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Mas é um retardado mesmo…

05/04/2009 at 03:12

internet_serious_business

Dia desses acompanhei uma discussão no Twitter sobre a utilização da foto de um portador de síndrome de Down em um post do Cris Dias sobre o Twitter. A reclamação era basicamente sobre a grave ofensa que é utilizar a foto de um deficiente mental como ilustração para um post que falava basicamente disso: pessoas retardadas.

Parei pra pensar: pelo menos uma vez na vida você já chamou alguém de retardado, mongolóide, imbecil, demente, down e outros nomes que remetem a qualquer deficiência mental. Não adianta dizer que não. Você já fez isso, os seus pais já fizeram isso e até seus amigos já fizeram isso. Da mesma forma como você também já chamou alguém de negão ou preto safado.

Você não foi processado por isso. E se alguém o criticou, você também utilizou o argumento de que estava apenas brincando. Eu sei disso, pode contar, vai.

Acontece que atualmente qualquer coisa é motivo de “papo sério”. Papo de processo, papo de “vamos mobilizar uma galera e boicotar o fulano que é contra deficientes mentais”. Poxa, espera aí. A imagem não tinha legenda ou nada que relacionasse a deficiência a alguma piadinha. É querer encontrar pêlo em ovo. É o simples e puro prazer de encrencar com qualquer coisa.

Entenda: semântica. Saiba distinguir a agressão da brincadeira. Não me venha com essa de que não se brinca com a deficiência dos outros. Ninguém deve realmente fazer uma piadinha com a deficiência alheia, mas acredite, o deficiente esclarecido e com a cabeça no lugar faz a própria piadinha. Eu tenho um amigo anão e o cara fala mais pérolas sobre o seu pequeno problema do que qualquer outra pessoa. Sim, em algumas vezes ele já foi chamado de retardado.

Admito que eu também adoro encrencar em alguns casos. Mas achei isso demais. Papo de processo velho? Tudo agora é processo? Como o Théo bem disse: o processo agora é tipo a “mamãe” quando você apanha na rua? Não é pra tanto.

A cada dia que passa a Internet se torna mais e mais séria. E não é no sentido sério de “organizada” que eu digo. É no sentido “séria” de que eu não posso fazer porra nenhuma que vai ter nego me vigiando e doido pra enfiar um processo pelo meu rabo adentro.

Tal como o parquinho do meu condomínio, que antes fora um lugar mágico e repleto de aventuras e lembranças e hoje não passa de uma área cercada de mato e merda de mendigo, a Internet já foi um lugar maneiro. Hoje é um convento cheio de freiras e padres prestes a socar um crucifixo no primeiro que ousar ser contra a sua doutrina.

Patético.

Axé Brasil, Axé Minas Gerais!

03/04/2009 at 12:40

Axézão é nois!

Axézão é nois!

Continuo sem Internet em casa. Espero que resolvam o problema hoje ainda, enquanto isso aproveito o horário de almoço pra manter o blog atualizado.

Pois bem, hoje e amanhã rola aqui em Belo Horizonte o famoso (?) Axé Brasil. A maior reunião de micareteiros por cm² na cidade. É difícil admitir, mas eu já vendi um Playstation 2 pra ir em um show desses com meus amigos. Quem tem amigos que te influenciam a fazer isso, definitivamente não precisa de inimigos.

Fato que esse show é o ápice da vida de um pré-adolescente e até mesmo um adolescente, já que ele passa o ano inteiro juntando dinheiro e malhando para fazer bonito nos dois dias de folia baiana em Belo Horizonte. Os comentários em pontos de ônibus, comunidades do Orkut, Nicks de MSN é um só: Axé Brasil eu voooooou!

Eu? VOCÊ! EU VOOOU!

Eu? VOCÊ! EU VOOOU!

Eu não gosto de Axé e não tenho nada contra quem gosta. Como já disse, eu até fui a um. Mas é inegável que aquele não é um ambiente para um cara como eu. Muita gente, muita droga, muita mulher feia, muito boy metido a lutador de vale tudo e muita, mas muita música que não faz bem aos meus ouvidos (sim, eu moro em uma bolha).

