Archive | Pensamentos

09 April 2012 ~ 3 Comments

As mina pira no salário mínimo

Tem coisas que eu vejo na internet e simplesmente não consigo ficar sem comentar. Principalmente no Facebook, que nos últimos meses tem nos presenteado com as mais geniais pérolas de sabedoria popular e com a típica empáfia das classes D e E, que após muito trabalhar, juntar algum dinheiro e comprar duas TVs de LCD, finalmente conseguiram atingir a tão sonhada classe C.

Entre uma citação motivadora de Will Smith e uma declaração de amor inventada por uma provável encalhada e divulgada como legenda de uma sequencia de screenshots de algum filme baseado nas obras de Nicholas Sparks, temos aquelas imagens que possuem apenas uma função em todo o universo: mostrar-nos que a humanidade há muito está perdida.

Nessa noite de domingo, após celebrar a Páscoa e combater minha tristeza por não ter ido ao Lollapalooza com muito chocolate, fui pego de surpresa enquanto navegava pelo Facebook. Vi que várias pessoas estavam compartilhando a imagem abaixo, que tinha como legenda uma das frases mais lidas ultimamente:

As mina pira

Após recuperar o fôlego (pois fui obrigado a rir um bocado), finalmente iniciei o processamento de dados referente a essa maravilhosa composição. Cheguei a uma conclusão um tanto quanto desanimadora para os últimos românticos, e bastante promissora para aqueles caras que estão à procura de uma garota:

O amor, meus amigos, custa apenas R$ 302.

É um investimento modesto, menor que um salário mínimo. Porém, mais caro que um celular com Android.

O amor costumava ser um bem durável, um pouco mais caro que três ou quatro salários mínimos. Mas vejo que muita coisa mudou. O amor já está entrando naquela categoria de supérfluos, que você pode abrir mão no final do mês se tiver que economizar uma graninha.

É uma pena. Realmente uma pena. Costumava ser um bom investimento em outra época.

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05 April 2012 ~ 1 Comment

A blogosfera já foi mais acolhedora

Vocês se lembram de uma época na internet em que toda semana éramos convidados a participar dos famosos “memes”? Pois é. O tempo passou e o significado de meme mudou bastante. Hoje ninguém te convida a postar 5 coisas que você odeia, ou 5 previsões para o futuro do seu blog. Meme, hoje em dia, é mais conhecido como aquelas imagens em tirinhas (isso pra não entrar no assunto de que meme sempre foi qualquer imagem, vídeo, expressão que se viraliza pela rede).

Mas, não vou entrar no mérito dessa questão. É papo pra outra discussão. O que quero comentar aqui é que simplesmente não se vê mais esse tipo de “brincadeira” entre os blogs. Ficou tudo sério demais. Tudo hoje em dia é um negócio em potencial, e se não gerar alguma forma de lucro para o blogueiro, não vale a pena perder o tempo.

Acho até um milagre existir, ainda hoje, aqueles que publicam os “links da semana”. Mas, ao invés de ser um apanhado de coisas interessantes vistas pela web, se tornou apenas mais uma forma de fortalecer os “amigos”. Não vou ser hipócrita. Utilizo-me dessa facilidade quando possível.

O problema é que isso afastou demais as coisas. Antigamente, era legal você receber um e-mail pedindo parceria. Hoje, quem manda esse tipo de e-mail, ou pergunta algo no twitter, é simplesmente ridicularizado.

Pode ser que eu esteja sendo um pouco nostálgico, pensando no quanto a internet era mais amigável há alguns anos, mas tento sempre responder quando recebo algo do tipo. De forma educada, dizendo que no momento não estou trabalhando com “parceria”. Afinal, ainda está inviável organizar uma aba de parceiros, pegando banner por banner e publicando. Estou pensando no melhor formato para isso, mas não me dá o direito de humilhar alguém que tá começando agora.  Sei por que já passei por isso, e na época, existia muito mais companheirismo do que hoje em dia.Meus únicos “parceiros” atualmente são os caras que eu acompanho desde o início.

Acho que essa coisa de “profissionalização” dos blogs deixou quem está por trás disso um pouco mais frio. Digo, conheço muito blogueiro que hoje em dia é tratado como celebridade, e alguns poucos realmente não mudaram. Mas muitos, que nem chegaram a ser tão celebrados assim, adquiriram certa arrogância que eu realmente não consigo entender. Segundo eles, faz parte do personagem. Personagem é meu pênis na Sessão da Tarde.

