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O mito do ex-namorado
Olá, amigo leitor. Tudo bem com você? Espero que sim, afinal, você seguiu as minhas últimas dicas e finalmente descolou uma garota legal e está totalmente apaixonado. Tá feliz? Tá curtindo? Que bom. Opa, ela saiu de um namoro há pouco tempo? Vá com calma, pois as próximas linhas desse texto provavelmente acabarão com um pouco das suas esperanças.
Relacionamentos se iniciam e terminam todos os dias em todas as partes do mundo. Enquanto alguém está feliz por ter conseguido uma parceira, em algum canto da Malásia tem um jovem desesperado, chorando como um bebê recém-nascido envolto em suas cobertas segurando uma foto da agora ex-namorada. É a vida e o universo funcionando sem nenhum defeito.
Agora, vamos tornar a situação um pouco mais local. A garota que você está ficando terminou há menos de dois dias. Na sua cabeça, você é o cara que a salvou de um relacionamento terrível, aparecendo na hora certa e contando os segundos para fazê-la a mulher mais feliz do mundo.
Mas, amigo, existe uma palavra que pode foder com toda essa sua alegria: ex-namorado.
Ex-namorado é uma entidade super-poderosa, com 105 de Destreza, 123 de força, 140 de carisma e 560 de lábia. Além do bônus de +300 em cada ataque por ter um carro. Se a vida fosse um RPG, o ex-namorado seria um personagem de nível épico enquanto você é um Ranger nível 3. Quando ele aparece, é game-over na hora.
Sejamos sinceros: ninguém esquece um relacionamento duradouro de uma hora pra outra. Aquele sentimento sempre vai estar latente em alguma parte do seu sub-consciente esperando por um estímulo físico-visual para voltar a tona.
Por mais que a sua ex-namorada tenha feito sacanagem, você continua sendo o ex-namorado e suas chances sempre são enormes. Basta um encontro casual e os velhos tempos voltam com toda a força de um furacão extratropical.
Quando você é o cara que está ficando com uma garota que saiu de um relacionamento recente, esteja preparado para se decepcionar de alguma maneira. Em muitos casos, esse envolvimento logo após o fim de um namoro tem como finalidade apenas “fazer esquecer” do outro de forma mais rápida. Isso é impossível.
Existe um ditado – um tanto quanto grosseiro, admito – mas ainda sim bastante verdadeiro que diz: “Ex-namorada (o) é que nem McDonald’s. A gente sabe que não deve, mas come do mesmo jeito”.
Na prática, significa que por mais que seja errado e imoral se envolver com ex-namorada (o), uma hora ou outra você o fará. Seja dois dias depois ou alguns meses. É questão de tempo e de oportunidade.
Não vá pensando que isso se aplica somente a garotas. Tem muito cara que ainda guarda um sentimento enorme pela ex-namorada e, na primeira oportunidade que ambos tem, aproveita a tudo que tem direito. As vezes ele nem precisa dar em cima, a coisa acontece naturalmente, quase como um passe de mágica.
O problema é que se você não estiver preparado para lidar com a rejeição no dia seguinte (lembre-se que não são mais namorados) todo aquele sofrimento de meses atrás pode voltar com força total.
Na prática, ex-namorados tem um elo emocional por toda a vida. Quando a relação é duradoura e envolve situações como “primeira vez” (primeiro namorado, primeira transa, primeiro jogo de pebolim, etc), o grau de ligação é um pouco maior. Algumas coisas nunca mudam. Essa é uma delas.
Se você é o cara que está ficando com uma garota pouco tempo depois de ela terminar um namoro, acredite, existe uma chance enorme de você se decepcionar. Vou te contar um segredo: já fui ex-namorado e sei que a afirmação é verdadeira. E não faz muito tempo que isso aconteceu.
Porém, também já estive do outro lado. Fiquei afim de garotas que haviam saído de relacionamentos há pouco tempo e o tal do ex-namorado apareceu para foder com todas as minhas esperanças e, infelizmente, voltaram. Ou felizmente, vai saber.
Sei que isso é ruim. Levar a pior quando o assunto é garotas é sempre frustrante. Mas, é a vida e ninguém te disse que seria fácil.
A melhor forma de lidar com isso é: não leve um relacionamento com uma garota/garoto que terminou um namoro recentemente tão a sério. Não a princípio. Deixe as coisas se firmarem, mas não seja tão passivo. Se perceber que o ex ou a ex está se reaproximando demais, imponha-se. Não dá pra ser Mané nesses assuntos, pois como já dizia o “poeta” Armandinho: camarão que dorme a onda leva.
Nesse caso, tente incorporar o estilo de vida do putão. Pode ser uma ótima alternativa para não se der mal nessa situação.
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O que eu aprendi sobre as mulheres
Não me considero o maior especialista quando o assunto é mulher. Digo, sei como elas funcionam, as especificações técnicas e já até tive experiências com algumas delas (sexuais também, risos). Porém, algumas lições a gente só aprende depois de muito se foder. Sendo assim, gostaria de compartilhar algumas informações com você, cara como eu que só se fode quando fica afim de uma garota.
O maior problema de caras como eu (ou seja, caras legais), é que nos dedicamos imensamente a uma garota, colocando-a (incluindo sua vagina) em um patamar quase divino. É como se fossemos completamente dependentes de tal garota e para ter a sua atenção, ás vezes agimos como verdadeiros idiotas.
