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06 March 2013 ~ 1 Comment

Dossiê Rafa Barbosa: UOLKut

O início de uma nova era na internet

2004 foi um ano incrível para a internet brasileira. Estávamos acostumados com o bom e velho Fotolog.net, a rede social (que até então nem era chamada assim pela maioria das pessoas) mais famosa entre os brasileiros, diria até mundialmente. Compartilhar fotos, comentar nas fotos de amigos e “favoritar” perfis interessantes ou de gente bonita eram coisas corriqueiras no universo internético daquela época.

Para outras pessoas, a válvula de escape eram os fóruns virtuais. Principalmente aqueles de games e filmes “DivX” e os de putaria. Eu, particularmente, gostava dos dois. Na época era bastante ativo em alguns deles (dado o meu vasto acervo de pornografia).

Também tínhamos os blogs que estavam começando a ganhar força no Brasil. Eu mesmo tinha um “diarinho virtual” no Blig, enquanto aqueles mais descolados já estavam com suas contas no Blogspot ou “Blogger” da vida. Era uma época promissora.

Então, como um messias que é enviado a Terra para nos redimir de todos os pecados cometidos até então, fomos apresentados a mais nova coqueluche americana: o Orkut.

Uma nova esperança

A rede social ganhou uma força descomunal no Brasil. Era necessário convite para fazer parte daquele restrito clube de pessoas legais. Cada usuário tinha direito a dez convites, que poderiam ser distribuídos entre aqueles amigos mais confiáveis. Esses, por sua vez, compartilhavam seus convites com outros dez melhores amigos e dessa forma a rede funcionava de forma orgânica e organizada.

Até que em 2005 ela deixou de ser restrita e a população a adotou como o mais novo ponto de encontro virtual. O Orkut era como uma pracinha de cidade pequena. Reuníamos-nos ali para paquerar, escutar música, tirar fotos e marcar se uma pessoa era 100% sexy ou legal. Foi uma época incrível e que rendeu ótimos frutos (há quem diga que descolou até uma bimbada graças ao Orkut).

Porém, o sucesso da ferramenta americana não agradava aos atentos empresários brasileiros. Como não era possível estatizar aquela revolucionária rede de interação social, a turma resolveu fazer o que os “empreendedores” web brasileiros fazem de melhor: criar uma versão nacional.

Contexto histórico

Contextualizando historicamente, quando o Fotolog.net atingiu o seu ápice de sucesso e previu que os brasileiros acabariam estragando a sua preciosa ferramenta, o número de cadastros destinados ao Brasil foi estabelecido em “300 por dia”. Esses cadastros eram liberados no momento em que o relógio digital do Windows marcava 00:00.

Era basicamente uma corrida enlouquecida rumo a uma preciosa conta naquele site que marcou toda uma geração.

Vendo esse claro embargo a uma das mais poderosas nações com acesso à internet, os nossos sagazes empreendedores começaram a criar versões brasileiras e alternativas para isso: Flogão, UolFotoblog e Gigafoto.

Não tinham o charme e muito mesmo o carisma do Fotolog.net, mas para uma população carente de atenção e com uma extrema vontade de se exibir, essas eram as melhores alternativas possíveis.

Com o Orkut não poderia ser diferente. Fomos apresentados a uma nova forma de rede social. Uma verdadeira comunidade online de pessoas unidas pelos mesmos gostos e interesses. A ideia era genial demais para ficar apenas com os malvados americanos.

Dotado desse pensamento ufanista, uma das maiores empresas de internet do Universo, desenvolveu a sua versão brasileira da rede social do Google.

Em 2005 fomos apresentados ao UOLKut.

A resposta brasileira ao imperialismo americano

UOLKut – a resposta brasileira ao gigante Orkut

Na época, o principal argumento do UolKut para a adesão de novos membros era a estabilidade do sistema. Com o crescente número de usuários no Orkut, o sistema ficava fora do ar (Bad, bad Server. No donut for you) a maior parte do tempo, o que acabava incomodando profundamente os usuários da rede social.

Tela que se tornou companheira de muitos brasileiros por longos meses

Afinal, estávamos viciados naquilo. Não podíamos ficar mais de uma hora sem a nossa dose diária de scraps, depoimentos, fotos e discussões em comunidades como “Amo/Sou fã de brigadeiro”.