Bom, para finalizar, não sei como as coisas serão daqui pra frente. Vejo os mesmos blogs sendo linkados nos mesmos outros blogs. Não vejo tanta novidade assim na “blogosfera” brasileira. E quando algo novo surge, infelizmente não pode ser tratado como novidade, já que não passa de mais do mesmo, e acaba ganhando notoriedade por simplesmente massagear os testículos alheios em troca de links e divulgação.

Taí, outra coisa que me irrita. Blogueiro que começa a “carreira” sendo todo simpático com todo mundo e, de uma hora pra outra, já se acha o Pereirinha do negócio. Mas vou ficando por aqui.

Espero que um dia a blogosfera volte a ser um lugar tão acolhedor quanto fora antigamente.

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03 April 2012 ~ 6 Comments

Instagram para Android – como irritar os babacas

Depois de muita espera os usuários de Android agora também podem se divertir nessa deliciosa festa de imagens que é o Instagram. Se você não sabe o que é o Instagram, eu te explico: é um aplicativo/rede social mobile (até hoje estava disponível apenas para iOS – sistema operacional do Ipod, Iphone e Ipad) voltada para fotografia, que permite aos usuários publicarem suas imagens aplicando filtros e dando uma cara um pouco mais profissional pra essas fotos.

O aplicativo foi adotado em massa pelos usuários de Iphone, e ficou conhecido por ter a maior concentração e exibição de hipsters por pixel quadrado na internet. Eu, obviamente, estou incluído nessa parcela.

Hoje, com o lançamento do aplicativo para Android, estamos presenciando uma situação que há muito não se via na internet: pessoas dando xilique. Ok, vemos isso na internet todo dia, principalmente no Twitter e no Facebook.

O mais bizarro disso tudo, é ver  ~profissionais da social media~ comentando o quanto a ferramenta será orkutizada a partir de agora. Amigo, sinceramente, não me faça relembrá-lo com o que você trabalha. Afinal, quanto mais pessoas gerando conteúdo (e sim, o Instagram é uma das poucas ferramentas que se pode dizer que o que é publicado é verdadeiramente produzido pelo usuário), mais possibilidades de novos negócios, novas campanhas e, quem sabe, um aumento salarial se você mostrar que manja da coisa e propuser boas ações.

É claro que em um momento ou outro, teremos aquele tipo de imagem “se você gostou clique em curtir”. Mas, aí é que está a beleza da coisa: no Instagram você não acompanha o que os outros usuários estão “curtindo”, ou quem começaram a seguir. Você simplesmente vê um streaming com as fotos das pessoas que você segue. Mais simples que isso, impossível.

Portanto, pare de ser um babaca que fica irritadinho porque a sua rede social underground favorita está se tornando popular e passe a pensar de forma mais ampla. É uma chance de seguir mais pessoas legais e que publicam fotos melhores que as suas.

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02 April 2012 ~ 10 Comments

Sobre as pseudo-encalhadas

Hoje a tarde estava divagando pelo Twitter acerca de garotas que reclamam o tempo todo querendo um namorado. Geralmente garotas bonitas e bem interessantes, diga-se de passagem. O problema é que, ao mesmo tempo em que elas reclamam, estão rodeadas de caras legais (tá, nem tantos caras legais assim) que implorariam por uma chance (se não tivessem consciência do quanto isso seria ridículo e patético). Mas, mesmo assim, ainda reclamam da “falta de opção”. Ou seja, é uma busca quase infinita pelo amor.

A questão é que os caras disponíveis nunca se encaixam nos “padrões de qualidade” exigidos por essas garotas. É gordo demais, é magro demais, não tem carro, mora do outro lado da cidade, não tem o mesmo gosto musical. Isso quando elas não bradam aos quatro cantos o quanto gostariam de ter um namorado nerd. Nesse caso, serei obrigado a contar uma coisa, minhas amigas: o nerd de verdade não tem nada a ver com o estilo nerd que você aprendeu a gostar na Capricho ou nas matérias da Época. É claro que ele também não é igual aos filmes, mas, em sua maioria (grande maioria mesmo) eles não são lá muito bonitos. E geralmente não estão em forma.

