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A casa caiu… e levantou poeira

Coisas fantásticas acontecem no meu dia a dia. Coisas que, se eu contar pessoalmente, as pessoas acham que eu estou mentindo. É como se eu vivesse numa dessas histórias non-sense que essa turminha nerd adora baixar na internet. O que não é verdade, pois, fora essas coisas, minha vida é até bem monótona.

Hoje foi um desses dias em que coisas incríveis acontecem. Mas, não são coisas incríveis no sentido legal da coisa. São coisas incríveis no sentido “alguém lá em cima tá de brincadeira comigo”.

Tinha um bom tempo que não conseguia estacionar o carro na parte “gratuita” da Savassi. Umas duas semanas, eu acho, onde tinha que revezar entre estacionar em um rotativo de 6 horas e gastar $5.20 com a folha, ou parar no Pátio Savassi em ultimo caso e gastar $8.00. De qualquer forma, eu tomava prejuízo.

Mas hoje, milagrosamente achei uma vaga e, sem pestanejar parei o carro. Uma baliza perfeita, diga-se de passagem. O carro milimetricamente parado entre outro carro e uma árvore. O exato espaço para abrir as portas sem encostar em um ou o outro. Perfeito.

Fui trabalhar como se não houvesse amanhã.

Dez horas depois, o resultado foi surpreendente. A sensação foi de que eu estive fora por uns 5 anos. Meu carro estava completamente empoeirado. Cada centímetro da sua linda lataria preta estava coberto por uma camada especa de poeira, quase areia. De onde surgiu? Eu não fazia a menor idéia, até olhar para o lado.

Em frente o local onde eu estacionei, simplesmente havia desaparecido a casa que estava lá de manhã.

Isso aí, amigo. Demoliram uma casa em frente o local onde eu estacionei o meu carro simplesmente pelo prazer de destruir e empoeirar o meu automóvel.

Acredito que essa tenha a sido a maior trollagem sofrida por esse blogueiro. E foi com estilo, pois demoliram uma casa para fazer a “brincadeira” comigo. Se alguém filmou a minha reação, não sei. Mas provavelmente alguém deve ter registrado esse momento.

Foi, de fato, a primeira vez que eu entendi a expressão “a casa caiu, mano”.

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Orgia alimentar

Alguém aqui já passou mal de tanto comer? Pois é, eu já e foi uma experiência horrível. É como se de uma hora pra outra, a melhor coisa do mundo começasse a me fazer mal. É deveras triste, pois.

Tudo começou dia desses quando resolvi fazer aquela parada estratégica na Companhia do Boi. Afinal, para um carnívoro, picanha é sempre uma ótima companhia. Mas esse não é o caso.

Estava eu e a Ohanna na ocasião. Optamos pela já tradicional picanha maturada e, como complemento resolvi pedir também peito de frango com catupiry. É a décima segunda maravilha do mundo, acredite.

Passado um tempinho, chegava o banquete. Fritas, farofa, vinagrete e arroz pra acompanhar essa deliciosa orgia alimentar, pois eu mereço o bom e o melhor. Começamos a comer.

Com toda a educação, garbo, elegância e sagacidade que me é peculiar comi aos poucos e começando pelas carnes, deixando os acompanhamentos para o final. Apenas para completar e dizer que não deixei sobrar nada.

Por incrível que pareça, eu terminei de comer e não estava naquele estado “jibóia”. O estado jibóia é quando você come demais e não consegue fazer outra coisa a não ser ficar parado no lugar por 3 ou 4 dias esperando a comida ser digerida. Eu ainda agüentava um gole de Pepsi (infelizmente não havia Coca-Cola).

Lentamente levei o copo até a minha boca e tomei um gole mínimo de Pepsi.

Acredito eu, que a sensação que tive foi similar a do inventor da bomba H. Sabe, quando o cara despeja aquele ingrediente secreto que faz toda aquela explosão sair maneira do jeito que é? Pois é. Quando tomei o gole de Pepsi, foi como se detonasse uma bomba H no meu estômago e a única coisa que me ocorreu foi chegar ao banheiro mais próximo e no menor tempo possível.

Não sei explicar por qual motivo, razão ou circunstância, aquele gole de refrigerante fez com que toda aquela comida ingerida com amor e carinho resolvesse sair do meu corpo da pior forma possível: pela boca.

Eu estava em pé, no banheiro da Companhia do Boi, com vontade de vomitar, mas sem querer fazer isso. Havia um impasse entre o meu cérebro e o meu corpo. Um queria botar tudo pra fora e o outro evitava isso a todo custo. Esse sou eu sendo patético em pleno restaurante.

Depois de alguns daqueles arrotos típicos do pré-vômito, consegui segurar a onda. Mas, eu andava três passos e a vontade voltava com tudo. Nessa brincadeira eu voltei três vezes ao banheiro, sem sucesso.

Por fim, resolvi encarar o enjôo e fui par o carro. O cinto de segurança, por mais que seja um item de segurança obrigatório, estava fora de questão naquele momento. O que eu menos precisava era ser “apertado”.

