existência do planeta Terra, nenhum ser vivo conseguiu ser tão temperamental quanto as impressoras. Nem em universos fantásticos como Senhor dos Anéis ou Harry Potter tem-se notícia de criaturas agindo da mesma forma.
É uma verdade universalmente aceita que as impressoras só funcionarão se estiverem com vontade. Não importa quantos tapas, empurrões ou demonstrações brutas de carinho você possa fazer. Se uma impressora não estiver afim de trabalhar, não há nada nesse mundo que a faça mudar de ideia.
Como se não bastasse todo esse temperamento imprevisível, as impressoras são sádicas. Quanto maior a urgência para imprimir alguma coisa, maiores as chances dela emperrar. Ou avisar que a tinta acabou mesmo não tendo sido usada há algumas semanas.
Imagino que nem os gatos sejam tão temperamentais quanto uma impressora. Eles podem não dar a mínima pra você até precisarem de comida ou se sentirem carentes. Mas não espere isso de uma impressora. Ela se alimenta da sua raiva, da sua necessidade de entregar um trabalho feito de última hora. E essa é a comida preferida delas.
É uma guerra de nervos cujo as batalhas você já perdeu antes mesmo de entrar em campo. E para zombar da sua cara de derrotado, elas vão ainda mais fundo e bradam seus gritos de vitória, uma mistura de engrenagens, motores, trilhos, placs, plocs e trocs que mostram de forma clara que ela está funcionando, só não está afim de trabalhar pra você.
Eu tento compreender as impressoras. Estou começando a me entender com a minha depois de 3 anos. Já entendi que ela não gosta de imprimir de primeira. É preciso acariciá-la. Apertar os seus botões com carinho uma, duas, três vezes. Desligar e ligar novamente. Colocar os papeis na medida certa: nem pouquinho nem muito. O suficiente para ela se sentir alimentada.
Aí sim. Depois de cumprir todo esse ritual eu posso enviar o que tiver de imprimir que ela vai cumprir a função pela qual foi comprada.
A nós, meros humanos, resta apenas sabermos que se algum dia as máquinas dominarem o mundo, tenha certeza de que não será a partir de um supercomputador. Será a partir de uma impressora, em algum lugar do mundo, que se cansou de imprimir e resolveu mudar de função.
Uma solução para as reclamações da vida
Uma coisa que observei em todos esses anos participando de uma indústria tão vital quanto a internet, é que as pessoas em sua essência só sabem reclamar. Especificamente, reclamar sobre a vida. Eventualmente reclamam sobre o clima, sobre alguma empresa ou de programas de televisão. Mas no geral, podemos afirmar que 98% da internet deve ter uma vida péssima.
Com um mercado tão abrangente quanto esse, nada melhor que oferecer soluções para quem gosta de “desabafar”.
As pessoas não querem que seus problemas sejam resolvidos. Isso demanda um esforço pessoal que elas simplesmente não estão dispostas a oferece.
Elas querem apenas que alguém escute o quanto a vida está uma droga. O quanto o trabalho não te paga o suficiente. O quanto é frustrada na área de relacionamentos amorosos.
Uma infinidade de reclamações que podem ser solucionadas com um pouquinho de atenção. E é exatamente isso o que pretendo oferecer caso algum investidor aceite bancar a criação de um app revolucionário.
Imagine você e todas as suas reclamações. Agora, vamos acrescentar um aplicativo de celular que com apenas um clique, passe a te dar toda a atenção que você precisa para as suas horas a fio de reclamações.
Expressões como “entendo”, “sim, é complicado”, “vai dar tudo certo” ou “você vai superar” estarão disponíveis por padrão. Para deixar o aplicativo ainda mais eficaz, você pode gravar as suas próprias expressões e frases de apoio e disponibilizar para os seus amigos que terão a oportunidade de fazer o mesmo.
Dessa forma, você estará escutando os seus próprios amigos te dando aquela força nos momentos de maior necessidade e, ao mesmo tempo, ajudando-os da mesma maneira.
É um aplicativo revolucionário do ponto de vista mercadológico. Não existe nada parecido hoje em dia. O mais próximo disso é o Twitter, mas convenhamos que ninguém curte as suas reclamações. A gente só atura pela amizade e pelas amarras sociais que nos impedem de parar de seguir as pessoas por pura educação.