Foi cruel da parte dos donos do UolKut apelar para esse argumento. Dessa forma, muitos usuários acabaram criando suas contas concorrente.

De acordo com reportagens da época, o UolKut oferecia o que já existia nas redes sociais e mais ainda: tudo aquilo que os internautas desejavam. Privacidade, personalização do perfil, sistema de busca, integração com blog e fotolog e tudo o que hoje em dia é basicamente o padrão de qualquer nova rede social (mas no caso do UolKut, apenas com os serviços da mesma empresa).

Os responsáveis investiram pesado na divulgação da novidade. Rolou até comercial de televisão, mostrando com todas os artifícios visuais possíveis que o UolKut era a resposta brasileira imediata e eficiente ao “instável” serviço prestado pelo Orkut.

Pobres tolos. Não sabiam como a internet funcionava.

Pouco tempo depois, não sei se motivado por processo ou ameaça mesmo, o UolKut mudou seu nome para UolK. Infelizmente, nem assim a ferramenta caiu no gosto popular. Estávamos sedentos pelo Orkut e não deixaríamos esse vício tão facilmente.

A ascensão e queda do UolK

Um dos grandes trunfos do gigante portal UOL sempre foi o seu bate-papo. Até hoje é uma das “redes sociais” mais acessadas pelos brasileiros. É um ponto de encontro para muita gente com gostos em comum, como por exemplo: sexo homossexual em São Paulo, predileção por meninas ou meninos de 15 a 20 anos ou imagens de sexo bizarras.

É como se fosse aquele boteco que já não é mais tão popular assim, mas que ainda tem o seu charme e é considerado um patrimônio por aqueles que relutam em seguir em frente.

Aproveitando toda a integração com as ferramentas do UOL, a empresa integrou o UolK ao seu bate-papo, oferecendo uma chance das pessoas se mostrarem como verdadeiramente eram. Ou seja, você entrava na sala logado em sua conta no UOLK, permitindo que qualquer um visitasse o seu perfil.

Saía de cena a “AninhaLoirinha15RJ” e entrava em cena a Marilda Gomes, professora de escola pública, infeliz, mas que adorava poodles e sair com os amigos. Informações obtidas graças a sua descrição no perfil do UolK.

Bem, era o trunfo e ao mesmo tempo a kriptonita da rede social. As pessoas não queriam se identificar. Não queriam expor a sua vida verdadeira ali, logo, o que pensaram ser a grande vantagem da rede se tornou o combustível para a sua queda.

Dessa forma, o UolK logo se tornou uma cidade fantasma (destino cruel que também encontrou o Orkut alguns bons anos depois). Os usuários abandonaram as suas contas, removeram as suas fotos e as suas publicações.

O êxodo foi tamanho que nunca mais se ouvira falar do UolK, mesmo que tenha funcionado até o fatídico ano de 2011, quando teve as suas atividades encerradas definitivamente.

Pelo menos, uma coisa não se pode negar: sem usuários, dificilmente o UolK sairia do ar, né?

 

Confira o primeiro Dossiê Rafa Barbosa – A pornografia através do tempo.

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25 January 2013 ~ 0 Comments

Barbie e Ken da vida real: duas pessoas de personalidade

Eu deveria estar escrevendo sobre “50 tons de cinza”, já que terminei de ler o livro e tenho uma ou duas observações que merecem estar nesse blog. Porém, enquanto estava aqui me informando a respeito dos acontecimentos do mundo, me deparei com a seguinte notícia:

Clique para ler a notícia

Não sei nem por onde começar nessa deliciosa mistura de seres humanos bizarros, mas vamos analisar o quadro geral.

