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Mea Culpa

Venho aqui fazer um mea culpa. O mercado de mídias sociais em Belo Horizonte anda mais agitado do que eu pensava. Depois de entrevistar profissionais da área de web de duas grandes agências de Belo Horizonte (ainda faltam duas), já tive uma mudunça completa em relação ao que eu “achava” que sabia sobre o mercado. Esses profissionais (detalhes após a apresentação da monografia com direito às entrevistas devidamente postadas por aqui) me mostraram como as agências daqui se preocupam e têm a vontade de introduzir esses conceitos no mercado.

Um dos cases apresentados inclusive ganhou prêmio. Outros estão em andamento e estou a partir de agora companhando ansiosamente. Fico feliz porque a área em que eu pretendo atuar vem crescendo e ganhando cada vez mais espaço. Por outro lado, temos um amadurecimento das agências que buscam novas formas de criar uma comunicação eficiente e utilizando a interação sem mediadores entre cliente e público-alvo.

Pelo que conversei com esses profissionais, ainda não existe um departamento exclusivo de social media. Geralmente são as pessoas da área de web que planejam e desenvolvem essas campanhas. Mas, como questionei, tudo pode mudar. Depende de como as novidades são recebidas aqui em BH.

Acredito que após essa maratona de entrevistas, terei uma visão completamente diferente do mercado mineiro. Claro que será pra melhor.

A corrida pelas vagas e a relevância de um blog no processo seletivo para agências de publicidade - parte II

O que me agrada no texto é a sua demonstração de valor por algo que acredita. Na minha opinião, mesmo enxergando, com um pouco de preconceito sobre o que você vê de defeitos no mercado que está, percebo o seu esforço em lutar por uma busca interna.

Semana passada nos falamos e você foi convidado a participar de um processo de seleção por causa de um acompanhamento próximo do seu portfolio online (Blog). O que indica que “SIM”, ter e escrever um blog fazem diferença na hora da contratação de um profissional. E “NÃO”, vestir a camisa do seu blog não é nada idiota. Mas chegar para uma entrevista de mão abanando não é a coisa mais inteligente a se fazer.

Prosseguindo a leitura, reforço o que eu disse. O que me intriga é o preconceito com que os próprios profissionais vêem o mercado. Num mundo de repetições, uma pequena diferença deveria ser notada como uma grande diferença. O que quero dizer é que existem “SIM”, no mercado de Minas, inclusive, muitas agências querendo fazer diferente. Além disto, existem muitos clientes também que gostariam de ter agências que pensam assim diferente.

O problema é achar que a culpa é dos outros e que a gente é impotente e incapaz de mudar o mundo… ou pior, achar que estamos sozinhos nesta jornada. Na verdade tem muitos por aí, como nós, conosco nessa caminhada de utilização de todos os recursos de comunicação para transmitir e ouvir com criatividade.

O que precisamos é mostrar nosso conteúdo de forma relevante, comercialmente viável e com resultados tangíveis

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O comentário acima foi feito pelo Saulo, da agência 5Clicks nesse post. Se você tem preguiça de ler o post citado, eu falo do que se trata. No texto eu falo um pouco do meu ponto de vista em relação aos blogs como referência na hora de uma entrevista de emprego. No meu caso por exemplo, que sou redator publicitário, se seria interessante mostrar o blog como forma de avaliação das minhas qualidades. Claro, é tudo muito pessoal, o que eu penso. Mas a questão é que o comentário do Saulo me atentou para um ponto de vista de quem é do mercado. De quem, no caso, seria o entrevistador em uma seleção de emprego.

No comentário, ele toca em um fator importante e que foi em parte o que me motivou a fazer o texto. Através do blog, fui convidado a participar de uma seleção de emprego. Ele confirma que manter um blog faz diferença na hora da contratação de um profissional, mas que também é necessário possuir um portifólio para mostrar na hora da entrevista.

Saulo também chega a um ponto em que abordo bastante aqui no blog. A mentalidade das agências e dos anunciantes e Minas. Devo levar em conta que temos visões diferentes. Eu tenho pouquíssimo tempo de mercado, enquanto ele está na ativa a mais tempo. A minha visão ainda é de estudante, enquanto a dele é de um profissional da área.

