Questão de atitude.

16/10/2009 at 16:00
Tem que ter atitude, Yo?

Tem que ter atitude, Yo?

As mulheres são complicadas, mas você pode saber somente o básico pra se dar bem em algumas situações. Além da comodidade financeira e auto-locomotiva, as mulheres também admiram (sexualmente) caras que tem a famosa atitude.

Se você é do tipo que fica esquentando, esquentando e preparando, saiba que o primeiro malandro que chegar com uma mordidinha na orelha enquanto lança uma cantada mais sagaz vai levar a sua mina. E você vai ficar chupando dedo enquanto chora com seus amigos no MSN.

Os problemas de atitude masculina ocorrem, em grande parte, durante a adolescência. Você ainda não tem a intimidade necessária com o sexo oposto e acaba dando aqueles vacilos que só a puberdade consegue proporcionar.

Certa vez, eu devia ter os meus 16 anos, por aí, mudou-se uma nova garota para o prédio. Veja bem: estamos falando de um prédio onde a maioria das pessoas da minha idade eram do sexo masculino, aliás, todos eram homens. De todas as garotas que moravam ou moraram lá, todo mundo pegou pelo menos uma vez (menos os irmãos Tampa). Quando mudava uma novata, a turma ficava agitada e doida pra inaugurar a moça. Não necessariamente no sentido sexual.

O nome dela era Giselle. Três anos mais nova do que eu, ou seja, estava com os seus 13 anos de idade, mas bem desenvolvida (aquela doce fase onde as garotas começam a se interessar pelos garotos). Ou seja, seios, e isso, aos 16 anos de idade é um ótimo atrativo. Obviamente cada garoto começou a se mostrar para a novata. Cada um exibindo o que tinha de melhor. Porém, o que ninguém imaginava era que a moça daria mole para o maior bocó do prédio, o Tiago, mais conhecido como o Tampa mais velho.

Teoricamente, o cara não tinha atrativo nenhum. Era magrelo (na época eu era fortinho, tinha até abdomem parcialmente definido e era skatista malandro), completamente bobo e provavelmente virgem.

As vezes a Giselle curtia esse tipo de coisa, não sei. Mas o fato é que a menina cansou de oferecer oportunidades para o rapaz pegá-la de jeito.

Em uma das situações, a moça provou toda a crueldade peculiar ao sexo feminino e se fechou na portaria pelo lado de dentro e com o Tiago do lado de fora disse:

Você só entra aqui se me der um beijo.

Caras, o Tiago era só um ano mais novo do que eu. Porém o rapaz agiu como um recém nascido e inacreditavelmente beijou a Giselle. Com a boca na porcaria do vidro da portaria. Tipo, que merda foi aquela? A menina continuou provocando e o idiota resolveu dar as costas e sair.

A Giselle, claro, não perdeu a oportunidade e deu aquela zoada chamando o cara de frouxo. Frouxo, cara. Qualquer homem em uma situação como essa pegaria a garota pelo cabelo, daria um beijo bruto e dois tapinhas na caracomo quem diz “Who’s your daddy, bitch”? Mas ele não fez nada.

Como nesse meio tempo eu havia me tornado mais próximo dela (era vizinha de porta), acabei por começar a ir pra cima da garota. Mas nem cheguei a ficar com ela. Depois de um tempo comecei a achá-la um pouco infantil. Pois é, eu estava me tornando um jovem adulto.

Por muito tempo continuou nessa mesma história. A garota visivelmente afim de experimentar os dotes eróticos do Tiago e ele sempre inventando uma desculpa esfarrapada.

Era deprimente a falta de “atitude” do cara.

Se possuísse um mínimo de atitude, não perderia tempo e na primeira oportunidade investiria todo o seu “charme” com a garota. Ou as vezes isso também não daria certo. Vai que a Giselle só queria curtir com a cara do babacão. Conheço muitas assim.

O fato é que homem precisa ter atitude. Mulheres que preferem os tímidos e que vão pra cima são minoria. Se ela vai pra cima, espera pelo menos alguma reação do cara para o que ato se complete. Se você não tem isso, colega, sinto muito, mas você é um fracassado.

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Histórias de outros carnavais.

10/09/2009 at 00:48

Essa história se passa no carnaval de 2007, exatos sete meses antes de conhecer a minha namorada. Naquela época, obviamente, eu era um cara solteiro que de acordo com aquele grande hit do funk carioca estava na pista pra negócio.

Cidade pequena é um verdadeiro paraíso para caras da capital. As garotas estão ali, fartas de andar com os mesmos rapazes sem graça e monótonos de sempre e o carnaval vem pra limpar a alma dessas pobres moças entediadas. E dos rapazes da capital também, que podem fazer a festa sem se preocupar em ligar no dia seguinte ou marcar um cineminha. É só passar o MSN e amaciar durante o ano pra garantir a diversão do carnaval seguinte.

