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O futuro dos blogs está nos videologs?

Pelo menos, em um primeiro momento, essa pergunta parece ser pertinente, já que tenho observado que muitos blogueiros estão iniciando as suas atividades como “vloggers”. Seria devido ao sucesso do hypado canal de PC Siqueira, o “Mas poxa vida”? Provavelmente sim, pois a blogosfera tem a mania de seguir tendências em épocas distintas.

Em 2008, muitos blogs embarcaram na onda dos podcasts, impulsionados pelo sucesso do Nerdcast, RapaduraCast e os suspeitos habituais. Muitos entraram nessa simplesmente pela diversão de reunir alguns amigos e falar besteira. Mas, as coisas não são tão simples. Esse tipo de conteúdo exige tempo (alguns tem de sobra), edição e o trabalho despendido nessa edição. Além disso, não é todo mundo que tem algo interessante a falar em um podcast, por exemplo.

No caso dos videologs, especificamente, a tendência que tenho notado é a realização de “críticas mal humoradas à assuntos do cotidiano com uma dose de humor”. Pega-se um tema hypado, liga a câmera e fala mal de um jeito engraçado. É quase um show de stand-up comedy particular, mas que funciona, como podemos observar no sucesso do vlog Não Faz Sentido, do grande estudante de vertentes Felipe Neto.

Claro, os videocasts não surgiram agora. Estão apenas se tornando mais “populares”. Até mesmo pelo formato. Mas, se você se lembra bem, ano passado tivemos algumas ótimas edições do BraincastTV, videocast do Brainstorm #9 focado no mercado publicitário.

Uma abordagem bem diferente da que vem se destacando atualmente, pois era focado em debates, e com mais de um participante. Não sei que fim teve, mas não tivemos mais edições. Particularmente, acho uma puta falta de sacanage.

Voltando ao início do texto, acredito que o sucesso de alguns videologs contribuirá para a migração do conteúdo escrito para o conteúdo áudio-visual, que no Brasil, é muito mais atrativo para a “galere” do que textos enormes com a mesma carga de humor ou qualquer outra opinião.

Acho muito interessante essa abordagem dos videologs. Claro, nem todos conseguem ser engraçados, mas isso varia do gosto do usuário. E às vezes o foco não é ser engraçado, apenas falar em frente as câmeras o que tem vontade. Vamos ver se isso é só mais uma modinha internética ou se vai adiante, se tornando algo concreto e bem realizado pelos sempre presentes “envolvidos”. Aliás, um grande abraço pra eles.

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Ganhar dinheiro em casa com blogs

Numa indústria vital como a do entretenimento, as vezes é preciso apelar usando algumas estratégias que aumentem a sua audiência e consequentemente o faturamento através de publicidade. Com os blogs não é diferente.

Se você tem alguma aspiração em ganhar dinheiro em casa com essa ferramenta, deve deixar de lado aquela velha posição de “sou contra o pára-quedismo. Abaixo o capitalismo! Viva Mao! Viva o Macartismo”! Para você se tornar relevante para as agências, você deve ser, primeiro, relevante para os usuários.

Ok. Você não precisa ser tão relevante para os usuários. Basta ser relevante para o Google, de forma que você esteja sempre nas primeiras posições para palavras-chaves que tenham um grande volume de buscas.

Veja bem: isso vale apenas para o cara que só quer ganhar dinheiro em casa com blogs. Se você pretende trabalhar com isso, a internet, o Google e o amado SEO tem muito mais a oferecer. Continuemos.

Os anúncios e programas de afiliados estão para os blogs da mesma forma que os comerciais estão para a televisão. Seguindo essa analogia, os posts contendo as expressões “nua, pelada e sem roupa” estão para os blogs da mesma maneira que as deliciosas Panicats de biquíni estão para a televisão. Entendeu a lógica? Espero que sim, pois não vou repetir.

Para atrair a audiência, os telejornais abordam de forma ostensiva temas que despertam a atenção do público. Aplicamos o mesmo princípio nos blogs. É como se levássemos o sensacionalismo dos jornais para as páginas virtuais.

