Recentemente foi dada a largada para a campanha eleitoral em todo o Brasil. Nessas eleições, daremos o poder a novos ou velhos prefeitos e vereadores.
Chegou a hora de vermos muros pintados, lambe-lambes espalhados pela cidade. Milhões de santinhos e adesivos por aí, além de carros de som e o enfadonho horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio. Mas em pleno século XXI, novas mídias vão surgindo no âmbito online, e resta saber como os candidatos atuarão nessa área durante a sua campanha.
Segundo a resolução TSE nº 22.718/2008:
CAPÍTULO IV
DA PROPAGANDA ELEITORAL NA INTERNET
Art. 18. A propaganda eleitoral na Internet somente será
permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha
eleitoral.
Art. 19. Os candidatos poderão manter página na Internet com
a terminação can.br, ou com outras terminações, como mecanismo de
propaganda eleitoral até a antevéspera da eleição (Resolução nº 21.901, de
24.8.2004 e Resolução nº 22.460, de 26.10.2006).
Como os candidatos trabalharão a sua imagem nas mídias sociais? Principalmente em Belo Horizonte, onde a utilização desses meios ainda não é tão difundida quanto deveria. E principalmente, com essa normatização em que toda a ação no meio online deve ser realizada através de site próprio, como atrair os eleitores para o mesmo?
Haverá a utilização de blogs pelos candidatos, dentro das normas estabelecidas pelo TSE? O candidato prestará esclarecimentos, informará como anda a campanha, manterá um contato direto com o seu eleitorado?
Hoje em dia os novos eleitores formam a sua opinião criteriosamente, devido a essa grande onda de campanhas pelo voto consciente. O público jovem, em sua maioria, está mais exposto dentro dessas mídias, por passar a maior parte do tempo online. Cativar esses jovens pode ser decisivo para os candidatos à prefeitura de qualquer cidade.
Esse meio que aproxima eleitor e candidato, pode ser eficaz se utilizado corretamente, porém, até o momento, os candidatos de Belo Horizonte não tem nenhuma proposta de campanha online, a não ser o bom e velho site.
Realizando uma rápida pesquisa sobre os gastos com campanha, obtive a informação de que a soma dos gastos previstos, de todos os nove candidatos, chegará à casa dos R$ 50 milhões.
Buscando mais um pouco, cheguei a essa informação:
Enquanto a deputada federal Jô Moraes (PCdoB) anunciou uma campanha interativa baseada na consulta popular via internet, formulário e núcleos de apoio [...]
Mas o que seria essa “campanha interativa baseada na consulta popular via internet? Seria trabalhar a sua imagem dentro das mídias sociais, e através das ferramentas disponíveis, avaliar a sua imagem perante o público?
Creio que inovar nesse momento, pode ser decisivo para quem deseja a cadeira de prefeito em Belo Horizonte. Se for utilizar as mídias sociais, que utilize com criatividade. Utilize o espaço como uma plataforma de interação, e não somente de proganda política. As ferramentas estão disponíveis, basta saber usá-las da melhor maneira possível.
Sair do convencional Proposta/Vote em Mim e partir para algo mais íntimo entre o candidato e o público. Fazer o eleitor se sentir parte daquilo, e não ser tratado somente como um receptor passivo. A hora de inovar é agora, principalmente com a enorme facilidade com que esses conteúdos podem ser produzidos.
Se houver alguma campanha online de algum candidato, espero que se lembrem das mídias sociais, pois é lá que a imagem deles está em jogo. Opiniões serão formadas nesse meio e se a opinião não for favorável, as consequências podem ser desastrosas.