Lembro quando fui naquela edição. O ano foi 2006. Por tudo o que eu tinha ouvido falar desse “grande acontecimento”, não poderia ser ruim. Todo mundo gostava. Todo mundo falava bem. Todo mundo esperava o ano inteiro por isso. Mas o que poderia fazer um nerd roqueiro e gorinho no meio de uma micareta? Exato! Achar tudo aquilo monótono e chato, e sair de lá sem pegar ninguém. Típico da minha pessoa.

Imagina um protesto com esse tanto de gente?

Imagina um protesto com esse tanto de gente?

Para promover o evento esse ano, instalaram uma casa de vidro em um shopping aqui de BH. A idéia era simples: casais se beijavam por quanto tempo agüentassem para mendigar um par de ingressos. O shopping é justamente o que eu tenho que passar por dentro pra ir almoçar. Logo, me deparava com hordas e mais hordas de adolescentes em pleno desenvolvimento sócio-sexual a procura de um passaporte que lhes permitisse participar da grande festa do Axé.

Fato inegável que eu odiei tudo aquilo e passava com cara de desdém. Afinal, eu ando 25 minutos do trampo até o restaurante e esse povo fica ali, beijando pra ganhar um ingresso, enquanto eu tento fazer o PIB do país aumentar um pouco. Eu devo ser muito conservador mesmo. Aliás, eu deveria ter nascido na era Vitoriana.

Enfim, acho que tudo isso é culpa da falta de Internet em casa. O meu doce mundinho virtual que me mantém longe desse tipo de evento. O mundinho onde eu encontro conforto nos porns, blogs e Twitter da vida. Tudo o que um jovem saudável precisa para sobreviver. (Claro que minha namorada é mais importante do que qualquer uma dessas delícias virtuais!)

Não sei quando volto a postar. Tenho um post quentinho de uma palestra sobre novas mídias na MTV Minas, mas o material está todo no notebook. Assim que der um jeito, vai para o ar.

O Velox está me deixando puto!

02/04/2009 at 12:06

Eu sempre acompanhei de longe o sofrimento da galera de São Paulo com o “péssimo” serviço Speedy, da Telefônica. Aqui em Belo Horizonte eu nunca havia passado por esse tipo de problema. Tenho Velox (o serviço de Internet banda larga da OI-Telemar) desde 2003 e por muito tempo ele não me deu nenhum problema. Muito tempo mesmo, eu diria.

Mas isso mudou em 2008. Em primeiro lugar, me venderam um novo plano que envolvia o aumento de velocidade de 1 para 2mb. Ótimo, maravilhoso, porém eu não desfruto dessa conexão porque ela simplesmente ainda não foi disponibilizada no meu bairro. Ou seja, me venderam um produto cujo o qual eu não posso usufruir devido a falta de infra-estrutura deles. TODOS os bairros vizinhos já possuem até o Velox de 8mb.

Relevo isso pois a conexão de 1mb acaba sendo suficiente para o meu dia-a-dia. Mas, há alguns meses o Velox começou a ter quedas constantes. E chegou ao ápice essa semana, já que estou há dois dias sem internet. A conta está paga em dia, o modem funciona direitinho e só a porcaria do sinal do Velox que não chega até a minha casa. Ao que parece, não sou só eu que estou sofrendo com esse problema.

Quando ligamos para o suporte a única informação é “realmente estamos com problemas”. Okay, eu percebi que estão com problemas. Mas pretendem tomar quais medidas? Já estão trabalhando na solução do problema? É esse tipo de informação que o cliente deseja. Que está com problema, eu percebi no momento em que a minha conexão caiu.

Faço esse post do trabalho, aproveitando o horário de almoço. Mas não sei dizer por quanto tempo mais ficarei sem Internet em casa. O Velox, que já foi um dos serviços de melhor qualidade que já utilizei, hoje está se tornando uma verdadeira porcaria. O tipo de porcaria que me faz pensar seriamente em ligar pra GVT e assinar um plano com eles.

The Wi-fi experience!

31/03/2009 at 00:26

Um dos motivos pelos quais comprei meu notebook no ano passado foi a necessidade de um computador enquanto todos os laboratórios da faculdade estavam ocupados. Era época de monografia, alterações aqui e ali, livros que só conseguia para consulta local e várias outras situações.