Sai de cena a Tekpix e os comercias de cerveja e no lugar temos vitrines do Mercado Livre, banners do Submarino e anúncios do AdSense. Uma deliciosa e inofensiva forma de fazer dinheiro com blogs.

Indo um pouco mais além e entrando no ramo da “Cauda Longa”, vale a pena observar alguns blogueiros que não estão no ramo dos “millionaires” da internet, mas que vem alcançando ótimos resultados financeiros utilizando essas técnicas.

Veja o Jotta, por exemplo. Em um mercado tão competitivo como o imobiliário, o cara consegue fazer mágica convertendo cliques em dólares com a expressão “aluguel de quartos em São Paulo”. E lhes digo, ele não é um grande “player” como o Anderssauro ou o Rafael Slonik.

Outro grande amigo que vale a pena ficar de olho é o Super Wallace. Ao contrário da turma que copia conteúdo gringo e faz grana com isso, o cara é autêntico e consegue tornar um hype engraçado e lucrativo, com a medida certa de sagacidade e bom humor. É um dos poucos amigos que consegue escrever um artigo tão original e engraçado quando o assunto é “subnick para MSN”.

Nossas conversas noturnas tem rendido bons negócios. Só com as dicas fornecidas pelo Wall e pelo Jotta, tive um aumento nos lucros de mais de 500% nos últimos dias.

Isso não é brincadeira. É a tal cauda-longa aplicada na sua forma mais pura.

Portanto, amiguinho, caso você queira ganhar uma grana com blogs, mas ainda não é atrativo o suficiente para anunciantes, invista primeiro nos pára-quedistas. Tenha em mente sempre o seguinte: pessoas inteligentes procuram por conteúdo relevante. Defina bem qual o público que você deseja agradar e prepare o seu conteúdo de acordo com essa escolha.

E entenda muito bem a diferença entre SEO e caça pára-quedismo. SEO é posicionar um conteúdo relevante para o usuário nos mecanismos de busca e pára-quedismo é atrair visitantes para o seu blog “ludibriando-os”. Você pode não notar, mas os leitores notam.

A propósito, esse sou eu ganhando dinheiro, nesse exato momento.

——

Estarei iniciando uma série de artigos com algumas dicas sobre como ganhar dinheiro em casa utilizando várias ferramentas disponíveis na Web. Acompanhe e fique rico comigo.

Salários e pênis

Em um mundo perfeito, o salário seria como o pênis. Não que eu vá comprar coisas com pênis, até porque eu não curto um órgão reprodutor masculino, mas digo no sentido de “intimidade” da parada. Homens, por natureza, não ficam comparando o tamanho dos seus respectivos membros. Eu não quero saber quanto o meu melhor amigo tem de diâmetro e tamanho e, aposto que ele também não quer saber quanto eu tenho, porque estaríamos falando de um constrangimento enorme. Gostaria que fosse o mesmo com salário.

As pessoas tem uma curiosidade incrível em relação a quanto você ganha. Amigos principalmente. Não que eu tenha que esconder de alguém o quanto eu ganho, mas é bem chato quando alguém fica “cara, quanto você recebe lá no trampo”? Dá a impressão de que a pessoa quer competir e se eu falar que ganho X ela vai dizer “pois é, eu ganho 3X, chupe meu ovo esquerdo”. Eu não gosto disso. Não acho essa uma vibe correta.

Mas, é sempre bom saber quanto um profissional da minha área ganha nos demais estados. Isso dá uma base boa para responder aquela famosa e constrangedora pergunta das entrevistas de emprego: “qual a sua pretensão salarial”?

Pensando em como responder essa pergunta, o Governo de São Paulo resolveu lançar um site chamado Salariômetro.  A idéia é bem simples: saber qual a faixa salarial média da sua profissão em todos os estados do Brasil.

Pra quem está começando agora, recém-formado e procura um emprego com carteira assinada (ou não) o Salariômetro ajuda, a saber, quanto ganha o profissional da sua área através de determinados filtros.

Como exemplo, busquei saber quanto ganha um redator publicitário, entre 18 e 24 anos, formado, em todo o Brasil. O resultado foi:

 

salariômetro que é http://www.salariometro.sp.gov.br

To rico!