Urrú! É carna, risosrisos

Urrú! É carna, risosrisos

Voltando.

Solteiro, bem sucedido, bonito e com um charme irresistível, logo no segundo dia de carnaval já me arranjei com uma garota de lá. Por incrível que pareça, a menina era amiga de uma amiga minha da cidade (que eu já conhecia há mais tempo) e de tanto essa minha amiga falar de mim, a garota acabou me adicionando no Orkut. Isso ainda no ano de 2006. Não dei muita idéia até porque, você sabe, não é bom dar muita moral pra menina assim. Enfim.

Eu destilando toda a minha excentricidade pelo interior de Minas Gerais.

Eu destilando toda a minha excentricidade pelo interior de Minas Gerais.

O Thalles, meu amigo que tem parentes em Raul Soares e garantia a diversão carnavalesca da galera acabou conhecendo a garota um tempinho antes do carnaval e deu aquela sondada: era só eu chegar.

Então, com o aval do parceiro e em ritmo de festa, fui só esperando o momento certo. Pra dizer a verdade, a coisa mais difícil que existe é eu chegar em alguma garota. Somente em casos extremos, o que acarreta foras históricos que um dia ainda irei contar aqui no blog.

Para dar um clima um pouco mais romântico, a luz da cidade acabou e carnaval sem luz é o mesmo que, não sei, não consegui pensar em nada pra comparar, mas o fato é que sem luz, tudo escuro, a coisa começava a ficar interessante.

Sentados na porta da casa da avó do Thalles, tirei uma Ice Kiss do bolso, coloquei na boca com todo aquele charme que só eu consigo fazer a lancei a clássica cantada do “aceita uma bala”?

Obviamente a garota disse não. Mas, definitivamente eu estava cagando se pegaria ela ou não, mas a sorte naquele dia resolveu brilhar pra mim. A garota vira pouco tempo depois com uma carinha de cachorro pidão e fala “Nossa, se arrependimento matasse…

Foi só correr pro abraço.

A história poderia terminar aqui. Final feliz. Me dei bem e garanti uma companhia para o resto do carnaval. Mas quando o assunto é Rafa Barbosa, as coisas nunca saem como o esperado.

Vale aqui uma explicação a respeito da cultura local de cidades do interior. É um costume típico das garotas dessas cidades-pólo carnavalescas terminar o namoro as vésperas do carnaval a fim de fazerem a limpa na carne fresca que chega à cidade sem ficar com a consciência pesada após a folia.

É praticamente um acordo entre ambas as partes. Imagine esse “tempo” como um altas, aquela pausa das brincadeiras de pega-pega (sem trocadilho). Ambos podem pegar geral sem se preocupar com o que a(o) ex-futura(o) namorada(o) está fazendo. Um costume estranho, diga-se de passagem.

Como a garota era nativa, ela havia terminado o namoro pouco antes do carnaval. Nos primeiros minutos de conversa rolou aquele papo de “terminei agora, quero curtir e blah blah blah”. Na minha cabeça só passava uma coisa: “cala a boca, beija e boa noite”.

No outro dia teria a passagem do Trio Elétrico do grande Luciano Olimpo, um artista da região famoso pelo seu molejo, requebrado e malemolência. Um cara consagrado de outros carnavais. Era praticamente o ápice do carnaval Raulsoarense.

Por uma “incrível” coincidência o namorado da garota era um dos dançarinos do trio elétrico.

Obviamente ele era mais forte, mais definido, mais magro e mais “popular” do que eu na cidade e, de acordo com o manual básico da mente feminina, mulher odeia competição. Pior ainda: mulher odeia que as demais fêmeas da manada cobicem o macho com o qual ela mantinha relações.

Estava declarado mais um fail na minha vida. A garota teve uma crise de consciência pesada e resolveu repensar o término do namoro bem quando eu, o malandrão, achava que tinha me dado bem.

Isso não foi nem de longe um relacionamento, mas a menina teve todo o trabalho de romper a nossa relação com um singelo:

“Desculpa, mas eu acho que ainda gosto dele. Foi mal mesmo, Rafinha”.


Obviamente eu caguei pra esse fora e fui procurar a próxima, mas como disse nos parágrafos acima, não costumo chegar em garotas com tanta facilidade assim.

Resumindo, passei o resto do carnaval tomando Coca-Cola, indo na Lan-House e jogando baralho com o Thalles. A diversão sadia da família brasileira.

Mas ai veio Setembro, conheci a Ohanna e em Outubro comecei a namorar a garota mais linda do mundo! ;)

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Uma noite alucinante!