Uma das facilidades do notebook também é a possibilidade de se conectar em qualquer lugar que disponibilize uma conexão wi-fi. Minha faculdade havia implantado conexão sem fio a pouco tempo e isso facilitava bastante, pois também era necessário fazer consultas em sites. Acontece que eu simplesmente não conseguia acessar a internet através do Wi-fi da faculdade.

A conexão era feita, o Proxy alterado e nada. Eu seguia tudo que eles ensinavam na agenda, passo a passo e pronto para ter uma experiência completa sem fio. Eu era virgem nesse assunto e a curiosidade era grande. Todo mundo sabe como é isso.

O ano passou e eu nunca consegui acessar a internet através da rede wi-fi da faculdade. Mas isso mudou na noite do dia 30 de março de 2009.

Eu havia levado o notebook pra aula, pois teria que apresentar um trabalho. Se fosse necessário fazer alguma alteração, ele estava à mão e não dependeria de um laboratório. Foi tudo tranquilo e não precisei utilizar o computador, mas quando saí da sala estava chovendo, caindo um dilúvio praticamente. Como eu estava sem carro, o jeito era esperar o toró diminuir e seguir o meu rumo.

Já que tava ali de bobeira, resolvi ir para a biblioteca e mais uma vez, depois de alguns meses, tentar me conectar a rede wi-fi da faculdade e experimentar as delícias de uma conexão sem filtros para Orkut, MSN e twitter. Coitado, mais uma vez me decepcionei.

Segui todos os passos, configurei o Proxy e tentei acessar e nada. Eu achava que o problema era com o meu computador, vai ver a placa wireless tava estragada, era um modelo antigo ou coisa do tipo. Fui verificar o status da conexão e me deparei com uma pequena informação. Bem tímida, escondida em meio a tantos outros números e códigos.

Um número. Um mísero número do Proxy estava errado. IMPRIMIRAM A PORCARIA DO ENDEREÇO IP DO PROXY ERRADO PARA TODOS OS ALUNOS!

O que era pra ser um 2, estava impresso em TODAS as agendas do ano passado com 5. Não levem a mal, mas esse número é uma informação vital. Imagine quantas pessoas se sentiram excluídas do mundo sem fio ao perceberem que o seu computador não se conectava a rede da faculdade?

Troquei o 5 pelo 2 e a mágica aconteceu. No mesmo instante a minha página inicial foi carregada. Eu estava conectado e a sensação era a mesma de quem acaba de ter o primeiro contato com a internet, essa rede maravilhosa e cheia de porcarias para passar horas e horas se deliciando.

Para registrar esse momento mágico e marcante, fiz o que todo nerd faria nessa situação:

twitt

Claro que twittei. Achei digno me vangloriar desse momento de glória. Quase um ano depois eu venci. Consegui acessar a internet sem fio da faculdade e desfrutar desse maravilhoso momento que alguns minutos depois se tornou tão… sem graça.

É, sem graça. Achei que fosse mais emocionante, afinal era a minha primeira vez. Foi como imaginei e o notebook foi carinhoso, mas sei lá, depois de um tempo se tornou tão comum. Não dava nem pra pagar de Cult ou coisa do tipo. Na época em que eu realmente precisava acessar a internet da faculdade eu não consegui. Hoje, que não havia necessidade nenhuma deu tudo certo. Acho que gosto de desafios.

Mas pelo menos o registro ta gravado Twitter! :D

Oh My God! A Coca-Cola é a melhor empresa do MUNDO!

28/03/2009 at 16:27

Não conto a última pra vocês. Estava tranqüilo aqui na minha casa, assistindo Caldeirão do Huck quando o interfone toca. Era o carteiro e tinha uma encomenda pra mim. Eu não pedi talão de cheques e nem cartão de crédito, e muito menos comprei alguma coisa pela internet recentemente. Desci pra receber e ver o que poderia ser essa tal encomenda.

Quando abri o pacote perdi todas as minhas forças, minhas pernas tremeram e tive uma das visões mais surreais da minha vida. Um galão de 20 Litros, estilo aqueles de água mineral devidamente preenchido com o líquido mágico dos Deuses: Coca-Cola!

Meus olhos brilham quando olho pra esse objeto quase sexual...

Meus olhos brilham quando olho pra esse objeto quase sexual...