A vontade das agências em transformar o mercado, trabalhar de forma diferente, enquanto existem clientes que desejam agências assim. Como citei recentemente aqui no blog, nesse post, a ação realizada pela Lápis Raro para divulgar a Copa Mercantil do Brasil. Essa ação comprova que há, de fato, uma vontade de inovar. Agências e clientes já estão buscando o caminho das mídias sociais para sair do tradicional. Isso vai de encontro ao que ele comentou, quando afirma “O que precisamos é mostrar nosso conteúdo de forma relevante, comercialmente viável e com resultados tangíveis.”

É isso que agências precisam mostrar aos clientes. Transformar novas ferramentas de comunicação em ferramentas comercialmente viáveis, criativas e que cumpram com os objetivos de comunicação. Esse é o tipo de comentário que me faz perceber que, enquanto escrevo aqui, há todo um grupo de pessoas com pensamentos semelhantes e que estão agindo para transformar o mercado. É bom saber que não sou o único que penso dessa forma, e que existem mais pessoas com a mesma vontade que eu.

A corrida pelas vagas e a relevância de um blog no processo seletivo para agências de publicidade

Esse final de ano as agências de publicidade estão movimentadas. A grande maioria delas abrindo vagas e processos seletivos para estágios e até para emprego mesmo. A concorrência é absurda. Se você perguntar pra qualquer estudante de publicidade se ele está sabendo de tal seleção, a resposta é um sim. O mercado está aquecido e os novos publicitários, os que estão pra formar, estão com vontade de entrar pra valer no mercado e mostrar do que são capazes.

Muitas pessoas acreditam que não se deve compartilhar com os conhecidos as informações sobre essas vagas. Eu já penso ao contrário. Pergunto para todos os conhecidos se estão sabendo dos processos, inclusive daqueles que eu participo. Como sou apaixonado por redação, é óbvio que meu interesse maior é essa área. Mas isso não me impede de informar para amigos redatores sobre esses processos. Acredito que compartilhar informação é sempre importante. Nesse momento, enquanto estamos cursando a faculdade, estamos praticamente no mesmo nível. Não adianta ficar com o pensamento de que eu sou melhor e por isso não vou falar com ninguém. Você pode acabar topando com esse seu amigo futuramente, e ele pode ser o seu chefe.

Outra coisa que me faz pensar quando abrem essas seleções é que, de um tempo pra cá estou me dedicando inteiramente à minha monografia. Não tenho feito anúncios nem nada do tipo. Apenas a minha monografia e mantendo o blog. Como sou redator, creio que um excelente cartão de visitas é o meu próprio blog. Acredito que nesse espaço uma agência tem muito mais condições de avaliar a minha qualidade técnica do que simplesmente em 10 folhas de papel couché com algumas poucas frases criativas amarradas com alguma imagem. É claro que na essência, o redator publicitário faz isso, cria campanhas publicitárias. Mas por exemplo o meu caso? O meu interesse é mídias sociais e mídias digitais. Atuar como web-writer. Se eu falo com uma agência que o meu portifólio se encontra no blog, como eles vão reagir? Um redator que se baseia em seu blog como instrumento de trabalho tem condições de concorrer à uma vaga disputada por pessoas que estão criando sempre peças impressas?

Acredito que o mercado ainda não tem essa mentalidade. É consenso para a grande maioria de diretores de criação que nada substitui um portifólio bem montado com as peças impressas. O texto é importante em um anúncio? Absolutamente. Diria que em alguns casos é 90% do anúncio.  Mas um blog não pode ser tão relevante quanto?

Posso dizer que nos últimos meses meu trabalho é todo voltado para redação para a Internet. Estudar cases de campanhas em blogs, redes socias, twitter e etc. Posso dizer que se alguém quiser avaliar o meu talento, a minha qualidade, o melhor lugar para se fazer isso é através deste blog. Mas não creio que ainda estamos nesse ponto. Ainda estamos no modelo tradicional da publicidade. Os blogs ainda não são tão relevantes para agências durante um processo seletivo. Exceto para as agências web e de mídias sociais, o que infelizmente, são minoria aqui em Belo Horizonte.

