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As piadas são boas, mas, engraçadas mesmo são as propostas.

É assim que eu vejo a disputa para prefeito em Belo Horizonte. Uma troca de acusações infantis, que tiram o foco das melhores propostas para o desenvolvimento da cidade e entram no campo do “quem é mais falso”. Isso não dá pra fazer, com o perdão do trocadilho.

A publicidade nessas eleições está me decepcionando. Posso ser só um estudantezinho ainda, que nem tem tanta experiência de mercado assim pra falar alguma coisa. Mas, de uma coisa eu tenho certeza: eu não sou idiota. E nem gosto de ser tratado como tal. Eu tenho uma coisa importante para os políticos, que pode ou não fazer diferença, mas tenho: o meu voto. E não vão conquistá-lo só por provar quem é o mais falso.

Nesse segundo turno das eleições, saíram de cena as propostas e entraram as acusações. Os dois lados estão uma merda. Mas um tenta provar que o outro é mais fedido. Virou um show de horrores com direito a comediantes fazendo imitações, vídeos de perseguições forjadas em que o único perseguidor é o próprio camera-man estrategicamente posicionado na saída da porta.

Um é mensaleiro e o outro usa um falso sotaque e uma falsa simplicidade. As propostas, que provavelmente deveriam ser o principal foco da campanha, ficaram em segundo plano, sendo tratadas em poucos segundos. Isso só me faz acreditar que qualquer um dos dois que ganhar, Belo Horizonte é quem vai perder.

Os figurões que cuidam das campanhas deveriam perceber isso. A campanha virou comédia há muito tempo. No primeiro turno ela ainda teve um pouco de qualidade, pois através dela o Leonardo Quintão conseguiu subir bastante na reta final e garantir a disputa do segundo-turno. Mas aí mudaram totalmente a linha criativa e passaram para uma disputa infantil de quem tem o rabo mais preso.

Sinceramente, isso não dá pra fazer.

Gente, eu tenho que dizer que, como estudante e - principalmente - eleitor, me sinto desmotivado a votar em qualquer um dos dois candidatos. Não importa se o cara vai cuidar de gente ou se é apoiado pelo governador e o atual prefeito. Os candidatos a prefeitura de Belo Horizonte simplesmente não me inspiram confiança. Comparando meu voto a dinheiro e a carro, não emprestaria pra nenhum dos dois.

Eu não quero votar em branco e muito menos anular o meu voto. Mas, tendo apenas dois candidatos que não conseguem traduzir minutos de propaganda em propostas, apenas em shows de stand-up comedy, eu vejo que não terei outra alternativa. Não sou um dos maiores fãs de política, por mim, nem votaria, mas como é uma obrigação cívica e acima de tudo, o alcance da cidadania plena, não posso jogar meu voto no lixo.

Domingo agora, independente de quem ganhar, Belo Horizonte perderá um pouco do que é atualmente. Não basta apenas ser apoiado por bons políticos ou ser um rostinho bonito prometendo cuidar de gente. Meu pai é foda e me apoia, mas não quer dizer que não farei alguma merda na vida. E se quer cuidar de gente, vai fazer voluntariado na África ou em algum asilo aqui de Belo Horizonte. Mas, se quiser fazer a cidade crescer, prosperar e ser um lugar melhor, aí sim, eu poderei te ajudar com o meu voto.

Será que Belo Horizonte está acordando?

Devo admitir que fiquei feliz em ler esse post no blog da agência Lápis Raro, aqui de Belo Horizonte. Eu não fiquei sabendo dessa campanha. E faço um mea culpa, não procurei saber também. Mas como fiz um post recentemente falando sobre a relação Belo Horizonte/Mídias Socais, devo dizer que essa ação me fez ter um pingo de esperança na mudança de cenário da publicidade em Minas.

A ação realizada para a Copa Banco Mercantil, que acontece todo ano em Belo Horizonte, teve como objetivo incentivar a criação de conteúdo para o portal criado. O famoso CGM - Consumer Genereted Media, onde o próprio público produz o conteúdo. Para isso foram criados um portal da Copa, comunidade no Orkut, Canal no Youtube e um blogueiro foi contratado para cuidar do blog da copa.

Pelo que pude perceber dando uma fuçada, no portal a pessoa poderia se cadastrar a interagir com os outros usuários. Como o público-alvo era justamente os adolescentes que participam da Copa, foi um tiro certeiro. Esse público gosta de internet e redes sociais, e uma exclusiva para um torneio em que eles participam deve ser mais interessante ainda. No Blog era feita a cobertura dos jogos diariamente, contando com vídeos do Youtube e fotos. Na comunidade do Orkut, eram feitas enquetes além de tópicos pertinentes à Copa. Tudo bem amarradinho, do jeito que deve ser.