31/08/2009 at 00:54

Vocês se lembram da garota que copia os depoimentos e scraps que envio para a minha namorada para mandar para o namorado dela? (Clique aqui e aqui se não conhece a história)

O que eu citei apenas superficialmente é que eu estava ficando com ela basicamente um pouco antes de conhecer a minha namorada e, quando conheci a primeira dama, simplesmente parei de falar com a garota. Mas não é sobre isso que vou falar. É sobre a aventura medonha que foi encontrar com essa garota pela primeira vez.

Tudo começou quando ela respondeu que “me pegava” em um daqueles tópicos de comunidades do Orkut.  (Leia a frase anterior de novo. Sacou o nível da parada? Continuemos). Bonitinho, sensual e bem sucedido, sou um prato feito pra qualquer garota, mas já sou comprometido, felizmente.

Malandro adepto da escola Oliver de sedução que sou, logo me engravei com a garota,respondendo que também a pegava e já partindo pra troca de MSN’s e toda essa burocracia digital pós-Orkut.

Conversa vai, conversa vem, masco ela pra cá, masco ela pra lá e a garota me chama pra festa junina da escola dela, que por coincidência era outra unidade do colégio que eu havia me formado.

Em meio ao convite, a copiadora de scraps resolve bater uma aposta comigo. Ela apostou que eu não iria a festa. Obviamente, a brecha foi aberta e já lancei a clássica “o que eu ganho se eu for?” A resposta era uma só. heh6cg

Aposta selada, casada no chão,  parti para a aventura.

Pra começar, estamos falando do bairro Minas Caixa, que fica após o bairro Venda Nova, que para quem não conhece é, digamos, um distrito dentro de Belo Horizonte. Além daquele pedaço, todo o restante é considerado “barra pesada” pelos demais moradores de bom senso da capital mineira.

New Sale em vermelho.

New Sale em vermelho.

Uma pequena pausa narrativa:

Homem nessas horas é uma merda, pois acaba pensando com as bolas ao invés do cérebro e acaba se metendo em “altas confusões”. Ignorando completamente o meu sentido aranha que insistia em me dizer “é furada, amigo”, resolvi comparecer ao local.

Voltamos.

Não fazia a menor idéia de onde era a escola da garota e tive que apelar pra uma das coisas que mais odeio: pedir para o trocador do ônibus me avisar quando deveria descer.

Geralmente o trocador ignora a sua presença e só te avisa que o ponto passou uns 5km depois do local desejado. Mas, por sorte, esse trocador era legal e me mostrou o lugar certo.

Infelizmente aquele era o lugar certo.

Apesar de o colégio ser militar, era um lugar, no mínimo, nefasto. Estava rodeado pela famosa raça dos “abas retas”, que são nada menos do que aqueles garotos da periferia que utilizam os seus bonés com as abas devidamente retas e, por si só, já infligem um alto grau de medo em rapazes da área nobre como eu.

Vida Loka é nois. LOL!!!111 rsrrsrrssr

Vida Loka é nois. LOL!!!111 rsrrsrrssr

Passado o cagaço, vamos em frente. O show de horrores tinha que continuar.

O colégio não poderia ser diferente. A turma que estava na rua, migrou em peso para o ambiente da festa e minhas esperanças de sair vivo daquele local diminuíam a cada minuto.

Veja bem, eu sou o tipo de cara tem estampado na cara “burguesinho de merda”. Não é pelas roupas ou por algo que eu esbanje, mas é o modo como eu me comporto. Não me visto com quase nada de marca. O problema é que na época eu estava numa fase meio, astro do rock juvenil. E astro do rock juvenil não combina com o bonde do baile funk.

Sabe aquela cena do baile funk em tropa de elite, antes dos aspiras sentarem o dedo em todo mundo? Então, o local estava basicamente daquele jeito. E era uma festa junina, hein?

Uma rodada de suco pra galera! A moçada bonita de Venda Nova.

Uma rodada de suco pra galera! A moçada bonita de Venda Nova.

Resumindo a estadia na festa, sobrevivi e chegou a hora de ir embora.

Eu não tinha mais do que R$ 10 no bolso, afinal, isso dava e sobrava pra pagar a minha passagem de ônibus. O que ninguém me avisou era que o ônibus que ia direto de lá e passava pelo meu bairro, parava de circular após as 22h. Isso já era quase 23h.

Estava o Rafael em um local deserto, cheio de perigos e completamente sozinho esperando o primeiro ônibus random que passasse por ali. Todos convergiam para o mesmo lugar e eu poderia pegar outro de lá pra minha casa.

Acontece que os ônibus simplesmente não passavam por ali. Acho que era toque de recolher ou algo do tipo. A quantidade de ônibus era inversamente proporcional à quantidade de caras suspeitos que passavam me encarando e me olhando de cima a baixo.

Uma certa compressão anal começou a se fazer presente.