Manobrei o carro e, no primeiro movimento do volante, a vontade de vomitar veio incontrolável. Quem já foi na Companhia do Boi da Pampulha, sabe que o estacionamento é uma mini pista de rally. Ou seja, é feito de brita, terra e declive/aclive.

Até hoje não sei como, mas desci aquele pedaço de terra da mesma forma como eu ando no anel rodoviário. Rápido.

Virei o carro e parei imediatamente. Mais uma vez, o meu corpo impulsionava toda a comida esôfago acima, mas meu cérebro insistia em enviar os comandos necessários para o processo ser concluído com sucesso. O que eu agradecia profundamente, diga-se de passagem.

Resolvi que não adiantaria ficar ali parado esperando o vômito. Era como esperar uma garota que você conheceu no bate-papo da UOL. Você marca o encontro, mas no fundo sabe que a garota não vai aparecer. Esse sou eu sendo patético no meio da rua.

Resolvi ir pra casa. Puta sensação horrível dirigir com a iminente possibilidade de preencher todo o painel do seu carro com vômito. Pior ainda, pois no caso eu havia acabado de gastar em torno de uns 40 reais com comida. É praticamente jogar o investimento no lixo. Nesse caso, na privada ou na rua.

Passando um sufoco foda, finalmente consegui chegar em casa e vomitar com tranqüilidade no meu banheiro, sem me preocupar com quem está do lado de fora. Acontece que, nesse momento, o “destino” me pregou uma peça e ao invés de vomitar eu… bem, você sabe. A comida saiu pelo outro “pólo”.

Uma merda.

Essa foi a primeira vez que passei mal de tanto comer. Não é nada agradável. Não é legal. Não é correto. E eu também não fui esfomeado, porque eu terminei a refeição de forma tranqüila, só não lidei muito bem com aquele último gole de Pepsi. Acho que foi uma brincadeira de muito mal gosto do meu corpo dizendo: manera na comida, seu gordo.

Sem senso de humor. Diz aí.

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Questão de atitude.

Tem que ter atitude, Yo?

Tem que ter atitude, Yo?

As mulheres são complicadas, mas você pode saber somente o básico pra se dar bem em algumas situações. Além da comodidade financeira e auto-locomotiva, as mulheres também admiram (sexualmente) caras que tem a famosa atitude.

Se você é do tipo que fica esquentando, esquentando e preparando, saiba que o primeiro malandro que chegar com uma mordidinha na orelha enquanto lança uma cantada mais sagaz vai levar a sua mina. E você vai ficar chupando dedo enquanto chora com seus amigos no MSN.

Os problemas de atitude masculina ocorrem, em grande parte, durante a adolescência. Você ainda não tem a intimidade necessária com o sexo oposto e acaba dando aqueles vacilos que só a puberdade consegue proporcionar.

Certa vez, eu devia ter os meus 16 anos, por aí, mudou-se uma nova garota para o prédio. Veja bem: estamos falando de um prédio onde a maioria das pessoas da minha idade eram do sexo masculino, aliás, todos eram homens. De todas as garotas que moravam ou moraram lá, todo mundo pegou pelo menos uma vez (menos os irmãos Tampa). Quando mudava uma novata, a turma ficava agitada e doida pra inaugurar a moça. Não necessariamente no sentido sexual.

O nome dela era Giselle. Três anos mais nova do que eu, ou seja, estava com os seus 13 anos de idade, mas bem desenvolvida (aquela doce fase onde as garotas começam a se interessar pelos garotos). Ou seja, seios, e isso, aos 16 anos de idade é um ótimo atrativo. Obviamente cada garoto começou a se mostrar para a novata. Cada um exibindo o que tinha de melhor. Porém, o que ninguém imaginava era que a moça daria mole para o maior bocó do prédio, o Tiago, mais conhecido como o Tampa mais velho.

Teoricamente, o cara não tinha atrativo nenhum. Era magrelo (na época eu era fortinho, tinha até abdomem parcialmente definido e era skatista malandro), completamente bobo e provavelmente virgem.

As vezes a Giselle curtia esse tipo de coisa, não sei. Mas o fato é que a menina cansou de oferecer oportunidades para o rapaz pegá-la de jeito.

Em uma das situações, a moça provou toda a crueldade peculiar ao sexo feminino e se fechou na portaria pelo lado de dentro e com o Tiago do lado de fora disse:

Você só entra aqui se me der um beijo.

Caras, o Tiago era só um ano mais novo do que eu. Porém o rapaz agiu como um recém nascido e inacreditavelmente beijou a Giselle. Com a boca na porcaria do vidro da portaria. Tipo, que merda foi aquela? A menina continuou provocando e o idiota resolveu dar as costas e sair.

A Giselle, claro, não perdeu a oportunidade e deu aquela zoada chamando o cara de frouxo. Frouxo, cara. Qualquer homem em uma situação como essa pegaria a garota pelo cabelo, daria um beijo bruto e dois tapinhas na caracomo quem diz “Who’s your daddy, bitch”? Mas ele não fez nada.

Como nesse meio tempo eu havia me tornado mais próximo dela (era vizinha de porta), acabei por começar a ir pra cima da garota. Mas nem cheguei a ficar com ela. Depois de um tempo comecei a achá-la um pouco infantil. Pois é, eu estava me tornando um jovem adulto.

