Eu não sou Mac.

30/12/2008 at 13:18

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Há um certo tempinho a Microsoft lançou a sua nova campanha publicitária com o tema I am a Pc, para “bater de frente” com a campanha da Apple Mac x PC. Para um cara que olha de fora, como eu, essa é uma campanha que nunca me atingiria em cheio, apesar de eu ter dois PC’s em casa e não ser nada Macmaníaco. Vamos aos fatos.

Eu vivo em um país onde não existe uma “Apple Store”. Logo, todo produto da Apple que entra no país custa os olhos da cara. Some a isso o fato de eu não possuir uma renda que me permita gozar de uma saúde financeira confortável, já que raramente consigo comprar alguma coisa a vista.

Os ditos Macmaníacos do Brasil são uma pequena parcela do que se pode considerar aqueles que gostam de ostentar. São diferentes não de uma maneira cool, mas de uma maneira “eu tenho grana e uso Mac, para eu e meus amigos, eu sou Cool”. Não é muito raro ver essas pessoas tendo problemas de incompatibilidade em grandes eventos que necessitam as tão famigeradas apresentações de slides.

Geralmente aqui no Brasil quem possui um Mac são as pessoas que trabalham com Internet ou os publicitários descolados. Entre Junho de 2007 e Abril de 2008 eu tive uma experiência com Mac. Na agência em que eu trabalhava, todas as máquinas eram Mac. Seja para redação, direção de arte ou atendimento. Porém, um grande fator era que essa agência era experimental e formada somente por alunos da minha faculdade. Na turma que entrou comigo, grande parte das pessoas nunca havia trabalhado com um Mac. Ou seja, ficaram mais perdidos que cego jogando Counter-Strike.

Muitos procuravam o botão direito do Mouse, enquanto outros procuravam a famosa barrinha Iniciar. Levou um tempo até que todos os que não haviam trabalhado com a máquina se adaptassem. Lembrando desse fato, páro e penso que, por vários fatores, a plataforma do Mac nunca será popularizada aqui no Brasil. Continuará sendo “símbolo de status” de uma minoria que, vendo uma outra minoria adquirindo, utiliza a plataforma como forma de se integrar a esse grupo seleto de jovens descolados.

Enquanto isso, os PC’s vão só caíndo de preço e ajudando ainda mais na inclusão digital, seja isso bom ou ruim. Eu trabalho com PC desde que tive o meu primeiro contato com a informática. Tive problemas? Claro. Mas com o Mac também, e problemas semelhantes tais como o travamento do sistema e a lentidão em alguns casos.

Acredito que atualmente, pelo menos no Brasil, o Mac não seja um diferencial de qualidade, e sim uma forma de ostentar um status perante outras pessoas. O preço que você paga em um Mac com uma configuração razoável, você pega um PC ultra foda que te permite rodar até a sua versão pessoal da Matrix. Sem contar o suporte, que pelo menos aqui em Belo Horizonte, já vi muita gente sofrendo para conseguir.

É por isso que eu não sou um Mac. Porque eu sou um garotinho falido e que, até o momento, não tenho a necessidade de ostentar um computador que me faça ser incluido em uma patotinha de pessoas descoladas que se admiram umas às outras. Estou satisfeito com os meus dois PC’s. Rodam os jogos que eu preciso, não travam com Photoshop, Illustrator e etc, e até o momento, nenhum deles deu problema no sistema operacional, sendo que no Desktop roda Windows XP e no notebook roda Windows Vista.

Não vou dizer I am a PC, até porque eu nunca fui um Mac de fato. Só trabalhei no estágio e apenas isso. Eu sou apenas um usuário comum de computadores que não exige demais de um sistema operacional. Principalmente quando essa exigência se resume a jogar World of Warcraft, blogar e twittar.

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