Às vezes penso se, caso eu chegue em uma agência sem uma pasta, apenas com um cartão de visitas e uma camiseta do meu blog, eu serei tachado de idiota, novato ou coisa que o valha, por acreditar que o meu “diário virtual” é a melhor forma de avaliação das minhas competências técnicas e práticas como redator. Poderia citar, por exemplo, que semana passada um texto meu foi linkado e citado por alguns grandes blogs da blogosfera brasileira. Poderia também dizer que, na semana passada o meu número de visitas únicas foi de mais de 20 mil. Acredite, nenhum trabalho que eu tenha realizado com redator publicitário, criando anúncios impressos, teve tamanho alcance.

Acredite que o fato de ter um blog está longe de ser fator de vantagem em relação às outras pessoas. Cada pessoa tem a sua área de interesse e trabalha bem com ela. A minha área é a internet, a redação para internet, mídias sociais e blogs. Por enquanto são áreas que não tem a importância devida por aqui, mas a longo prazo, pode ser que estes sejam fatores importantes no momento de uma seleção de emprego.

Será que Belo Horizonte está acordando?

Devo admitir que fiquei feliz em ler esse post no blog da agência Lápis Raro, aqui de Belo Horizonte. Eu não fiquei sabendo dessa campanha. E faço um mea culpa, não procurei saber também. Mas como fiz um post recentemente falando sobre a relação Belo Horizonte/Mídias Socais, devo dizer que essa ação me fez ter um pingo de esperança na mudança de cenário da publicidade em Minas.

A ação realizada para a Copa Banco Mercantil, que acontece todo ano em Belo Horizonte, teve como objetivo incentivar a criação de conteúdo para o portal criado. O famoso CGM - Consumer Genereted Media, onde o próprio público produz o conteúdo. Para isso foram criados um portal da Copa, comunidade no Orkut, Canal no Youtube e um blogueiro foi contratado para cuidar do blog da copa.

Pelo que pude perceber dando uma fuçada, no portal a pessoa poderia se cadastrar a interagir com os outros usuários. Como o público-alvo era justamente os adolescentes que participam da Copa, foi um tiro certeiro. Esse público gosta de internet e redes sociais, e uma exclusiva para um torneio em que eles participam deve ser mais interessante ainda. No Blog era feita a cobertura dos jogos diariamente, contando com vídeos do Youtube e fotos. Na comunidade do Orkut, eram feitas enquetes além de tópicos pertinentes à Copa. Tudo bem amarradinho, do jeito que deve ser.

Cabe aqui parabenizar a iniciativa da agência e do Banco Mercantil do Brasil, por acreditarem e investirem nas mídias sociais. Esse pode ser um case a ser apresentado a outros clientes e quem sabe até servir como incentivo para as outras agências. Essa é uma tendência real do mercado, e pelo visto, alguém já saiu na frente.

Já tá na hora de Belo Horizonte acordar

Já está na hora de Belo Horizonte acordar, principalmente no mercado das mídias sociais. Estamos vivendo em uma época onde a ordem é gastar o menos possível e obter o maior retorno possível. Foi-se o tempo em que somente um Outdoor, uma inserção em rádio e TV resolviam os problemas do cliente. Hoje em dia é necessário estar em contato com o público, monitorando a reputação de sua marca dentro das redes sociais e estando aberto ao diálogo.

Anunciantes em Belo Horizonte confiam apenas em comerciais. Por menor que a empresa seja, ela paga pra ter uma propaganda veiculada em Outdoors, revistas, jornais e televisão. Não se exige a qualidade do anúncio. Meia hora assistindo canais como Record, Band e Rede TV e podemos perceber o nível da atual publicidade mineira. São poucas as agências que criam algo realmente criativo. Mas também, se o cliente não exige essa criatividade, pra quê oferecer, não é mesmo?