Por muito tempo continuou nessa mesma história. A garota visivelmente afim de experimentar os dotes eróticos do Tiago e ele sempre inventando uma desculpa esfarrapada.

Era deprimente a falta de “atitude” do cara.

Se possuísse um mínimo de atitude, não perderia tempo e na primeira oportunidade investiria todo o seu “charme” com a garota. Ou as vezes isso também não daria certo. Vai que a Giselle só queria curtir com a cara do babacão. Conheço muitas assim.

O fato é que homem precisa ter atitude. Mulheres que preferem os tímidos e que vão pra cima são minoria. Se ela vai pra cima, espera pelo menos alguma reação do cara para o que ato se complete. Se você não tem isso, colega, sinto muito, mas você é um fracassado.

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Histórias de outros carnavais.

Essa história se passa no carnaval de 2007, exatos sete meses antes de conhecer a minha namorada. Naquela época, obviamente, eu era um cara solteiro que de acordo com aquele grande hit do funk carioca estava na pista pra negócio.

Cidade pequena é um verdadeiro paraíso para caras da capital. As garotas estão ali, fartas de andar com os mesmos rapazes sem graça e monótonos de sempre e o carnaval vem pra limpar a alma dessas pobres moças entediadas. E dos rapazes da capital também, que podem fazer a festa sem se preocupar em ligar no dia seguinte ou marcar um cineminha. É só passar o MSN e amaciar durante o ano pra garantir a diversão do carnaval seguinte.

Urrú! É carna, risosrisos

Urrú! É carna, risosrisos

Voltando.

Solteiro, bem sucedido, bonito e com um charme irresistível, logo no segundo dia de carnaval já me arranjei com uma garota de lá. Por incrível que pareça, a menina era amiga de uma amiga minha da cidade (que eu já conhecia há mais tempo) e de tanto essa minha amiga falar de mim, a garota acabou me adicionando no Orkut. Isso ainda no ano de 2006. Não dei muita idéia até porque, você sabe, não é bom dar muita moral pra menina assim. Enfim.

Eu destilando toda a minha excentricidade pelo interior de Minas Gerais.

Eu destilando toda a minha excentricidade pelo interior de Minas Gerais.

O Thalles, meu amigo que tem parentes em Raul Soares e garantia a diversão carnavalesca da galera acabou conhecendo a garota um tempinho antes do carnaval e deu aquela sondada: era só eu chegar.

Então, com o aval do parceiro e em ritmo de festa, fui só esperando o momento certo. Pra dizer a verdade, a coisa mais difícil que existe é eu chegar em alguma garota. Somente em casos extremos, o que acarreta foras históricos que um dia ainda irei contar aqui no blog.

Para dar um clima um pouco mais romântico, a luz da cidade acabou e carnaval sem luz é o mesmo que, não sei, não consegui pensar em nada pra comparar, mas o fato é que sem luz, tudo escuro, a coisa começava a ficar interessante.

Sentados na porta da casa da avó do Thalles, tirei uma Ice Kiss do bolso, coloquei na boca com todo aquele charme que só eu consigo fazer a lancei a clássica cantada do “aceita uma bala”?

Obviamente a garota disse não. Mas, definitivamente eu estava cagando se pegaria ela ou não, mas a sorte naquele dia resolveu brilhar pra mim. A garota vira pouco tempo depois com uma carinha de cachorro pidão e fala “Nossa, se arrependimento matasse…

Foi só correr pro abraço.

A história poderia terminar aqui. Final feliz. Me dei bem e garanti uma companhia para o resto do carnaval. Mas quando o assunto é Rafa Barbosa, as coisas nunca saem como o esperado.

Vale aqui uma explicação a respeito da cultura local de cidades do interior. É um costume típico das garotas dessas cidades-pólo carnavalescas terminar o namoro as vésperas do carnaval a fim de fazerem a limpa na carne fresca que chega à cidade sem ficar com a consciência pesada após a folia.

É praticamente um acordo entre ambas as partes. Imagine esse “tempo” como um altas, aquela pausa das brincadeiras de pega-pega (sem trocadilho). Ambos podem pegar geral sem se preocupar com o que a(o) ex-futura(o) namorada(o) está fazendo. Um costume estranho, diga-se de passagem.

Como a garota era nativa, ela havia terminado o namoro pouco antes do carnaval. Nos primeiros minutos de conversa rolou aquele papo de “terminei agora, quero curtir e blah blah blah”. Na minha cabeça só passava uma coisa: “cala a boca, beija e boa noite”.

No outro dia teria a passagem do Trio Elétrico do grande Luciano Olimpo, um artista da região famoso pelo seu molejo, requebrado e malemolência. Um cara consagrado de outros carnavais. Era praticamente o ápice do carnaval Raulsoarense.

Por uma “incrível” coincidência o namorado da garota era um dos dançarinos do trio elétrico.

Obviamente ele era mais forte, mais definido, mais magro e mais “popular” do que eu na cidade e, de acordo com o manual básico da mente feminina, mulher odeia competição. Pior ainda: mulher odeia que as demais fêmeas da manada cobicem o macho com o qual ela mantinha relações.