Cabe aqui parabenizar a iniciativa da agência e do Banco Mercantil do Brasil, por acreditarem e investirem nas mídias sociais. Esse pode ser um case a ser apresentado a outros clientes e quem sabe até servir como incentivo para as outras agências. Essa é uma tendência real do mercado, e pelo visto, alguém já saiu na frente.

A causa do calor em Belo Horizonte é o LHC - Grande Colisor de Hádrons

Se você é de Belo Horizonte e redondezas, deve ter percebido que estamos sofrendo de um calor infernal esses últimos dias. A noite, que era pra ser fresquinha (ui) e agradável, está totalmente insuportável. Eu começo a suar só de pensar e não bate uma brisa sequer na janela do meu quarto. É claro que algo está errado. Não é possível a temperatura em Belo Horizonte estar nesse nivel. Por exemplo, agora mesmo meu copo com água começou a ferver aqui na mesinha do computador.

Pesquisando um pouco, descobri que o grande motivo do calor infernal é o tal do LHC - Grande Colisor de Hádrons, ou no original, Large Hadron Collider. Segundo esse post do Obvious, “na ocorrência da colisão de dois protões, será gerada uma quantidade de calor de cerca de 100.000 vezes a temperatura do núcleo do sol“. Porra, tá explicada a merda toda. Já começaram a testar a parada e a gente tá aqui, igual bobo sentindo um calor infernal enquanto um segundo Sol é criado logo abaixo de nossas bundas.

E não, o mundo não vai acabar por cusa desse aparelho. Noobs.

Candidatos a prefeitura de Belo Horizonte. As mídias sociais estarão presentes nas campanhas?

Recentemente foi dada a largada para a campanha eleitoral em todo o Brasil. Nessas eleições, daremos o poder a novos ou velhos prefeitos e vereadores.

Chegou a hora de vermos muros pintados, lambe-lambes espalhados pela cidade. Milhões de santinhos e adesivos por aí, além de carros de som e o enfadonho horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio. Mas em pleno século XXI, novas mídias vão surgindo no âmbito online, e resta saber como os candidatos atuarão nessa área durante a sua campanha.

Segundo a resolução TSE nº 22.718/2008:

CAPÍTULO IV
DA PROPAGANDA ELEITORAL NA INTERNET
Art. 18. A propaganda eleitoral na Internet somente será
permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha
eleitoral
.
Art. 19. Os candidatos poderão manter página na Internet com
a terminação can.br, ou com outras terminações, como mecanismo de
propaganda eleitoral até a antevéspera da eleição (Resolução nº 21.901, de
24.8.2004 e Resolução nº 22.460, de 26.10.2006).

Como os candidatos trabalharão a sua imagem nas mídias sociais? Principalmente em Belo Horizonte, onde a utilização desses meios ainda não é tão difundida quanto deveria. E principalmente, com essa normatização em que toda a ação no meio online deve ser realizada através de site próprio, como atrair os eleitores para o mesmo?

Haverá a utilização de blogs pelos candidatos, dentro das normas estabelecidas pelo TSE? O candidato prestará esclarecimentos, informará como anda a campanha, manterá um contato direto com o seu eleitorado?

Hoje em dia os novos eleitores formam a sua opinião criteriosamente, devido a essa grande onda de campanhas pelo voto consciente. O público jovem, em sua maioria, está mais exposto dentro dessas mídias, por passar a maior parte do tempo online. Cativar esses jovens pode ser decisivo para os candidatos à prefeitura de qualquer cidade.

Esse meio que aproxima eleitor e candidato, pode ser eficaz se utilizado corretamente, porém, até o momento, os candidatos de Belo Horizonte não tem nenhuma proposta de campanha online, a não ser o bom e velho site.

Realizando uma rápida pesquisa sobre os gastos com campanha, obtive a informação de que a soma dos gastos previstos, de todos os nove candidatos, chegará à casa dos R$ 50 milhões.

Buscando mais um pouco, cheguei a essa informação:

Enquanto a deputada federal Jô Moraes (PCdoB) anunciou uma campanha interativa baseada na consulta popular via internet, formulário e núcleos de apoio [...]

Mas o que seria essa “campanha interativa baseada na consulta popular via internet? Seria trabalhar a sua imagem dentro das mídias sociais, e através das ferramentas disponíveis, avaliar a sua imagem perante o público?