Com as mídias sociais temos mais do que propaganda. Temos um contato direto com o público. Saímos do modelo um para todos de comunicação e entramos na era do todos para todos, onde o seu cliente é ao mesmo a sua mídia. É ele quem vai falar bem ou mal da sua marca. Essa opinião, esse feedback, não há mídia que compre.

Belo Horizonte precisa acordar e descobrir esse mercado. As agências daqui precisam descobrir o potencial das mídias sociais e evangelizar os clientes, oferecendo opções e mostrando cases de sucesso em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Agências e profissionais com capacidade nós temos. Mas falta ousadia. É o velho medo de sair do tradicional. Aquele famoso ditado “Não se muda o time que está ganhando”, Pois devemos mudar sim. Inovação é um fator importante de sucesso.

Claro que não podemos exigir que a mentalidade do mercado mude de uma hora para a outra. Clientes gostam, antes de tudo, de resultados. Se tal marca obtém um resultado satisfatório com as mídias sociais, a marca X também vai investir. É assim que funciona. As ferramentas estão disponíveis.

Quando a Internet se popularizou, as empresas correram para montar os seus websites. Hoje só isso não é necessário. Os sites foram apenas o início. Hoje em dia temos os blogs, os comunicadores instantâneos, os compartilhadores de vídeo, os compartilhadores de fotos, as ferramentas de micro-blogging e até as mais variadas redes sociais.

Belo Horizonte não pode ficar para trás esperando a revolução acontecer. Tem que fazer parte dela. Não vale a pena ser expectador, tem que ser revolucionário. Temos várias multinacionais com sede aqui. Temos grandes empresas tipicamente mineiras. E o principal, temos consumidores mineiros presentes em todas essas redes sociais. A empresa que melhor souber lidar com esse público, conversando de igual para igual e recebendo um feedback imediato, conseguirá os melhores resultados e será presente na vida desses consumidores.

Desânimo com a faculdade

O objetivo de um curso superior é dar conhecimento específico relacionado a alguma área de ciências, seja humanas, exatas ou biológicas. O curso tem que estar preparado para oferecer uma infra-estrutura moderna e com o que está em voga no mercado. Isso é o mínimo que se espera de uma faculdade. Mas o fator primordial que diferencia uma faculdade da outra é o ensino. E nesse quesito estou completamente insatisfeito com a minha faculdade.

O básico da Publicidade e Propaganda é ensinado com maestria. Temos professores com experiência de mercado, com mestrados e MBA’s, formados dentro e fora do páis. Porém, quando a questão é nos apresentar as novas tendências da publicidade, a faculdade vem pecando bastante.

Como já citei aqui, meu professor de Marketing/Gestão de Varejo não conhecia o termo Cauda Longa e praticamente o resto da minha sala, também não. Isso pode ser um diferencial pra mim, em um futuro, ter conhecimento sobre como funciona e como a publicidade está tomando esse rumo. Mas no momento, o mínimo que o professor poderia fazer é apresentar esse fenômeno aos alunos ao invés de se focar nas técnicas tradicionais de marketing.

Ainda na questão do Marketing, nunca chegamos a ser apresentados formalmente às técnicas do Marketing de Guerrilha, Marketing de Emboscada, Marketing Viral e PR Stunt dentre outras vertentes que estão em ascenção no Brasil. Não sei se essa área do Marketing faz parte da grade curricular de outras faculdades, mas a faculdade que fornecer esse conhecimento aos seus alunos, estará formando profissionais com conhecimento acima da média em Belo Horizonte, uma vez que o próprio mercado ainda não incorporou a utilização dessas técnicas de fato.

Outra área que vem crescendo bastante atualmente mas que não é citada nos cursos, é a área das Mídias Sociais, ou o Social Media, pra ficar mais chique. A possibilidade de saber como uma marca é vista pelo seu público em redes sociais, blogs e outras ferramentas sociais, possibilitando o planejamento de ações que mudem essa visão e crie um elo mais forte entre marca/consumidor.

Em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo isso já uma realidade. Temos palestras, seminários, encontros destinados à discussão desses temas. Em Belo Horizonte, só de ouvir as palavras Social Media, Blogs, Redes Sociais, os estudantes ficam sem saber ao certo do que se trata.