É uma verdade universalmente aceita que garotas gostam de atitude. Isso pode soar clichê, mas entre você – que fica pegando na mãozinha e chamando de linda – e o cara que abraça e fala no ouvido dela “quero beijar o seu corpo todo e acariciar o seu umbigo por dentro”, não é preciso ser gênio pra adivinhar com quem ela ficará.
Elogios sempre são bem vindos. Garotas adoram elogios, porém, o cara que só sabe elogiar não passa a menor confiança e, acredite, eu vejo isso todos os dias no meu Twitter. Às vezes tenho a sensação de estar acompanhando um churrasco, dada a enorme quantidade de “arrozadas” e “vinagretes” (aquele que só acompanha) que diariamente soltam as suas pérolas na minha timeline.
Sei bem o que é isso, pois até alguns anos atrás eu era exatamente assim. Elogiava todas as garotas o tempo todo. Tratava cada uma como se fosse uma rainha. Única, exclusiva e digna da minha devoção. O resultado era sempre o mesmo. Chegava o cara mais sagaz e passava o piru.
Porém, toda regra tem a sua exceção, e com os elogios não poderia ser diferente. Dependendo do estado de carência de uma garota, elogiá-la pode ser o melhor caminho para conseguir alguma coisa. Mas deve saber identificar esse momento. O mais comum é quando o namorado apronta alguma ou quando ela é chutada por alguém.
Elogios também funcionam com garotas desprovidas de beleza física, mas não me cabe julgar se uma garota é feia ou não. O amor é cego.
Outro grande problema dos caras legais é dar 100% da atenção a uma garota. Não quero falar sobre Friend Zone, porque o assunto já está meio saturado nas páginas desse blog, mas é inevitável chegar bem próximo do mesmo.
Quando uma garota te chama no MSN para desabafar, se você é do tipo legal, vai escutar a história do cara por quem ela está apaixonada, mas que só faz sacanagem, dando sempre conselhos sensatos e se sentindo um merda por não ser você. Isso, meu amigo, é um grande problema.
Quando você dá atenção demais, a garota deixa de te enxergar como um ser do gênero masculino passível de procriação e começa a te tratar como o seu diarinho e terapeuta particular.
Quando perceber que tá entrando nesse estágio, passe a simplesmente ignorar o que ela te diz. Seja curto e seco nas respostas. Não pergunte como foi o dia da garota. Você não deve se importar com isso. A não ser que você tenha feito o melhor sexo oral na garota durante o intervalo da aula, saber como foi o dia dela não faz a menor importância pra você.
Veja bem, não estou dizendo para ser grosso e mal educado. É simplesmente questão de não se importar. Exemplo:
Situação 1
- Ai, Rafa. Hoje eu nem te conto. Sabe o Paulinho, aquele cara de quem eu te falei? Então, ele tá tão estranho comigo. Ele tava sozinho em casa, fui lá, fiz um strip e ele simplesmente não saiu da frente da TV. To tão triste.
- Poxa, Maria, que tenso isso, hein? Acho que você está se esforçando demais para agradar esse cara. Às vezes, a pessoa que vai te dar a atenção e o amor que você merece está na sua frente, mas você simplesmente não percebeu.
ERRADO! ERRADO e ERRADO!
Situação 2
- Ai, Rafa. Hoje eu nem te conto. Sabe o Paulinho, aquele cara de quem eu te falei? Então, ele tá tão estranho comigo. Ele tava sozinho em casa, fui lá, fiz um strip e ele simplesmente não saiu da frente da TV. To tão triste.
- É. Deu mole.
CERTO! Curto, grosso, educado e sem dar a menor importância.
Quando você passa a não se importar, a garota naturalmente nota a diferença e sente falta daquele babaca otário que ficava babando ovo há duas semanas. O ser humano, por default, odeia ser ignorado. Isso se aplica com uma potência duas vezes maior no caso das garotas.
Outra questão que me assolou por muito tempo foi a necessidade de demonstrar os meus sentimentos. Ela se agravou com o advento da internet, pois era muito mais fácil me declarar sentado no meu quarto escuro do que na hora do recreio, quando teria todas as chances de ganhar pelo menos um beijo.
Pense o seguinte: você gosta de uma garota, mas até agora ela não correspondeu aos seus pequenos sinais. É estupidez você virar, de uma hora pra outra e dizer “NOSSA FULANA, EU TE AMO TANTO, MAS TANTO, QUE MEU CORAÇÃO ATÉ DOI. EU SÓ QUERIA QUE VOCÊ ME DESSE UMA CHANCE DE TE MOSTRAR QUE POSSO TE FAZER A MULHER MAIS FELIZ DO MUNDO. EU NÃO TENHO MUITO A TE OFERECER, SÓ DOIS CHICLETES E A ÚLTIMA EDIÇÃO DE ULTIMATE SPIDER-MAN, MAS ACHO QUE É O SUFICIENTE PRA VOCÊ ME AMAR”.
Em condições normais de temperatura e pressão a garota vai dizer: “eu também te amo, mas como meu melhor amigo. Quase um irmão. Desculpa”
Nesse momento, se enforcar parece uma ótima idéia.
Portanto, não se declare pra qualquer garota que ainda não demonstrou o menor interesse por você e suas investidas. Eu me fodi em todas as vezes que fiz isso (veja bem, são questões que eu aprendi e não quer dizer que seja uma verdade absoluta).
