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Mea Culpa

Venho aqui fazer um mea culpa. O mercado de mídias sociais em Belo Horizonte anda mais agitado do que eu pensava. Depois de entrevistar profissionais da área de web de duas grandes agências de Belo Horizonte (ainda faltam duas), já tive uma mudunça completa em relação ao que eu “achava” que sabia sobre o mercado. Esses profissionais (detalhes após a apresentação da monografia com direito às entrevistas devidamente postadas por aqui) me mostraram como as agências daqui se preocupam e têm a vontade de introduzir esses conceitos no mercado.

Um dos cases apresentados inclusive ganhou prêmio. Outros estão em andamento e estou a partir de agora companhando ansiosamente. Fico feliz porque a área em que eu pretendo atuar vem crescendo e ganhando cada vez mais espaço. Por outro lado, temos um amadurecimento das agências que buscam novas formas de criar uma comunicação eficiente e utilizando a interação sem mediadores entre cliente e público-alvo.

Pelo que conversei com esses profissionais, ainda não existe um departamento exclusivo de social media. Geralmente são as pessoas da área de web que planejam e desenvolvem essas campanhas. Mas, como questionei, tudo pode mudar. Depende de como as novidades são recebidas aqui em BH.

Acredito que após essa maratona de entrevistas, terei uma visão completamente diferente do mercado mineiro. Claro que será pra melhor.

Será que Belo Horizonte está acordando?

Devo admitir que fiquei feliz em ler esse post no blog da agência Lápis Raro, aqui de Belo Horizonte. Eu não fiquei sabendo dessa campanha. E faço um mea culpa, não procurei saber também. Mas como fiz um post recentemente falando sobre a relação Belo Horizonte/Mídias Socais, devo dizer que essa ação me fez ter um pingo de esperança na mudança de cenário da publicidade em Minas.

A ação realizada para a Copa Banco Mercantil, que acontece todo ano em Belo Horizonte, teve como objetivo incentivar a criação de conteúdo para o portal criado. O famoso CGM - Consumer Genereted Media, onde o próprio público produz o conteúdo. Para isso foram criados um portal da Copa, comunidade no Orkut, Canal no Youtube e um blogueiro foi contratado para cuidar do blog da copa.

Pelo que pude perceber dando uma fuçada, no portal a pessoa poderia se cadastrar a interagir com os outros usuários. Como o público-alvo era justamente os adolescentes que participam da Copa, foi um tiro certeiro. Esse público gosta de internet e redes sociais, e uma exclusiva para um torneio em que eles participam deve ser mais interessante ainda. No Blog era feita a cobertura dos jogos diariamente, contando com vídeos do Youtube e fotos. Na comunidade do Orkut, eram feitas enquetes além de tópicos pertinentes à Copa. Tudo bem amarradinho, do jeito que deve ser.

Cabe aqui parabenizar a iniciativa da agência e do Banco Mercantil do Brasil, por acreditarem e investirem nas mídias sociais. Esse pode ser um case a ser apresentado a outros clientes e quem sabe até servir como incentivo para as outras agências. Essa é uma tendência real do mercado, e pelo visto, alguém já saiu na frente.

Já tá na hora de Belo Horizonte acordar

Já está na hora de Belo Horizonte acordar, principalmente no mercado das mídias sociais. Estamos vivendo em uma época onde a ordem é gastar o menos possível e obter o maior retorno possível. Foi-se o tempo em que somente um Outdoor, uma inserção em rádio e TV resolviam os problemas do cliente. Hoje em dia é necessário estar em contato com o público, monitorando a reputação de sua marca dentro das redes sociais e estando aberto ao diálogo.

Anunciantes em Belo Horizonte confiam apenas em comerciais. Por menor que a empresa seja, ela paga pra ter uma propaganda veiculada em Outdoors, revistas, jornais e televisão. Não se exige a qualidade do anúncio. Meia hora assistindo canais como Record, Band e Rede TV e podemos perceber o nível da atual publicidade mineira. São poucas as agências que criam algo realmente criativo. Mas também, se o cliente não exige essa criatividade, pra quê oferecer, não é mesmo?

Com as mídias sociais temos mais do que propaganda. Temos um contato direto com o público. Saímos do modelo um para todos de comunicação e entramos na era do todos para todos, onde o seu cliente é ao mesmo a sua mídia. É ele quem vai falar bem ou mal da sua marca. Essa opinião, esse feedback, não há mídia que compre.

