Autor: rafabarbosa

Já tentei ser jogador de futebol, físico nuclear, cientista da computação e famoso. Terminei formado em publicidade e escrevendo em um blog sobre a minha vida. Isso, meus amigos, é o que eu chamo de sucesso.

A greve dos sonhos

Escrito por Arquivo

Em assembleia realizada na última quarta-feira, o Sindicato dos Sonhos anunciou estado de greve geral a partir da próxima semana.

É isso mesmo o que você está lendo: os sonhos estarão de greve por tempo indeterminado.

Uma das causas que o sindicato reivindica é a falta de uma jornada de trabalho que contemple pelo menos um dia de folga.

Desde o surgimento da humanidade, os sonhos trabalham diariamente, sem descanso, em jornadas duplas ou triplas, atendendo às pessoas que sonham durante a noite, sonham durante o dia e até mesmo aquelas que sonham acordadas.

Além disso, o sindicato também exige reconhecimento por parte da população.

“Ele é um sonhador, vocês gostam de dizer. Mas se não fosse por nós, ele não seria nada. E aí o crédito vai pra quem? Vai para a pessoa que só teve o esforço de se deitar numa cama e fechar os olhos enquanto euzinho aqui ralo a noite toda para proporcionar esses sonhos incríveis”, disse o presidente do sindicato em meio aos gritos de aprovação.

As consequências dessa greve podem ser desastrosas para a humanidade. Em toda a sua história, essa é a primeira vez que os sonhos aderem a uma paralização geral.

Governos ao redor do mundo discutem o que fazer durante esse período, já que não existe nenhum plano de contingência ou registro histórico que os ajude a enfrentar essa situação.

Os pais mais preocupados já se perguntam o que dirão aos seus filhos quando eles acordarem de manhã e perceberem que não existem mais sonhos.

A humanidade prepara-se para um dos momentos mais sombrios de sua existência. As consequências de uma sociedade sem sonhos podem ser desastrosas.

Especialistas afirmam que os sonhos foram os principais responsáveis pela evolução da humanidade. Eram eles que, enquanto realizavam o seu trabalho dia e noite, impulsionavam as pessoas em busca da realização.

Foi com a frase “Eu tenho um sonho” que o pastor Martin Luther King começou o seu discurso mais famoso.

O que motivará as pessoas? O que as impulsionará no dia seguinte para que possam “buscar meios de realizar os sonhos”? É a grande pergunta que todos tem se feito desde o anúncio da greve.

Um mundo sem sonhos é algo inimaginável até mesmo em nossos piores pesadelos.

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Making a Murderer – uma série angustiante

Escrito por Arquivo

Esse final de semana foi dedicado a assistir Making a Murderer, a nova série documental da Netflix.

A série mostra a história de Steven Avery, um americano que foi preso em 1985 por estupro e tentativa de assassinato e ficou preso por 18 anos, até que conseguiram provar a sua inocência. Para piorar, a prisão só aconteceu pela total incompetência e improbidade do departamento de Xerife do condado de Manitowoc, no Wisconsin.

Após sair da prisão, alguns anos depois, Steve Avery é preso novamente acusado de assassinato.

Por que Making a Murderer?

A série escancara sem o menor pudor as inconsistências do sistema judiciário americano. A corrupção da polícia e os esforços do Estado para provar a culpa de um acusado de assassinato mesmo que todas as provas apontem justamente para o contrário. Por isso o nome de “produzindo um assassino”.

Steven Avery Making a Murderer

Steven Avery

Há muito tempo eu não passava tanta raiva assistindo a uma série. Eu sei que casos assim acontecem diariamente no Brasil. Principalmente se você é negro e pobre. Mas dificilmente temos um acompanhamento com a quantidade de detalhes que Making a Murderer nos apresenta.

Algumas situações chegam a ser inacreditáveis de tão surreais e poderiam muito bem fazer parte de um filme escrito pelos irmãos Cohen. Mas aquelas pessoas caricatas são reais. São representantes do Estado e tem o poder de decidir sobre a vida de uma pessoa acusada de assassinato. São seres detestáveis em todos os sentidos.