Nerd que as garotas desejam

De forma resumida: elas não querem o estereótipo de cara que fica na internet o dia inteiro arrozando. Elas querem caras bonitos, bem sucedidos e que ofereçam conforto financeiro e sexual, obviamente.

Isso me levou a questionar tal atitude, chegando a duas conclusões: ou essas garotas não tem a menor noção de como as coisas funcionam no mundo real ou o problema é simplesmente carência e a necessidade quase patológica de ser paparicada e, por que não, arrozada diariamente nas redes sociais.

Nerd típico que vai a Comic-Con

Em meio a esses devaneios, o amigo @JhonyPG acabou concordando comigo. Existem garotas que gostam de ser elogiadas a todo o momento e não há lugar melhor para isso do que o Twitter ou Facebook. Um lugar com uma oferta inesgotável de rapazes com baixa autoestima buscando uma chance de descolar qualquer coisa que seja com qualquer ser vivo do sexo feminino.

O momento em que essas garotas se derem conta que metade dos elogios que recebem em redes sociais tem como único objetivo o coito (pode até ser que elas estejam em busca disso mesmo), e passarem a olhar com mais atenção a quem realmente está ao seu redor, provavelmente teremos menos reclamações de pseudo-encalhadas nas redes sociais.

Twitteiras durante a tarde e parte da madrugada

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23 March 2012 ~ 1 Comment

Gifs no Facebook

mark-zuckerberg

Buito tristi

Ao que tudo indica, chegamos ao último estágio de popularização do Facebook. E não vou dizer que isso é bom (comercialmente falando, é ótimo ter a classe C em peso por lá, risos). Pelo contrário, se você preza pela qualidade de conteúdo na sua timeline, prepare-se para receber uma enxurrada de gifs animados dos seus amigos.

Por mais falsa que seja a notícia dizendo que Mark Zuckerberg está triste com o comportamento dos Brasileiros no Facebook, na verdade, ela era apenas uma previsão sobre o que estava por vir. E o futuro, meus amigos, não é tão amigável quanto parece.

Não sei quando a funcionalidade foi liberada, mas hoje já me deparei com alguns amigos publicando as famigeradas imagens animadas. Um festival de imagens piscando e pulando na tela, como se fosse uma “homepage” dos anos 90. Não é uma visão muito agradável. Não pra mim.

Agora, me resta apenas a preparação psicológica e o desapego social que permitirá excluir os “amigos” que adotarem a prática de reproduzir e publicar esse tipo de imagem. Eu sei que não são muitos, mas se você preza pela minha amizade e interação social, por favor, evite publicar um gif no Facebook.

A propósito, se você quer saber como postar um gif no Facebook, eu não sou a pessoa mais indicada para te ensinar isso.

 

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20 March 2012 ~ 1 Comment

Dia do blogueiro?

Hoje é o dia do blogueiro, né? Mas, sei lá. Faz algum tempo que não me considero mais parte dessa turma. Não que eu seja um párea, mas é que tem tanto tempo que não “blogo” com a mesma frequência de antes que simplesmente deixei de me enquadrar nessa turma.

Pode ser a idade, a falta de tempo, ou qualquer outra coisa. Mas, o que vejo por aí, com essa nova leva de blogs surgindo, não me ajuda a querer voltar aquele ritmo de 2006 a 2008, quando eu escrevia quase todos os dias, sobre os mais variados temas (mas, completamente ligados ao meu dia a dia).

Hoje, ser blogueiro é basicamente assinar um feed de boards como o Reddit ou 9Gag, botar 3 ou 4 meme faces em uma imagem e publicar. Vão dizer que eu to de mimimi, e coisas do tipo. Mas, não dá pra negar que são poucas pessoas que ainda tem aquela coisa de blogueiro mesmo, que pega gera algum tipo de conteúdo, nem que seja um textinho antes do vídeo engraçado ou da notícia inusitada.

Tenho preguiça. Bastante preguiça disso. E, principalmente, de algumas pessoas que fazem parte disso. Já deixei de lado essa coisa de criticar, escrever post no blog pra mostrar o quanto estou indignado e o quanto isso me incomoda. Não, não vou voltar a essa fase. Não vale a pena.

E não espere que eu comemore o dia do blogueiro. Não tem nada para se comemorar em relação a isso na atual geração ~internet~ brasileira.

Abs.

