Sobre diplomas, jornalismo, publicidade e blogueiros…

18/06/2009 at 22:23

Oi, to rico, risos.

Oi, to rico, risos.

O assunto do momento é a decisão pela não obrigatoriedade do diploma de jornalista. Eu não sou jornalista e acredito que não é um diploma que te faz um bom ou mau jornalista. É a experiência, o faro, o tal do dom pra coisa. Mas, por outro lado, como estudante deve ser frustrante você perder aquela garantia de que sim, você é um cara formado e devidamente capacitado para atuar na área.

Historicamente, grandes jornalistas não eram formados, da mesma forma como acontece no mercado de publicidade. Grandes nomes da publicidade brasileira eram formados, por exemplo, em letras. O cara sabia escrever bem, mas não dominava toda aquela teoria que a gente aprende na faculdade. E daí? Hoje em dia esses caras são os mesmos que a gente estuda dentro da sala de aula.

Um dos maiores redatores brasileiros formado em... Educação Física!

Um dos maiores redatores brasileiros formado em... Educação Física!

Acredito que o principal motivo para tanta repercussão é a importância que o jornalismo tem frente à sociedade. O jornalismo tradicional. Hoje em dia, querendo ou não, toda pessoa é um jornalista em potencial. Pode não dominar a arte de escrever uma matéria com isenção ou não ter o faro para notícias ou cultivar fontes e contatos, mas como produtor de conteúdo, ele tem todas as ferramentas a disposição.

A diferença desse jornalismo “social” para o jornalismo tradicional é que, o cara formado, que passou quatro anos estudando a história da comunicação, do jornalismo, técnicas e como funciona uma redação, está mais bem preparado para lidar com essas questões do que o cara que faz isso apenas porque gosta, sem nenhuma pretensão.

Outro dia eu estava pensando sobre essa questão do diploma, mas voltado para a área de publicidade. Tenho visto um grande número de blogueiros que não são formados em publicidade atuando em agências. Por um lado, é frustrante. Realmente frustrante. Mas por outro, às vezes o cara tem mais experiência para atuar em determinada área do que um recém-formado. Principalmente no caso de agências que trabalham com mídias sociais.

Vejo que algumas optam mais por pessoas influentes ao invés de pessoas formadas. É algo que não tem como lutar, serão sempre dois lados da moeda. O lado de quem investiu quatro anos de sua vida em aprendizado, teorias, técnicas e estágios e por outro, o lado do cara que desde sempre atuou como jornalista ou “agente de mídia social” e não tem um diploma que o ateste como especialista.

Um pedaço de papel não te qualifica para nada. O que conta é o quão bem você executa a sua tarefa. Para isso, basta gostar. Não precisa, necessariamente, ter um diploma. O bom do diploma é que agora ninguém tem desculpa pra te pagar como estagiário!

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