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Presença nas mídias sociais

Tenho percebido muito pouca atividade dos candidatos à prefeitura de Belo Horizonte nas mídias sociais. Profiles e comunidades existem, mas de fato, a presença deles não é satisfatória.

No orkut, temos comunidades para todos os candidatos e alguns possuem perfis. Mas a grande maioria parece fake, exceto o candidato Leonardo Quintão. Em seu profile temos mais de 3 mil scraps, porém o profile parece estar desativado.

No Twitter, consegui encontrar somente a candidata Jô Moraes, e mesmo assim, a única twittada dela foi há 18 dias. E de teste. Já em seu site de campanha, temos a presença de um blog que é atualizado periodicamente. Porém, algo que seria essencial para ter um feedback dos eleitores não está presente: os comentários. Não sei bem a legislação do TSE para esse tipo de assunto, mas seria interessante. Penso que os comentários podem não estar disponíveis também para previnir ataques de eleitores de outros partidos. Mas nada que uma boa moderação ajudasse.

No Youtube os vídeos não passam de campanhas passadas e aparições em programas de televisão há alguns meses e anos. O que poderia ser utilizado como forma de interação com os eleitores, não vem sendo utilizado.

Citei esses três exemplos, Orkut, Twitter e Youtube apenas por serem os mais populares aqui em Belo Horizonte. Mas procurando em outras redes sociais, também não encontrei nada.

Fica claro que os candidatos a prefeitura de Belo Horizonte ainda não estão preparados para lidar com as ferramentas de mídias sociais. Não só de Belo Horizonte, mas de todo o Brasil. Os que utilizam e sabem como utilizar são exceção.

Recentemente o atual prefeito e candidato a reeleição de São Paulo, Gilberto Kassab, se reuniu com 16 grandes blogueiros, para discutir a importância da internet na gestão pública e nas campanhas políticas. Dentre os blogueiros convidados estam Edney Silva, Caio Novaes e Tiago Dória, já consagrados na internet e com grande audiência em seus respectivos blogs. É uma grande iniciativa, pois aproxima os candidatos de pessoas que entendem a cultura web.

Voltando a questão de Belo Horizonte, os candidatos tem que se preparar e utilizar as ferramentas disponíveis. Sair do padrão site com a vida do candidato e explorar as mídias sociais, se aproximar do seu eleitorado.

Os novos eleitores, aqueles que acabaram de tirar título, com certeza se identificarão com o candidato que melhor souber falar com essa geração. O candidato que melhor utilizar as ferramentas que esses jovens utilizam. É marcar presença nas redes sociais e dar abertura ao diálogo. Não é segredo que durante o horário eleitoral as pessoas procuram outras coisas pra fazer. O segredo dessas eleições pode estar no candidato que primeiro se tornar 2.0 e souber melhor explorar o ambiente virtual.

A publicidade em BH e as mídias sociais

Belo Horizonte possui agências de grande, médio e pequeno porte. A criatividade das agências, é inquestionável. Basta prestar atenção na televisão, jornais, revistas e outdoors. Mas isso não basta. É preciso um algo a mais, que torne o consumidor um representante da marca, e não apenas mais um consumidor.

As agências de publicidade em Belo Horizonte ainda não acordaram para o grande mercado das mídias sociais. E não só as agências, principalmente os anunciantes, por terem medo. E o motivo de terem medo é justamente por ninguém ter realizado esse tipo de ação antes.

Como blogueiro e entusiasta das novas mídias, resolvi fazer uma pesquisa para saber a quantas anda a relação das agências de publicidade de Belo Horizonte com as novas mídias, campanhas virais e marketing de guerrilha.

Para tanto, coletei o e-mail de todas as agências filiadas ao SINAPRO-MG, ou seja, o sindicato das agências, e envei um mail perguntando se as agências já haviam trabalhado ou trabalham com ferramentas de marketing viral, marketing de guerrilha ou mídias socias. Como exemplo, apenas exemplo, citei os blogs, twitter, orkut e youtube.

Em primeiro lugar eu notei que as agências daqui realmente não se importam com ou não conhecem, ou pior ainda, não acessam a suas caixas de e-mail. Não todas, mas a grande maioria.

Das oitenta e uma (81) agências que enviei o e-mail, apenas oito (8) responderam. Das oito, duas (02) já trabalharam com marketing viral e de guerrilha. Dessas duas, uma só que atualmente faz propostas de mídias sociais e marketing viral e de guerrilha. Impressionante.

Uma (01) agência em Belo Horizonte pensa e propõe ações em mídias sociais.

Será que os profissionais de planejamento ainda não enxergaram o caminho sobre essas mídias? Ainda não entenderam que criar um laço de confiança entre a marca e o consumidor, estreitado por essas mídias e criando uma maior interação, é a nova tendência da publicidade?

Diminuir gastos e aumentar resultados. Esse é o caminho. Ações que não custem nada mas que gerem um maior retorno e visibilidade da marca, são essenciais hoje em dia. As pessoas gostam, o consumidor gosta e o anunciante, com certeza irá adorar.

Acho que em boa parte, a falta de blogueiros e representantes das mídias sociais em Belo Horizonte facilita essa noção que as agências e os anunciantes têm sobre essas novas mídias. Questão de mentalidade e a falta de conhecimento. Em parte isso poderia ser resolvido com a realização de mais eventos nessa área. Mas de que adianta oferecer os eventos, se as pessoas daqui não conhecem nada sobre o assunto?

Eventos como a Interminas são uma oportunidade única de escutar o que os “caras” têm a dizer sobre isso. Uma oportunidade para as agências e para os estudantes de publicidade. Ainda mais quando as faculdades daqui, simplesmente nem tocam no assunto dessas novas mídias. Não mostram o que são blogs, ferramentas como twitter, e nem marketing viral ou guerrilha.

Um exemplo é meu professor de marketing, que não soube me explicar o que era o fenômeno da Cauda Longa. Interessante não?

Sinto que Belo Horizonte está um pouco atrasada em relação ao eixo Rio-São Paulo. Não só as agências, como os anunciantes. Agências como a 5clicks, são exceção. São agências que conhecem e trabalham com essas novas mídias. Saem do modelo tradiconal da publicidade, o que não é segredo, está cada vez mais defasado.

Estou formando no final do ano. Busco conhecimento em todas essas áreas. Acompanho quem entende do assunto e busco sempre estar por dentro dessas novas tendências. Mas de que adianta você estar antenado ao que acontece no mundo, sendo que dentro da sua própria casa as pessoas não sabem o que está se passando?

Mas não adianta divagar aqui no meu blog. Não vai ser um post meu que irá mudar a mentalidade de anunciantes e agências de Belo Horizonte.

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