Rafael diz: A atual forma de publicidade em blogs é um modelo falido

Escrito por Arquivo

Pois é.

Pois é.

A publicidade em blogs como a conhecemos está falida. Não foi nenhum guru quem disse isso, é apenas uma percepção pessoal, íntima e sem o menor compromisso com a realidade vivenciada por você.

Veja bem, a maioria das agências trata os blogueiros como um verdadeiro rebanho, dão carinho, levam pra passear, dão Pedigree sabor eventos, jogam a bolinha bem longe para irem buscar,  mas na hora de dormir, deixam os pobres coitados do lado de fora. Quantas ações iguais você presenciou nos últimos 24 meses?

Apesar de uma receita de sucesso, os blogs são mais do que isso. São bem mais do que cachorrinhos. Acredito em um uso mais consciente da opinião do blogueiro. Os blogs acabam sendo tratados como veículos normais da mídia tradicional.

Em uma época onde tanto se fala sobre nicho, pegar, digamos, “os maiores blogueiros” é o mesmo que pagar por um VT de 30s no intervalo da novela das oito e tratar o público de cada um desses blogs como uma coisa só. Afinal, estão sendo todos tratados como uma massa e não como indivíduos, que é, na verdade, o segredo da comunicação na Internet. Construção de relacionamentos.

Uma ação dessas não é ruim. Pelo contrário, ta na cara que dá resultados, mas vai contra tudo aquilo que se prega na publicidade digital. A interação entre marca e cliente, a via de mão dupla. Quando se oferece um benefício, a isenção, tão defendida por nós blogueiros, vai embora.

Pode ser meio utópico acreditar em um modelo diferente desses, pois estamos acostumados a nos atrelar ao que já é conhecido e aprovado pelos “gurus do social media”, mas não custa pensar em novas formas de divulgação.

Saca aquele pessoal que fala “não dá mais resultado veicular uma página dupla na Veja ou anunciar no intervalo do Jornal Nacional”? Então, uma parte desse pessoal é a mesma que está anunciando nos grandes players da blogosfera e agindo igual aos publicitários dos anos 80/90. Nem parece social media mais.

O que é uma pena.

Há quem discorde. Com todo direito, mas quando você trabalha do outro lado da linha, você percebe que dá pra inovar, buscar novas formas. O problema é mostrar a quem já está acostumado a receber papinha na boca que as coisas podem ser diferentes.

Estamos tentando mudar isso. Se tudo der certo, vamos conseguir. Ou então eu é que sou mal comido mesmo.