 

Agora, se esse valor é aplicado em Belo Horizonte, fica a dúvida, pois recentemente uma agência, que eu havia estagiado como redator antes de me formar, me ofereceu R$ 800 + VT + VR para voltar. Não daria esse valor somando todos os benefícios. E me senti um tanto quanto desvalorizado, pois recebia R$ 500 como estagiário nesse mesmo lugar. Meu diploma não custou 300 reais, então poderiam oferecer mais, por educação.

Não vejo uma utilidade muito maior do que isso e, acredito até, que esse salariômetro provavelmente foi obra de algum programador que queria colocar algum trabalho no ar. O visual é bem feinho, uma coisa bem “web 1.0” com aquela moeda de real girando insistentemente na sua tela. A questão da utilidade também na vai além dessa que citei acima.

Mas fica aí a dica, pelo menos pela diversão, ou tristeza, em saber que no resto do país qualquer um ganha mais do que você. Ou não.

Se você quer saber qual é o salário médio da sua profissão, acesse o site Salariômetro:  http://www.salariometro.sp.gov.br

A minha desagradável experiência com o Chat Roulette

Durante as minhas horas e horas de navegação pela internet, acabei lendo vários tweets e vendo algumas screen shots de amigos em um tal site chamado Chat Roulette. Mas o que é o Chat Roulette? A curiosidade foi sendo despertada aos poucos. O que eu sabia, basicamente, era que tinha webcam no meio. E nesse assuntou eu sou especialista.

Passadas algumas semanas, decidi que era hora de testar esse novo site.

Tela do Chat Roulette

Uma coisa a respeito de sites que envolvem chats com webcam: pervertidos. Esse é o tipo de público dominante em redes como o Sitckam ou qualquer outra de broadcasting. Pessoas sem vida social que encontram uma oportunidade única de ver alguns seios ou quem sabe algo mais em troca de exibir (sem a permissão de quem assiste) pênis flácidos, banhas e pêlos em demasia. Uma ótima pedida para garotinhas de 14 anos que acabaram de conhecer o site.

Eu, no alto da minha vassoura (Oi Rafinha Bastos, gênio do humor), com anos de conhecimento desse universo acumulado em meu HD mental, acabei ignorando completamente a premissa básica do parágrafo acima. Era de se esperar que em um site como o Chat Roulette, o número de “pervs” fosse acima da média.

Digitei o endereço e aguardei a conexão. O que me esperava na tela de “Partner”? Uma bela sueca de olhos verdes, seios fartos e de baby-doll? Ou então uma linda universitária de Ohio descobrindo a delicia de se exibir pela internet para estranhos? Divagações a parte, a realidade veio sutil como um paquiderme.

Do outro lado, uma criatura visivelmente acima do peso, pele branca parcialmente iluminada por uma daquelas lamparinas de mesa sentada em uma cadeira acariciando o seu PÊNIS de forma ritmada e empolgante.

Evandro não gosta de pênis! Ele se assustou!

Sim, amigos, o meu “seja bem-vindo ao Chat Roulette” foi um pervertido e sua piroca em pleno ato masturbatório. Entre milhões de usuários do mundo todo, eu fui recebido justamente por aquele que pensou ser uma boa idéia “descabelar o careca” em frente a webcam para desconhecidos.

Imagem meramente ilustrativa, mas foi assim mesmo!

Essa é uma das maravilhas que só a internet pode proporcionar. Não poderia entrar de forma melhor nessa rede que promete ser a grande vedete da pornografia virtual no ano de 2010.

Chat Roulette. Acompanhem essa aventura.

O Fiuk gosta de penises. riariariarisos

Fundos para Formspring.me

Veja bem, não estou falando dos famigerados fundos de tela para o Formspring.me, e sim de rentabilidade do serviço. É visível que o crescimento da ferramenta começou a causar instabilidade na nova rede social. Para quem é viciado, esse é um grande problema, pois um serviço – gratuito – que fica fora do ar, acaba despertando a “falta” de interesse por parte de seus usuários.