Após mais de meia hora esperando um ônibus e nada. O primeiro Taxi que passou – era um táxi mesmo, cara! – chamei. Para a minha sorte, o motorista era legal e não pensou que eu iria assaltá-lo. Provavelmente porque eu era único cara vestido “como gente” naquele lugar.

Entrei no táxi e desembolei o seguinte diálogo:

- Cara, eu tenho R$ 10. Até onde você pode me levar com isso?

- Você precisa ir pra onde, chefe?

- Eu tenho que ir para o bairro X.

- Vishe colega, por dez barão nem rola.

- E na estação Venda Nova, dá pra me deixar?

- Aí sim. Bora.

Abençoado seja aquele motorista cujo nome, infelizmente, não me lembro. Salvou uma pobre alma aquele dia.

Infelizmente não era o Antônio Alves, Taxista.

Infelizmente não era o Antônio Alves, Taxista.

Chegando à estação ainda tive que esperar mais alguns minutos até o próximo ônibus sair. Eu já não agüentava mais ficar naquele bairro. Sinto calafrios só de pensar nos momentos em que passei ali.

Me chame de fresco. Prefiro dizer que é auto-preservação.

Naquele dia jurei que não voltaria mais lá e os próximos encontros que tive com a garota sempre foram em lugares públicos, como shoppings e etc. Afinal, ali pelo menos tinha segurança.

Depois ainda nego vem me perguntar por que parei de falar com ela quando conheci a minha namorada. Francamente.

Segurança em primeiro lugar. Sempre.

PS.: Te amo Ohanna!

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O trocador galã.

22/07/2009 at 00:24
A figura do trocador. hehe

A figura do trocador. hehe

Eu admiro a figura do trocador de ônibus. Haja saco e paciência para ficar sentado, tipo, 8 horas por dia recebendo dinheiro e escutando merda dos outros. É uma profissão que merece respeito.

Existem vários tipos de trocador de ônibus. Vou citar alguns deles antes de prosseguir com a minha história.

O gente fina

Esse é geralmente aquele trocador que te recebe com um sorrisão no rosto, te dá bom dia, comenta sobre o jogo da noite passa e se oferece para colocar a sua mochila no cantinho que existe entre o banco da frente e a cadeira dele. É um sujeito legal.

Esse daí parece ser um cara legal.

Esse daí parece ser um cara legal.

O sério

É o cara que cumpre a sua função sem dar muita importância para o azul do céu ou o aroma de leite de rosas da moça que subiu na sua frente. Ele recebe a grana, te dá o troco e parte para o próximo passageiro. Simples assim.

O filho da puta

Em toda profissão existe o filho da puta. Não existe definição melhor para as atitudes do cara a não ser a filhadaputisse de raiz, a filhadaputisse moleque, de várzea. Nos coletivos urbanos não poderia ser diferente.

O cara já te recebe com má vontade, fala merda se você dá R$ 5,00 quando a passagem é R$ 2,30 e fica resmungando o caminho inteiro sobre o quão filho da puta foi o passageiro que deu uma nota de R$ 20.

Enfim, é um cara normal.

A mão diz tudo. Oiducu!

A mão diz tudo. Oiducu!

Ontem enquanto voltava do trabalho tive o prazer de descobrir mais uma categoria de trocadores. Por enquanto ele foi o primeiro, mas acredito que essa fauna é ainda mais diversificada do que eu imagino.

O Trocador Galã.

Olhar de sedutor, postura impecável, vestuário mais bem elaborado que o dos demais. A cantada certa para todo tipo de mulher que gira a roleta. Meia hora sentado perto desse trocador e você sai do ônibus com um repertório gigante de cantadas ou, no mínimo, com a barriga doendo de tanto rir.

Sério. Peça rara.

Olha o tamanho do pandeiro da morena!

Olha o tamanho do pandeiro da morena!

Sentei no primeiro banco do lado oposto ao do trocador, de frente para quem passa pela roleta. Estava de camarote, podemos dizer. Não demorou muito, logo depois que me sentei o moço já colocou as suas asinhas de fora.

Entrou uma garota até bonita, um pouco mais velha do que eu, com uma tatuagem de estrela no pulso. Sem perder tempo o nosso Don Juan do asfalto me lança:

- Essa estrela combina com você. É linda.

Com a maior cara de What the fuck possível, a moça respondeu:

- Obrigada. Visivelmente impressionada com as habilidades seducionais do “agente de bordo”.

Além de galã, o cara era seletivo. Não cantava qualquer uma. Atacava as presas mais propicias a cair na sua graça.

A segunda vítima foi uma funcionária de alguma loja da Oi. A moça em questão entrou no ônibus com fones de ouvido, pagou a passagem e o trocador fez a sua mágica.