Outro ponto importante que observei no comportamento feminino diz respeito à competitividade natural das mulheres. Quando você se interessa por uma amiga da sua amiga, ela naturalmente percebe que você é um cara mais legal, mais interessante e até mais bonito. Esses sentimentos se intensificam quando você diz algo do tipo:
- E aí, Ciça. Sabe a Bel, a sua melhor amiga?
- Sei, sim. Aquela linda! ^^
- Nossa, a Bel é perfeita, né, Ciça? Ela é tudo o que eu sempre quis. É inteligente, gosta de Nerdcast e Star Wars e escuta as mesmas bandas que eu. Se Deus fez algo perfeito, com certeza foi a Bel. Não é, Ciça?
- Ela faz chapinha e tem celulite. ¬¬
Pronto. Você aumentou as suas chances de pegar a “Ciça” em 110%. Basta apenas saber explorar a competitividade natural da mulher.
Claro, mulheres não são tão simples e previsíveis como esse texto demonstra em alguns momentos. Depois da matemática e da física quântica, o comportamento feminino é um dos assuntos mais complicados de se entender.
O que eu relatei nas linhas anteriores é totalmente baseado em conhecimento empírico e pode ou não se aplicar ao seu caso. O que deu errado pra mim pode dar certo pra você, e vice e versa.
Espero apenas que esse texto abra a sua mente para algumas coisas que pode estar fazendo errado e desperdiçando algumas chances de se dar bem com aquela gatinha.
Caso tenha alguma experiência positiva relacionada aos tópicos acima, por favor, compartilhe nos comentários.
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Dossiê Rafa Barbosa – pornografia através do tempo
Pois é, amigo. Estamos chegando a um nível de putaria na internet nunca antes imaginado por este ser que convencionamos chamar de “humano”. Farei um breve retrospecto a respeito das formas de apreciação de pornografia ao longo dos anos e uma pequena análise dos pontos negativos e positivos de cada fase desse ramo do entretenimento que formou o caráter de muita gente – incluindo o meu.
Por muito tempo a pornografia foi algo restrito a maiores de idade, sendo uma enorme aventura adquirir algum material erótico-explícito. Quem é da minha época provavelmente passou muitos anos tendo contato apenas com os Cine Privês da vida ou as maratonas Sexy Time, uma vez que a coisa de verdade era sempre veiculada em canais Pay-per-View.
No início, a pornografia era algo sujo, que desrespeitava as leis de Cristo e dos homens, por mais que todo mundo trepasse desde a era mesozóica. É uma clara contradição. Há registros dos primeiros quadrinhos eróticos desenhados em cavernas no Alasca datados de 3 milhões de anos A.C.
Com o advento da fotografia, a pornografia deixou de ser apenas desenhos nas paredes e contos eróticos para se tornar mais real e visual. O voyerismo sempre esteve presente no consciente coletivo do ser humano e observar cenas eróticas ou simplesmente poses sensuais de outras pessoas, por mais condenável que fosse na época, era, ainda sim, uma deliciosa diversão subversiva.
Em questão de poucos anos, o cinema deu início a uma lucrativa indústria que soube explorar como ninguém o desejo das pessoas por apreciar uma boa putaria. Era o início da era audiovisual da pornografia.
Mas, ao longo desses anos, a cultura pop nunca deixou de lado as suas demais vertentes do entretenimento adulto. As revistas de “catecismo” (como eram carinhosamente chamadas) sempre estiveram presentes em bancas e sebos especializados.
Das curvas perfeitas e histórias envolventes de Milo Manara aos bizarros Hentais japoneses, onde havia papel, nanquim, criatividade e uma boa idéia, lá estava a putaria. E nós adorávamos. Isso sem contar as “foto-novelas”, que, claro, também tinha as suas várias versões pornográficas. Inclusive, dia desses não faz muito tempo, minha mãe foi pegar meu livro do Harry Potter no armário e quando abriu, caiu uma lá de dentro. Eu nem me lembrava que tinha guardado lá, mas, né? Acidentes acontecem.
Porém, um dos grandes problemas da pornografia sempre foi ser restrita, legalmente, a maiores de 18 anos. Veja bem: com meus 14 anos eu só queria saber de ver vaginas e seios em todo o seu esplendor. Em movimento então, melhor ainda. Um filme só era interessante se alguma personagem aparecesse nua. O mesmo vale para séries de televisão, novelas e até mesmo games, pois, nessa época fomos brindados com a deliciosa Lara Croft, e, por que não, termos a moça nua?
Mas o mundo nunca foi tão legal como hoje. Quem nunca passou pela empolgante aventura de tentar alugar um filme pornô? Entrar naquele espaço permitido apenas para maiores era um dos rituais que definia um momento de passagem entre a sua infância e a sua adolescência.
Sabe a caverna de Lost e a luz amarela? Então, no meu caso era o cubículo de madeira e a Sylvia Saint no pôster principal. Eu dava adeus à Emannuelle e comprimentava com o maior prazer do mundo a Sylvia, a Tera, a Jenna e várias outras.
Claro, alugar o filme era o mais fácil. Difícil mesmo era ficar a sós com o video-cassete e a televisão, principalmente quando se mora em uma casa com os pais e a avó. Difícil, mas não impossível.
E então veio a Internet. Essa tal de rede mundial de computadores que liga pessoas do mundo inteiro através de um clique. Novos interesses, novas atividades e um potencial enorme para pornografia, que vale citar, não tardou a começar.
