É preciso admitir: fui contaminado pela Bieber Fiever. Me tornei um belieber.

Logo eu, que falava tão mal de Justin Bieber há alguns anos. Que me considerava o diferentão, o vanguardista, o apreciador de Caetano Veloso e Chico Buarque. O escolhido da qual falava a profecia.

Confesso que era o típico babaquinha que se achava muito superior por não gostar de Justin Bieber. Achava “infantil” toda essa coisa de belieber. Um bando de adolescente sem noção de música. Bom mesmo era rock e apenas rock.

Mas ai veio a idade e o Spotify.

A idade foi responsável por me fazer perceber o quanto esse pensamento era idiota e o Spotify se encarregou de expandir o meu gosto e conhecimento musical. Hoje em dia posso dizer que escuto qualquer coisa sem o menor preconceito.

Certo dia, ao abrir o Spotify para iniciar os trabalhos, me deparei com o single What Do You Mean? na seção “Novidades da Semana”. Resolvi dar uma chance para o Justin Bieber e o resultado não poderia ser mais positivo: em 5 minutos eu já estava cantarolando a música enquanto trabalhava.

Como um soco bem encaixado no queixo, o novo disco de Justin Bieber fez muita gente rever os conceitos e preconceitos musicais dos últimos anos.

O tempo passa, envelhecemos e esquecemos que os “ídolos teens” e o público deles também crescem. Temos essa noção meio distorcida de que o tempo passou só pra gente. E quando nos deparamos com um disco como esse, somos obrigados a aceitar que cantores e bandas que tínhamos birrinhas há alguns anos podem fazer um trabalho excelente.

É um consenso geral que esse disco novo do Justin Bieber é bom. Todas as pessoas do meu círculo de amizades que há alguns anos jamais escutariam um disco dele, estão elogiando e comentando sobre como foram surpreendidos.

Não sei de quem é o mérito. Se é do próprio Bieber como compositor e artista ou se dos produtores que conseguiram dar uma identidade para o disco, que se assemelha bastante com os trabalhos recentes do Justin Timberlake (que também foi bastante subestimado ao sair do N’Sync).

Dá o play ai pra curtir.

É claro que isso não aconteceria se as músicas não fossem realmente boas. Tem muito artista que não acompanha o crescimento do público e continua fazendo o mesmo tipo de música de alguns anos atrás, tornando-se cada vez mais irrelevantes até que caem no limbo do esquecimento.

2015 foi um ano de surpresas musicais para os artistas que eram conhecidos apenas pelo público adolescente.

Taylor Swift foi a cantora mais relevante do ano. Todo mundo tirou uma casquinha do sucesso estrondoso do álbum 1989. Foram inúmeras as parcerias com gente do calibre de Mick Jagger e Madonna, além de ser o disco mais vendido do ano.

Na segunda metade do ano veio Justin Bieber, que finalmente deixou as polêmicas de lado e apareceu com um bom disco pop.

Espero que algumas bandas que eu ainda adoro sigam o mesmo caminho e evoluam seus trabalhos. Eu quero é isso mesmo: quebrar a cara achando que algo ruim não pode melhorar.

I WANT TO BELIEBE!

Por favor, me provem que eu estava errado lá em 2010!

Já tentei ser jogador de futebol, físico nuclear, cientista da computação e famoso. Terminei formado em publicidade e escrevendo em um blog sobre a minha vida. Isso, meus amigos, é o que eu chamo de sucesso.

2 Comments on “O dia em que me tornei um Belieber

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