Rivalidade
Essa rivalidade no futebol sempre existiu. Nos campeonatos profissionais e até nos campeonatos infantis.
Onde eu moro existem 2 condomÃnios. O meu é o I e o do lado é o II, cada qual com seus respectivos prédios. O meu é praticamente o marco zero do bairro. Quando mudei pra cá só existia meu condomÃnio e mais nada em volta. Até que alguns anos mais tarde construiram o II.
Os anos foram passando, e todo mundo foi descobrindo a afinidade com a pelota, e começaram os famosos “jogo-contra“. É assim mesmo, no singular, sempre falamos assim, e não vai ser agora que eu estou escrevendo que vou mudar, não é mesmo? É parte da lenda!
Os “jogo-contra” sempre foram disputados como se fossem uma verdadeira guerra, que decidia quem era o soberano do bairro. Quem realmente mandava na quadra. O dono do pedaço. E entenda “como se fossem uma verdadeira guerra“, como uma guerra de verdade. Sempre terminava em pancadaria. Não teve um jogo que terminasse sem uma briga. Era igual as revistinhas da turma da Mônica, aquela poeirinha, e um tanto de mão saindo!
E levando em consideração que o pessoal do II era muito mais cavalo que nós do I, a desvantagem era clara. Tanto fÃsica quanto numérica. Por mais que ganhassemos nas 4 linhas, na disputa dos punhos a gente sempre perdia. As vezes as brigas nem eram tão explÃcitas, mas dava pra perceber a intenção da galera só de observar as entradas mais fortes.
Nunca vou me esquecer do dia que o moleque quebrou o braço na minha frente. Parecia o Sr. Fantástico do Quarteto de tão torto que o braço do garoto ficou.
Teve uma vez que o cara chutou a bola, eu tive a infelicidade dela bater na minha canela, pegar na tela e furar. Pronto. Eu era o culpado. Sem bola, sem jogo, com certeza alguém ia apanhar.
Vieram com aquele papo de que eu teria que pagar, que eu ia ver, que não sei o que mais, essas ameaças de jogo de futebol. Falei que ia pagar no outro dia. Ah ia pagar sim.
E não é que os caras foram cobrar? Um tal de “bolinha” e um tal de “Alex”. Entenda por bolinha, uma verdadeira massa de tecido adiposo, vulgarmente conhecido como “gordura”.
Mermão, nunca corri tanto na minha vida. Eu estava de bicicleta, e eles a pé. Pedalei tanto, mas tanto, que quando olhei pra trás, nem no bairro mais eu estava. Parei um pouco, fiquei sentado e voltei sorrateiramente pela rua de trás do meu prédio. Fiquei um bom tempo sem participar dos “jogo-contra“. Algo me dizia que eu seria a bola da vez.
Teve também uma vez que o II todo veio aqui na minha porta pra me bater. Tudo por causa de uma garota que eu namorei. Isso era inadmissÃvel pra eles. Mulher do II fica com cara do II. Eu me senti praticamente um segregado, mas isso é assunto pra outro post!
Fui!
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Nossa cara que rivalidade em, os cara briga por tudo ate por que você namorou uma menina do condominio deles.
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Essas rivalidades “de bairro” são clássicas… Aqui no meu condomÃnio a disputa era, qdo eu era mto criança, entre a 2a e a 3a rua. As duas únicas que tinham casas, logo q o condomÃnio surgiu… A rivalidade era em tudo. E, hoje, todo mundo adulto, ainda tem aqueles q olham meio torto… Pura babaquice e rivalidade!
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Rivalidade éo q dá o charme no esporte! que seriam dos jogos sem o “Ah, ah! Uh, uh! Corinthiano vi tomar (termine a rima…)!” ou “Urubu, otário! Quem tem túlio não precisa de Romário (essa é veia!)!
Valeu, grande amigo blogueiro Rafa
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Nossa cara. Eu sempre fui um medroso e ainda sou. Até evitava jogar futebol no bairro pra não apanhar. O máximo de rivalidade que já passei, foi quando mudei da “2ª série manhã” pra “2ª série tarde”. Pô, os caras me olhavam estranho. Mas eu era tão pequeno que ninguém teria coragem de fazer nada contra mim.
Sucesso, Rafa!
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imagino vcs brigando =]
devia ser hilario neh?
e detalhe.
geralmente o time que perde, começa a briga.
pq serah??
mas oh..
adorei seu blog, e desculpa a invasão, mas não pude deixar de ler!
beij0s
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Credo! Já chamaram a ONU? rsrsrs As coisas por aà são perigosas, hein! Eu no seu lugar contrataria algumas guarda-costas… Isso, no feminino mesmo. Hahaha
Mas por aqui a rivalidade era entre turmas, pois como a cidade é pequena e do interior, com raros condomÃnios, brincávamos na rua mesmo. Mas acredito que as coisas por aqui eram mais calmas. Apesar das brigas comuns, creio que ninguém se machucava seriamente. Ou pelo menos suponho que sim…
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já levei vaia em estádio de futebol por nao enteder essa rivalidade. Tava com camisa de um time e vi uns lugares vagos. Quis centar lá, e qdo vi pessoas com camisas de outro time e só elas sentadas lá. Não liguei e quis sentar. Me senti protegida pq estava com meu tio de 2m de altura.
Alguem gritou
“Ei gatinha aqui só tem Ceará”- que era o time rival.
e eu gritei de volta:
“É por isso q só tem gente feia”
Levei vaia generalizada. Eu mereci.
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Todo bairro tem suas famosas histórias…
Engraçado que, tbm, em toda turminha existe um “bolinha”. rsrs
Um abraço!
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