A internet se popularizou e com ela a pornografia se tornou um dos ramos mais bem sucedidos e difundidos desse grande universo digital chamado web. Mike In Brasil, Bang Bross, Girl18, Suicide Girls, Pomba Loca, Diário da Putaria e Dedada Digital. Onde quer que você clicasse, lá estava um peito e uma xoxota em toda a sua graça, disponível e sempre receptiva aos seus carinhos.
Como a velocidade da conexão ainda era bem lenta, nos contentávamos com imagens, gifs animados e em alguns casos, vídeos de 30 segundos, como o clássico de ejaculação feminina.
Durante a madrugada deixávamos de lado o videocassete e nos divertíamos com os monitores Samsung SyncMaster e os seus 16 bits de gráficos excitantes.
Começava a despontar no Brasil a tal da banda larga e com ela mais um elemento para o nosso adorado “kit multimídia”: a webcam. As câmeras digitais mudaram radicalmente o comportamento e a indústria da pornografia na internet.
Agora, qualquer pessoa podia gravar o seu vídeo e tirar as suas fotos, o que tornava a brincadeira muito mais interessante, afinal, eram pessoas comuns, como eu ou você que apareciam ali, por livre e espontânea vontade. Não eram atrizes de uma saudável indústria vital.
Em alguns casos, se você fosse muito sortudo, era uma amiga de escola e o namorado, como o clássico Bruna do Colégio Objetivo, que tem uma das melhores trilhas sonoras de filmes do tipo, com direito a The Doors e comentários do diretor.
Porém, nada nunca vai se comparar ao ato de ver uma garota se exibindo ao vivo pela webcam. No início, era um prazer caro, disponível somente em sites especializados e oferecidos a quem tinha cartão de crédito. Não era para o meu bico.
Com o Messenger, essa atividade se tornou corriqueira. No início, conseguir adicionar uma garota com webcam era tão difícil quanto achar um Master Tazo. Mas, se você desse sorte e soubesse conduzir a conversa, em questão de dias você teria um show particular e inesquecível.
Câmeras digitais e webcams – dois equipamentos que mudaram de forma definitiva a percepção das pessoas acerca da pornografia na internet.
Como disse acima, o Messenger possibilitou á caras comuns, como eu, o prazer de ganhar um strip particular. Veja bem: particular. A não ser que você capturasse a tela e enviasse para os amigos, só você teria aquilo. Exclusividade total.
Porém, como tudo na internet evolui para putaria, os sites de relacionamento também implementaram tecnologias de streaming ao vivo. O primeiro que tive contato foi o Stickam. Uma rede social de “streamings” de vídeo, onde usuários do mundo inteiro ligavam as suas webcams e exibiam o que bem entender.
Obviamente, a putaria rolava solta e presenciei shows épicos como o da MissCassy que mostrou a uma grande platéia que se bem lubrificado, um ânus pode sim agüentar dois consolos ao mesmo tempo.
Atualmente, a vedete da putaria mundial tem um nome: Twitcam. O princípio é o mesmo do Stickam, porém, o site está atrelado ao Twitter, o que é um grande diferencial, pois todos sabem como as informações se viralizam nessa rede social.
Há quem diga que isso é ruim, utilizar a putaria para aparecer. Eu digo que isso é uma das grandes vantagens de se ter uma conexão de internet, um computador e gostar de mulher. Eu, em minha sã consciência e sabedoria, nunca negarei atenção a uma mulher que esteja disposta a me mostrar os seios e algo mais.
A pornografia está plenamente acessível hoje em dia, e o que é melhor: ela deixou de ser algo profissional e se tornou, em sua essência, amadora. A turma aprendeu direitinho os conceitos de Cauda Longa. E, nessa onda de exibições do Twitcam, falou que tem mais de 18, eu to assistindo.
Um grande abraço e espero que tenham gostado dessa empolgante jornada pela história da pornografia.
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Sobre o estilo de vida dos putões
Gostaria de falar um pouco sobre o famoso estilo de vida do putão. Aquele cara que não está nem aí para garotas, desde que as mesmas tenham seios, vagina e, provavelmente, disposição para realizar o “lindo ato da procriação segura e sem fins lucrativos”. O que me leva a concluir que esse estilo de vida é essencialmente o mais correto a se cultivar.
Pense bem: se apegar a uma pessoa é uma porcaria. Você vai se dedicar, se apaixonar, amar e, quando tudo acaba, você fica mal, sem saber o que fazer e se sentindo completamente abandonado no mundo.
O putão não passa por isso, porque o mundo é um imenso self-service, no qual ele se esbalda da mesma forma que um gordinho em uma loja de doces. Ele não se estressa se a garota não o procurar no outro dia. Não precisa mandar flores ou mensagem no celular e, acima de tudo, não se preocupa em amar alguém.
Vamos pegar um exemplo bem simples. Você provavelmente já assistiu aquele filme “Hitch – Conselheiro amoroso”, não é? Caso tenha assistido, veja bem o comportamento do personagem principal no início do filme, naquele flashback do Hitch na faculdade.
Um cara aparentemente nerd, dedicado e apaixonado, conhece uma garota. Eles ficam e, no outro dia o cara já está dizendo te amo. Esse, meus amigos, é um grande erro. Não se diz te amo para uma pessoa no segundo encontro. Primeiro que isso demonstra total despreparo no trato “casual” de garotas e, segundo, isso a assusta.