Não podia acreditar nos meus olhos. Era o que eu sempre esperei a vida inteira desde que comecei a blogar. Ser lembrado pela Coca-Cola em uma ação envolvendo blogs era o meu objetivo de vida nesse mundinho virtual que convencionamos chamar de blogosfera. Finalmente eu fazia parte do seleto grupo de pessoas que recebiam mimos dos anunciantes.

Eu passei a vida inteira imaginando como seria ter um filtro em casa que ao invés de água, me permitisse tomar Coca geladinha a qualquer hora do dia. Parece que agora esse sonho está se tornando realidade. Parece que finalmente a Coca-Cola escutou as preces dos participantes da comunidade Queremos Coca Cola 20 Litros!

Não sei qual tipo de ação eles planejam com esse excelente mimo. Se a intenção é gerar mídia espontânea ou qualquer outra coisa. Ainda mais agora que a Heineken (aqui, aqui e aqui) também entrou nessa onda de dar presentes (não tão bons quanto uma Coca-Cola suando de gelada) para blogueiros. Mas parece que ouviram os meus lamentos no Twitter e finalmente enxergaram o potencial dos blogs para divulgar uma marca. E digo mais, finalmente enxergaram o potencial de um “barril” de 20 Litros de Coca. Isso é, no mínimo, mágico!

Eu gostaria de expressar aqui mais uma vez o quanto eu amo, idolatro e sou fã desse refrigente. Obrigado Deus, por ter criado os ingredientes que permitem a criação desse néctar!

O poder (de foder as coisas) é de vocês!

27/03/2009 at 18:26
O p(h)oder é de vocês!

O p(h)oder é de vocês!

O Capitão Planeta ficaria orgulhoso dessa campanha “A Hora do Planeta”. Há milhões de anos degradando o meio ambiente, nada melhor do que uma horinha de luzes apagadas para tentar fazer as pazes com a mãe natureza. O ser humano realmente sabe como resolver situações.

O cara que não economiza nada praticamente desperdiça água, energia e não faz a mínima questão de reciclar, para dar uma de consciente vai deixar de ver televisão e postar no twitter por uma hora com o nobre objetivo de salvar o planeta Terra.

Cá pra nós, né? Você realmente acredita que isso vá dar certo? Não, não vai. O planeta não precisa de uma hora mundial sem gastos de energia. O planeta precisa de uma hecatombe, um cataclismo, precisa ser totalmente destruído e recomeçar do zero. Só assim para solucionar os problemas do mundo. Não é deixar de assistir Caminho das Índias que vai mudar alguma coisa.

Vale o mérito de pelo menos estar tentando, mesmo que seja apenas uma fachada para celebridades posarem de conscientes e ambientalistas, além dos ilustres anônimos que não praticam nada disso no dia-a-dia, mas que não resistem a participar de algo do tipo.

Eu não vou desligar a minha TV, apagar a luz ou o computador na hora do Planeta. Não serei hipócrita a esse ponto, tentando mostrar uma imagem e realizar atitudes que de fato não fazem parte da minha vida. Ao invés disso, vou, sei lá, ver os “twitts” de quem está participando narrando as suas aventuras às escuras.

A arte de ficar molhadinho…

27/03/2009 at 00:22

Isso não é legal...

Isso não é legal...

Qual a probabilidade de o tempo estar perfeitamente claro e sem nuvens quando você está devidamente abrigado no conforto de um escritório e fechar terrivelmente com direito a relâmpagos no momento exato em que você bota o pé na rua? Eu não faço a menor idéia da probabilidade, mas isso aconteceu comigo por dias seguidos.

Eu já disse por aqui que sou basicamente um imã de chuva e um repelente de ônibus. Ao mesmo tempo em que atraio temporais, tenho a capacidade de espantar todos e quaisquer ônibus que eu deseje pegar. Isso sempre aconteceu comigo desde que eu me entendo por gente.

Fato que essa semana estava trabalhando tranqüilo e feliz, esperando ansiosamente à hora sagrada do almoço. O sol estava brilhando e o meu estômago roncando. Um detalhe importante é que eu almoço no hiper-centro da cidade e trabalho na zona sul. Eu ando basicamente 20 minutos da agência ao restaurante.