A ideia é disponibilizar o aplicativo gratuitamente e, no futuro, monetizá-lo com mensagens patrocinadas por empresas.
Imagine reclamar da sua operadora de telefonia celular e receber uma mensagem simulando o atendente de telemarketing dizendo frases como “só um minuto, senhor”, “o sistema está lento, senhor”, “não estou entendendo, senhor” e o clássico “o sistema está fora do ar, senhor” seguido de um clique e sinal de ocupado.
Tenho certeza que em até dois anos o aplicativo será rentável e oferecerá retorno aos seus investidores.
Fica aqui a minha sugestão e pedido de investimentos.
Agradeço pela atenção.
Better Call Saul: você precisa assistir
Alerta de possíveis pequenos spoilers.
Foi com certa desconfiança que eu recebi a notícia de que Breaking Bad teria um spin-off. Mesmo sendo focado em um dos melhores personagens da série: Saul Goodman, o advogado de porta de cadeia que “conhece um cara que conhece um cara” interpretado pelo sensacional Bob Odenkirk.
A vida nos ensinou que spin-offs dificilmente são uma boa ideia, mas…
Após os 10 episódios da primeira temporada, posso afirmar com toda a certeza do mundo que Vince Gilligan conseguiu expandir um universo que já conhecíamos e contar uma história completamente nova e independente do que já havia sido estabelecido na saga de Walter White/Heisenberg.
Better Call Saul – o início
Better Call Saul mostra os primeiros anos de carreira do personagem quando ainda se chamava Jimmy McGill e lutava para se firmar como um “respeitável” advogado. Mesmo que para isso tenha que, vez ou outra, apelar para a boa e velha malandragem.
E a primeira temporada trata exatamente disso: a dualidade a qual o personagem sempre esteve exposto. Fazer o certo por meios não muito corretos.
Esqueça o Saul que você conheceu em Breaking Bad. O objetivo aqui é mostrar como ele chegou até aquele ponto.
Para entendermos esse arco completamente, os criadores nos deram um gostinho da vida do advogado mais simpático de Albuquerque após os acontecimentos que encerraram sua participação na série original. Veremos, como em Breaking Bad, a transformação de Jimmy McGill em Saul Goodman.
A série se passa em 2002, portanto não espere ver participações especiais de Jesse Pinkman (que nessa época era só uma criança) ou Walter White (que ainda não tinha câncer e provavelmente estava curtindo sua vidinha pacata como professor de química em uma escola americana).
Somos apresentados a novos personagens, como Chuck, o irmão mais velho de Saul e importante advogado sócio de uma das mais maiores firmas de advocacia da cidade e alguns novos aspirantes a rei do crime, que sabem exatamente o que fazer quando estão em encrenca: Melhor ligar para o Saul.
Mas como não poderia faltar, Vince Gilligan e Peter Gould fizeram um excelente fan service trazendo de volta alguns personagens do universo de Breaking Bad, incluindo ai um dos melhores da série. Falar mais que isso poderia estragar as surpresas, portanto não vou me alongar nessa parte.
Como Breaking Bad elevou o nível de produção das séries e trouxe muitas inovações estéticas, Better Call Saul mantém a mesma pegada de sua antecessora.
Os ângulos de câmera inusitados, a paleta de cores relacionada aos sentimentos e acontecimentos que se vê na tela, as viradas de roteiro que nos fazem quebrar a cara achando que sabíamos o que aconteceria em seguida.
Tá tudo ali, na medida certa entre o novo e o “já testado e aprovado”, mas como algumas novidades que se encaixam perfeitamente com a proposta dessa arriscada empreitada.
É difícil pensar em uma espécie de prequel pra uma série que é considerada a melhor produção da história da TV sem sentir aquele medo de estragar algo que é tão perfeito.
Mas você não precisa ter esse medo com Better Call Saul. A Netflix e a AMC acertaram em cheio ao apostar todas as fichas no carisma do personagem e do ator Bob Odenkirk.
Better Call Saul tem drama, humor, suspense e momentos de tensão na medida certa.
Tem uma história completamente independente de Breaking Bad que acrescenta e muito ao que já tivemos a oportunidade de ver e trás novidades para um personagem que de simples coadjuvante, saltou para protagonista de sua própria série.