O que mais me deixou chateado (pra não dizer puto), foi o fato de que não destruíram a vida de uma pessoa, mas de todos ao redor dele. Levaram a questão a um nível tão pessoal, que a cada cena em que os pais de Steven eram mostrados, minha espinha gelava e a mandíbula travava de tanta raiva e dó ao mesmo tempo.

Dizer muito sobre a série pode tirar toda a graça de assisti-la, mesmo sendo um documentário e com todas as informações sobre o caso disponíveis na internet. Então vou deixar esse texto bem superficial, para que você possa assistir e tirar as suas próprias conclusões.

Vale dar os parabéns para a Netflix por mais uma produção original acima da média. Pegando carona no hype do podcast de storytelling Serial, que trata de uma história parecida com a de Steven e foi um sucesso absurdo de audiência e crítica nos Estados Unidos.

Ao final da série, é quase impossível não sair procurando tudo sobre o caso e como está a situação dos envolvidos hoje em dia. Me fez até lembrar dos bons tempos de Lost, quando o final de um episódio representava horas e horas na frente do computador procurando todas as teorias possíveis.

Fica a dica ai de assistir Marking a Murderer durante o carnaval.

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Reformando a casa

Escrito por Arquivo

A semana passada foi tão corrida no trabalho (adiantando tudo o que posso já que entro de férias no final da semana que vem) e na pós-graduação, que simplesmente não consegui sentar e terminar alguns dos textos que estava planejando para o blog.

É oficial: a primeira meta de 2016 já foi pelo ralo. Mas vou trapacear um pouco e tentar compensar tudo postando todos os dias dessa semana. Sendo assim, não garanto qualidade ou algo interessante (na verdade não tem nada interessante aqui).

Como vocês devem ter percebido (ou não), o blog está de cara nova. Esse ano ele completa 10 anos de vida. Uma década. E para comemorar, pela primeira vez em toda a minha carreira de blogueiro, paguei um por um layout.

Não que eu usasse layouts piratas anteriormente. É que nos primórdios do blog eu mesmo fazia os meus temas. E depois de um tempo encontrei alguns gratuitos que me atendiam muito bem.

No final de 2014 eu resolvi dar um “reboot” no blog e voltar às origens, contando sobre o meu dia a dia ou coisas que vejo por ai. Dessa forma, optei por layouts mais voltados ao texto com destaque para algumas imagens.

Em um ano, experimentei dois temas gratuitos do WordPress que recomendo a qualquer pessoa que tenha um blog de textos. O Serene (da Elegant Themes) e o Intergalactic.

Sem frescuras, direto ao ponto. Imagem de destaque e texto, como deve ser um blog desse tipo. Foram grandes e bons momentos com esses temas. Os acessos voltaram a subir. Voltei a ter prazer em escrever e a vida seguia feliz assim.

Até o dia em que fazendo uma pesquisa de layouts para um projeto da firma, acabei me deparando com esse tema ao qual você está vendo agora: o Snowbird, da xFrontEnd.

Foi amor à primeira vista. Esse tema é perfeito para o meu blog, pensei comigo mesmo. Porém, custando U$ 39, durante a maior alta do dólar no Brasil, estava meio difícil me convencer de comprá-lo.

Foram uns três meses namorando esse tema. Acessando a demo todos os dias e imaginando as inúmeras possibilidades e como os meus textos ficariam lindos nesse visual.

Acabei não resistindo por mais um mês e comprei. Acho que o blog merecia esse presente de 10 anos de vida. Eu merecia, já que tem um tempinho que não me presenteio com algo assim.

Alguns ajustes ainda serão feitos ao longo do tempo, já que só percebemos alguns erros acessando todo o conteúdo e isso é algo difícil, já que esse blog tem quase mil posts.

Mas está aí. Lindão como o autor, que inclusive você pode ler a biografia logo ao lado.