Não consegui entender muito bem o que ele disse, mas questão de alguns segundos depois, ele já compartilhava dos fones de ouvido da moça e ostentava um sorriso campeão na face.

Depois disso não me recordo de muita coisa porque apaguei. Tenho esse fraco. É sentar no ônibus e o sono vem incontrolável.

Para a minha sorte, tive a chance de observar como um verdadeiro pegador age nos ambientes mais inóspitos possíveis para a paquera. Uma verdadeira aula essa do trocador.

Update:

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O Dia que Jesus me traiu

15/06/2009 at 21:19

Ele devia ser mais descolado do que eu

Jesus pode ter feito um cego enxergar, um aleijado andar e ter ressuscitado depois de alguns dias, mas, para mim, ele reservou algo muito mais irônico e humilhante. Jesus pode ter sido legal para você, mas comigo, ele apenas se divertiu rindo da minha cara. Vou contar para vocês um pouco dessa minha experiência com “Jesus”.

No final de 2005, eu estava de rolo com uma garota da minha rua. Estava curtindo demais ficar com ela e, quem sabe talvez, dar um passo adiante na “relação”. O Reveillon estava próximo e nesse ano eu passaria na casa da minha tia. Uma coisa mais família. A garota, por outro lado, resolveu passar em um clube tradicional aqui de Belo Horizonte.

Nesse momento, enquanto observava atentamente o desenrolar dessa história, o “criador” resolveu brincar um pouquinho com a cara desse blogueiro. E devo admitir, ele tem estilo.

Enquanto eu estava na casa da minha tia comendo pernil, tomando Coca-Cola e assistindo ao show da virada, a minha “peguete” estava lá no clube. Deu meia-noite e eu tentei ligar. Mas réveillon, após a meia-noite, é praticamente impossível conseguir completar uma chamada via celular. Logo, deixei para depois. Fui para a cobertura da titia e vi “de camarote” os fogos da lagoa da Pampulha.

Curiosamente, minha testa começava a demonstrar um pequeno sinal de coceira e minha cabeça pesava. Era hora de dormir, acreditei inocentemente.

Volta para “O Criador”. Sentado confortavelmente em sua cadeira de mogno e sucupira, nossa divindade bancando o Woody Allen celeste, escreve mais algumas páginas da comédia romântica que foi o meu ano de 2006.

Acordei no dia primeiro ainda com a cabeça pesada. Acordei bem tarde, pra ser sincero. Como de costume fui logo entrando na Internet pra falar com a “peguete” e deixar um scrap de feliz ano novo.

Nesse momento, alguém ri descontroladamente em algum lugar do universo.

Chegando à página de recados da garota, me deparei com um scrap mais ou menos assim de um gordinho qualquer: “O Orkut do “Jesim” é esse aqui: link”.

Alguém diz “LOL” em algum lugar do universo.

Tomado pela curiosidade mórbida querendo saber quem diabos é “Jesim”, cliquei no link deixado pelo gordinho e fui averiguar.

Na boa. Pode me zoar, fazer pegadinha comigo e tal. Eu não vou apelar. Você pode ser a pessoa mais irônica do mundo e eu vou entender. Mas Deus, com toda a sua sutileza tem um humor mais apurado e non-sense do que os ingleses em toda a sua infinita existência. Eu realmente não vou ligar, mas o que vocês lerão a seguir foi o maior Owned que eu já levei em toda a minha vida. Eu fiquei a ponto de fazer terapia por conta dessa “pegadinha”. Custei a superar.

Então, voltando ao Orkut. Cheguei no perfil do tal “Jesim”. Logo de cara já me deparo com o nome verdadeiro do sujeito: Jesus Salvador. Achando que eu era engraçado, disse um “amém” quando li e cliquei no link de recados.

O primeiro recado era da minha “peguete” e no melhor português que a Internet pode oferecer, li em letras garrafais e com uma cara de cu sem igual:

“Oi, lembra de mim? A gente ficou lá no clube. Te add. Beijos :*”

CARALHOPUTAQUEOPARIUAMINAMETRAIU!

Se não fosse humilhante demais ser traído em pleno réveillon, a menina ainda teve a ousadia de me trair com um cara chamado JESUS SALVADOR! Sério. Qual a probabilidade de uma família batizar alguém de Jesus Salvador e o cara resolver pegar justamente a menina que eu estava ficando?

Jesus Salvador? Eu não estava acreditando naquilo. E realmente não acreditei por muito tempo. Sei lá, se a menina tivesse me traído com Abraão, Salim, José, Moisés ou qualquer outro dos 12 apóstolos eu ainda entenderia. Mas com Jesus?

Deus deve ter um humor realmente non-sense.

O que eu poderia fazer? Era o filho do cara.