Alguns poucos alunos, que acompanham a evolução do mercado conseguem compreender e tentar incorporar essas novas tendências no dia a dia, mas se as faculdades não estão preparadas pra ensinar, como colocar em prática esse conhecimento?

O próprio coordenador da agência experimental do meu curso desconhece o real significado de um “viral”. Me lembro quando ele propôs criarmos um viral para a entrega das peças dos alunos que concorreriam em um festival de publicidade. A idéia era fazer um vídeo simulando uma reportagem e jogar no Youtube. Pronto, esse era o viral que ele pensou. Soou forçado e se teve 30 views foi muito.

O que eu pretendo com esse post é mostrar o meu descontentamento com o atual sistema de ensino da minha faculdade. O curso está formando profissionais preparados para lidar com o formato tradicional de publicidade, onde compramos mídia, criamos uma campanha e aguardamos resultados. Não profissionais preparados para as tendências onde a mídia é só mais uma ferramenta. Se não nos apresentam as ferramentas que estão sendo utilizadas atualmente, como desejam que disputemos com alunos de faculdades do Rio e São Paulo onde essas novas tendências deixaram de ser tendências e se tornaram realidade? O atual mercado é um funil, somente quem apresentar um diferencial e estiver conectado à essas novas tendências será absorvido.

Eu não quero ficar de fora, por isso busco ler e entender o quem vem sendo criado e aplicado em termos de publicidade mundo afora.

Social Media + Rock ‘n’ Roll

Interessante esse artigo que li no BoingBoing. Basicamente fala sobre uma ação de Social Media realizada durante um festival de rock em San Diego.

Durante os três dias do evento, o CrowdFire servirá como um hub de mídia social para as pessoas que estão no evento ou próximas a ele, onde será possível postar fotos, vídeos posts em blogs e áudios do festival.

A iniciativa foi de John Battelle, um colaborador do BoingBoing e organizada pela Federated Media.

Ainda segundo o artigo, a idéia é criar uma ponte entre o mundo real e o virtual aproximando os artistas e o público, tendo como principal objetivo criar uma coleção de memórias sobre o evento.

Seria interessante a realização de uma ação dessas aqui no Brasil, principalmente por termos grandes festivais de rock durante o ano. Só pra citar alguns, temos o ABC Pró HC em São Paulo, o GAS Festival em várias cidades, o Porão do Rock e o Pop Rock Brasil em Belo Horizonte.

A concentração de pessoas nesses eventos é enorme, e a cobertura através de conteúdo produzido pelo próprio público seria no mínimo interessante. Poderíamos observer por vários pontos de vista o que acontece no evento. Pelo menos em Belo Horizonte, onde a presença das ações de social media ainda são inexstentes, fica a dica. O Pop Rock é logo ali em novembro. Quem sabe né?

A tecnologia está a disposição, mas as normas ainda são do século passado

Recentemente fiz um post sobre a utilização das mídias sociais pelos candidatos à prefeitura de Belo Horizonte. Mesmo sabendo que o TSE coíbe ações que não sejam realizadas dentro do site do próprio candidato.

Mas aí entra uma dúvida: O youtube oferece a oportunidade de “embedar” os vídeos. Mesmo eles estando hospedados no servidor do site. Criar um sistema de vídeos para o candidato usar apenas no seu site, não seria o mesmo que aumentar os gastos com campanha?

Será que não poderia haver essa brecha? Uma vez que é a ferramenta de vídeos mais popular e oferece a oportunidade de publiciar os vídeos hospedados em qualquer site.

Lendo essa reportagem do Último Segundo - IG sobre a utilização da ferramenta, temos o seguinte trecho:

Os internautas, porém, não dão bola para as resoluções da Justiça Eleitoral e mostram o quanto é difícil impor restrições à liberdade de informação na internet. Candidatos a prefeito país afora aparecem em centenas de vídeos no You Tube, por exemplo.

É claro que é difícil restringir a liberdade de informação na Web. A maioria dos vídeos estavam lá antes do período de eleições. Isso apenas demonstra o quanto os orgãos legisladores brasileiros são despreparados quanto a internet.

