Um fim de semana estranho

10/06/2007 at 21:47


Cara, que fim de semana estranho. Digo estranho, estranho mesmo! De falta de gasolina no lugar mais deserto do mundo a barraco dentro de um ônibus lotado.

Uma experiência pela qual nunca passei, acabar a gasolina do carro no meio do caminho. Mas como tudo tem a sua primeira vez, perdi a minha virgindade automobilística.

Assim, do outro lado da rua tinha um posto de gasolina aberto, só que no meio da pista, tem a linha de metrô, com grades e cerca elétrica. E mesmo se não tivesse, eu é que não ia atravessar né? Uns 100 metros mais a frente, tinha uma passarela, só que era a passarela mais sinistra que eu já vi na minha vida. Ela começava no meio de um matagal, daqueles que você entra e encontra praticamente um ecossistema novo.

Como era eu, minha mãe e meu pai no carro, sobrou pra quem ir buscar a gasolina? Eu né? Lógico. Encarregado da missão, segui de encontro ao meu destino incerto, e rumo à passarela sinistra.

Cara, subi a passarela com o * na mão. Primeiro de sair alguém do meio do mato, depois de alguém cruzar a passarela comigo e depois de encontrar alguém quando eu estivesse descendo. Quando desci, já veio um cara subindo. Mais travado ainda, passei que nem olhei pro lado. Uma etapa vencida!

Fui em direção ao posto, com o * na mão ainda, porque o lugar é muito deserto, deserto de pessoas a pé, porque de carro passa toda hora, mas de madrugada, ninguém ia parar pra me ajudar se acontecesse alguma coisa né?

Cheguei no posto, tudo certinho, comprei a gasosa e de novo em direção a maldita passarela. Mas agora se nego viesse engraçar, dava um banho de gasolina. Se é que isso ia fazer alguma diferença.

Atravessei tudo na maior tranquilidade, cheguei no carro e meu pai começou a encher o tanque. Mermão, se tem uma coisa que apavora, é você estar parado em algum lugar e uma moto começar a diminuir a velocidade. A moto veio diminuindo, passou por nós e parou uns 20 metros a frente. Pensei, pronto, vai enquadrar minha família aqui e já era, mesmo com meu pai armado (O patriarca é cana), era uma vez uma familia. O motoqueiro nem olhou pra nós, mas do nada, do nada mesmo sai um cara do meio do mato.

Maluco, não sei como meu pai não atirou. O cara saiu igual um gato e subiu um barranquinho. Depois de uns 5 minutos saímos daquele lugar sinistro e chegamos no conforto do meu cafofo!

E agora a pouco, voltando da casa do meu amigo, pego um daqueles ônibus suplementares. São micro-ônibus que substituem os “perueiros”. São micros mesmo!

Sentei tranquilinho no meu canto, logo no primeiro banco pra não ter dificuldade na hora de descer, e quando chegou no ponto em frente ao shopping, a parada simplesmente lotou. Lotou de sair nego pela janela. Não cabia mais nada. Se alguém desse um pedinho a parada explodia.

Do nada uma mulher, se não me engano, nordestina, pelo sotaque e tal, começa a subir na escada, e a brigar com o motorista. Mas cara, na real, não cabia mais ninguém. A mulher simplesmente começou a surfar na porta. O ônibus teve que sair com ela pendurada. A mulher era de sangue quente viu. Não ia deixar aquilo barato. E veio falando de lá até o ponto que eu desço. O pior de tudo é que é folgadinha também, não saiu da porta pra eu descer, e ainda ficou me encarando.

Só digo uma coisa, “Ô findisemana estranho sô!”

Posts Relacionados

7 Pecados by rafabarbosa

Rafa Barbosa Fashion Business by rafabarbosa

Adsense não aparece by rafabarbosa

Será que comeu? by rafabarbosa

Povão! by rafabarbosa