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09 March 2012 ~ 3 Comments

Um recado

Só passei aqui pra dizer uma coisa: se você escreve como um retardado na internet, eu e todo mundo entendemos que você realmente é um retardado.

Não que você precise ser o professor Pasquale, é só não escrever como um idiota.

Um abraço e um beijo.

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30 January 2012 ~ 3 Comments

É você, Rafa.

Quando você sai de casa, é difícil imaginar que uma simples porção de granulados – no chão da casa de uma amiga (Oi, Belitcha! =D)- pode dar início a uma cadeia de eventos que, em alguns meses, resultará em um relacionamento com uma das garotas mais foda que conheço.

Foi basicamente assim que começou. Alguns granulados no chão e uma frase: “Relaxa, isso é coisa de Rafa mesmo. É o nome”.

Segundo uma pesquisa publicada em 2010, uma pessoa leva apenas 0,2 segundos para se apaixonar. É algo tão rápido, que a informação provavelmente fica armazenada no seu subconsciente e só vai se manifestar de verdade alguns meses depois, no final de uma sessão de Thor, enquanto toca Walk do Foo Fighters (essa conclusão é totalmente pessoal).

Mas, entre você conhecer a pessoa, se apaixonar em 0,2 segundos e se dar conta disso alguns meses depois, vem toda uma trajetória antes. E milhões de coisas em comum que provavelmente ajudaram você (eu, no caso) a ter certeza de que ela é a garota certa.

Pra começar, o super-herói favorito dela é o Superman. Por coincidência ou não, também é o seu herói favorito. Como se não bastasse ela ter o mesmo nome que você e ser fã do Kal-el, a moça ainda tem uma paixão por pandas. Amigo, se isso não é um sinal, acredite, só uma placa, um anúncio na TV e uma fanfarra podem te mostrar que isso significa algo.

Fora isso, milhões de outras pequenas coisinhas mostravam que vocês tinham uma, digamos, conexão. Estar pensando ou fazendo as mesmas coisas, como por exemplo comer pastel e assistir televisão, cada um em sua respectiva casa, sem ter noção que o outro fazia o mesmo. Ou então quando um sonhava com o outro, na mesma noite, com algo parecido. Quase como se fosse o mesmo sonho.

São tantas coisas que você realmente para pra pensar e chega a conclusão: tinha de ser.

Ah, e como eu poderia me esquecer? Quando vocês vão ao cinema e em determinado momento do filme toca uma música. E depois, quando vocês estão comendo um delicioso cheddar, a mesma música toca no lugar, como se dissesse: “tá vendo, Rafa? Isso é mais um sinal de que você tem que fazer alguma coisa”.

Mas ainda era cedo pra fazer algo. Ainda não tinha certeza. Até que…

Não sei se é pelo fato do cara ser o Deus do Trovão ou pelo fato de ter a Natalie Portman (era ela que cantava a música no filme citado anteriormente), só sei que ao final de Thor, quando começa a tocar Walk, dá aquele estalo e você tem certeza: “eu gosto dela”.

Você ainda não tem certeza se ela sente o mesmo e fica enrolando para fazer alguma coisa. Dá algumas indiretas no Twitter, conta dos sonhos que teve com ela, fala que está afim de alguém, morrendo de vontade de falar “é você”, mas não consegue. Até que começa a perceber que algumas coisas que ela fala, tem muito a ver com você.

Então tem aquele primeiro momento, em que você se despede dela em frente a uma casa de shows, onde em algumas horas, uma das bandas favoritas dela vai tocar pela primeira vez no Brasil. Você se despede e a segura por mais um tempo, seu cérebro diz pra você puxá-la e tascar um beijo, mas seu corpo não responde a esse comando e você perde a chance. Ok, você já se acostumou a perder chances assim, mas com ela foi diferente. Você fica triste e pensa sobre isso.

Vocês descobrem mais e mais coisas em comum, até que, com um pouco de álcool, você cria coragem e manda, quase que diretamente, aquele recado: é você. E contrariando aquela insegurança que sempre bate nesses momentos, ela dá a entender que também sente o mesmo.

E finalmente, depois de assistir Kung-Fu Panda 2, com ela encostada no seu ombro, rola o primeiro beijo. E você percebe que não quer que aquele seja o único beijo com essa garota. Você agora tem certeza de que todo esse tempo valeu a pena, que as coisas em comum não eram a toa, que a “conexão” não poderia significar outra coisa. Você quer beijá-la mais vezes.