Deu o horário do almoço e saí em disparada ao lugar sagrado chamado restaurante. No momento em que botei o pé fora da agência o tempo escureceu. Algumas nuvens apareceram, mas sem chover. Fui sem medo, afinal a fome era maior e não seria um tempinho nublado que me impediria de almoçar. Caminhada tranqüila, almoço no bucho, era hora de voltar.

Passei por dentro do Shopping Cidade, já que eu almoço na rua São Paulo e tenho que pegar a Afonso Pena depois. É mais rápido e prático. Para a minha surpresa, quando cheguei na portaria da rua Rio de Janeiro o céu estava desabando. Deu uma pancada de chuva e aliviou. Nesse meio tempo aproveitei para correr como um louco em direção ao ponto de ônibus mais próximo.

O balaio não demorou a passar e entrei rapidinho. Enquanto ele subia a Afonso Pena a chuva engrossou absurdamente. Parecia um dilúvio, um sinal divino dizendo que São Pedro é um filho da puta de marca maior e que não tem senso de humor. Ou pelo menos tem um senso de humor um pouco diferente do meu.

Desci no meu ponto e com a caixa d’água atmosférica vazando, fiquei preso no abrigo de ônibus. De pouco em pouco tempo batia um vento e jogava litros e litros de água em mim. A chuva não queria diminuir e eu já estava praticamente atrasado. Tomei coragem e resolvi correr. Atravessei a rua correndo, com medo de escorregar na enxurrada e assinar o meu atestado de perdedor, cheguei do outro lado e me abriguei em uma marquise.

Recuperei o fôlego e continuei correndo. Me abriguei em uma fachada de prédio em frente a agência e esperei alguns minutos. Fôlego recuperado novamente e corri de novo, dessa vez para me abrigar de vez no conforto de um lugar seco. Mas, como tudo tem um lado irônico, até então a minha bermuda e minhas pernas estavam basicamente secas. Não contava que no meio do caminho teria uma “poça” que eu não vi. Ao pisar nela subiu praticamente uns 10 litros de água, molhando meu tênis, minha meia, minha bermuda e minha cueca.

Não sei se já passaram por isso, mas trabalhar com a cueca e as meias ensopadas não é uma experiência nada agradável. Eu me senti violado, estava tremendo de frio e não tinha a menor condição de trocar de roupa. Isso aconteceu no dia que conversei com a turma de primeiro período da faculdade. Pensei que chegaria lá gripado ou com uma pneumonia no mínimo.

Um pinto molhado. Não é uma visão agradável.

Um pinto molhado. Não é uma visão agradável.

Aos poucos fui me secando naturalmente até que deu a hora de ir embora. Passei em casa, troquei de roupa e fui pra faculdade.

No outro dia, a mesma coisa. Céu limpo, dia lindo e pássaros cantando. Quando botei o pé fora da agência pra ir almoçar o que aconteceu? De já vu!

Blogs x Twitter: Qual a melhor opção para se anunciar nas mídias sociais?

25/03/2009 at 23:04

Provavelmente essa pergunta está sendo feita por vários publicitários, empresários e estudiosos das mídias sociais nesse exato momento. Uma pergunta complicada e que possivelmente não terá uma resposta exata e concisa a curto prazo.

O Twitter está crescendo agora, pelo menos no Brasil. Os blogs, apesar de ainda não serem um meio mainstream, estão se consolidando aos poucos e já tem uma cultura de veicular publicidade. Apesar de existirem pessoas que não são a favor de posts pagos, essa já é uma realidade e uma receita quase de sucesso. Não em 100% dos casos.

A publicidade vem se manifestando com timidez no Twitter. O primeiro caso de publicidade explícita na ferramenta foi o recente caso de Marcelo Tas e a Telefonica. Será essa a forma ideal de veicular propaganda no Twitter? Fatores como credibilidade podem ser afetados através da veiculação de conteúdo comercial?

Ainda não existe uma forma de mensurar resultados no Twitter como nos blogs. Não tem como calcular os pageviews de um perfil na ferramenta. Claro, existem dados como número de seguidores e o rastreamento de links divulgados com a ferramenta Migre.me, mas ao contrário de uma rede como o Orkut, por exemplo, o Twitter é aberto. Você pode acompanhar as atualizações de uma pessoa sem segui-la ou até mesmo sem ter uma conta no serviço.