- Uma moça que gasta em torno de R$ 1,6 milhão para ficar parecida com a Barbie;

- Um rapaz que gasta mais de R$ 200 mil em 90 procedimentos cirúrgicos para ficar parecido com o Ken (namorado da Barbie) – que vale citar – não tem um órgão genital;

- O “Ken” menospreza a Barbie do mundo real por acha-la “falsa”, já que a aparência envolve maquiagem, cabelos falsos e corseletes, artifícios utilizados por drag-queens;

- O Ken e a Barbie do mundo real finalmente se encontram;

- O Ken diz que falta personalidade à Barbie…

HAHAHAHAHAHAHAHUHUAHUAUHAUHKLKADSLKDLAK
HHAHUAUHUAUHAHAKALDKDSKLJKJDFKJDKJAKJDFKDJ
FHUDFUHDUHDUHDFHUFDUHFUDHUHFDUHFDUH

Essa foi realmente a minha reação ao ler que o nosso boneco eunuco pensa que a Barbie do mundo real não tem personalidade.

Leia novamente: o cara que gastou uma fortuna pra ficar parecido com um boneco mal articulado, metrossexual e com fortes tendências femininas afirma que a moça que gastou uma fortuna pra ficar parecida com uma boneca sem genitália e mamilos não tem personalidade.

É o tipo de comentário que me leva a questionar o que essas pessoas tem na cabeça. Dinheiro eu sei que elas possuem, porque ninguém gasta uma fortuna pra ficar parecido com um boneco se estiver passando algum tipo de necessidade. Mas levar isso como sendo uma coisa extraordinária? E criticar alguém que está fazendo exatamente o mesmo?

Sem contar que né? Vamos ser sinceros. A moça pelo menos ficou realmente parecida com uma Barbie, enquanto cara mirou no Ken e acertou o Clodovil misturado com um pouco de Angela Bismarchi e Donatella Versace.

A pergunta que fica é: será que eles também fizeram essa cirurgia?

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01 October 2011 ~ 0 Comments

Hypando na web

Apesar do título clichê desse post, não consigo pensar em outra maneira de anunciar o meu, cof cof, novo projeto websférico com potencial de me tornar, nos próximos meses, figurinha carimbada nos maiores eventos da alta social media brasileira e galgar a minha posição no topo dos mais ricos da Forbes.

Estou falando do Hypando, onde vou postar tudo e qualquer coisa, enquanto esse daqui, o bom e velho Sem Título Ainda, continuará existindo como o ~diarinho~ que sempre foi.

Portanto, se quiser acompanhar coisas legais (bem mais legais do que a minha vida, obviamente) assine o feed ou acesse o Hypando e divulgue para os seus amigos. Eu não esquecerei de nenhum de vocês quando estiver contando o meu primeiro bilhão.

Um grande abs!

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31 August 2010 ~ 3 Comments

31/08 – Blog Day 2010

Blog Day 2010

Esse é o terceiro ano consecutivo que participo do Blog Day, uma celebração mundial dos blogs. A premissa é simples: indique 5 blogs para os seus leitores e avise aos autores desses blogs. Os caras deverão fazer o mesmo, ou não, já que isso não é obrigatório e é apenas uma brincadeira para unir as pessoas que ainda se amarram nessa tal de blogosfera.

Recebi algumas indicações no Twitter, mas não sei se isso conta muito, pois apesar de ser um microblog, não considero que ele faça parte do universo da “blogosfera”. Mas, fico feliz por lembrarem desse espaço aqui. Então, vou deixar as firulas de lado e partir para o que interessa, que é postar 5 blogs, recomendá-los aos meus leitores e avisar aos seus autores.

Prepare o seu mouse, sente-se confortavelmente na cadeira e vamos que vamos.

Calma LáCara, eu fico orgulhoso em saber que alguns representantes da juventude belohorizontina estão mais preocupados e escrever coisas legais em blogs do que perder tempo na Savassi vestindo calças coloridas e se embebedando de Coca-Cola Zero na porta do McDonald’s. O Werneck é um desses representantes. O cara tem só 15 anos (eu acho) e escreve uns posts que me fazem lembrar (sem muita saudade, claro) da minha adolescência. A vantagem é que ele parece ser dar melhor nessa fase do que eu há alguns anos. Recomendo o clique e garanto a diversão.