Espero que gostem do novo visual.

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Desaplaudido

Escrito por Arquivo

1 – O Homem Invisível

Estou sem prestígio na minha família. Desaplaudido. A estrela que brilhou por anos na residência Barbosa-Augustinho, ao que tudo indica, está se apagando.

Tudo começou quando resolvi deixar a barba crescer. De agosto até o último sábado, ostentei uma bela e volumosa barba. Um sonho antigo, diga-se de passagem, já que eu demorei a ter os famosos pelos faciais.

Nos últimos meses, quando adquiri um aspecto mais rústico devido à barba, minha namorada e meus pais começaram a dar as famosas indiretas.

“Tá parecendo um terrorista”.

“Olha o extremista radical ai”.

“Mozão, tira essa barba”.

A maioria acabou vencendo e tirei uma boa parte da barba. Achei que esse ato nobre me traria bons frutos perante a família e à namorada, mas eu não poderia estar mais enganado.

Nenhuma das pessoas citadas acima reparou no detalhe que estava faltando no meu rosto. As pessoas simplesmente ignoraram o meu sacrifício.

Minha namorada, quem mais reclamava do excesso de pelos, só foi reparar depois de algumas horas quando perguntei se não havia notado nada diferente no meu rosto.

Sobre os meus pais, até agora não notaram. Já tem quase uma semana.

Sou oficialmente o Homem Invisível da família.

2 – Um homem estranho e feio

Minha mãe está experimentando o maravilhoso mundo dos smartphones pela primeira vez. Para se acostumar, ela tem usado um Galaxy Duo antigo do meu pai.

Dia desses liguei para ela no número celular e ao atender me disse que era pra eu dar uma olhada no aparelho, pois quando chamou, exibiu a foto de um “homem feio e estranho e uma criança” na tela.

Falei que daria uma olhada quando chegasse em casa e assim o fiz.

Para a minha surpresa, ao ligar para o celular da minha mãe para ver o que estava acontecendo, me deparei com uma foto minha e da minha prima de uns 10 anos atrás.

Sim, amigos. Eu era o homem feio e estranho no celular da minha mãe. Foi um choque.

Essa experiência colocou em cheque todas as vezes em que ela disse que eu era lindo e qualquer outro elogio sobre a minha beleza.

Sem contar o fato de que a minha própria mãe não me reconheceu. Confesso que já tive fases melhores na vida, mas poxa. Ela me vê todos os dias desde que nasci. Não é possível que não me reconheceria em todos os meus melhores e piores momentos.

É isso, amigos. Recebi duros golpes no ego e na autoestima nos últimos dias.

Mas vida que segue.

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Qual é a posição correta do papel higiênico?

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Preciso falar sobre um assunto muito delicado e importante no atual cenário mundial. Qual é a posição correta do papel higiênico? Com a ponta caindo por cima ou vindo por baixo?

Passo pelo menos 15 minutos (às vezes mais, às vezes menos) do meu dia realizando o nobre ato de completar o ciclo digestório. Quando nessa situação, gosto de me sentir confortável e saber tudo está em seu devido lugar.

Quanto mais confortável e mais familiarizado com ambiente, melhor o meu intestino funciona. Logo, posso dizer que a minha saúde depende da posição exata e correta do papel higiênico.

O papel higiênico não é como o durex. Quando se trata dessa famigerada fita adesiva, já travei épicas batalhas e enfrentei labirintos assustadores em busca da ponta perdida. Mas o trabalho de localizá-la fica muito mais fácil quando sabemos que a ponta está no sentido “cascata”.

Voltando ao papel higiênico, dificilmente estaremos correndo o risco de perder a ponta. Mas é extremamente importante sabermos onde ela se encontra. Além disso, o manuseio fica muito mais fácil e podemos fazer o corte no lugar certo. E vale lembrar que o corte correto do papel higiênico é essencial para uma boa limpeza.