Better Call Saul, na minha opinião, poderia ser comparada com Breaking Bad em apenas um ponto: é a história de como uma pessoa se transforma ao longo da vida para se adaptar às situações a qual é exposta e como as demais pessoas ao seu redor influenciam nesse processo.
É o processo de transformação de Jimmy McGill em Saul Goodman.
O melhor de tudo, é que trata-se uma obra independente. Você não precisa ter assistido Breaking Bad para gostar e muito menos para entender. E isso é uma das maiores qualidades de Better Call Saul.
A primeira temporada completa está disponível na Netflix.
Frogman (Ou a inesperada virtude do Sapinhow)
Frogman (Ou a inesperada virtude do Sapinhow) narra a história inusitada de um famoso ator no início dos anos 2000 que caiu no ostracismo, porém aposta todas as fichas em uma peça de teatro para mostrar que sim, ele é talentoso e foi subestimado pela crítica especializada brasileira.
Ator e personagem confundem-se nesse delicioso drama com pitadas de comédia. Serginho Hondjakoff interpreta a si mesmo, ou assim poderíamos dizer. Sucesso como o divertido e atrapalhado Cabeção na novelinha global Malhação e esquecido pela mídia logo em seguida, Hondjakoff prova-se em um papel difícil e nos ganha pelo seu carisma e competência habitual, superando o estigma de ator que funciona apenas no cinema blockbuster.
Na película, Serginho interpreta Reginaldo (Regin), um ator de grande sucesso e popularidade nos anos 2000 graças a um adorado personagem que interpretou ao longo de sua adolescência em um famoso programa de TV.
No ar por cinco anos, Regin viu tudo desmoronar ao não ser chamado para nenhuma outra produção após a ascendência meteórica de sua carreira. Deixou de estampar capas de revistas, comerciais em horário nobre e viu-se como motivo de chacota na internet por causa de um vídeo em um momento regado a muito álcool e diversão.
Ladeira abaixo por quase 10 anos, Reginaldo resolve se reinventar e mostrar ao público que muito mais que uma celebridade juvenil do passado, ele tem talento e carisma o suficiente para escrever, dirigir e interpretar o personagem principal de uma ousada peça de teatro.
Vítima do descrédito da crítica especializada e dos trâmites burocráticos da lei Rouanet, Regin resolve apelar para os seus amigos de outrora em busca da realização desse sonho.
A partir daí acompanhamos a sua determinada e empolgante jornada na produção da peça. Desde a contratação de seu parceiro na novelinha que hoje em dia é um dos galãs mais requisitados da televisão e cinema brasileiros até o seu caso de amor mal resolvido com uma atriz que guarda um grande segredo do passado.
Dirigido por Jorge Fernando, o filme tem tudo para ser um dos grandes destaques dos festivais brasileiros, em especial o de Gramados com vistas aos grandes prêmios do circuito independente.
Saímos do cinema com um misto de emoções. Para nós que crescemos admirando, rindo e acompanhando a derrocada na carreira dessa instituição da TV brasileira chamada Serginho Hondjakoff, ver a sua ascensão como uma fênix do entretenimento nos deixa um pouco mais esperançosos na capacidade do ser humano de ainda nos surpreender ao produzir um filme tocante e ao mesmo tempo fascinante.
Resenha baseada nesse tweet do @JoãoLuisJr.
Chromecast parou de funcionar Vivo- Tutorial e solução
Seu Chromecast parou de funcionar? Veja aqui como resolver esse problema.
Se o seu Chromecast parou de funcionar VIVO, pode continuar lendo este artigo pois ele vai te ajudar a resolver esse problema.
Vem comigo.
Recentemente comprei um Chromecast, que posso dizer com toda a certeza do mundo que é uma das maiores invenções do século XXI.
É a ferramenta de “streaming” do Google que transforma qualquer televisão com uma entrada HDMI em uma smart TV com a ajuda de um celular/tablet Android/Iphone.
Big Apple Burger – A grande maçã do Applebee’s
Sempre me orgulhei de ser o tipo de pessoa que não pensa duas vezes antes de encarar um desafio alimentício como o Big Apple Burger. Não é a toa que passei a maior parte da minha vida adulta acima do peso. Bem acima do peso, é bom reforçar.
Se você me chama pra encarar uma feijoada, pode ter certeza invocarei o espírito espartano dentro de mim e, como um bom guerreiro estarei ao seu lado na parede de escudos durante uma batalha entre homem e comida.