Essa situação lembra muito o início de outras redes sociais como o Orkut e Twitter, que caiam a maior parte do tempo por não estarem preparadas para tantos acessos simultâneos. Com o crescimento das mesmas, investimentos foram realizados e hoje em dia é bem difícil ver o Orkut negando “biscoitos” ou o Twitter baleiando. Até baleia, mas na grande maioria das vezes é devido a algum grande evento que movimenta o micro-blogging.

No momento não consigo pensar em fundos para o Formspring.me que não envolvam publicidade. Não vejo um atrativo que desperte a vontade de pagar pela utilização do serviço, visto que os seus usuários são, em sua maioria, jovens e não vejo de que forma eles se engajariam a ponto de pagar por isso.

Claro que em algum momento a rede receberá investimentos, patrocinadores e tudo o mais que redes sociais têm direito. Resta saber até quando o Formspring.me será interessante e relevante para seus usuários. Pelo menos aqui no Brasil a ferramenta pegou. Vamos ver ao longo do ano.

Perguntas para o Formspring.me

Esperto, hein?

Esperto, hein?

No final do ano passado me cadastrei na nova febre da juventude brasileira, o tal do Formspring.me. A idéia do site é que você possa fazer e responder perguntas (de forma anônima ou não) de outros usuários. Sabe aquela coisa de voyeurismo? Então. É tipo isso.

Até hoje eu ainda não tinha respondido a nenhuma das perguntas que me mandaram. Não foram muitas, mas nem me lembrava das que estavam lá. Até que comecei graças a insistência da Gabriela (oi Biboca), que ficou pedindo para eu mandar perguntas pra ela e acabou descobrindo que eu também tinha um Formspring. Aí já era, ela acabou se empolgando e começou a me enviar um monte de perguntas.

Até um “troll” apareceu por lá falando que ninguém se importava com as minhas respostas. Obviamente é um mal comido/comida do caralho que não tem muito que fazer na internet. Mas eu nem ligo, acho engraçado. O fato é que as perguntas foram complicadas e me mostrou o potencial que o Formspring teria na minha época de escola.

Na minha época de estudante era tudo muito arcaico (sempre quis usar essa palavra em um texto). Ao invés de um site com interface simples e amigável, tínhamos um caderno, geralmente da Tilibra, onde você se identificava e respondia às perguntas da dona/dono. Sem o anonimato, o que deixava a situação um tanto quanto mais constrangedora.

Se isso fosse hoje em dia, internet + anonimato, eu teria uma receita explosiva de como chegar nas meninas da escola. Bastava perguntar “anonimamente” se ela tinha interesse por mim, depois perguntar se ficaria comigo e por fim, sair da internet e tomar uma atitude de homem e pegar a moça. Seria sucesso.

Pena que eu já passei dessa idade e perguntar esse tipo de coisa anonimamente é ridículo para um senhor de respeito como eu. Apenas me divirto com perguntas engraçadas para o Formspring.me.

A importância do Twitter como meio de comunicação

Um dos pontos positivos de redes sociais como o Twitter é a urgência com que as informações são propagadas. Fato que o mundo não passa duas semanas sem alguma tragédia para alimentar os noticiários e a internet. A dessa semana (que provavelmente fará a galera esquecer as enchentes no Brasil) é o terremoto que atingiu o Haiti.

Mais uma vez o Twitter deixa a mídia tradicional para trás no que diz respeito à velocidade com que a informação é enviada. Até mesmo os grandes veículos como a Rede Globo, através do Jornal da Globo, utilizaram a ferramenta de “micro-blog” para alimentar o noticiário.

Haiti já está no topo dos Trending Topics

Haiti já está no topo dos Trending Topics

Segundo o próprio apresentador William Waack, as informações que chegavam à redação eram precárias. Não havia muitos registros de fotos e vídeos do terremoto no Haiti. A comunicação foi cortada na capital Porto Príncipe e até mesmo o governo americano não conseguia entrar em contato com sua embaixada na cidade.

Nesse momento é que enxergamos (mais uma vez, já que não é nenhuma novidade) a importância de ferramentas sociais tanto para o jornalismo quanto para a os órgãos do estado que prestam ajuda às vítimas da tragédia.

A mobilidade da ferramenta, que pode ser atualizada por celular permite que informações e fotos possa ser o elemento chave no socorro a feridos, organização de equipes de resgate e marcação dos principais focos de destruição.