Creio que inovar nesse momento, pode ser decisivo para quem deseja a cadeira de prefeito em Belo Horizonte. Se for utilizar as mídias sociais, que utilize com criatividade. Utilize o espaço como uma plataforma de interação, e não somente de proganda política. As ferramentas estão disponíveis, basta saber usá-las da melhor maneira possível.

Sair do convencional Proposta/Vote em Mim e partir para algo mais íntimo entre o candidato e o público. Fazer o eleitor se sentir parte daquilo, e não ser tratado somente como um receptor passivo. A hora de inovar é agora, principalmente com a enorme facilidade com que esses conteúdos podem ser produzidos.

Se houver alguma campanha online de algum candidato, espero que se lembrem das mídias sociais, pois é lá que a imagem deles está em jogo. Opiniões serão formadas nesse meio e se a opinião não for favorável, as consequências podem ser desastrosas.

Por que ser publicitário hoje em dia está difícil?

Ser publicitário hoje em dia é uma tarefa difícil. De repente, todo mundo resolveu cursar uma faculdade de Publicidade e Propaganda. Aquela sua prima chata, o seu amigo nerd, a sua amiga de infência. Todo mundo. E como se isso não bastasse, alguns fatores ainda afetam o mercado.

Em primeiro lugar, ninguém gosta de empregar recém-formados, e a quantidade de pessoas que acabaram de se formar, é enorme. Tirando por base umas 10 faculdades por cidade, com dois turnos de aula, têm-se em média, 100 alunos por curso. Vezes o número de faculdades, têm-se o número de 1000 (mil) formandos por semestre. 2 mil alunos por ano se formam em Publicidade e Propaganda. Isso só em BH e claro, fazendo uma média.

Logo, é difícil arrumar emprego pra todo mundo.

Em segundo lugar, o modelo tradicional de publicidade, aquela que a gente vê na TV, rádio, outdoor e cartazes, está cedendo lugar às novas mídias. E aquelas que ainda mantém o modelo tradicional, continuam com os mesmos funcionários de sempre. Aqueles macacos velhos e experientes, uma coisa Old School.

Fica complicado para quem está se formando agora entrar em uma grande agência e competir com caras premiados e experientes. Fora isso, tem o agravante das áreas.

Um diretor de arte tem muito mais rotatividade do que um redator. É só olhar na maioria das agências de médio e pequeno porte. Um redator e três ou quatro diretores de arte. Um redator experiente, claro. E na grande maioria, um dos sócios da agência.

Como em Belo Horizonte ainda predominam as agências de modelo tradicional, a concorrência fica mais apertada.

Fico imaginando como será daqui a 6 meses. Quando finalmente me formar. Bom, se eu já estiver empregado, que continue. :D

Povão!

Não existe coisa pior do que andar no centro da cidade. Creio eu que em qualquer cidade. Aquela quantidade absurda de pessoas, andando como se fossem as próprias donas da rua. Andando em grupinhos gigantes, lado a lado, ocupando toda a extensão da calçada, e se movimentando como lesmas.

Pior do que andar no centro, é entrar em alguma loja de “povão” no centro. É um inferno, um empurra-empurra do caramba. Parecem um bando de hienas correndo em direção a um cervo morto.

Como estou com o meu dedão do pé recém operado, tenho que andar de papete e com curativo. Se não bastasse isso, tive que ir comprar gel de cabelo (pra ficar bonito 8) ) em uma dessas lojas de “povão”. Sério, foram 20 minutos de tensão.

Logo de início, tive que deixar minha mochila no guarda-volumes, e na minha frente, tinha uma daquelas mulheres que nascem com a única e exclusiva missão de copular e repovar a Terra. Milhares de filhos e aquelas bolsas gigantes. Com muita astúcia superei o obstáculo.

Mas o pior estava por vir. Aqueles corredores minúculos para 300 pessoas, parecendo uma colméia cheia de abelhas operárias em busca do mel perfeito. Só que nesse caso, eram milhares de mulheres em busca de tintas de cabelo, shampoos, condicionadores, ceras para depilação e uma variedade enorme de produtos de beleza.

MInha namorada estava comigo, e a cada dois passos eu tinha que olhar pra trás pra ver se a multidão não a pisoteava. Mulher e produtos de beleza com desconto não combinam com homens no mesmo estabelecimento. Custei a achar o gel. Quando encontrei, foi como se tivesse achado o Santo Graal. Poderia sair dali sem mais delongas.

Só que ainda tinha o caminho de volta. Aquela multidão, a massa, o povão propriamente dito. A nata da audiência de programas como A Tarde é sua e da Marcia Goldsmith.

Mas consegui. Saí ileso de lá sem nenhum pisão no meu pé. Saí como um vencedor daquele lugar.

Espero não ter que voltar no centro por um longo tempo!

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