Da mesma forma que os espartanos tinham fome de guerra, eu tenho fome de comida. Sou um natural food killer.
Em 2013 passei por um processo de emagrecimento e cheguei até a ficar bem em forma. Mas velhos hábitos nunca morrem e em menos de um ano já estou aqui novamente descrevendo as minhas aventuras alimentícias.
Não posso negar que isso faz parte de quem eu sou, do meu caráter. E eu estava me sentindo bem ingerindo toda a sorte de gorduras e carboidratos que só as melhores comidas podem oferecer.
Até ontem.
Fui ao cinema com a cônjuge e após assistir a uma decepcionante história de amor (50 Tons de Cinza), resolvi que deveria me auto-recompensar com uma refeição digna da frustração com o filme. Fomos ao Applebee’s.
O Applebee’s é uma dessas steakhouses americanas que chegam ao Brasil e fazem um sucesso enorme. O tipo de lugar que você leva uma gata ou chama os amigos para comemorar o aniversário porque parece legal.
As comidas lembram os petiscos das séries americanas com as quais você passou a maior parte da adolescência. Você se sente em um episódio de Friend’s ou How I Met Your Mother. É o mais próximo que você vai chegar disso.
Como sou um verdadeiro influenciado por esse tipo de coisa, resolvi optar por esse estabelecimento.
O Applebee’s é basicamente um Outback com uma pegada mais americana. Bem “No Pique de Nova York”, como diriam as gêmeas Olsen. Como já estava nessa vibe, resolvi encarar um típico hambúrguer da terra do Tio Sam.
Encarando o Big Apple Burger
Como bom gordo, ignorei solenemente todas as outras opções do cardápio e fui no mais caro – o que pela lógica americana/capitalista é sempre o maior. Escolhi o Big Apple Burger, essa delicia da foto abaixo:
Essa foto não faz jus ao verdadeiro Big Apple Burger. Até então eu nunca tinha comido esse sanduíche e no cardápio ele não parecia tão monstruoso.
Até que chegou o pedido do casal que estava sentado à nossa frente e fui tomado por um misto de choque e desespero.
Nas fotos do cardápio estava faltando um detalhe crucial: todos esses ingredientes vem firmemente presos com uma faca em cima.
Não é um palitinho ou um saquinho de papel. É preciso uma maldita faca pra segurar toda essa montanha de carne, bacon, queijo e verduras diversas nesse prato.
O sanduíche era uma pedra, a faca, Excalibur e eu era um maldito aspirante a Rei Arthur.
Era um desafio à altura do bom e velho Rafa Barbosa, aquele cara que não nega uma boa orgia alimentar.
Pensei que não seria um problema, já que eu havia apenas almoçado. E como já era quase 21h, meu organismo já estava mais que necessitado de uma boa dose de gordura, carboidratos e calorias necessárias para manter o bom funcionamento.
Alguns minutos depois foi a vez do nosso pedido chegar. Percebi que fui arrogante perante os deuses da comida e sobre a grandiosidade do Big Apple Burger.
Demonstrei que não possuía a linhagem dos antigos reis, como Arthur, e fui penalizado com algo que até então era inimaginável para a minha pessoa.
Eu não sabia por onde começar a comer o monstro. Eu não tinha mãos suficiente para segurar esses quase 1 quilo de comida. E tomado por um inusitado senso de humildade, recorri ao artifício dos fracos: comi um hambúrguer de garfo e faca.
Engoli o orgulho (com trocadilho) humildemente e comi essa obra-prima da culinária americana de garfo e faca. Mesmo utilizando dessa técnica rudimentar, ainda assim tive dificuldades em mandar essa bomba calórica pra dentro.
Fui devagar, comendo aos poucos e lubrificando o esôfago com a ajuda de um refil de Pepsi. Uma vez que nem a Coca-Cola era digna de competição contra o Big Apple Burger.
Não desisti. Eu já estava tendo uma lição de humildade ao não ter a coordenação motora necessária para esse desafio, me restava apenas não passar uma vergonha completa abandonando tudo no prato.
Com garfadas obstinadas, concluí o objetivo quase meia hora depois, sentindo que aquela aventura gustativa havia cobrado um preço. Tenho certeza que sacrifiquei 5 anos da minha vida e pelo menos duas artérias que agora estão entupidas de bacon, queijo e muito molho.