Infelizmente, em países pobres como o Haiti, esse tipo de mobilidade é bastante precária graças à falta de infra-estrutura na rede de comunicação. Percebe-se que são poucas as pessoas que conseguem enviar as mensagens através de celulares ou smart-phones.

Foto por @photomorel

Foto por @photomorel

Fica claro, pelo menos para mim, que os países devem investir mais recursos na área de telecomunicação, principalmente internet, e implantá-los na prevenção e atendimento a esse tipo de catástrofe.  Porém, não é possível investir nesse processo sem a ajuda de países mais ricos. É mais do que óbvio a importância que as redes sociais tem na sociedade hoje em dia e devem ser vistas não apenas como mais um meio barato para veicular publicidade e sim como um facilitador de troca de informações. No Brasil, é até infantil pensar que órgãos públicos não permitem o acesso à essas redes. Ainda bem que em Minas Gerais esse quadro mudou.

A internet vem desenvolvendo um papel importante nos últimos anos no que diz respeito a velocidade de informação. Já é hora de os governos utilizarem de forma correta esse tipo de rede social (Twitter) integrado com outras ferramentas on-line como o Google Maps nos órgãos de defesa civil. É uma pena que esse tipo de atitude, atualmente, seja realizado em 99% dos casos por pessoas comuns que estão no lugar certo e na hora certa.

Claro que não poderia encerrar sem a minha crítica de sempre ao universo das “mídias sociais” no Brasil. É muito difícil ver um usuário brasileiro agindo dessa forma nas catástrofes daqui. Geralmente ele está mais preocupado em acompanhar o BBB e twittar as suas impressões do que compartilhar informações úteis. Salvo quando ótimas exceções aparecem e temos iniciativas como o Projeto Enchentes. Mas isso é papo pra outro post.

Cabe uma reflexão, principalmente para aqueles que trabalham com as mídias sociais (o meu caso) sobre as formas como as utilizamos atualmente. Mais do que isso, ao invés de criticar a “Orkutização” do Twitter ou qualquer outra rede, devemos promover a forma adequada (apesar de cada um usar do jeito que bem entender) de utilização dessas redes e as inúmeras possibilidades que elas oferecem. Além, é claro, de fazer pressão para que as tarifas de telefonia celular sejam reajustas para um patamar realista no Brasil. Afinal, twittar do celular não é tão barato assim.

Até mais.

Sobre plágio, hobbie, internet e serious business

O final de semana foi conturbado nessa tal internet. Blogs saíram do ar por determinação judicial e outros simplesmente abandonaram o “ofício” pelo fato de serem plagiados por algum malandro da web. Que tensão, não é, amigo?

Pois bem. Eu, particularmente, acredito que a pessoa que não está preparada para lidar com o plágio na internet realmente não deveria produzir conteúdo. É uma opinião radical e extrema, sim, pois, se você desiste de fazer o que gosta simplesmente porque alguém está copiando o seu trabalho, dá a entender de que não gosta tanto assim dele. Disse e repito mais uma vez: é a minha opinião e pode não refletir o senso comum da galere.

Sabemos que publicando qualquer tipo de conteúdo “original” na internet, você estará sujeito a ter esse tipo de informação copiada, em muitos casos sem citação de fonte ou referência. Isso, por mais que você não goste, é normal. Sempre fez parte da vida do ser humano, seja em uma monografia ou em uma reportagem jornalística. As pessoas sempre copiaram umas às outras.

Alguém se lembra de Milli Vanilli? Uma dupla que fez muito sucesso no início dos anos 90. Em pouco tempo ganharam o mundo. Bastou a fama aparecer e os podres não ficaram escondidos por muito tempo. A dupla, na verdade, apenas “dublava” as músicas que eram cantadas por outros artistas. Não chega a ser plágio, mas os caras não davam crédito aos “verdadeiros” artistas. O que aconteceu? O próprio público e a crítica descobriram a farsa, enterrando de vez a carreira da dupla. O público percebe quando algo não é original e se encarrega de acabar com o problema.