American Pie: A Faculdade

09/06/2009 at 02:37

american_pie

Hoje estava conversando com os caras da faculdade sobre o fracasso que foi a minha vida sexual durante o curso. Mas isso não vem ao caso. O que vou tratar nesse post foi um fato ocorrido no meu primeiro mês de faculdade. Algo que até então eu só tinha visto em comédias adolescentes. Sendo mais específico: algo que eu só tinha visto acontecer nos filmes American Pie.

Não vou citar nomes, apenas acompanhem.

Primeiro período de faculdade você sabe como é: todo mundo querendo se conhecer melhor, pegar as mais gatinhas da sala, fazer amizade com os caras populares e etc. Nada melhor do que uma festinha para permitir essa confraternização entre os calouros.

Logo, um dos alunos ofereceu a sua casa para a primeira festa. Tudo combinado, dinheiro coletado e festinha marcada. Era hora da diversão.

Obviamente, como eu disse no início do texto, a minha vida sexual durante a faculdade foi um fracasso completo. Não é difícil imaginar que eu não fui a essa festa e os relatos a seguir foram feitos por todos os alunos da sala. A chance de serem verdadeiros são enoooooormes.

Dizem as más línguas que a mãe do dono da casa era bem pra frente. Em um primeiro momento, diziam ser mais uma mamãe descolada, que curte conhecer os amigos do filho, fazer uma média e participar da bagunça. Normal. Até porque, se não me engano, o cara é filho único e morava só com ela.

Porém, contudo, entretanto e, todavia, essa senhora acabou sendo “descolada” demais a ponto de pegar outro cara da sala. Poxa, pegar tudo bem, ta tranqüilo, o moleque supera. Mas a pegação não parou por aí. A mãe do nosso, vamos chamá-lo de Stifler, levou o garotão pro quarto e partiu para o ataque.

-Q
-Q

Dizem que o rapaz só saiu do ninho de amor ao final da festa.

Os primeiros dias foram repletos de risinhos abafados e olhares tortos pela sala. Mas ninguém ousou chegar para o garoto e falar:

- E aí colega. Já pediu a benção para o seu papai hoje?

RÁ!

Depois desse episódio, o garoto nunca mais realizou festas em sua casa. Enfim. Depois desse episódio a minha sala não teve nenhuma outra festa. O que só corrobora o fracasso que foi a minha vida sexual-acadêmica.

Hehe
Hehe

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Rafael, um lutador.

07/05/2009 at 01:23

Braço esquerdo limpando para a direita...

Braço esquerdo limpando para a direita...

Apesar de dominar com absoluta perfeição as artes marciais do Kung-Fu, Karatê, Tae-Kwon-Do, Capoeira e Krav-Magá, sempre fui um cara de diálogo. Minhas brigas eram resolvidas sempre com um bom bate-papo e uma partida de Jokempô, que modéstia a parte eu também domino muito bem.

Mas chega uma hora na vida de um cara que se faz necessário utilizar seus dotes marciais a fim de se auto-preservar. Sr. Miyagi sempre disse que não devemos lutar fora do tatami. Até certo ponto isso faz sentido, mas a partir do momento em que a sua honra e a sua integridade física estão em jogo o papo muda.

Tudo estava tranqüilo na quadra do condomínio. Todos jogando futebol civilizadamente. Eu estava na “de fora” esperando com mais alguns garotos. Para passar o tempo, batíamos bola do lado de fora de quadra. Não havia motivo pra alguém levar aquilo a sério, era só passatempo. Mas sempre tem aquele puto estressadinho que não aceita perder e resolve apelar.

Uma coisa bem civilizada mesmo

Uma coisa bem civilizada mesmo

Esse era o William. Eu tinha os meus 12 ou 13 anos e ele tinha uns 7 ou 8, não me lembro. Apesar da tenra idade, esse aprendiz de cão de guarda era uma máquina de nervos. Não aceitava nada sem encrencar. Naquele dia  não podia ser diferente, mas ele não contava que eu estaria em um dia único de fúria. Pior pra ele.

Após uma discussão eu virei às costas e o bastardinho me acertou com a bola. Eu virei tranquilamente já com os punhos fechados e perguntei que merda era aquela. Ele não se preocupou em responder e veio pra cima de mim como um Pincher vai pra cima de qualquer pessoa.

Ele deu dois passos e caiu pra trás. O soco que eu dei na cara dele foi tão bem dado, tão perfeito e tão bem encaixado que se eu fosse italiano e ele negro, eu seria chamado de Rocky Balboa e ele de Clubber Lang. O garoto ficou deitado por um bom tempo.