Nos blogs existem ferramentas de mensuração mais eficientes como o Google Analytics, além da possibilidade de identificar o público com mais facilidade. Também tem a opção de apresentar um widget do Twitter com suas atualizações, podendo haver uma potencialização unindo essas duas ferramentas.

Outro fator importante em como a publicidade pode ser realizada no Twitter é o fato de que você tem apenas 140 caracteres para divulgar alguma coisa. Você conta apenas com links. Não pode veicular imagens nem vídeos diretamente. Fazendo uma comparação grosseira, o Twitter é um out-door e o blog é um folder, digamos assim.

No out-door temos um espaço mínimo (de preferência 7 palavras no máximo) pra divulgar uma mensagem, enquanto no folder temos duas até mais páginas para repassar a informação. Se pra um redator publicitário criar algo com tão pouco espaço é complicado, imagina pra um “twitteiro” que só tem experiência em… falar o que está fazendo?

Acredito que nesse primeiro momento, graças a sua consolidação, os blogs estão um pouco adiante na escala de visibilidade publicitária em relação ao Twitter. Você tem um espaço maior e várias ferramentas de apoio. Mas não descarto a idéia de que o Twitter em breve será uma mídia excelente, baseada na rápida troca de informações, sem contar o feedback imediato, que acredito ser ainda mais rápido que o dos blogs.

De qualquer forma, estar presente nas mídias socais é, hoje em dia, um diferencial para marcas que fazem questão de ouvir os seus consumidores. Não basta apenas pedir pra alguém falar bem de você, mas estar presente e ser atuante. E acima de tudo não esquecer que fazer presença nas mídias sociais não muda o fato de que o seu serviço está com uma qualidade abaixo do esperado. Arrume a casa primeiro e depois conte aos seus vizinhos.

Rafael – O Palestrante!

25/03/2009 at 11:37

Tipo isso aí...

Tipo isso aí...

Confesso que fiquei surpreso quando fui convidado para bater um papo com a galera do primeiro período do curso de Publicidade e Propaganda da minha faculdade. O melhor de tudo: bater um papo sobre blogs e Twitter. Mas ainda sim fiquei surpreso. Pensei “Eu? Bate papo tipo palestra? Isso não pode dar certo…”

Quem me convidou para a conversa foi o professor de Novas Tecnologias em Comunicação, o Hely. Gente finíssima e que até então eu não conhecia. Quem me indicou pro cara foi a minha professora de Planejamento, a Sônia. Outra professora gente finíssima e antenada.

Mas voltando ao convite: a idéia era conversar com os alunos sobre blogs (o meu blog e blogs em geral) e sobre Twitter. Dei a idéia de chamar também a Raquel Camargo do Twitter Brasil. Afinal, ela teria muito mais a acrescentar sobre o Twitter do que eu, que estou lá há pouco tempo.

Devo dizer que eu sou péssimo falando com o público. Eu desenvolvo uma espécie de retardo mental e só consigo pronunciar algumas sílabas e palavras indecifráveis. Eu fico mais ou menos como a Mallu Magalhães, só que um pouco mais lesado. Fiquei com medo desse bate papo ser um grande, fétido e épico FAIL na minha curta carreira como comunicador. O cagaço era de certa forma inevitável.

Chegou o grande dia, que não começou nada bem, diga-se de passagem. No horário do almoço peguei uma chuva sinistra e fiquei completamente ensopado. Como eu estava no trampo, não tinha como me trocar. Fiquei molhado e sentindo frio, tremendo como um dildo de 450 watts de potência.

Antes de ir pra faculdade dei aquela passada rápida em casa, tomei um banho quente e parti pro anunciado fiasco. Chegando lá encontrei com a Raquel que não fazia a menor idéia de quem eu era. Sinal de que a minha relevância na meritocracia informal da Internet (RMII) vai de mal a pior. Isso porque conversamos algumas vezes pelo Gtalk e trocamos alguns twitts. Mas tudo bem, meu avatar é uma caricatura, não culpo.

Depois de nos conhecermos, o Hely levou a gente pro laboratório. Subi a escada com certo tremor nas pernas e uma ansiedade constante. Eu nunca participei de nada do tipo onde eu estaria falando para pessoas que nunca havia conversado. Eu já apresentei trabalhos para a minha sala e até a monografia pra banca. Mas isso não era nada comparado a falar com estranhos sobre o meu blog e blogs em geral.