Sensualidade fail

Sensualidade fail

Quando se é “relevante” nesse meio (internet), não importa em que posição o Google te coloca em uma pesquisa. Dane-se o cara que está na sua frente replicando os seus textos. Para o seu público, aquele que gosta do seu trabalho, você continua sendo a referência na área e são essas pessoas quem vão te indicar para os amigos e assim por diante.

Plagiadores existem aos montes e o próprio Google se encarrega de cuidar deles, visto a grande quantidade de pessoas que fazem isso e são punidas frequentemente sendo banidas do Adsense ou relegadas às últimas páginas de resultados do grande oráculo. Quem perde é sempre o otário que copia.

Eu não ligo muito para plágio. Não aqui do blog. Mas já fui vítima de plágio de coisas mais pessoais, o que já foi citado por aqui e aqui.

Quem me copia, provavelmente tem um motivo, e acredito que esse motivo seja a qualidade (ou a falta) dos meus pots. Cometer um suicídio virtual (excluir blog, conta em redes sociais e etc) só mostra que você é fraco e não tem tanta vontade assim de continuar com uma coisa que te dá prazer. Não sou do tipo que abre mão de vários amigos, contatos e etc por causa de uma pessoa. Ou poucas. Amigo, já me ferrei tanto com internet, que se fosse fazer esse tipo de coisa, provavelmente já teria sofrido efeitos na minha vida off-line.

Não me cabe ficar aqui julgando (apesar de ter feito isso, de certa forma, nos parágrafos acima) a atitude das pessoas. Cada um sabe dos seus problemas. Não vou ficar dizendo o que deve ou não fazer, mas isso não me impede de opinar sobre um fato. A questão é que mesmo dizendo não, muitas vezes a pessoa fala que blogar é um hobbie, mas na verdade, acha isso tudo serious business demais.

Que venham as pedras.

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Google lança o novo Orkut

Hoje, dia 29/10, está sendo apresentado para alguns blogueiros o “Novo Orkut“.

Com a interface gráfica renovada, a nova versão do Orkut chega, de acordo com o blog oficial da rede social, com menos páginas e navegação mais rápida, concentrando as principais ações da ferramenta na página inicial do usuário.

Esse é um ponto importante na usabilidade do site que atualmente não é das melhores. Principalmente no que diz respeito à scraps e depoimentos.

Vale lembrar que isso está sendo usado com sucesso no Facebook que recentemente ganhou uma boa fatia dos usuários de redes sociais no Brasil. Se o Orkut não se atualiza, acaba ficando pra trás.

Além das mudanças na usabilidade, a nova versão apresenta uma interface mais limpa e simples. O novo Orkut também permitirá que seus usuários customizem sua página com novas cores e a utilização de aplicativos e vídeos na descrição de seu perfil.

Novo Orkut

Novo Orkut - Clique para ampliar

Indo de encontro à filosofia de liberar as suas novas ferramentas para usuários convidados, o novo Orkut só poderá ser acessado por usuários que recebem convites (2003 feelings).

Se você quer convites para o novo Orkut, fique de olho no blog de Danilo Miedi, ou nos perfis de seus amigos. Quem estiver utilizando a nova versão, terá convites disponíveis. Para saber quem tem convites para o novo Orkut, é só observar se o usuário tem o ícone abaixo  ao lado do nome.

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Eu estou doido para dar uma olhada, já que nunca saí da rede, apesar não usá-la tanto quanto antigamente. Enquanto não ganho um convite, fico aqui só assistindo a “facebookização” do Orkut.

Grande abraço.

Marketing de emboscada (ambush marketing) no Porto Cai na Rede. Ousadia pra uns, bola fora pra outros.

Caiu na rede já era!

Caiu na rede já era!

Ano passado falei tanto sobre mídias sociais que o assunto se desgastou um pouco na minha cabeça. Sentava em frente ao notebook e começava a digitar alguma coisa sobre o tema e logo me batia aquele desânimo que só a segunda-feira, às 6h da manhã consegue proporcionar.

Pois bem, é praticamente impossível não fazer nenhum comentário a respeito da grande ação que foi o “Porto Cai na Rede“.