Segundo o manual do putão moderno:
Em um relacionamento, nem sempre as duas pessoas desejam compromisso. Quando uma das partes fala te amo e a outra quer apenas curtir, já sabemos que não vai dar certo.
Voltando ao filme, quando Hitch encontra a sua “namoradinha” aos amassos com outro cara dentro do carro (veja bem essa palavra: carro), ele toma aquele tapa na cara da realidade e solta um “mas eu te amava”. O rapaz que estava dando um trato na sua senhora simplesmente diz “você tá fazendo errado, cara”.
Como um combustível certo na hora certa, o nosso personagem acaba se tornando aquele “putão” que conhecemos. No final ele se apaixona e essas coisas que tornam as pessoas perdedoras novamente. Mas, deu pra entender basicamente o que eu quis dizer?
Quando o cara não é um putão nato, um dos principais fatores que o levam a agir dessa forma são as decepções amorosas. Ninguém curte ser pisado e chutado com tanta freqüência. Como na realidade alternativa de Lost, uma hora você acaba despertando e se lembrando daquela outra vida (que você conhece apenas em sonhos) onde você pega geral e não sente nada. Apenas curte a vida.
Eu tenho vários amigos adeptos do “putão lifestyle” e todos eles me dizem a mesma coisa. Os mesmos conselhos e dicas. Mas, acredite. Não é fácil colocar isso em prática sendo… eu.
Conforme citado em outras ocasiões aqui no blog, eu devo ter nascido sem esse gene. Uma cadeia de DNA incompleta, eu acredito, que me impede de agir somente com o pênis, ao invés do cérebro e do coração.
Não adianta nem citar o argumento de que nerd está na moda, que as garotas agora querem os nerds. A história nunca muda. No final, o malandro, o putão, o cara que sabe esnobar e ignorar completamente sempre se dá melhor. O nerd? Bom, o nerd continua sendo o amigo virgem que arruma o computador e ensina a fazer o dever de casa.
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Sinais de que você está apaixonado
Devo admitir que esse post (Sinais do fim de um namoro) do Super Wallace foi uma das coisas mais verdadeiras e sensatas que já li em toda a minha vida. É inegável que um relacionamento começa a dar os sinais de que está chegando ao fim bem antes de acontecer o temido término. O problema é que você não consegue enxergar isso antes do final, o que é bem triste, por sinal. Mas, não é sobre isso que eu quero falar. Gostaria de falar sobre como tudo isso começa.
Sabe, quando você começa a gostar de uma garota, o mundo meio que se torna melhor, pelo menos na sua cabeça. Algumas coisas que até então não tinham importância, começam a despertar a sua atenção e, principalmente, te lembram a todo o instante da garota por quem você está apaixonado. Alguns sinais são bem evidentes, como pensar nela 24 horas por dia, e outros são mais subjetivos, como escrever o nome dela na folha de caderno enquanto tenta resolver uma equação linear.
Dessa forma, gostaria de citar por aqui os principais sinais de que você está apaixonado por uma garota. Se não for incômodo, claro. Se você se identificar com pelo menos a metade deles, amigo, sinta-se feliz, pois você está apaixonado. Só torça para não estar na friend zone dela.
1 – Do interesse pela garota
Não importa como você a conheceu. Se foi em um show de rock, se foi no curso de culinária, se você simplesmente viu a foto dela no Orkut, adicionou e depois começaram a conversar ou se vocês simplesmente se esbarraram na saída do shopping e trocaram telefones. O fato é que pelo menos uma vez na vida, uma garota vai despertar a sua atenção de forma amorosa, e por mais que você tente lutar contra isso, vai acabar se apaixonando.
São vários os fatores que levam um cara a se interessar por uma garota. Desde a aparência física aos gostos semelhantes, um grande conjunto de características e situações age de forma a transformar aquela garota comum em alguém digna da sua atenção, interesse, amor e possivelmente a sua vida, se você for do tipo intenso.
Vai dizer que você não gosta quando começa a conversar com a garota às 15h da tarde e quando se assusta já são 4h da manhã sem deixar o papo morrer em nenhum momento? Ou então, quando você vai pra uma festinha e, casualmente, encontra com ela por lá e ficam sentados a noite toda conversando sobre Star Wars, Douglas Adams, filmes dos anos 90, músicas que marcaram os seus relacionamentos e colocando apelidos nas pessoas do lugar?
Isso, meus amigos, é mágico. É o amor acontecendo. É a paixão surgindo de forma arrebatadora e te levando para um mundo de fantasias e aventuras (creio eu que sexuais) onde o impossível é o limite!
Você está interessado pela garota a partir do momento em que percebe que têm tudo a ver. A partir desse ponto, podemos observar outros sinais.
2 – Vontade de estar com a garota
Um dos sinais mais claros de que você está apaixonado por uma garota é o fato de querer estar com ela a todo o instante. Seja na sala de aula, na academia, no trabalho dela (quando você finge que precisa de uma calça social) ou simplesmente aquela vontade incontrolável de conversar com ela pelo MSN.
Você não precisa necessariamente estar com ela, mas sim conversar com a garota. Trocar algumas palavras e saber como foi o dia dela. Se a prova estava difícil ou se conseguiu baixar aquele episódio clássico d’Os Simpsons. Isso demonstra claramente o início de uma bela paixão. Mas, devemos tomar cuidado. Nesse momento as coisas podem mudar um pouco de rumo e você pode se dar muito mal, porém, isso é assunto para outro post.