O que poderia ser um benefício, se bem utilizado, acaba se tornando um problema quando controlado por pessoas que não têm o conhecimento necessário para compreender o meio.

E não venham me dizer que isso deixaria o Youtube como a televisão durante o horário político. Aqui você tem o poder de com um simples clique, mudar de site ou de vídeo.

Candidatos a prefeitura de Belo Horizonte. As mídias sociais estarão presentes nas campanhas?

Recentemente foi dada a largada para a campanha eleitoral em todo o Brasil. Nessas eleições, daremos o poder a novos ou velhos prefeitos e vereadores.

Chegou a hora de vermos muros pintados, lambe-lambes espalhados pela cidade. Milhões de santinhos e adesivos por aí, além de carros de som e o enfadonho horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio. Mas em pleno século XXI, novas mídias vão surgindo no âmbito online, e resta saber como os candidatos atuarão nessa área durante a sua campanha.

Segundo a resolução TSE nº 22.718/2008:

CAPÍTULO IV
DA PROPAGANDA ELEITORAL NA INTERNET
Art. 18. A propaganda eleitoral na Internet somente será
permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha
eleitoral
.
Art. 19. Os candidatos poderão manter página na Internet com
a terminação can.br, ou com outras terminações, como mecanismo de
propaganda eleitoral até a antevéspera da eleição (Resolução nº 21.901, de
24.8.2004 e Resolução nº 22.460, de 26.10.2006).

Como os candidatos trabalharão a sua imagem nas mídias sociais? Principalmente em Belo Horizonte, onde a utilização desses meios ainda não é tão difundida quanto deveria. E principalmente, com essa normatização em que toda a ação no meio online deve ser realizada através de site próprio, como atrair os eleitores para o mesmo?

Haverá a utilização de blogs pelos candidatos, dentro das normas estabelecidas pelo TSE? O candidato prestará esclarecimentos, informará como anda a campanha, manterá um contato direto com o seu eleitorado?

Hoje em dia os novos eleitores formam a sua opinião criteriosamente, devido a essa grande onda de campanhas pelo voto consciente. O público jovem, em sua maioria, está mais exposto dentro dessas mídias, por passar a maior parte do tempo online. Cativar esses jovens pode ser decisivo para os candidatos à prefeitura de qualquer cidade.

Esse meio que aproxima eleitor e candidato, pode ser eficaz se utilizado corretamente, porém, até o momento, os candidatos de Belo Horizonte não tem nenhuma proposta de campanha online, a não ser o bom e velho site.

Realizando uma rápida pesquisa sobre os gastos com campanha, obtive a informação de que a soma dos gastos previstos, de todos os nove candidatos, chegará à casa dos R$ 50 milhões.

Buscando mais um pouco, cheguei a essa informação:

Enquanto a deputada federal Jô Moraes (PCdoB) anunciou uma campanha interativa baseada na consulta popular via internet, formulário e núcleos de apoio [...]

Mas o que seria essa “campanha interativa baseada na consulta popular via internet? Seria trabalhar a sua imagem dentro das mídias sociais, e através das ferramentas disponíveis, avaliar a sua imagem perante o público?

Creio que inovar nesse momento, pode ser decisivo para quem deseja a cadeira de prefeito em Belo Horizonte. Se for utilizar as mídias sociais, que utilize com criatividade. Utilize o espaço como uma plataforma de interação, e não somente de proganda política. As ferramentas estão disponíveis, basta saber usá-las da melhor maneira possível.

Sair do convencional Proposta/Vote em Mim e partir para algo mais íntimo entre o candidato e o público. Fazer o eleitor se sentir parte daquilo, e não ser tratado somente como um receptor passivo. A hora de inovar é agora, principalmente com a enorme facilidade com que esses conteúdos podem ser produzidos.

Se houver alguma campanha online de algum candidato, espero que se lembrem das mídias sociais, pois é lá que a imagem deles está em jogo. Opiniões serão formadas nesse meio e se a opinião não for favorável, as consequências podem ser desastrosas.

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