Estava declarado mais um fail na minha vida. A garota teve uma crise de consciência pesada e resolveu repensar o término do namoro bem quando eu, o malandrão, achava que tinha me dado bem.

Isso não foi nem de longe um relacionamento, mas a menina teve todo o trabalho de romper a nossa relação com um singelo:

“Desculpa, mas eu acho que ainda gosto dele. Foi mal mesmo, Rafinha”.


Obviamente eu caguei pra esse fora e fui procurar a próxima, mas como disse nos parágrafos acima, não costumo chegar em garotas com tanta facilidade assim.

Resumindo, passei o resto do carnaval tomando Coca-Cola, indo na Lan-House e jogando baralho com o Thalles. A diversão sadia da família brasileira.

Mas ai veio Setembro, conheci a Ohanna e em Outubro comecei a namorar a garota mais linda do mundo! ;)

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Uma noite alucinante!

Vocês se lembram da garota que copia os depoimentos e scraps que envio para a minha namorada para mandar para o namorado dela? (Clique aqui e aqui se não conhece a história)

O que eu citei apenas superficialmente é que eu estava ficando com ela basicamente um pouco antes de conhecer a minha namorada e, quando conheci a primeira dama, simplesmente parei de falar com a garota. Mas não é sobre isso que vou falar. É sobre a aventura medonha que foi encontrar com essa garota pela primeira vez.

Tudo começou quando ela respondeu que “me pegava” em um daqueles tópicos de comunidades do Orkut.  (Leia a frase anterior de novo. Sacou o nível da parada? Continuemos). Bonitinho, sensual e bem sucedido, sou um prato feito pra qualquer garota, mas já sou comprometido, felizmente.

Malandro adepto da escola Oliver de sedução que sou, logo me engravei com a garota,respondendo que também a pegava e já partindo pra troca de MSN’s e toda essa burocracia digital pós-Orkut.

Conversa vai, conversa vem, masco ela pra cá, masco ela pra lá e a garota me chama pra festa junina da escola dela, que por coincidência era outra unidade do colégio que eu havia me formado.

Em meio ao convite, a copiadora de scraps resolve bater uma aposta comigo. Ela apostou que eu não iria a festa. Obviamente, a brecha foi aberta e já lancei a clássica “o que eu ganho se eu for?” A resposta era uma só. heh6cg

Aposta selada, casada no chão,  parti para a aventura.

Pra começar, estamos falando do bairro Minas Caixa, que fica após o bairro Venda Nova, que para quem não conhece é, digamos, um distrito dentro de Belo Horizonte. Além daquele pedaço, todo o restante é considerado “barra pesada” pelos demais moradores de bom senso da capital mineira.

New Sale em vermelho.

New Sale em vermelho.

Uma pequena pausa narrativa:

Homem nessas horas é uma merda, pois acaba pensando com as bolas ao invés do cérebro e acaba se metendo em “altas confusões”. Ignorando completamente o meu sentido aranha que insistia em me dizer “é furada, amigo”, resolvi comparecer ao local.

Voltamos.

Não fazia a menor idéia de onde era a escola da garota e tive que apelar pra uma das coisas que mais odeio: pedir para o trocador do ônibus me avisar quando deveria descer.

Geralmente o trocador ignora a sua presença e só te avisa que o ponto passou uns 5km depois do local desejado. Mas, por sorte, esse trocador era legal e me mostrou o lugar certo.

Infelizmente aquele era o lugar certo.

Apesar de o colégio ser militar, era um lugar, no mínimo, nefasto. Estava rodeado pela famosa raça dos “abas retas”, que são nada menos do que aqueles garotos da periferia que utilizam os seus bonés com as abas devidamente retas e, por si só, já infligem um alto grau de medo em rapazes da área nobre como eu.

Vida Loka é nois. LOL!!!111 rsrrsrrssr

Vida Loka é nois. LOL!!!111 rsrrsrrssr

Passado o cagaço, vamos em frente. O show de horrores tinha que continuar.

O colégio não poderia ser diferente. A turma que estava na rua, migrou em peso para o ambiente da festa e minhas esperanças de sair vivo daquele local diminuíam a cada minuto.

Veja bem, eu sou o tipo de cara tem estampado na cara “burguesinho de merda”. Não é pelas roupas ou por algo que eu esbanje, mas é o modo como eu me comporto. Não me visto com quase nada de marca. O problema é que na época eu estava numa fase meio, astro do rock juvenil. E astro do rock juvenil não combina com o bonde do baile funk.

Sabe aquela cena do baile funk em tropa de elite, antes dos aspiras sentarem o dedo em todo mundo? Então, o local estava basicamente daquele jeito. E era uma festa junina, hein?

Uma rodada de suco pra galera! A moçada bonita de Venda Nova.

Uma rodada de suco pra galera! A moçada bonita de Venda Nova.

Resumindo a estadia na festa, sobrevivi e chegou a hora de ir embora.