3 – Pensa na garota o tempo todo
Você pensa na garota o tempo todo. Nas aulas de redação, a sua personagem sempre tem o mesmo nome. Durante a conversa com os amigos, você sempre dá um jeito de comentar algo sobre ela, seja a semelhança física com a princesa Léia ou o fato dela ter o DVD com a dublagem clássica de Karate Kid.
De repente, você se dá conta de que não consegue pensar em nenhuma outra garota, ou o que tudo o que as outras fazem não tem a menor graça se comparado com a sua – e só sua – futura namorada.
Você vê um link maneiro na internet e manda logo pra ela, seja por MSN, por Orkut ou pelo Twitter. Se viu algo na rua que tenha a ver com algo que conversaram, a primeira coisa que você faz é mandar um SMS. Você pensa na garota o tempo inteiro. Isso é amor. Ou, se você for maníaco, um grave problema.
4 – Cria oportunidades para se encontrarem
Ok. Você já está quase convencido de que está apaixonado pela garota e precisa de um pequeno empurrão para levar isso adiante e entrar na animada e empolgante cidade dos relacionamentos. O próximo passo é criar oportunidades para se encontrarem ou ficarem a sós e levar a relação a um nível superior.
Você passa a maior parte do tempo procurando programas que tenham a ver com ela. Seja um filme novo no cinema, ou o show de uma banda que ela gosta, ou simplesmente estudar Genética Reprodutiva Avançada na casa dela. Você só consegue pensar em uma forma de encontrar com ela e abrir seu coração.
Geralmente, o cinema é sempre a melhor pedida. É barato, prático, as cadeiras são próximas e, dependendo da sua sagacidade, um beijo fica a apenas 40 centímetros de distância.
Só é meio chato quando esses encontros ficam impossíveis de acontecer. Sempre tem um empecilho, mas, calma, amigo. Você está muito próximo de se dar bem!
5 – Ficamos! Ela tem o melhor beijo do mundo!
É, garanhão. Conseguiu pegar a garotinha, né? E mais, descobriu que ela tem simplesmente o melhor beijo do mundo (vamos desconsiderar o fato de que até hoje você só tinha beijado a sua mãe… no rosto).
O primeiro beijo diz muita coisa sobre um relacionamento. Você consegue identificar ali, naquele momento em que tudo pára ao seu redor, se essa é a garota certa, a futura mãe dos seus filhos e a sua eterna companheira nas sessões comemorativas de Star Wars, ou se ela simplesmente é só mais uma garota que não demonstrou o menor interesse por você após os primeiro segundos de contato bucal.
Se tudo correu bem, se ela correspondeu ao seu beijo e se, principalmente, ela te deu um segundo beijo logo após o primeiro, considere-se um orgulhoso cidadão da vila dos relacionamentos.
O próximo passo é manter o relacionamento, ir com calma e descobrir se tudo o que você sentia é verdadeiro. Claro, não comece um relacionamento pensando que será eterno e extremamente feliz. O tempo muda muitas coisas, mas, enquanto durar aproveite como se fosse o maior acontecimento da sua vida.
E aí, o que você acha? Está apaixonado por alguém?
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A cultura pop e eu
Existe um grande problema quando você cresce vivendo e consumindo a tal da cultura pop. Você passa a basear a sua vida em tudo o que você aprendeu com filmes, desenhos, músicas e livros, de forma que ao se deparar com um problema de verdade, descobre da pior maneira que nem tudo é perfeito como parecia.
As suas aventuras não são tão legais como a dos filmes. Por exemplo, a primeira vez que assisti Os Goonies, minha reação imediata após os créditos finais foi pegar a bicicleta e sair a procura de um tesouro ou qualquer coisa do tipo. O máximo que consegui foi quase ser atropelado e chegar em casa desanimado.
Outra coisa que me deixou bem incomodado por ter crescido assistindo a esses filmes de superação, é que depois de uma surra para os caras mais velhos e essas coisas, não havia nenhum “zelador” oriental, simpático e mestre de Karatê pra me ensinar a luta mortal. Resultado, mais algumas surras de leve.
Não vou nem citar a frustração que é ser picado por uma aranha esperando adquirir super-poderes e, no máximo, conseguir uma gangrena no braço esquerdo e uma experiência de quase morte. Muito menos as escoriações e ossos quebrados depois de tentar saltar do topo do prédio vestindo uma “capa” vermelha e uma cueca sobre a calça.
Você ou algum amigo, provavelmente, já pensou em tirar carteira de motorista e comprar um carro pra impressionar uma garota, não é mesmo? Vai dizer que não era triste ver aquela turminha popular dando role de carro e você ali, parado há 20 minutos esperando o seu ônibus? Pois é.
Isso sem contar as inúmeras vezes que entrei pelo cano, sem nem ao menos salvar a princesa…
Porém, nada supera a decepção que foi a minha vida sexual no final do colegial e durante a faculdade. Se tem uma coisa que eu aprendi com os filmes, é que o período ideal para desenvolver toda a sua habilidade sexual compreende a formatura do colegial até o final da faculdade. Você viveu todos aqueles anos na escola simplesmente em função disso. Infelizmente Hollywood estava errada, mais uma vez.