Se sua mulher quiser um homem de verdade... procure o Rafa Barbosa. Brinks risos

Se sua mulher quiser um homem de verdade... procure o Rafa Barbosa. Brinks risos

Do lado de dentro da quadra, o irmão mais velho do William, o Tiago, que era um ano mais novo do que eu resolveu tomar as dores e veio pra cima de mim. Nesse momento o meu cérebro só conseguia pensar em uma coisa: auto-preservação. Trocando em miúdos, o certo seria correr o mais rápido possível. Afinal, lutador que é lutador resolve as diferenças no ringue. Mas a honra falou mais alto. A quadra estava lotada e a massa queria espetáculo.

Esperei o Tiago vir correndo e quando ele chegou perto, não sei como, consegui pegá-lo pela blusa e aplicar aquela famosa rasteira do judô. Fato que derrubei o valentão em questão de segundos e logo após o quase ippon já estava desferindo vários e vários socos em sua nuca e cabeça.

A massa ensandecida começou a gritar “Rafinha! Rafinha!” e a adrenalina subiu pelas minhas veias de tal forma que nem senti o soco nas costas que o William – ainda meio zonzo – me acertou. Como um verdadeiro Jack Chan apliquei um chute bem no estômago enquanto imobilizava o seu irmão no chão. Por fim, depois de quase sufocar o garoto tamanha era a minha raiva, a massa acabou separando a briga.

Dava pra escutar ao longe Gonna Fly Now e se eu tivesse uma namorada naquela época, provavelmente estaria gritando o nome dela com os braços erguidos. Como é doce o sabor da vitória, não é minha gente? Adoro o cheiro de irmãos derrotados no café da manhã. Nham Nham Nham!

Como ali todo mundo era amigo, de tarde já estávamos no hall do prédio jogando War e conversando sobre Cavaleiros do Zodíaco.

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A primeira vez a gente nunca esquece…

04/02/2009 at 03:11

no-flagra

Domingo minha namorada estava me contando um caso engraçado. O tio dela pegou um garotinho bem no meio do ato masturbatório em um clube, escondido atrás da moita. A desculpa dada pelo jovem corneteiro foi a de que estava apenas coçando. Isso me lembrou um fato engraçado e totalmente semelhante que aconteceu com… digamos assim, um amigo meu.

Esse meu amigo devia ter uns 13 anos, por aí. Estava na fase pós-descoberta dos prazeres do sexo solitário. Todo lugar era lugar e toda hora era hora para, furtivamente, descascar a bananinha. Naquela noite não poderia ser diferente. Deitado na cama, a luz do quarto apagada e a televisão ligada logicamente na Band. Adivinha o que esse meu amigo estava assistindo? Exatamente. Cine Peitinhos, mais conhecido como Cine Privê.

Antes de prosseguir, se você vive ou viveu a sua adolescência na era da Internet de banda larga, você provavelmente não teve que passar por grandes sacrifícios como ficar acordado até tarde para assistir programas como Cine Privê, Todo Êxtase, Sexy Time e derivados. Hoje você tem toda e qualquer sorte de putaria devidamente arquivada a um clique de mouse. O ato de se masturbar vendo algum vídeo é bem mais fácil hoje em dia do que há alguns anos.

Voltando ao meu amigo. Ele estava tranquilamente deitado na sua beliche, com a avó dormindo na parte de baixo, assistindo a uma cena tórrida de amor, provavelmente Emmanuelle em algum lugar do mundo. Ele estava com o salame na mão e aplicando os movimentos ritimados. O famoso movimento retilíneo uniforme, quase alcançando o clímax de uma bela sessão de sexo quando sumariamente a porta do seu quarto se abre e o pai aparece perguntando:

- O que é que você tá fazendo ai?

- Err.. né nada não pai. To só coçando. Aqui ó.

- Coçando né? Sei…

nowaioo2

Nesse momento o coração do meu amigo estava disparado. Até aquele dia ninguém havia interrompido abruptamente a bronha do cara. Ele sempre fora cuidadoso. Esperava os pais entrarem para o quarto e trancarem a porta e a sua avó dormir. Se ele poderia ser chamado de alguma coisa, seria de cauteloso. Mas não aquele dia.

O meu amigo foi flagrado com o salame na mão e não tinha como se esconder. Uma mera coçadinha não deixaria o membro em estado de prontidão. Fato que seu pai, um malandro da velha guarda, sabia que o seu querido menininho era agora um homem. Um homem punheteiro.

O grande assalto.

08/01/2009 at 02:49

Eu nunca fui assaltado à mão armada. Nunca fui abordado por meliantes me perguntando as horas e de repente me enquadrando e levando todo o meu dinheiro da balada conquistado aqui no blog. A única situação em que eu fui, basicamente assaltado, foi quando eu ainda era um adolescente rebelde que andava de skate. Se não me engano, isso foi em 2001. No início do século, para ser mais exato.