Eu não tinha mais do que R$ 10 no bolso, afinal, isso dava e sobrava pra pagar a minha passagem de ônibus. O que ninguém me avisou era que o ônibus que ia direto de lá e passava pelo meu bairro, parava de circular após as 22h. Isso já era quase 23h.

Estava o Rafael em um local deserto, cheio de perigos e completamente sozinho esperando o primeiro ônibus random que passasse por ali. Todos convergiam para o mesmo lugar e eu poderia pegar outro de lá pra minha casa.

Acontece que os ônibus simplesmente não passavam por ali. Acho que era toque de recolher ou algo do tipo. A quantidade de ônibus era inversamente proporcional à quantidade de caras suspeitos que passavam me encarando e me olhando de cima a baixo.

Uma certa compressão anal começou a se fazer presente.

Após mais de meia hora esperando um ônibus e nada. O primeiro Taxi que passou – era um táxi mesmo, cara! – chamei. Para a minha sorte, o motorista era legal e não pensou que eu iria assaltá-lo. Provavelmente porque eu era único cara vestido “como gente” naquele lugar.

Entrei no táxi e desembolei o seguinte diálogo:

- Cara, eu tenho R$ 10. Até onde você pode me levar com isso?

- Você precisa ir pra onde, chefe?

- Eu tenho que ir para o bairro X.

- Vishe colega, por dez barão nem rola.

- E na estação Venda Nova, dá pra me deixar?

- Aí sim. Bora.

Abençoado seja aquele motorista cujo nome, infelizmente, não me lembro. Salvou uma pobre alma aquele dia.

Infelizmente não era o Antônio Alves, Taxista.

Infelizmente não era o Antônio Alves, Taxista.

Chegando à estação ainda tive que esperar mais alguns minutos até o próximo ônibus sair. Eu já não agüentava mais ficar naquele bairro. Sinto calafrios só de pensar nos momentos em que passei ali.

Me chame de fresco. Prefiro dizer que é auto-preservação.

Naquele dia jurei que não voltaria mais lá e os próximos encontros que tive com a garota sempre foram em lugares públicos, como shoppings e etc. Afinal, ali pelo menos tinha segurança.

Depois ainda nego vem me perguntar por que parei de falar com ela quando conheci a minha namorada. Francamente.

Segurança em primeiro lugar. Sempre.

PS.: Te amo Ohanna!

O trocador galã.

A figura do trocador. hehe

A figura do trocador. hehe

Eu admiro a figura do trocador de ônibus. Haja saco e paciência para ficar sentado, tipo, 8 horas por dia recebendo dinheiro e escutando merda dos outros. É uma profissão que merece respeito.

Existem vários tipos de trocador de ônibus. Vou citar alguns deles antes de prosseguir com a minha história.

O gente fina

Esse é geralmente aquele trocador que te recebe com um sorrisão no rosto, te dá bom dia, comenta sobre o jogo da noite passa e se oferece para colocar a sua mochila no cantinho que existe entre o banco da frente e a cadeira dele. É um sujeito legal.

Esse daí parece ser um cara legal.

Esse daí parece ser um cara legal.

O sério

É o cara que cumpre a sua função sem dar muita importância para o azul do céu ou o aroma de leite de rosas da moça que subiu na sua frente. Ele recebe a grana, te dá o troco e parte para o próximo passageiro. Simples assim.

O filho da puta

Em toda profissão existe o filho da puta. Não existe definição melhor para as atitudes do cara a não ser a filhadaputisse de raiz, a filhadaputisse moleque, de várzea. Nos coletivos urbanos não poderia ser diferente.

O cara já te recebe com má vontade, fala merda se você dá R$ 5,00 quando a passagem é R$ 2,30 e fica resmungando o caminho inteiro sobre o quão filho da puta foi o passageiro que deu uma nota de R$ 20.

Enfim, é um cara normal.

A mão diz tudo. Oiducu!

A mão diz tudo. Oiducu!

Ontem enquanto voltava do trabalho tive o prazer de descobrir mais uma categoria de trocadores. Por enquanto ele foi o primeiro, mas acredito que essa fauna é ainda mais diversificada do que eu imagino.

O Trocador Galã.

Olhar de sedutor, postura impecável, vestuário mais bem elaborado que o dos demais. A cantada certa para todo tipo de mulher que gira a roleta. Meia hora sentado perto desse trocador e você sai do ônibus com um repertório gigante de cantadas ou, no mínimo, com a barriga doendo de tanto rir.

Sério. Peça rara.

Olha o tamanho do pandeiro da morena!

Olha o tamanho do pandeiro da morena!

Sentei no primeiro banco do lado oposto ao do trocador, de frente para quem passa pela roleta. Estava de camarote, podemos dizer. Não demorou muito, logo depois que me sentei o moço já colocou as suas asinhas de fora.

Entrou uma garota até bonita, um pouco mais velha do que eu, com uma tatuagem de estrela no pulso. Sem perder tempo o nosso Don Juan do asfalto me lança:

- Essa estrela combina com você. É linda.

Com a maior cara de What the fuck possível, a moça respondeu:

- Obrigada. Visivelmente impressionada com as habilidades seducionais do “agente de bordo”.