Em relação as festas, mais um engano. Sabe aquelas putarias regadas à muita cerveja, vodka e strip-poker? Podiam até rolar, mas não nas festas em que eu fui chamado, o que provavelmente me leva a crer em duas possibilidades:
1 – eu não era maneiro ou sexualmente atrativo o bastante para ser chamado para as verdadeiras festas da faculdade.
2 – convivi com um bando de freiras.
Eu não tenho a menor vontade de contar as minhas histórias frustrantes de faculdade para os meus filhos ou netos, porque será algo tão monótono quanto uma partida de xadrez. Arrisco a dizer que a festa de 12 anos da minha prima gerou mais historias pra ela e as amigas e amiguinhos do que todos os meus 4 anos de faculdade. Não é pra rir, é pra chorar de decepção.
Acredito que o mesmo está pra acontecer com essa geração Colírio. O que vai ter de garota viajando pro litoral esperando encontrar, na casa ao lado, três vizinhos sozinhos parecidos com o Dudu Surita, Caíque Ribeiro e Federico Devito não vai ser brincadeira, e a frustração será a mesma. Ou não, as vezes o vizinho sou eu. Heh.
As melhores lições, porém, vieram das músicas. Acredito que o motivo seja, na grande maioria dos casos, que as composições foram realizadas depois de o autor passar por algo parecido com o que nos incomoda.
Todo mundo já sofreu por amor, todo mundo já saiu pra curtir com os amigos e, todo mundo já escreveu alguma letra pensando em alguém.
Os Beatles estavam certos em 90% das suas músicas, e, veja bem, não quer dizer necessariamente que eles passaram por essas coisas. Tudo o que nós precisamos é de amor e segurar a mão de alguém. Se você precisa de ajuda, é só pedir por socorro. Mas, sempre terá algo no jeito que ela se move que desperta a sua atenção, e isso ninguém aprende na escola.
Quem nunca pensou em The Cure quando viu as fotos de alguém na parede? Ou simplesmente ficou mais animado em uma sexta-feira enquanto estava apaixonado? E mesmo depois de um fora, você continuou firme, porque garotos não choram.
Claro, isso não se aplica a todos, só aqueles que viveram e tiveram as suas raízes na cultura pop americana/britânica, o que é o meu caso, obviamente.
De qualquer forma, a vida real pode ser bem diferente do que os filmes, livros, quadrinhos e músicas nos mostram, mas, é inegável que eles moldaram o meu caráter de forma precisa. E eu nem precisei criar uma garota nota 1000 pra isso.
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Como entender as mulheres?
Mais uma noite de reflexões acerca de assuntos do nosso cotidiano diário do dia a dia, não é mesmo minha gente? Pois é. Enquanto conversava com a Lara no emi-esse-êne, lembrei de alguns momentos da minha época de loser (que nem tá tão no passado assim, convenhamos).
Por ser um cara sem a menor vocação para putão ou cafajeste, muitas vezes estive presente na dolorosa friend zone (é, ela de novo, mas, fazer o quê, né?). Lá não é um lugar nada agradável. É frio, é aterrorizante e te deixa com cara de idiota na maioria das vezes.
Enquanto eu estava lá, achando que teria todas as chances do mundo com alguma garota, para ela, eu era só o amigo que fazia piadinhas engraçadas, comentários sagazes, comprava chocolates, mandava mensagens de celular e ouvia os problemas amorosos dela. Sim, eu era um amigo sem pênis na cabeça dela. Um ser assexuado. Eu era quase um diário. Mas, ao invés de só escrever, ela me contava e eu dava algum conselho que só me fodia cada vez mais. E assim eu passei a minha adolescência/início da vida adulta.
Era todo romântico com essas garotas. Fazia todas essas babaquices que rapazes apaixonados fazem com a esperança de que um dia estaria me divertindo sexualmente naquelas carnes. Não sei a quem eu estava enganando, afinal.
Daí, que a história sempre terminava da mesma maneira. A amizade prevalecia pra elas e a minha auto-estima ia lá pra baixo, no seu cantinho escuro e cheio de mofo. Mas onde ela era feliz.
Um dia eu comecei a namorar. Aí sim. Eu pude exercer o meu romantismo sem medo de ser feliz. Escrevia coisas bonitas no blog, no fotolog e no Orkut. Mandava mensagens de amor, ligava todos os dias e dava presentinhos que lembravam o namoro. Tudo lindo.
Mas, aí, vendo todas essas coisas, as garotas que tantas vezes me colocaram na friend zone, ou, como é conhecida – página dos caras sem a menor chance -, vinham comentar comigo no MSN que adorariam ter um namorado que fizesse as mesmas coisas que eu fazia pela minha namorada.
What the fuck?
Eu sempre estive aqui. Fazendo as mesmas coisas sem nem ao menos ter algum tipo de compromisso com você e, quando eu finalmente consigo me dar bem em um relacionamento, vem falar que gostaria de alguém que fizesse o mesmo?
Eu sempre fiz o mesmo.
Isso só me fazia pensar uma coisa: qualquer cara no mundo que fizesse essas coisas, teria a total atenção e o amor da garota, desde que esse cara não se chamasse Rafael, fosse parecido comigo e, pera aí, fosse eu. Aquele papo de “o problema sou eu” nunca fez tanto sentido quanto nessa época. E, acho que faz até hoje. Afinal, continuo sendo esse cara, né?