Como você já deve ter percebido, sou uma pessoa sensata que defende que o papel higiênico deve estar sempre posicionado da seguinte forma:

papel higiênico

esteticamente perfeito

Fico incomodado quando faço uma imersão nesse momento tão íntimo e me deparo com o papel higiênico posicionado da forma incorreta. É uma sensação tão frustrante quanto um coito interrompido.

Imagino que algumas pessoas sentem-se mais confortáveis com a ponta saindo por baixo, escondida e dificultando o destaque do papel. Mas o que seria da vida sem as adversidades, não é mesmo? Há quem prefira enfrentar desafios constantemente.

Eu, pelo contrário, gosto de tranquilidade quando estou no reino mágico do banheiro.

Sei que essa é uma discussão tão fundamental quanto a famosa “bolacha x biscoito” e trago o debato à luz sabendo que corro o risco de acender o pavio de uma banana dinamite, mas assumo a responsabilidade.

Afinal, existem os defensores da forma errada (ponta do papel higiênico saindo por baixo e quem diz bolacha) e existem aqueles que defendem a forma correta e os bons costumes, como a ponta do papel saindo por cima e o termo biscoito.

O que importa, no final das contas, é você ser feliz e sentir-se confortável na hora do cocozinho.

Se você é daqueles que prefere o papel higiênico de folha simples… aí, meu amigo, temos um problema. Mas discutiremos em uma outra oportunidade.

Agora preciso me limpar.

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Quero deixar de ser gordo e ficar igual ao Chris Pratt

Escrito por Arquivo

Não dá pra ser gordo e se vestir bem. Recentemente passei pela tortura que é tentar comprar uma roupa que me vista razoavelmente bem estando acima do peso. Eu precisava de uma calça jeans e uma camisa social para uma ocasião mais formal e não existe nada mais chato no mundo que procurar roupas nessa situação.

Eu era gordo. Ai fiquei magro e agora estou gordo novamente. Poderia ser um ator de Hollywood se preparando para um papel dramático, mas é apenas a minha péssima genética que transforma um hambúrguer em dois quilos de tecido adiposo sem o menor esforço.

Eu sou um cara orgulhoso. Sei que estou gordo mas não admito isso internamente. Sendo assim, eu me recuso a apelar para lojas de roupas com tamanhos especiais. Na minha cabeça, ao fazer isso estou aceitando a condição deque sou gordo e não tem volta. Não vou me resignar assim tão fácil.

Por já ter sido gordo anteriormente, eu sei que camisas são muito mais fáceis de se encontrar em tamanhos maiores. Já as calças…

Parece que as lojas de departamento no Brasil tem vergonha de vender roupas para gordos. Para começar, nenhum tamanho acima de 48 fica em destaque nas lojas. Não sei se alguém explicou para esse pessoal que a população brasileira está ficando mais gorda, porque o tamanho padrão dessas lojas é 42. QUARENTA E DOIS. Parece a resposta para o sentido da vida, do universo e tudo o mais, mas é apenas uma noção errada de que todo mundo é magro.

As calças para gordos ficam literalmente escondidas nos fundos da loja ou em corredores obscuros, afastados e escondidos. Para encontrar essas calças, é preciso passar por vielas perigosas e alguns becos minúsculos.

No fundo, bem no fundo da loja, no lugar onde os dinossauros vão pra morrer, a gente encontra uma calça tamanho 48. Com sorte, uma 50 pra ficar larga e durar mais uns 10 quilos.

Para um cara gordo como eu, comprar roupa não se baseia em encontrar algo que eu goste e fique bem em mim. Se baseia em torcer para encontrar uma roupa que caiba no meu corpo.

Você não compra o que quer. Você compra o que te serve e agradece por isso.

Depois de procurar por uns 15 minutos, acabei encontrando uma calça que me serviu e não ficou parecendo aqueles modelos dos anos 2000.

calça para rappers

Eu não quero me parecer com alguém dos anos 2000

Além de jogar a minha autoestima lá embaixo (e sendo gordo eu tenho um limite para o quanto consigo me abaixar), essa situação acabou me deixando em estado de alerta. Ou eu tomava um jeito na minha vida ou estaria caminhando a passos largos para desenvolver algum problema grave de saúde.