Além de galã, o cara era seletivo. Não cantava qualquer uma. Atacava as presas mais propicias a cair na sua graça.

A segunda vítima foi uma funcionária de alguma loja da Oi. A moça em questão entrou no ônibus com fones de ouvido, pagou a passagem e o trocador fez a sua mágica.

Não consegui entender muito bem o que ele disse, mas questão de alguns segundos depois, ele já compartilhava dos fones de ouvido da moça e ostentava um sorriso campeão na face.

Depois disso não me recordo de muita coisa porque apaguei. Tenho esse fraco. É sentar no ônibus e o sono vem incontrolável.

Para a minha sorte, tive a chance de observar como um verdadeiro pegador age nos ambientes mais inóspitos possíveis para a paquera. Uma verdadeira aula essa do trocador.

Update:

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O Dia que Jesus me traiu

Ele devia ser mais descolado do que eu

Jesus pode ter feito um cego enxergar, um aleijado andar e ter ressuscitado depois de alguns dias, mas, para mim, ele reservou algo muito mais irônico e humilhante. Jesus pode ter sido legal para você, mas comigo, ele apenas se divertiu rindo da minha cara. Vou contar para vocês um pouco dessa minha experiência com “Jesus”.

No final de 2005, eu estava de rolo com uma garota da minha rua. Estava curtindo demais ficar com ela e, quem sabe talvez, dar um passo adiante na “relação”. O Reveillon estava próximo e nesse ano eu passaria na casa da minha tia. Uma coisa mais família. A garota, por outro lado, resolveu passar em um clube tradicional aqui de Belo Horizonte.

Nesse momento, enquanto observava atentamente o desenrolar dessa história, o “criador” resolveu brincar um pouquinho com a cara desse blogueiro. E devo admitir, ele tem estilo.

Enquanto eu estava na casa da minha tia comendo pernil, tomando Coca-Cola e assistindo ao show da virada, a minha “peguete” estava lá no clube. Deu meia-noite e eu tentei ligar. Mas réveillon, após a meia-noite, é praticamente impossível conseguir completar uma chamada via celular. Logo, deixei para depois. Fui para a cobertura da titia e vi “de camarote” os fogos da lagoa da Pampulha.

Curiosamente, minha testa começava a demonstrar um pequeno sinal de coceira e minha cabeça pesava. Era hora de dormir, acreditei inocentemente.

Volta para “O Criador”. Sentado confortavelmente em sua cadeira de mogno e sucupira, nossa divindade bancando o Woody Allen celeste, escreve mais algumas páginas da comédia romântica que foi o meu ano de 2006.

Acordei no dia primeiro ainda com a cabeça pesada. Acordei bem tarde, pra ser sincero. Como de costume fui logo entrando na Internet pra falar com a “peguete” e deixar um scrap de feliz ano novo.

Nesse momento, alguém ri descontroladamente em algum lugar do universo.

Chegando à página de recados da garota, me deparei com um scrap mais ou menos assim de um gordinho qualquer: “O Orkut do “Jesim” é esse aqui: link”.

Alguém diz “LOL” em algum lugar do universo.

Tomado pela curiosidade mórbida querendo saber quem diabos é “Jesim”, cliquei no link deixado pelo gordinho e fui averiguar.

Na boa. Pode me zoar, fazer pegadinha comigo e tal. Eu não vou apelar. Você pode ser a pessoa mais irônica do mundo e eu vou entender. Mas Deus, com toda a sua sutileza tem um humor mais apurado e non-sense do que os ingleses em toda a sua infinita existência. Eu realmente não vou ligar, mas o que vocês lerão a seguir foi o maior Owned que eu já levei em toda a minha vida. Eu fiquei a ponto de fazer terapia por conta dessa “pegadinha”. Custei a superar.

Então, voltando ao Orkut. Cheguei no perfil do tal “Jesim”. Logo de cara já me deparo com o nome verdadeiro do sujeito: Jesus Salvador. Achando que eu era engraçado, disse um “amém” quando li e cliquei no link de recados.

O primeiro recado era da minha “peguete” e no melhor português que a Internet pode oferecer, li em letras garrafais e com uma cara de cu sem igual:

“Oi, lembra de mim? A gente ficou lá no clube. Te add. Beijos :*”

CARALHOPUTAQUEOPARIUAMINAMETRAIU!

Se não fosse humilhante demais ser traído em pleno réveillon, a menina ainda teve a ousadia de me trair com um cara chamado JESUS SALVADOR! Sério. Qual a probabilidade de uma família batizar alguém de Jesus Salvador e o cara resolver pegar justamente a menina que eu estava ficando?

Jesus Salvador? Eu não estava acreditando naquilo. E realmente não acreditei por muito tempo. Sei lá, se a menina tivesse me traído com Abraão, Salim, José, Moisés ou qualquer outro dos 12 apóstolos eu ainda entenderia. Mas com Jesus?

Deus deve ter um humor realmente non-sense.

O que eu poderia fazer? Era o filho do cara.