Alô PF!Começo a pensar que Belo Horizonte tem mais blogueiros do que eu imaginava. Tecnicamente, eu acreditava conhecer todos, inclusive nos reunimos numa mesa de bar no último sábado, o que foi maneiro, mas, esse não é o foco aqui. O Alô PF! É escrito pelo Mr Mouse e mais alguns suspeitos, e é basicamente aquele tipo de blog que mais curto: histórias do dia a dia, besteiras aleatórias (que não são ctrl c ctrl v de notícias de portais) e muito non-sense. Recomendo fortemente a todos os envolvidos.

Nosso Blog EstranhoMais um da safra de novos blogueiros belohorizontinos. Um dos autores do Nosso Blog Estranho, o Gabriel, era praticamente um stalker meu da época de Ato ou Efeito (uma época boa. reativa essa bagaça, théo tanga!). Certa vez me deparo com o cara perguntando onde eu trabalho, onde moro e a que horas eu saio. Medo, obviamente. Mas o cara é gente fina e a gente até já se viu no point da galera descolada de Belo Horizonte (Shopping Del Rey). O blog é escrito por mais uma galera e, da mesma forma que os demais, produz o próprio conteúdo, seja ele em vídeo ou textos. Vale o clique.

Abutre e CostelaVocê já deve ter percebido que o meu Blog Day é totalmente dedicado aos blogueiros de Belo Horizonte, né? Acredito que a galera merece uma força e um dos primeiros caras daqui que conheci foi o Heitor (ou Costela). Até hoje a gente ainda não se viu pessoalmente, mas tamo sempre trocando aquela idéia marota no MSN, seja falando de blogs, mulheres ou coisas aleatórias que acontecem com cada um. Além dele, outras pessoas atualizam o blog e você vai curtir. Acredite.

É Grave, Doutor?O único blog fora do eixo “Minas Gerais”, mas que não perde em nada em qualidade. Esse blog é de uma garota que vivia brigando comigo na época de BlogZona (Oi, ARIIIIII), mas que hoje em dia praticamente se declara todas as noites pra mim (briiimks). É um blog no estilo do meu, basicamente contando o dia a dia da Ariana, de forma bem engraçada e gostosa (heh) de ler. Não importa o diagnóstico, leia o blog e cure pelo menos o mal humor.

 

Então é isso, amigos. Minhas recomendações do Blog Day estão aí, e espero que vocês gostem. Um grande abraço a todos os envolvidos nessa deliciosa e cheia de segundas intenções – a blogosfera.

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20 August 2010 ~ 268 Comments

Morte de Pelanza (Pe Lanza), vocalista da banda Restart

O Twitter está em chamas essa madrugada com a suposta morte de Pelanza, baixista e vocalista da banda Restart. Não sei dizer se o rapaz morreu de verdade ou se é apenas mais uma das brincadeiras que essa garotada da internet faz de tempos em tempos. O fato é que as fãs do colorido estão publicando e procurando informações sobre a “morte de Pelanza“, querendo saber se Pelanza morreu de verdade.

Acho que nem é verdade, porque até agora não saiu nenhuma notícia a respeito da suposta morte do vocalista da banda Restart. Mas, se o Pe Lanza morreu de verdade, resta-me apenas desejar uma boa viagem e força aos amigos e parentes. No velório, com certeza estarei de calça skinny verde, blusa colorida e Wayfarer roxo com lente transparente.

Vai com Deus, Pê.

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14 May 2010 ~ 4 Comments

O futuro dos blogs está nos videologs?

Pelo menos, em um primeiro momento, essa pergunta parece ser pertinente, já que tenho observado que muitos blogueiros estão iniciando as suas atividades como “vloggers”. Seria devido ao sucesso do hypado canal de PC Siqueira, o “Mas poxa vida”? Provavelmente sim, pois a blogosfera tem a mania de seguir tendências em épocas distintas.

Em 2008, muitos blogs embarcaram na onda dos podcasts, impulsionados pelo sucesso do Nerdcast, RapaduraCast e os suspeitos habituais. Muitos entraram nessa simplesmente pela diversão de reunir alguns amigos e falar besteira. Mas, as coisas não são tão simples. Esse tipo de conteúdo exige tempo (alguns tem de sobra), edição e o trabalho despendido nessa edição. Além disso, não é todo mundo que tem algo interessante a falar em um podcast, por exemplo.