Dei essa volta toda, explicando o contexto da situação apenas para revelar o meu tradicional projeto de emagrecimento para 2016.

Resolvi esperar a virada do ano, que é quando o meu cérebro consegue se prender a alguma promessa ou objetivo traçado e resolvi iniciar o projeto que chamei carinhosamente de Fat2Pratt.

A ideia é basicamente fazer igual o Chris Pratt: deixar de ser um gordinho engraçado e simpático e me tornar um cara forte, definido, engraçado e simpático.

fotos do chris pratt

Chris Pratt semi nu passando na sua tela

Comecei cortando todas as porcarias que eu estava acostumado ingerir todos os dias: refrigerantes, salgados, sanduiches e doces. Em 2013 eu fiz exatamente a mesma coisa e tive um resultado muito rápido e agora espero conseguir novamente.

O segundo passo foi iniciar a prática de exercícios físicos regulares. Eu já jogo futebol toda terça feira e agora me matriculei numa academia e pretendo malhar de segunda a sexta (eventualmente em algum sábado).

O próximo passo é consultar uma nutricionista e fazer uma dieta correta, já que no momento estou apenas cortando alimentos citados acima e comendo menos.

Como todo projeto fitness, criei um instagram pra registrar a evolução. Você pode seguir aqui: @fat2pratt. Na verdade ainda estou um pouco tímido pra começar a postar, mas a primeira foto sai em breve. To tentando pensar em alguma frase de efeito e uma foto impactante.

Tentarei fazer um registro do progresso dessa empreitada aqui no blog também, mas sem apelar pra essa coisa chata que a maioria da turma fitness faz de se achar incrível e que é possível viver de água e salada o dia todo. Não vou dar nenhuma dica, porque não sou apto pra isso. Se fosse, seria magro. E professor de educação física, mas sou apenas um gordo tentando comprar uma roupa bonita pra caprichar no rolê com a namoradinha fashionista.

Se quiser me acompanhar, fica o convite.

VEM MONSTRO! PODE VIR, MONSTRO!

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O dia em que me tornei um Belieber

Escrito por Arquivo

É preciso admitir: fui contaminado pela Bieber Fiever. Me tornei um belieber.

Logo eu, que falava tão mal de Justin Bieber há alguns anos. Que me considerava o diferentão, o vanguardista, o apreciador de Caetano Veloso e Chico Buarque. O escolhido da qual falava a profecia.

Confesso que era o típico babaquinha que se achava muito superior por não gostar de Justin Bieber. Achava “infantil” toda essa coisa de belieber. Um bando de adolescente sem noção de música. Bom mesmo era rock e apenas rock.

Mas ai veio a idade e o Spotify.

A idade foi responsável por me fazer perceber o quanto esse pensamento era idiota e o Spotify se encarregou de expandir o meu gosto e conhecimento musical. Hoje em dia posso dizer que escuto qualquer coisa sem o menor preconceito.

Certo dia, ao abrir o Spotify para iniciar os trabalhos, me deparei com o single What Do You Mean? na seção “Novidades da Semana”. Resolvi dar uma chance para o Justin Bieber e o resultado não poderia ser mais positivo: em 5 minutos eu já estava cantarolando a música enquanto trabalhava.

Como um soco bem encaixado no queixo, o novo disco de Justin Bieber fez muita gente rever os conceitos e preconceitos musicais dos últimos anos.

O tempo passa, envelhecemos e esquecemos que os “ídolos teens” e o público deles também crescem. Temos essa noção meio distorcida de que o tempo passou só pra gente. E quando nos deparamos com um disco como esse, somos obrigados a aceitar que cantores e bandas que tínhamos birrinhas há alguns anos podem fazer um trabalho excelente.

É um consenso geral que esse disco novo do Justin Bieber é bom. Todas as pessoas do meu círculo de amizades que há alguns anos jamais escutariam um disco dele, estão elogiando e comentando sobre como foram surpreendidos.

