Nação Zumbi – Afrociberdelia


Musicalmente eu não sou nenhum cult. Escuto vários tipos de sons e estilos que variam do pop rock mais pop possível a um som experimental de primeira qualidade.
Partindo do fato de que no Brasil só se valoriza os artistas depois que eles morrem, só fui conhecer Nação Zumbi recentemente. Mas claro que o maior culpado de não ter conhecido antes, é o que vos escreve. Mas não cheguei a ouvir um cd completo (até hoje), só algumas músicas.
Pois bem, atendendo ao desafio do Wagner do Blablaísmo, faço aqui um post sobre o cd Afrociberdelia de Chico Science e a Nação Zumbi indicado pela Anna Flavia, autora do Improfícuo.

Várias misturas sonoras, com guitarras, baixo, bateria, percursão e outros sons que não consegui identificar, esse cd mostra uma face da música brasileira que eu não conhecia muito bem. O que eu disser aqui pode desagradar fãs da banda, podem dizer que não entendi muito bem o que a música deles passa, qual a mensagem. Mas hoje foi a primeira vez que escutei, e diga-se de passagem adorei o som. As letras, diria poéticas, misturando críticas com situações do dia a dia fazem um som extremamente agradável aos ouvidos que ainda não foram penetrados pela voz de Chico Science.

O que marca esse CD na minha opinião é o experimentalismo e a variedade de rítmos que conseguiram fazer em um único CD. Coisa rara hoje em dia, diga-se de passagem. Sons que te fazem bater o pé sem perceber a sons que te fazem cantar a letra logo depois da primeira vez que se escuta. Como sai de um rock para algo mais tranquilo, só instrumental, depois para algo mais experimental, mais leve, com uma sutileza incrível. Posso dizer que foi um dos poucos cds nacionais que fez isso comigo, tirando aqueles de bandas que já gostava.

Tudo que é novidade é estranho à primeira vista, mas esse cd não me soou nada estranho. Me fez ter a certeza mais do que absoluta que a música brasileira teve e tem muito mais a oferecer do que a música mastigada despejada nos nossos ouvidos pelas FM’s e MTv’s da vida todos os dias.

Com certeza é um cd que será não sairá tão cedo da minha playlist!

Nenhuma resposta para “Nação Zumbi – Afrociberdelia”

  • Wagner:

    caraaaaaaaaaa
    ficou muito bom!
    é exatamente do jeito que eu esperava!

    parabens!

    abraçoss

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  • Jeff McFly:

    nação zumbi muuuito pau, boy!

    vá dormir, rapaz! a essa hora acordado?

    depois conta como foi seu reencontro com o passado, blz?

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  • aNNaFLaVia:

    Ounm.. que post bacana, viu? E fiquei feliz por você ter gostado.

    Nação Zumbi é bem isso que você descreveu tão bem! Parabéns!

    Ótimo post!

    Beijos

    Responder

  • Dragus:

    Nunca curti nação zumbi, nem antes e nem depois do Chico Science.

    Mas a mídia tem o hábito de endeusar qualquer um de seus semelhantes que morram, independente da qualidade da obra ou da mensagem que exista nela.

    Responder

  • Guilty:

    Assim cara o pouco que conheço de NZ , não me agradou muito mais que eles fazem a diferença isso fazem.

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  • Iaiá:

    Rafazildo! Que bom que se saiu bem do desafio! Ótima crítica! :)

    Quanto a ser um perdedor…o clube tem carteirinha? ^__^

    bjos

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  • Danie:

    nunca ouvi NZ pra ser sincera
    e eu tenho que admitir, que amo as musicas mastigadas despejada nos nossos ouvidos pelas FM’s e MTv’s da vida todos os dias.
    Mas gostei do seu post. bem critico =]

    Ahh
    Gordinho com espinhas… ainda num dah pra imaginar..asuauhsha

    =*

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  • Bella...=^.^=:

    Wow!!!

    Nação Zumbi é show de bola…
    Gosto muito do som deles..
    bjosssssssssssssssss

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  • T.:

    interessante. concordo e o nação zumbi supera tudo isso… na verdade, o chico science.

    engraçado quando dissestes que não te espanta pelo som que eles fazem(iam). não é de espantar mesmo não hoje, mas imagina esse mesmo som há uns treze anos atrás?

    espantou sim. e muita gente não gostou e torceram o nariz.

    se tu gostastes, permita-me indicar para ti também o primeiro deles, da lama ao caos e outros discos dos também pernambucanos:

    mundo livre s.a. (e seu dissidente, é claro, otto)
    cordel do fogo encantado (especialmente o primeiro disco deles, cordel do fogo encantado) e
    mestre ambrósio (que surgiu na mesma época que o csnz, mas possui um som mais cru, mais regional mesmo).

    até logo.

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