Belo Horizonte precisa acordar e descobrir esse mercado. As agências daqui precisam descobrir o potencial das mídias sociais e evangelizar os clientes, oferecendo opções e mostrando cases de sucesso em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Agências e profissionais com capacidade nós temos. Mas falta ousadia. É o velho medo de sair do tradicional. Aquele famoso ditado “Não se muda o time que está ganhando”, Pois devemos mudar sim. Inovação é um fator importante de sucesso.

Claro que não podemos exigir que a mentalidade do mercado mude de uma hora para a outra. Clientes gostam, antes de tudo, de resultados. Se tal marca obtém um resultado satisfatório com as mídias sociais, a marca X também vai investir. É assim que funciona. As ferramentas estão disponíveis.

Quando a Internet se popularizou, as empresas correram para montar os seus websites. Hoje só isso não é necessário. Os sites foram apenas o início. Hoje em dia temos os blogs, os comunicadores instantâneos, os compartilhadores de vídeo, os compartilhadores de fotos, as ferramentas de micro-blogging e até as mais variadas redes sociais.

Belo Horizonte não pode ficar para trás esperando a revolução acontecer. Tem que fazer parte dela. Não vale a pena ser expectador, tem que ser revolucionário. Temos várias multinacionais com sede aqui. Temos grandes empresas tipicamente mineiras. E o principal, temos consumidores mineiros presentes em todas essas redes sociais. A empresa que melhor souber lidar com esse público, conversando de igual para igual e recebendo um feedback imediato, conseguirá os melhores resultados e será presente na vida desses consumidores.

Inovatec 2008 - Web 2.0: Redes Sociais - Oswaldo Oliveira (Rede Peabirus)

A primeira palestra - ou quase - que participei do Inovatec 2008 foi a que, logo de início, chamou a minha atenção na programação do evento. Web 2.0 - Redes Sociais, Governo e Educação.

Como blogueiro e por nutrir um imenso interesse na área de mídias sociais, não poderia perder uma palestra que trata sobre Web 2.0 e redes sociais. Ainda mais em Belo Horizonte, onde esse tipo de palestra é como o Cometa Halley, de 76 em 76 anos. O melhor de tudo foi saber que era de graça.

Como relatado nesse post, não pude conferir a palestra completa. Já que por atrasos da organização, a palestra foi interrompida e voltaria mais tarde. Mas aí seria tarde demais pra mim.

Mas vamos a uma pequena resenha sobre a palestra.

Oswaldo de Oliveira é um dos fundadores da rede social Peabirus, voltada para a área profissional, de instituições e empresas. Sim, existe mundo além do Orkut e do MySpace. A rede social conecta através de um ambiente em comum, empresas, profissionais e pessoas interessadas em contatos de negócios e colaboração, um dos lemas da Web 2.0.

Oswaldo iniciou a palestra falando sobre a sua área de atuação e qual o objetivo da rede Peabirus. Citou que a rede é aberta a qualquer aplicativo web 2.0, os famosos widgets. E explicou um pouco sobre essa integração de aplicativos e sobre colaboração.

Ele também mostrou como as redes sociais estão à disposição de qualquer um que deseje utilizá-las, como no caso da político e mostrou um rápido case sobre a campanha eleitoral de Barack Obama. Não está nos vídeos, pois tive que deletar coisas pra continuar filmando. Mal meu.

Veja a palestra (quase) na íntegra nos vídeos abaixo.

Parte1

Parte 2

Desânimo com a faculdade

O objetivo de um curso superior é dar conhecimento específico relacionado a alguma área de ciências, seja humanas, exatas ou biológicas. O curso tem que estar preparado para oferecer uma infra-estrutura moderna e com o que está em voga no mercado. Isso é o mínimo que se espera de uma faculdade. Mas o fator primordial que diferencia uma faculdade da outra é o ensino. E nesse quesito estou completamente insatisfeito com a minha faculdade.

O básico da Publicidade e Propaganda é ensinado com maestria. Temos professores com experiência de mercado, com mestrados e MBA’s, formados dentro e fora do páis. Porém, quando a questão é nos apresentar as novas tendências da publicidade, a faculdade vem pecando bastante.