Não sei de quem é o mérito. Se é do próprio Bieber como compositor e artista ou se dos produtores que conseguiram dar uma identidade para o disco, que se assemelha bastante com os trabalhos recentes do Justin Timberlake (que também foi bastante subestimado ao sair do N’Sync).

Dá o play ai pra curtir.

É claro que isso não aconteceria se as músicas não fossem realmente boas. Tem muito artista que não acompanha o crescimento do público e continua fazendo o mesmo tipo de música de alguns anos atrás, tornando-se cada vez mais irrelevantes até que caem no limbo do esquecimento.

2015 foi um ano de surpresas musicais para os artistas que eram conhecidos apenas pelo público adolescente.

Taylor Swift foi a cantora mais relevante do ano. Todo mundo tirou uma casquinha do sucesso estrondoso do álbum 1989. Foram inúmeras as parcerias com gente do calibre de Mick Jagger e Madonna, além de ser o disco mais vendido do ano.

Na segunda metade do ano veio Justin Bieber, que finalmente deixou as polêmicas de lado e apareceu com um bom disco pop.

Espero que algumas bandas que eu ainda adoro sigam o mesmo caminho e evoluam seus trabalhos. Eu quero é isso mesmo: quebrar a cara achando que algo ruim não pode melhorar.

I WANT TO BELIEBE!

Por favor, me provem que eu estava errado lá em 2010!

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Uma jornada esperada

Escrito por Arquivo

Não quero soar pretensioso iniciando um projeto do tipo “365 dias” de alguma coisa. Até porque 2016 será um ano bissexto, então teremos 366 dias. Sei que tenho tantas outras coisas para cumprir no próximo ano que fica difícil selecionar uma para fazer todos os dias. Acho que viver já será um ótimo desafio diário.

Mas estou me propondo a meta de escrever pelo menos 1.000 palavras por dia em meus projetos de escrita.

As mil palavras podem ser do mesmo livro ou do mesmo post. Ou podem ser divididas entre dois posts de 500 palavras. A soma dos valores não altera o produto, segundo aquela teoria matemática, né?

O fato é que eu pretendo fazer de 2016 o ano em que finalmente transformarei algo que era apenas um sonho em um objetivo. E pretendo cumpri-lo.

Quem me acompanha sabe que ao longo do ano passado investi bastante em retomar a escrita. Comprei livros sobre o assunto, fiz oficinas, cursos e voltei a escrever. Como todo músculo que fica parado por muito tempo, ainda preciso encontrar o meu ritmo ideal. As engrenagens do cérebro ainda funcionam, só precisam de um pouco de óleo pra rodarem lisas e sem travar.

Já fiquei tempo demais apenas imaginando como seria a vida de escritor. Acho que agora é o momento de deixar a imaginação de lado e passar a vivê-la. Escrever sempre foi um dos meus maiores prazeres, além de ler e comer, obviamente. Comi demais e fiquei gordo, então agora pretendo escrever mais e ler ainda mais. Talvez a lógica da gordura funcione com essas duas coisas.

Fiz o compromisso de publicar pelo menos 3 textos aqui no blog e no meu perfil no Medium (serão textos diferentes, mas com grandes chances de publicar o mesmo nas duas plataformas). Não importa o tamanho ou o assunto. Quero apenas publicar algo dentro dessas condições.

Que esse primeiro dia de 2016 seja o primeiro passo para essa realização. Já começo com esse post (e serei bem sincero ao dizer que ele foi escrito ainda em 2015) rumo aos três semanais. Se terei muitos leitores, não importa. Se terei muitos comentários? Também não importa. Esse é um desafio muito mais pessoal. Quero provar a mim mesmo que sou capaz de cumprir esse objetivo e terminar projetos que estavam parados há tanto tempo.