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American Pie: A Faculdade

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Hoje estava conversando com os caras da faculdade sobre o fracasso que foi a minha vida sexual durante o curso. Mas isso não vem ao caso. O que vou tratar nesse post foi um fato ocorrido no meu primeiro mês de faculdade. Algo que até então eu só tinha visto em comédias adolescentes. Sendo mais específico: algo que eu só tinha visto acontecer nos filmes American Pie.

Não vou citar nomes, apenas acompanhem.

Primeiro período de faculdade você sabe como é: todo mundo querendo se conhecer melhor, pegar as mais gatinhas da sala, fazer amizade com os caras populares e etc. Nada melhor do que uma festinha para permitir essa confraternização entre os calouros.

Logo, um dos alunos ofereceu a sua casa para a primeira festa. Tudo combinado, dinheiro coletado e festinha marcada. Era hora da diversão.

Obviamente, como eu disse no início do texto, a minha vida sexual durante a faculdade foi um fracasso completo. Não é difícil imaginar que eu não fui a essa festa e os relatos a seguir foram feitos por todos os alunos da sala. A chance de serem verdadeiros são enoooooormes.

Dizem as más línguas que a mãe do dono da casa era bem pra frente. Em um primeiro momento, diziam ser mais uma mamãe descolada, que curte conhecer os amigos do filho, fazer uma média e participar da bagunça. Normal. Até porque, se não me engano, o cara é filho único e morava só com ela.

Porém, contudo, entretanto e, todavia, essa senhora acabou sendo “descolada” demais a ponto de pegar outro cara da sala. Poxa, pegar tudo bem, ta tranqüilo, o moleque supera. Mas a pegação não parou por aí. A mãe do nosso, vamos chamá-lo de Stifler, levou o garotão pro quarto e partiu para o ataque.

-Q
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Dizem que o rapaz só saiu do ninho de amor ao final da festa.

Os primeiros dias foram repletos de risinhos abafados e olhares tortos pela sala. Mas ninguém ousou chegar para o garoto e falar:

- E aí colega. Já pediu a benção para o seu papai hoje?

RÁ!

Depois desse episódio, o garoto nunca mais realizou festas em sua casa. Enfim. Depois desse episódio a minha sala não teve nenhuma outra festa. O que só corrobora o fracasso que foi a minha vida sexual-acadêmica.

Hehe
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Rafael, um lutador.

Braço esquerdo limpando para a direita...

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Apesar de dominar com absoluta perfeição as artes marciais do Kung-Fu, Karatê, Tae-Kwon-Do, Capoeira e Krav-Magá, sempre fui um cara de diálogo. Minhas brigas eram resolvidas sempre com um bom bate-papo e uma partida de Jokempô, que modéstia a parte eu também domino muito bem.

Mas chega uma hora na vida de um cara que se faz necessário utilizar seus dotes marciais a fim de se auto-preservar. Sr. Miyagi sempre disse que não devemos lutar fora do tatami. Até certo ponto isso faz sentido, mas a partir do momento em que a sua honra e a sua integridade física estão em jogo o papo muda.

Tudo estava tranqüilo na quadra do condomínio. Todos jogando futebol civilizadamente. Eu estava na “de fora” esperando com mais alguns garotos. Para passar o tempo, batíamos bola do lado de fora de quadra. Não havia motivo pra alguém levar aquilo a sério, era só passatempo. Mas sempre tem aquele puto estressadinho que não aceita perder e resolve apelar.

Uma coisa bem civilizada mesmo

Uma coisa bem civilizada mesmo

Esse era o William. Eu tinha os meus 12 ou 13 anos e ele tinha uns 7 ou 8, não me lembro. Apesar da tenra idade, esse aprendiz de cão de guarda era uma máquina de nervos. Não aceitava nada sem encrencar. Naquele dia  não podia ser diferente, mas ele não contava que eu estaria em um dia único de fúria. Pior pra ele.

Após uma discussão eu virei às costas e o bastardinho me acertou com a bola. Eu virei tranquilamente já com os punhos fechados e perguntei que merda era aquela. Ele não se preocupou em responder e veio pra cima de mim como um Pincher vai pra cima de qualquer pessoa.

Ele deu dois passos e caiu pra trás. O soco que eu dei na cara dele foi tão bem dado, tão perfeito e tão bem encaixado que se eu fosse italiano e ele negro, eu seria chamado de Rocky Balboa e ele de Clubber Lang. O garoto ficou deitado por um bom tempo.

Se sua mulher quiser um homem de verdade... procure o Rafa Barbosa. Brinks risos

Se sua mulher quiser um homem de verdade... procure o Rafa Barbosa. Brinks risos

Do lado de dentro da quadra, o irmão mais velho do William, o Tiago, que era um ano mais novo do que eu resolveu tomar as dores e veio pra cima de mim. Nesse momento o meu cérebro só conseguia pensar em uma coisa: auto-preservação. Trocando em miúdos, o certo seria correr o mais rápido possível. Afinal, lutador que é lutador resolve as diferenças no ringue. Mas a honra falou mais alto. A quadra estava lotada e a massa queria espetáculo.

Esperei o Tiago vir correndo e quando ele chegou perto, não sei como, consegui pegá-lo pela blusa e aplicar aquela famosa rasteira do judô. Fato que derrubei o valentão em questão de segundos e logo após o quase ippon já estava desferindo vários e vários socos em sua nuca e cabeça.