Abaixo, um registro real desse evento histórico: o meu encontro com o Big Apple Burger.
Até agora estou digerindo esse sanduíche, mais de 24 horas depois.
The Champions
Não via um vídeo tão incrível há muito tempo. Se oferecessem essa modalidade na academia, pode ter certeza que eu estaria com a matrícula em dia.
Um amigo morreu
Um amigo meu morreu.
Na verdade já havia algum tempo que a gente não se falava, mas como tinha ele adicionado em meu Facebook acompanhava com frequência a “vida” dele pela timeline.
Um amigo morreu.
É sempre um choque quando você recebe esse tipo de notícia, principalmente quando ele tem a sua idade. O que é estranho, pois você percebe que está chegando naquele momento da vida em que os seus amigos ou conhecidos/colegas começam a morrer. E isso assusta pra caramba.
Durante toda a minha época de escola e faculdade nunca havia passado por essa experiência de perder um amigo. Alguém que você convive com frequência. É diferente de perder uma avó, por exemplo. Por mais que seja algo extremamente triste, é uma pessoa “velha” que está chegando ao fim da vida. Então de alguma forma você se consola dizendo que isso é normal.
Mas nunca será normal ver alguém da sua idade morrendo, quando você ainda não é um “velho”.
Esse não é o primeiro amigo ou conhecido da minha idade ou mais novo que morre. Uma colega de escola e dois garotos que cresceram comigo. Não eram muito adeptos das redes sociais, então não tinha tanto contato com eles. Não fiquei tão abalado quanto agora.
Num dia a pessoa posta uma foto aproveitando a praia com amigos, esposa e família e no outro você recebe a notícia de que algumas horas após aquele momento que você “curtiu”, a vida daquela pessoa chegou ao fim de uma forma trágica.
Isso te faz pensar um pouco. Principalmente em como você tem aproveitado os momentos que tem ao lado das pessoas que você gosta. Eu espero que ele tenha aproveitado esses momentos. Que tenha, de alguma forma, dito um último “eu te amo” para a esposa, para a filha e para os pais.
Um amigo morreu.
E isso é triste pra caralho.
Recomeçar
Como todo bom filme das décadas passadas, chega uma hora em que precisamos dar um reboot nos clássicos e repaginá-los para as novas gerações, adaptando as situações, os personagens, as locações e acima de tudo mantendo a essência de toda aquela história.
Chegou o momento de fazer isso com o meu blog.
Posso dizer sem a menor hesitação que o Sem Título Ainda contém uma parte importantíssima da minha vida. Aliás, várias partes importantíssimas da minha vida, pois escrevi de 2006 a 2014 naquele pedaço de papel virtual.
Um dia de tédio que se tornou um blog. Um blog que se tornou um meio de conhecer pessoas legais incríveis de vários cantos do país. Um blog que se tornou um meio de ganhar dinheiro. Enfim, um blog que eu não posso simplesmente apagar e perder 8 anos histórias que formaram o meu caráter.
Mas chegou a hora de finalmente dar um título ao Sem Título Ainda. Se até o Atlético Mineiro ganhou títulos inéditos nos últimos dois anos, não seria esse marco fundamental da internet mineira que continuaria sem um nome adequado.
Agora o blog pode ser encontrado no link https://rafabarbosa.com/category/arquivo/.
A partir de hoje esse passa a ser o blog Rafa Barbosa. Voltarei totalmente para aquela pegada antiga e gostosa (hum) de posts autorais e pessoais, sem nenhum compromisso em estar bem posicionado no Google ou coisas do tipo.
Voltarei às origens, quando qualquer coisa diferente do meu dia a dia era motivo para um post. Algo que realmente valesse a pena escrever, por mais trivial que seja. Pode ser que esteja fazendo um resgate daquela velha blogosfera que me encantou quando comecei a dar os primeiros passos na internet.
Não sei se escreverei com grande frequência, mas farei o meu melhor para isso aqui não se tornar apenas uma sala vazia.
Agradeço a todos pela companhia no antigo blog e dou as boas vindas àqueles que estão chegando agora. Não reparem na bagunça, é tudo muito novo aqui e ainda estou ajeitando a casa.
Se quiser um cafezinho, fique a vontade.
Volto daqui a pouco.