Se você também planejou algo para esse ano, desejo de coração que tenha força para alcançar os resultados esperados. O meu é de escrever. O seu pode ser qualquer outra coisa. O importante é se colocar a prova e se esforçar ao máximo para cumprir os objetivos planeados. E não se preocupe com a frustração. Todo mundo passa por isso, mas como diz Rocky Balboa: o que importa é quantas vezes conseguimos nos levantar.

Estou aqui me levantando e partindo para a briga. Uma briga contra a preguiça e o cansaço. Uma briga contra a inércia e o desejo de não fazer absolutamente nada. Eu sei que apanharei por alguns rounds, mas espero que no final da luta o meu braço seja levantado.

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Meu 2015 foi um ano bom

Escrito por Arquivo

Eu adoraria fazer uma retrospectiva envolvente e cheia de reviravoltas sobre o meu 2015. Mas foi um ano tão normal, sem nenhuma grande decepção ou nenhuma novidade espetacular, que resolvi simplesmente citar aqui os principais pontos.

Em primeiro lugar, engordei todos os quilos que havia perdido durante o meu Projeto Balboa. Acho que foi a pior coisa que me aconteceu em 2015. Como não passei no concurso da PM em 2013, acabei relaxando durante 2014 e 2015. A vida é curta e não vou ficar me privando para sempre dos prazeres de uma boa gastronomia.

Você pode pensar que a minha vida é bem fútil por me preocupar por ter engordado, mas como eu disse acima: não aconteceu nada de excepcional esse ano.

Esse ano também voltei a jogar futebol. Provavelmente o ponto alto das minhas atividades físicas em 2015.

No meu relacionamento, as coisas se mantiveram da mesma forma. Meu namoro é ótimo e fizemos de tudo para que ele continuasse assim durante o ano. Como toda relação, algumas brigas e discussões são necessárias para que possamos saber que há de errado e ajustar para que não se desgaste. Gosto de pensar que não é preciso melhorar algo que já te faz bem, apenas manter o bom funcionamento.

Vi muitos relacionamentos de amigos chegando ao fim. Vi amigos entrando em uma bad terrível por causa disso, mas sempre tentei estar ao lado deles dando apoio e falando que, afinal, esse não é o fim do mundo.

No campo das amizades, algumas ficaram mais fortes. Outras se afastaram. Mas o saldo ainda é positivo.

Da mesma forma com a minha família. Foi uma no bem tranquilo para meus familiares.

Na questão profissional, posso dizer que tive alguns desafios e consegui superá-los. Gosto do meu trabalho. Tenho autonomia para propor ideias e colocá-las em prática desde que sejam viáveis e estou sempre aprendendo algo novo relacionado à minha área de atuação.

Tive convites para trabalhar em outros locais que ofereceriam uma remuneração melhor, mas estou numa fase da vida em que gosto de ter flexibilidade e autonomia para levar minhas ideias adiante. Outra questão que gosto de avaliar em uma oportunidade de emprego são os benefícios que a acompanham.

No meu atual emprego, além dos benefícios tradicionais, ainda tenho direito a estacionamento coberto (o que me permite tirar um cochilo diário após o almoço), o dress code não é rígido (só não posso vir de chinelo), tenho refeições gratuitas na empresa e o relacionamento com a equipe é ótimo.

A grande novidade de 2015 é que finalmente resolvi fazer uma pós-graduação. Depois de sete anos de formado, senti a necessidade de colocar um título a mais no meu currículo. Estou buscando mais o título que a parte técnica, que já vejo todos os dias no trabalho. O curso termina no final de 2016.

“Apesar da crise”, 2015 foi um ano de estabilidade na minha vida. Não faltou dinheiro, não criei novas dívidas assustadoras e consegui terminar a maioria dos meses com um orçamento suficiente para me divertir sem me preocupar com o cartão ser recusado, ao contrário do país.

Imagino que isso é ser adulto. A tal da maturidade. Um daqueles raros momentos em que tudo está tão bom que você pode relaxar e apenas aproveitar a viagem.

Acho que 2016 será um ano para colocar algumas pendências em dia.