Não vou julgar se ação foi boa ou ruim, se o modelo utilizado (blogueiros + mimos + férias na faixa = opinião favorável) é válido ou não. Como profissional que trabalha com mídias sociais eu tenho uma visão e como blogueiro, outra um tanto quanto diferente (meio contraditório, mas são coisas que levo comigo). A ação em si merece um post a parte e vou esperar algum tipo de dado mais consistente sobre a eficácia da mesma.(alguém duvida que foi um sucesso?). O ponto principal que eu quero abordar aqui é outro.

Segundo esse post do Eden (o cara que bolou o Porto Cai na Rede), em um dos dias do evento, durante o almoço da turma de blogueiros, um emissário da agência Boca abordou 10 blogueiros (obviamente, aqueles com o maior número de visitas, maior relevância e maior pagerank) e os presenteou com um kit da Olympikus promovendo a vitória do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016. Na caixa a mensagem “Eu já sabia” e um agasalho.

Créditos: Carlos Merigo - B#9

Créditos: Carlos Merigo - B#9

Cabe aqui copiar o conceito de uma técnica do marketing de guerrilha (retirado da Guerrilhapedia) comumente utilizada em grandes eventos chamada de “ambush marketing”, ou Marketing de Emboscada.

“Desta forma, a emboscada pode-se definir como um esforço planejado, para se associar indiretamente a um evento. O objetivo é ganhar ao menos algum reconhecimento, com um investimento muito menor, em contra partida aos esforços de um patrocinador oficial. Ou seja, basicamente dois fatores podem levar uma empresa a optar pela emboscada: os altos custos das cotas de patrocínios dos eventos e a eventual impossibilidade de participar como patrocinadora de um evento.

Grosso modo, a emboscada (ou ambush) é uma festa onde alguém convida muitas pessoas e faz um esforço tremendo para lhes fornecer boa comida e bebida. Mas, de repente, enquanto os convidados conversam tranquilamente, alguém que não tem nada a ver com a organização faz algo que chama muito a atenção das pessoas, virando assunto e levando os créditos pela organização da festa. Na teoria, a emboscada consiste na criação de ações no entorno ou dentro de eventos que chamem a atenção para outra marca. Isso, obviamente, sem pagar cotas de patrocínio e dentro da lei“.

Destaquei a parte em negrito por ser, basicamente, o que aconteceu durante o Porto Cai na rede.

Em qualquer outra situação, como essa relatada no B#9, a ação seria genial. Mas não durante o Porto Cai na Rede. Lá era pecado fazer esse tipo de coisa.

Como publicitário, acredito que a ação da agência Boca foi realizada dentro da cartilha do bom marketing de guerrilha. Aproveitou a reunião dos maiores meritocratas da blogosfera brasileira, poupou dinheiro com comida e hospedagem e só gastou com o brinde, a caixa de presentes.

É lógico que a organização do evento ficou extremamente puta, mas como a ação era para promover a cidade, qual o problema em alguém bancar o penetra e fazer o seu? Muitos vão dizer “ética”. O cara não foi anti-ético. A agência foi oportunista. Diria até ousada e atrevida.

Outra reclamação que observei no post do Eden, foi o fato de todos os blogueiros serem tratados como iguais no Porto cai na Rede e a agência Boca só presentear alguns. Mas, convenhamos. Ninguém aqui é criança e sabe que no mundo real, onde eu e você vivemos, nenhuma agência dá presentinho pra todos os blogs. Geralmente os felizardos só aqueles com grande número de acessos e, em raros casos, blogs de um nicho específico. Publicidade não é caridade.

Ao invés de pegar os 40 maiores, como fez o Porto Cai na Rede, foram logo nos 10 maiores (acredito eu). Simples assim.

Claro que muita gente falou mal pela questão da boa vizinhança. Você não vai falar que a sua amiga está bem mais gata que a aniversariante em plena festa de 15 anos dela, concorda?

Admiro a coragem e sagacidade da agência Boca. Vi alguns poucos comentários negativos (a grande maioria de pessoas que estavam no Porto Cai na Rede), mas, de qualquer forma, conseguiu a sua repercussão.

Com a pouca meritocracia que possuo, só posso mandar um grande abraço a todos os envolvidos.