No caso dos videologs, especificamente, a tendência que tenho notado é a realização de “críticas mal humoradas à assuntos do cotidiano com uma dose de humor”. Pega-se um tema hypado, liga a câmera e fala mal de um jeito engraçado. É quase um show de stand-up comedy particular, mas que funciona, como podemos observar no sucesso do vlog Não Faz Sentido, do grande estudante de vertentes Felipe Neto.

Claro, os videocasts não surgiram agora. Estão apenas se tornando mais “populares”. Até mesmo pelo formato. Mas, se você se lembra bem, ano passado tivemos algumas ótimas edições do BraincastTV, videocast do Brainstorm #9 focado no mercado publicitário.

Uma abordagem bem diferente da que vem se destacando atualmente, pois era focado em debates, e com mais de um participante. Não sei que fim teve, mas não tivemos mais edições. Particularmente, acho uma puta falta de sacanage.

Voltando ao início do texto, acredito que o sucesso de alguns videologs contribuirá para a migração do conteúdo escrito para o conteúdo áudio-visual, que no Brasil, é muito mais atrativo para a “galere” do que textos enormes com a mesma carga de humor ou qualquer outra opinião.

Acho muito interessante essa abordagem dos videologs. Claro, nem todos conseguem ser engraçados, mas isso varia do gosto do usuário. E às vezes o foco não é ser engraçado, apenas falar em frente as câmeras o que tem vontade. Vamos ver se isso é só mais uma modinha internética ou se vai adiante, se tornando algo concreto e bem realizado pelos sempre presentes “envolvidos”. Aliás, um grande abraço pra eles.

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24 March 2010 ~ 3 Comments

Ganhar dinheiro em casa com blogs

Numa indústria vital como a do entretenimento, as vezes é preciso apelar usando algumas estratégias que aumentem a sua audiência e consequentemente o faturamento através de publicidade. Com os blogs não é diferente.

Se você tem alguma aspiração em ganhar dinheiro em casa com essa ferramenta, deve deixar de lado aquela velha posição de “sou contra o pára-quedismo. Abaixo o capitalismo! Viva Mao! Viva o Macartismo”! Para você se tornar relevante para as agências, você deve ser, primeiro, relevante para os usuários.

Ok. Você não precisa ser tão relevante para os usuários. Basta ser relevante para o Google, de forma que você esteja sempre nas primeiras posições para palavras-chaves que tenham um grande volume de buscas.

Veja bem: isso vale apenas para o cara que só quer ganhar dinheiro em casa com blogs. Se você pretende trabalhar com isso, a internet, o Google e o amado SEO tem muito mais a oferecer. Continuemos.

Os anúncios e programas de afiliados estão para os blogs da mesma forma que os comerciais estão para a televisão. Seguindo essa analogia, os posts contendo as expressões “nua, pelada e sem roupa” estão para os blogs da mesma maneira que as deliciosas Panicats de biquíni estão para a televisão. Entendeu a lógica? Espero que sim, pois não vou repetir.

Para atrair a audiência, os telejornais abordam de forma ostensiva temas que despertam a atenção do público. Aplicamos o mesmo princípio nos blogs. É como se levássemos o sensacionalismo dos jornais para as páginas virtuais.

Sai de cena a Tekpix e os comercias de cerveja e no lugar temos vitrines do Mercado Livre, banners do Submarino e anúncios do AdSense. Uma deliciosa e inofensiva forma de fazer dinheiro com blogs.

Indo um pouco mais além e entrando no ramo da “Cauda Longa”, vale a pena observar alguns blogueiros que não estão no ramo dos “millionaires” da internet, mas que vem alcançando ótimos resultados financeiros utilizando essas técnicas.

Veja o Jotta, por exemplo. Em um mercado tão competitivo como o imobiliário, o cara consegue fazer mágica convertendo cliques em dólares com a expressão “aluguel de quartos em São Paulo”. E lhes digo, ele não é um grande “player” como o Anderssauro ou o Rafael Slonik.

Outro grande amigo que vale a pena ficar de olho é o Super Wallace. Ao contrário da turma que copia conteúdo gringo e faz grana com isso, o cara é autêntico e consegue tornar um hype engraçado e lucrativo, com a medida certa de sagacidade e bom humor. É um dos poucos amigos que consegue escrever um artigo tão original e engraçado quando o assunto é “subnick para MSN”.