Pretendo voltar a produzir meus textos com muito mais frequência. Inclusive, no momento, estou conseguindo escrever 1.000 palavras por dia em um projeto de livro.

São as pequenas coisas assim que me fazem perceber que 2015 foi um ano bom, ao contrário do que muita gente tem falado na internet.

Espero que 2016 não me surpreenda negativamente. Quero apenas melhorar o que pode ser melhorado e manter o que já está ótimo.

Se o seu ano não foi bom, vou torcer para que o próximo seja de superação e grandes novidades.

Nos vemos em 2016.

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A masmorra da preguiça

Escrito por Arquivo

Nos últimos meses tenho brigado constantemente com a preguiça e a inércia.

Enquanto elas desejam desesperadamente continuar a não fazer nada, uma boa parte da minha consciência deseja voltar a escrever diariamente, como fazia há alguns anos.

Não foram poucas as vezes em que me sentei em frente ao computador (como agora), abri o Word ou o Google Documents (como agora) e comecei a digitar um texto (como agora).

Já comecei de contos e livros a dissertações sobre a vida, o universo e tudo o mais. Tudo vai correndo bem (como agora) até que a preguiça chega arrombando a porta e me dando vários tapas na cara. Nesse momento, a inércia que embalava os meus momentos de não fazer absolutamente nada se aproveita da situação e assume os controles do meu cérebro.

Você já tentou lutar contra a preguiça? É uma batalha praticamente perdida. Você já começa a briga deitado, de preferência dormindo.

preguiça

me deixa preso aqui

Sinto que não sou mais tão forte a ponto de combatê-la de igual para igual. Estou ficando velho. Os músculos já não respondem aos estímulos com a mesma rapidez de antigamente.

Por sorte ainda exercito o cérebro com mais frequência do que os demais músculos e órgãos do meu corpo. Mas sinto que a minha criatividade e a minha disposição para escrever vão definhando pouco a pouco.

Estou tentando retomar o controle. Esse texto é um exemplo. Se fosse em um dos vários momentos de fraqueza, dificilmente teria chegado até aqui. Já teria parado de escrever há uns três ou quatro parágrafos acima.

Chegar ao final desse texto será uma vitória.

Voltar a escrever é como tentar abandonar o alcoolismo ou as drogas: um dia de cada vez. Nesse caso, uma letra de cada vez. Uma linha de cada vez. Um parágrafo de cada vez.

Quero muito voltar a escrever como antigamente, com frequência e criatividade. Se conseguir com frequência já ficarei feliz. A criatividade volta com tempo e prática.

É difícil abandonar alguns hábitos como ficar atoa na frente do computador assistindo porcarias. Meu cérebro se acostumou a agir passivamente apenas recebendo conteúdo. Ele perdeu o tesão em produzir algo fora do ambiente de trabalho.

Essa é outra questão que imagino influenciar bastante. Passo tanto tempo produzindo conteúdo para outras pessoas que simplesmente perdi a vontade de produzir para mim mesmo.

É o paradoxo de trabalhar com o que você gosta. Quando se torna obrigação, deixa de ser divertido. Há muito tempo não me divirto escrevendo e isso é algo inaceitável.

Mas não vou desistir. Consegui chegar até essa linha e segundo o contador do Word, já se vão 420 palavras. É um bom recomeço.

Aproveitei que a preguiça e inércia deram uma saída e escrevi esse texto rapidinho.

Mas vou me despedindo por aqui. Sinto que elas já estão voltando e não quero me encrencar.

É melhor não chamar a atenção. Assim elas não percebem o que estou fazendo. Melhor ser discreto. Um texto aqui e outro ali, despretensioso. Quando elas finalmente se derem conta, pretendo estar escrevendo todos os dias como nos velhos tempos.

Se você aceita um conselho, não seja como eu. Não se entregue. Exercite o cérebro todos os dias e não deixe que ele fique preso na masmorra da preguiça. Lá, ao contrário de outras prisões, é quentinho, aconchegante e te dá vontade de nunca mais sair. E esse é o problema.

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