E, felizmente, estou tendo esses beijos até hoje. Com uma garota que, por mais tosco que isso possa parecer, é a minha versão com seios, mais magra e de cabelo maior. Tem até o mesmo nome, como eu já disse.

Pois é! Da outra vez eu não disse, mas dessa eu falo: É você, Rafa!

=)

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20 January 2012 ~ 0 Comments

Luiza, a SOPA e a internet

A internet vive uma fase não menos que sensacional. Em questão de dias, as pessoas que habitam essa grande rede mundial de computadores, transformaram Luiza (que estava no Canadá) em uma celebridade, presenciaram um possível estupro através do pay-per-view assistido gratuitamente em sites alternativos e fizeram tanto barulho que até a polícia baixou no BBB e, principalmente, estão vivendo a iminência de perder toda a mordomia adquirida através de sites como Megaupload com a possível aprovação do SOPA/PIPA.

Agora, nessa madrugada de quinta para sexta, tive o prazer de presenciar mais uma dessas histórias que somente a internet pode proporcionar: a suruba da Casper Líbero.

Enquanto procrastinava na home do Facebook, dando uma navegada pelos compartilhamentos de Humor no Face dos amigos, notei que um certo álbum estava sendo compartilhado por 9 entre 10 usuários. Não tardei a confirmar o óbvio: putaria.

Ao que tudo indica, um grupo de alunos de uma faculdade resolveu organizar uma dessas festinhas regadas a muita bebida e pouco juízo (o que, convenhamos, é uma combinação explosiva). Nessa indústria vital que é o Facebook, compartilhar esses momentos com os amigos se tornou praticamente uma obrigação. Seguindo a risca, os participantes do coito comunitário registraram o grande momento e publicaram para quem quisesse ver.

O que me chamou a atenção no episódio, foi a completa falta de atividade dos participantes. Se uma suruba hipster é daquele jeito, com All-stars, Vans e jaquetas de couro jogados no chão e nenhuma – repito – nenhuma introdução sexo-fornicatória, que me perdoem, mas não quero ser chamado pra algo desse tipo. Se bem que se existe a possibilidade de ver uns peitinhos, assim, gratuitamente, é claro que não irei negar a presença.

Sobrou estilo e faltou pi na vagi. Não que eu seja um pervertido, mas se você quer publicar sua putaria na internet, que pelo menos faça direito. Não gosto de desperdiçar o meu tempo vendo algo tão… improdutivo.

Mas, é isso aí. Amanhã todos estaremos falando da suruba, deixaremos Luiza de lado, o MegaUpload vai continuar fora do ar e o SOPA não será aprovado. A vida segue e só nos resta aguardar pelo próximo grande evento dessa tão estimada internet.

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15 December 2011 ~ 3 Comments

Sobre a total falta de criatividade

Você provavelmente já passou por isso: sentado em frente o computador, a tela do Word aberta, um generoso copo de Coca-Cola (ou café, se você curtir) do lado e como companhia, a total falta de criatividade.

É o que estou passando nesse momento. E digo não apenas “nesse momento”, mas há pelo menos uns 8 ou 9 meses. Eu simplesmente perdi (ou deixei em algum lugar) a minha criatividade. Eu até tenho a vontade de escrever, mas na hora de colocar a ideia “no papel”, as palavras simplesmente não saem.

Lembro que a minha melhor fase como blogueiro foi por volta de 2008 e 2009, quando conseguia escrever textos com uma facilidade enorme. Poderiam não ser um poço de criatividade e bom humor, mas pelo menos não me faltavam palavras na hora de expressar uma ideia, opinião controversa (risos) ou simplesmente contar alguma merda que aconteceu comigo.

Não que a minha vida tenha estagnado de tal forma que não tenho nada pra contar aqui, mas como eu disse, não consigo colocar isso num texto. E posso dizer com toda a certeza: é um milagre esse post estar chegando no quarto parágrafo. Não me lembro quando foi a última vez que consegui realizar tal proeza.

Aproveitando o embalo, vou finalizar esse texto por aqui e tentar escrever outro, já que não faço a menor ideia de quando essa tal criatividade ou a vontade de escrever estarão de volta.

Grande abs!

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