Nossas conversas noturnas tem rendido bons negócios. Só com as dicas fornecidas pelo Wall e pelo Jotta, tive um aumento nos lucros de mais de 500% nos últimos dias.

Isso não é brincadeira. É a tal cauda-longa aplicada na sua forma mais pura.

Portanto, amiguinho, caso você queira ganhar uma grana com blogs, mas ainda não é atrativo o suficiente para anunciantes, invista primeiro nos pára-quedistas. Tenha em mente sempre o seguinte: pessoas inteligentes procuram por conteúdo relevante. Defina bem qual o público que você deseja agradar e prepare o seu conteúdo de acordo com essa escolha.

E entenda muito bem a diferença entre SEO e caça pára-quedismo. SEO é posicionar um conteúdo relevante para o usuário nos mecanismos de busca e pára-quedismo é atrair visitantes para o seu blog “ludibriando-os”. Você pode não notar, mas os leitores notam.

A propósito, esse sou eu ganhando dinheiro, nesse exato momento.

——

Estarei iniciando uma série de artigos com algumas dicas sobre como ganhar dinheiro em casa utilizando várias ferramentas disponíveis na Web. Acompanhe e fique rico comigo.

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03 March 2010 ~ 12 Comments

Salários e pênis

Em um mundo perfeito, o salário seria como o pênis. Não que eu vá comprar coisas com pênis, até porque eu não curto um órgão reprodutor masculino, mas digo no sentido de “intimidade” da parada. Homens, por natureza, não ficam comparando o tamanho dos seus respectivos membros. Eu não quero saber quanto o meu melhor amigo tem de diâmetro e tamanho e, aposto que ele também não quer saber quanto eu tenho, porque estaríamos falando de um constrangimento enorme. Gostaria que fosse o mesmo com salário.

As pessoas tem uma curiosidade incrível em relação a quanto você ganha. Amigos principalmente. Não que eu tenha que esconder de alguém o quanto eu ganho, mas é bem chato quando alguém fica “cara, quanto você recebe lá no trampo”? Dá a impressão de que a pessoa quer competir e se eu falar que ganho X ela vai dizer “pois é, eu ganho 3X, chupe meu ovo esquerdo”. Eu não gosto disso. Não acho essa uma vibe correta.

Mas, é sempre bom saber quanto um profissional da minha área ganha nos demais estados. Isso dá uma base boa para responder aquela famosa e constrangedora pergunta das entrevistas de emprego: “qual a sua pretensão salarial”?

Pensando em como responder essa pergunta, o Governo de São Paulo resolveu lançar um site chamado Salariômetro.  A idéia é bem simples: saber qual a faixa salarial média da sua profissão em todos os estados do Brasil.

Pra quem está começando agora, recém-formado e procura um emprego com carteira assinada (ou não) o Salariômetro ajuda, a saber, quanto ganha o profissional da sua área através de determinados filtros.

Como exemplo, busquei saber quanto ganha um redator publicitário, entre 18 e 24 anos, formado, em todo o Brasil. O resultado foi:

 

salariômetro que é http://www.salariometro.sp.gov.br

To rico!

 

Agora, se esse valor é aplicado em Belo Horizonte, fica a dúvida, pois recentemente uma agência, que eu havia estagiado como redator antes de me formar, me ofereceu R$ 800 + VT + VR para voltar. Não daria esse valor somando todos os benefícios. E me senti um tanto quanto desvalorizado, pois recebia R$ 500 como estagiário nesse mesmo lugar. Meu diploma não custou 300 reais, então poderiam oferecer mais, por educação.

Não vejo uma utilidade muito maior do que isso e, acredito até, que esse salariômetro provavelmente foi obra de algum programador que queria colocar algum trabalho no ar. O visual é bem feinho, uma coisa bem “web 1.0” com aquela moeda de real girando insistentemente na sua tela. A questão da utilidade também na vai além dessa que citei acima.

Mas fica aí a dica, pelo menos pela diversão, ou tristeza, em saber que no resto do país qualquer um ganha mais do que você. Ou não.