Como já citei aqui, meu professor de Marketing/Gestão de Varejo não conhecia o termo Cauda Longa e praticamente o resto da minha sala, também não. Isso pode ser um diferencial pra mim, em um futuro, ter conhecimento sobre como funciona e como a publicidade está tomando esse rumo. Mas no momento, o mínimo que o professor poderia fazer é apresentar esse fenômeno aos alunos ao invés de se focar nas técnicas tradicionais de marketing.

Ainda na questão do Marketing, nunca chegamos a ser apresentados formalmente às técnicas do Marketing de Guerrilha, Marketing de Emboscada, Marketing Viral e PR Stunt dentre outras vertentes que estão em ascenção no Brasil. Não sei se essa área do Marketing faz parte da grade curricular de outras faculdades, mas a faculdade que fornecer esse conhecimento aos seus alunos, estará formando profissionais com conhecimento acima da média em Belo Horizonte, uma vez que o próprio mercado ainda não incorporou a utilização dessas técnicas de fato.

Outra área que vem crescendo bastante atualmente mas que não é citada nos cursos, é a área das Mídias Sociais, ou o Social Media, pra ficar mais chique. A possibilidade de saber como uma marca é vista pelo seu público em redes sociais, blogs e outras ferramentas sociais, possibilitando o planejamento de ações que mudem essa visão e crie um elo mais forte entre marca/consumidor.

Em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo isso já uma realidade. Temos palestras, seminários, encontros destinados à discussão desses temas. Em Belo Horizonte, só de ouvir as palavras Social Media, Blogs, Redes Sociais, os estudantes ficam sem saber ao certo do que se trata.

Alguns poucos alunos, que acompanham a evolução do mercado conseguem compreender e tentar incorporar essas novas tendências no dia a dia, mas se as faculdades não estão preparadas pra ensinar, como colocar em prática esse conhecimento?

O próprio coordenador da agência experimental do meu curso desconhece o real significado de um “viral”. Me lembro quando ele propôs criarmos um viral para a entrega das peças dos alunos que concorreriam em um festival de publicidade. A idéia era fazer um vídeo simulando uma reportagem e jogar no Youtube. Pronto, esse era o viral que ele pensou. Soou forçado e se teve 30 views foi muito.

O que eu pretendo com esse post é mostrar o meu descontentamento com o atual sistema de ensino da minha faculdade. O curso está formando profissionais preparados para lidar com o formato tradicional de publicidade, onde compramos mídia, criamos uma campanha e aguardamos resultados. Não profissionais preparados para as tendências onde a mídia é só mais uma ferramenta. Se não nos apresentam as ferramentas que estão sendo utilizadas atualmente, como desejam que disputemos com alunos de faculdades do Rio e São Paulo onde essas novas tendências deixaram de ser tendências e se tornaram realidade? O atual mercado é um funil, somente quem apresentar um diferencial e estiver conectado à essas novas tendências será absorvido.

Eu não quero ficar de fora, por isso busco ler e entender o quem vem sendo criado e aplicado em termos de publicidade mundo afora.

Social Media + Rock ‘n’ Roll

Interessante esse artigo que li no BoingBoing. Basicamente fala sobre uma ação de Social Media realizada durante um festival de rock em San Diego.

Durante os três dias do evento, o CrowdFire servirá como um hub de mídia social para as pessoas que estão no evento ou próximas a ele, onde será possível postar fotos, vídeos posts em blogs e áudios do festival.

A iniciativa foi de John Battelle, um colaborador do BoingBoing e organizada pela Federated Media.

Ainda segundo o artigo, a idéia é criar uma ponte entre o mundo real e o virtual aproximando os artistas e o público, tendo como principal objetivo criar uma coleção de memórias sobre o evento.

Seria interessante a realização de uma ação dessas aqui no Brasil, principalmente por termos grandes festivais de rock durante o ano. Só pra citar alguns, temos o ABC Pró HC em São Paulo, o GAS Festival em várias cidades, o Porão do Rock e o Pop Rock Brasil em Belo Horizonte.

A concentração de pessoas nesses eventos é enorme, e a cobertura através de conteúdo produzido pelo próprio público seria no mínimo interessante. Poderíamos observer por vários pontos de vista o que acontece no evento. Pelo menos em Belo Horizonte, onde a presença das ações de social media ainda são inexstentes, fica a dica. O Pop Rock é logo ali em novembro. Quem sabe né?

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