Era uma noite agradável e o clima propício para o tradicional rolé de skate. Depois de uns ollies pra cá, uns ollies pra lá, eu e a minha turma resolvemos descansar em frente à casa de um dos caras. Tudo corria tranquilamente. Falávamos sobre amenidades enquanto alguém tocava violão. Provavelmente tocavam System of a Down, ou sei lá, Nirvana. Não me lembro muito bem.

Percebi uma certa galerinha do gueto se aproximando. Os caras só não eram mais suspeitos porque não andavam com a ficha criminal pendurada no peito, mas o cabelo raspado curtinho e pintado de “amarelo”, não era nem louro, era amarelo, denunciavam as intenções criminosas dos meliantes.

Se posicionaram de forma que não tinha uma saída para a gente e começaram um interrogatório. Perguntaram se conheciamos um fulaninho random qualquer, e como não nos misturávamos, dissemos que não conhecíamos. Pediram para a gente dar o recado e nesse momento, um dos malandros, agindo como um verdadeiro gatuno, deu um tapa na aba do meu boné da Nike, que nesse momento levantou vôo da minha cabeça e caiu encaixado na mão do sujeito.

A reação de uma pessoa normal seria, nesse exato momento, levantar de cima do skate e aplicar uma bela skatada na cara do meliante. Com o lado do truck, claro. A intenção seria no mínimo, um traumatismo craniano. Mas eu, em minha infinita gentileza, simplesmente continuei sentado, olhando e querendo chorar. E os meninos correram. Correram como nunca haviam corrido. E eu? Fui pra casa ligar pro meu pai, afinal, ele é cana.

E os dias se passaram. Dois dias, mais especificamente. E por um golpe de sorte do destino, quando voltava de carro com o meu pai, um dos assaltantes passou por nós. Foi um momento lindo. Meu pai estava fardado e o malandro do morro estava indo pra escola. Uma cabeça grande a amarela se destaca. Não foi difícil identificar. Meu pai, como todo bom policial, enquadrou o moleque, deu uns dois tapas pra mostrar autoridade e mandou devolverem o meu boné no dia seguinte.

Dito e feito. Devolveram o meu boné e pediram desculpa. Só havia um pequeno problema: me roubaram um boné da Nike e me devolveram um da Reebok. Marrom.

=(

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Rafael – O Alquimista

10/12/2008 at 03:35

Um dos principais objetivos da alquimia é transformar outros metais em ouro. Exceto o Paulo Coelho e o Edson Celulari, eu não conheço nenhum outro alquimista. Ah sim, tem mais um… eu. Posso dizer que já fiz de tudo nessa vida, mas transormar prata em ouro foi algo digno de respeito. E eu me respeito muito por isso. Afinal, não é todo dia que eu crio ouro do nada.

Muitos podem não saber, mas eu tenho namorada e uso aliança de compromisso. E nessa história a aliança é o personagem principal.

Foi no início do ano mais ou menos. Estava ajudando a minha mãe a manusear um produto. Eu não me lembro muito bem o que era, apenas que era composto de “hidróxido de sódio”. Não me pergunte o que é, afinal eu sou publicitário e, como bom publicitário, eu não sei nada de química.

Dizem que esse produto é muito forte, altamente corrosivo, podendo até mesmo causar pequenas queimaduras na pele. Mas, como minha mãe é sempre muito zelosa, não me avisou desse perigo todo. E lá vai eu metendo o mãozão no produto. Passa daqui, passa dalí e a mão toda lambuzada.

Eu não sabia, mas naquele momento eu estava desenvolvendo as habilidades de um alquimista nato. Eu nunca procurei a Pedra Filosofal e muito menos o elixir da vida. A parte do ouro eu gostaria e muito de possuir. E, sem saber do que estava por vir, fui tomar meu banho.

Escovei os dentes (sim, eu escovo durante o banho), molhei a cabeça e me ensaboei. De repente, em um golpe de vista rápido, meus olhos passaram pela mão direita, especificamente pelo dedo anelar, onde fica a minha aliança. Voltei o olhar e me espantei.

A minha aliança que até há alguns minutos atrás era de prata, estava completamente dourada. Ouro mané. Gold. Claro, na hora a minha reação não foi de felicidade. Foi de raiva, muita raiva por ter metido o mãozão no produto sem proteção e ter fodido com a minha aliança. Naquele momento eu estava noivo e nem sabia.

Liguei pra namorada e falei o que tinha acontecido. Nada demais. Resolvi que levaria a aliança ao meu primo que a fez, mas esperaria até o começo da semana, já que era um sábado se não me engano.

Mas, para a minha surpresa, meus dons de alquimista estavam mais aguçados do que nunca e como um verdadeiro milagre, a aliança foi voltando a pratear aos poucos. Até que finalmente se tornou prata novamente.

O que o Paulo Coelho demorou um livro inteiro pra contar eu fiz em apenas um dia rapá. Eu exijo respeito!