É realmente complicado entender a mente feminina e todas as vertentes comportamentais dela. Se você é romântico, elas preferem os caras cafajestes. Se você arruma uma namorada, elas resolvem brotar do nada dando mole e dizendo que adorariam ter alguém que fizesse as mesmas coisas que você faz pela sua garota. É um paradoxo.
Eu só sei que no final, “é uma verdade universalmente aceita que uma mulher, em posse de um coração apaixonado, necessita de mais corações apaixonados. E nunca tal verdade foi mais inquestionável do que durante a minha vida”.
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Linha temporal
Refleti sobre o tempo agora à noite. Cheguei à conclusão de que o tempo varia de pessoa pra pessoa. Algumas estão em uma linha temporal mais adiantada, enquanto outras sofrem um pequeno “delay” em relação ao todo.
É um pouco complicado, mas explico.
Algumas pessoas (vamos denominar de pessoa 1) – sabe-se lá por qual motivo -, esperam uma determinada fração de tempo para realizar uma ação, enquanto outras (logicamente, pessoa 2) realizam a mesma ação, causada por um denominador comum, em um espaço de tempo bem menor do que a outra.
A pessoa 1 pensa o seguinte: deixa eu dar um tempo pra realizar essa ação, porque, enquanto isso, alguma coisa ainda pode dar certo e, talvez, realizando a ação nesse momento eu possa estragar a linha temporal original e destruir o futuro.
A pessoa 2 pensa assim: foda-se a pessoa 1.
Tecnicamente, as duas pessoas estão na mesma linha temporal, porém, em freqüências diferentes. Mas, freqüência de cu é rola, e não importa quanto tempo você espera; a vida tá seguindo. Não espere que as pessoas façam o mesmo que você. Elas não farão, e você sabe disso.
Enfim, é só um texto meio sem noção sobre o tempo, esse lindo.
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Profissão Colírio
Um casal bonito.
Antigamente, quando a humanidade ainda era, de certa forma, uma espécie que merecia crédito, os pais incentivavam os seus filhos a freqüentarem a escola com o simples objetivo de conquistar o título de “doutor”. Representava status, boas oportunidades de matrimônio e muito dinheiro no bolso.
O tempo passou um pouquinho e ser doutor já não era tão importante assim. O mundo descobriu o computador e a escolas de informática, o curso de montagem e manutenção. Nascia aí uma geração carinhosamente apelidada de “Geração Y”, uma pegada bem X-Men que representa toda essa juventude saudável e maluca que adora trabalhar com tecnologia.
Os pais, que de bobo não tem nada, resolveram investir nos estudos dos filhos voltando-se para essa área, que, diga-se de passagem, é bastante promissora. A humanidade, ainda digna de algum crédito caminhava para o inevitável fim.
Então chegamos aos tempos atuais. Influência da internet e da televisão. Os adolescentes ganhando formas de entretenimento cada vez mais imbecis. Eis que, no ápice da decadência da sociedade humana moderna, surge uma nova “profissão” e objetivo de vida que empenha milhares de jovens em busca de seu lugar ao sol.
Nos anos 2000 fomos apresentados aos Colírios da Capricho. Criaturas místicas dotadas de grande beleza, porém com déficit de massa encefálica e, em alguns casos, falta de estilo próprio.
Antes, quem queria ser publicitário, médico, advogado e até, pasmem, jornalista, descobriu a vertente dos colírios. Um ramo de atividade onde as mulheres são fácies, o Milk-shake é gratuito e os óculos Wayfarer são vendidos em sabores sortidos.
Hoje em dia todo garoto que se preze tenta conseguir um post no blog dos Colírios ou simplesmente ser citado, de alguma forma, pela santíssima trindade dessa profissão: Eduardo Surita, Federico Devito e Caíque Nogueira.
O problema é que, da mesma forma que existem os bons profissionais, também existem os medíocres. No caso dos colírios, o posto supremo pertence a essas três fofuras cremosas. Abaixo deles existe uma infinidade de garotos que “vivem” de participar de festas em boates sub-12 e tirar fotos com garotas em fase de descoberta sexual, onde um simples abraço pode umedecer várias camadas de tecido.
É uma vida fácil, admito. Quem não gostaria de ter que ficar abraçando e tirando foto sem camisa em frente ao espelho o dia todo? Eu adoraria, obviamente, se o meu intelecto e, porque não, a minha constituição física me permitissem.
Se eu pudesse traçar uma linha divisória na minha vida seria o momento em que decidi estudar ao invés de malhar. Não consegui garotas nem músculos, mas, bom, pelo menos eu sei quem é Tom Bombadil e como termina a saga de Luke Skywalker.
Eu não tenho nada contra esse pessoal. Muito pelo contrário, enxergo uma grande oportunidade de negócios, pois temos uma infinidade de garotas doidas por um tiquinho de atenção desses rapazes e, os mesmos, com milhares de seguidores no Twitter, perfis lotados no Orkut e uma certa influência nas mídias sociais. Nada muito profundo, mas, ainda sim, dá pra faturar uma grana com essa turma. E é isso que importa.
De mais, vou parando por aqui. Já estava mais do que na hora de dar o meu pitaco sobre esse novo espécime terrestre. Recomendo a leitura desse artigo científico elaborado pelo meu grande amigo Lucas Guedes (sempre competente nos assuntos relacionados à juventude) que analisa de forma profunda e contundente essa espécie e dá algumas dicas sobre como se tornar um Colírio. Imperdível.
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Foi o que eu imaginei.
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