Se você quer saber qual é o salário médio da sua profissão, acesse o site Salariômetro:  http://www.salariometro.sp.gov.br

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26 February 2010 ~ 12 Comments

A minha desagradável experiência com o Chat Roulette

Durante as minhas horas e horas de navegação pela internet, acabei lendo vários tweets e vendo algumas screen shots de amigos em um tal site chamado Chat Roulette. Mas o que é o Chat Roulette? A curiosidade foi sendo despertada aos poucos. O que eu sabia, basicamente, era que tinha webcam no meio. E nesse assuntou eu sou especialista.

Passadas algumas semanas, decidi que era hora de testar esse novo site.

Tela do Chat Roulette

Uma coisa a respeito de sites que envolvem chats com webcam: pervertidos. Esse é o tipo de público dominante em redes como o Sitckam ou qualquer outra de broadcasting. Pessoas sem vida social que encontram uma oportunidade única de ver alguns seios ou quem sabe algo mais em troca de exibir (sem a permissão de quem assiste) pênis flácidos, banhas e pêlos em demasia. Uma ótima pedida para garotinhas de 14 anos que acabaram de conhecer o site.

Eu, no alto da minha vassoura (Oi Rafinha Bastos, gênio do humor), com anos de conhecimento desse universo acumulado em meu HD mental, acabei ignorando completamente a premissa básica do parágrafo acima. Era de se esperar que em um site como o Chat Roulette, o número de “pervs” fosse acima da média.

Digitei o endereço e aguardei a conexão. O que me esperava na tela de “Partner”? Uma bela sueca de olhos verdes, seios fartos e de baby-doll? Ou então uma linda universitária de Ohio descobrindo a delicia de se exibir pela internet para estranhos? Divagações a parte, a realidade veio sutil como um paquiderme.

Do outro lado, uma criatura visivelmente acima do peso, pele branca parcialmente iluminada por uma daquelas lamparinas de mesa sentada em uma cadeira acariciando o seu PÊNIS de forma ritmada e empolgante.

Evandro não gosta de pênis! Ele se assustou!

Sim, amigos, o meu “seja bem-vindo ao Chat Roulette” foi um pervertido e sua piroca em pleno ato masturbatório. Entre milhões de usuários do mundo todo, eu fui recebido justamente por aquele que pensou ser uma boa idéia “descabelar o careca” em frente a webcam para desconhecidos.

Imagem meramente ilustrativa, mas foi assim mesmo!

Essa é uma das maravilhas que só a internet pode proporcionar. Não poderia entrar de forma melhor nessa rede que promete ser a grande vedete da pornografia virtual no ano de 2010.

Chat Roulette. Acompanhem essa aventura.

O Fiuk gosta de penises. riariariarisos

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29 January 2010 ~ 43 Comments

Fundos para Formspring.me

Veja bem, não estou falando dos famigerados fundos de tela para o Formspring.me, e sim de rentabilidade do serviço. É visível que o crescimento da ferramenta começou a causar instabilidade na nova rede social. Para quem é viciado, esse é um grande problema, pois um serviço – gratuito – que fica fora do ar, acaba despertando a “falta” de interesse por parte de seus usuários.

Essa situação lembra muito o início de outras redes sociais como o Orkut e Twitter, que caiam a maior parte do tempo por não estarem preparadas para tantos acessos simultâneos. Com o crescimento das mesmas, investimentos foram realizados e hoje em dia é bem difícil ver o Orkut negando “biscoitos” ou o Twitter baleiando. Até baleia, mas na grande maioria das vezes é devido a algum grande evento que movimenta o micro-blogging.

No momento não consigo pensar em fundos para o Formspring.me que não envolvam publicidade. Não vejo um atrativo que desperte a vontade de pagar pela utilização do serviço, visto que os seus usuários são, em sua maioria, jovens e não vejo de que forma eles se engajariam a ponto de pagar por isso.

Claro que em algum momento a rede receberá investimentos, patrocinadores e tudo o mais que redes sociais têm direito. Resta saber até quando o Formspring.me será interessante e relevante para seus usuários. Pelo menos aqui no Brasil a ferramenta pegou. Vamos ver ao longo do ano.

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