Chegando à sala a turma começou a se acomodar. Achei que seria uma “platéia” um pouco mais velha. Quando vi que eram basicamente da minha idade (ainda que mais novos e CALOUROS) fiquei mais tranqüilo. De repente chega um amigo meu, da minha sala dizendo que estava ali pra ver o que eu tinha a falar. O cagaço voltou. Pra completar chega a minha professora já citada algumas linhas acima pra também ver esse tal de bate papo. Naquele momento eu parecia um jovem indefeso que nunca tinha saído da sua segura e confortável bolha.

Então o bate papo começou. O Hely me apresentou pra turma, apresentou a Raquel e começamos a falar sobre os nossos respectivos assuntos. E não é que tudo correu perfeitamente?

A turma é interessada e respeitou a gente ali na frente. Digo que isso é muito importante, afinal, eu sempre estive no lugar deles. Tiveram perguntas interessantes e engraçadas. A galera tá bem ligada em Twitter e isso é muito bom. É aquela coisa de sempre: no começo acha inútil, mas depois de duas mensagens já estão viciados.

Tudo correu tranquilamente. Mostrei meu blog, falei sobre publicidade em blogs, sobre como divulgar um blog, sobre “relevância” e também monetização. A Raquel mostrou as ferramentas que utilizamos como Analytics, AdSense e o Trends, além de mostrar pra galera um pouco da dinâmica e abrangência do Twitter. Credenciais pra isso ela tem de sobra.

O balanço que faço desse encontro é que eu até falei bem e acredito que a galera gostou do papo. Cheguei em casa e havia mais de 10 seguidores novos. Todos alunos que estavam presentes. É interessante ver também que estão ligados nas mídias sociais logo no início do curso. A turma tem curiosidade em saber como esses meios funcionam e como explorar a publicidade nesse ambiente. Espero que continuem assim até o final e se formem profissionais completos, que saibam atuar nas mídias tradicionais e nas novas mídias. Capacidade pra isso eles têm.

A propósito: Vi alguém batendo foto lá. Se puder me mandar, o e-mail é rafabarbosa[arroba]rafabarbosa.com

Amenidades do dia a dia.

25/03/2009 at 01:50

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Observar as pessoas ao nosso redor é uma tarefa tão prazerosa quanto o ato de urinar logo depois de acordar. Saca o famoso tesão de urina? Adoro observar as pessoas que passam por mim durante o dia. Desde o trocador do ônibus a senhora que atravessa a rua ao meu lado, cada um tem algo que merece ser observado e de certa forma acrescenta em nossa vida.

Por exemplo, outro dia eu estava fazendo um lanche com o pessoal da agência e enquanto conversávamos sobre qualquer coisa random que não me lembro um senhor não tirava os olhos do meu pé. Era um senhor de idade já e ele veio devagar na minha direção, parou diante de mim e perguntou:

- Onde você comprou esse tênis?

Fiquei surpreso pela pergunta, até porque o meu tênis é um tanto quanto “chamativo” e não faz o perfil de um senhor de idade. Não faria o perfil nem se ele fosse um senhor de idade com o espírito de um adolescente. O estilo do tênis é do tipo que faz seu pai olhar pro seu pé e perguntar se você está gostando de outro rapaz.

Disse ao senhor que comprei o tênis em uma loja de shopping. Ele perguntou quanto foi e respondi. Enquanto respondia as perguntas me questionava mentalmente em qual momento do diálogo ele ia me perguntar se onde eu comprei vendia tênis pra homem. Mas ele não perguntou, foi bem educado. Apenas agradeceu e voltou à sua mesa.

Isso tudo que acabei de escrever pode não fazer nenhum sentido pra você que está lendo, mas fez sentido pra mim. Será que o senhor estava querendo comprar um tênis do mesmo modelo para o neto ou neta? Será que ele queria comprar pra ele mesmo ou foi só curiosidade mesmo?

Não sei dizer o que motivou o velho homem chegar até a mim e perguntar sobre o tênis, mas com certeza ele teve um motivo e espero ter ajudado. Se durante as minhas observações de pessoas ao redor ver alguém com um tênis igual o meu, terei certeza que ajudei o senhor de idade de alguma maneira.