A massa ensandecida começou a gritar “Rafinha! Rafinha!” e a adrenalina subiu pelas minhas veias de tal forma que nem senti o soco nas costas que o William – ainda meio zonzo – me acertou. Como um verdadeiro Jack Chan apliquei um chute bem no estômago enquanto imobilizava o seu irmão no chão. Por fim, depois de quase sufocar o garoto tamanha era a minha raiva, a massa acabou separando a briga.

Dava pra escutar ao longe Gonna Fly Now e se eu tivesse uma namorada naquela época, provavelmente estaria gritando o nome dela com os braços erguidos. Como é doce o sabor da vitória, não é minha gente? Adoro o cheiro de irmãos derrotados no café da manhã. Nham Nham Nham!

Como ali todo mundo era amigo, de tarde já estávamos no hall do prédio jogando War e conversando sobre Cavaleiros do Zodíaco.

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bebada

Bebida e mulher são duas coisas que não combinam. Aliás, combinam sim. Dependendo das suas intenções, mulher e várias doses de vodka, cerveja, whisky ou outra bebida alcoolica qualquer pode render grandes momentos a dois, ou até três, se é que me entende. A história a seguir, se passa em 2004 e já utilizei até para alertar a minha namorada  (linda) quanto a como um homem pode ser filho da puta com uma garota bêbada. Portanto, leia a história a seguir e tente tirar alguma lição.

Era mais uma excursão do colégio. Dessa vez estávamos indo para o Rio de Janeiro. Um dia na capital e um dia em Petrópolis.Dá pra imaginar o que poderia acontecer em uma excursão onde 90% das pessoas eram adolescentes com os hormônios borbulhando e doidos para conhecer a fundo as cariocas ou os cariocas, dependendo do gênero sexual? Como eu havia recém-terminado um namoro e não era o que poderia se chamar de atraente: gordinho, com espinhas e nerd, nem mantive grandes esperanças quanto a realizar o ato fornicatório em terras fluminenses. Fato que eu estava enganado.

Chegando em Petrópolis, na sexta-feia, a mineirada toda resolveu curtir a noite da cidade imperial. Claro, todos foram para o mesmo lugar, afinal, ninguém conhecia nada da cidade e estávamos no Rio de Janeiro. Como estudávamos em um colégio militar, a instrução era: não cacem confusão com ninguém. E lá fomos nós. Todos em direção a uma boate chama Happy News ou algo do tipo.

Meu grupinho característico estava reunido: O Gordinho, Wally, Edir e o Cris. Junto a nós estavam três amigas, que iremos chamar de A, C e E. Eu já havia feito um boobie teste na A dentro do ônibus, porém não tinha esperanças de que mais nada acontecesse. Mas em determinado momento, o fator álcool começou a influenciar. Como eu não bebia e nem a maioria dos meus amigos, ficamos apenas assistindo as meninas se esbaldarem de Kaiser Summer. E dá-lhe long neck nas meninas. Algumas garrafas depois, A e C já estavam completamente alcoolizadas. Como ninguém se dispôs a voltar para o Hotel, já que a única forma era ir de Taxi, eu e o Wally resolvemos levar as meninas.

Deixamos A e C no quarto. Antes disso o Edir já tinha ido embora com uma outra garota, amiga da A, a M. O quarto da M e da A era o mesmo e quanto batemos na porta, Edir e M estavam deitados lá. O cara se arrumou, deixamos as garotas e subimos para o nosso quarto.

Um tempo depois sobe a A e a M para o nosso quarto. Foram perguntar se alguém tinha remédio para dor de cabeça, já que a A estava que não se aguentava. Nesse momento, os sinos da glória tocaram, meus olhos brilharam e o famoso clichê do diabinho da consciência falou mais alto que tudo: “leva a garota para o quarto… e não esquece o remédio”. Logo me prontifiquei a descer com a A e o remédio.

Sim. Eu sei que foi uma atitude muito feia, mas o nível alcoolico já devia ter diminuido. Enquanto a A foi tomar o remédio, fiquei deitado na cama. Logo em seguida ela chegou. Bom, não preciso continuar os detalhes para vocês saberem que, dado o nível de cachaça no sangue da moça, acabamos realizando o ato fornicatório. Foi um dia cheio de vitória e glória pra mim. Afinal, gordinho, nerd e sem esperanças no Rio de Janeiro, a noite tinha até me proporcionado uma surpresa.

É por isso que eu disse para a minha namorada. Nunca beba de ficar chapada. Aquele seu amigo pode ser um grande filho da puta que não deixará a primeira oportunidade de aproveitar de você enquanto bêbada. Tá certo que a menina se lembrou de tudo no outro dia. Mas, fica o conselho.

Se você é homem, deixe a sua amiga beber a vontade. Em um recinto cheio de possíveis fodas, deixe que elas bebam até cair. Na hora de levar para o quarto, seja o primeiro. É recompensa garantida. Agora, se você é mulher, nunca beba até cair. A não ser que você queira terminar a noite com um gordinho nerd com um sorriso no rosto.

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