Esmolas e burrice

Saiu uma matéria na revista Época da semana passada falando sobre o que pesa para o eleitor na hora da eleição. Segundo a reportagem, os eleitores prezam mais por candidatos à reeleição que investiram em programas sociais, os famosos bolsas-esmolas, do que os candidatos que investiram em educação.

Incrível como a população, com o perdão do trocadilho, consegue ser tão burra. Claro, não é toda a população. É em especial a classe média e a classe mais pobre, que precisa das famosas bolsas para sobreviver. Preferem que seus filhos ou eles próprios sejam primatas amebóides mas com um dinheirinho garantido no final do mês, do que ter uma educação de qualidade e oportunidades melhores e com qualificação.

A matéria ainda cita que a população entende a necessidade de investimentos em educação, mas ainda sim prefere ter a sua bolsa. Ela ilustra com gráficos que relacionam os candidatos que investiram em educação e os candidatos que investiram em outros programas, e a porcentagem dos que foram reeleitos e dos que não conseguiram.

Uma sociedade que preza por ajudas do governo ao invés de investir na educação de seus membros, que poderão tornar-se especialistas em áreas, caso tenham acesso a educação, obviamente merece ser fodida com a frequencia com que é no nosso país.

Para ler a reportagem:

Parte 1

Parte 2

Posts Relacionados

Música We Are The World - Nova versão pelo Haiti by rafabarbosa

Eles podem e eu não by rafabarbosa

Briney Spears 10kg mais magra by rafabarbosa

Antigamente... by rafabarbosa

High School Musical by rafabarbosa

Uma resposta para “Esmolas e burrice”

  • Infelizmente, é um comportamento padrão na cultura brasileira. É só observar os próprios projetos políticos: cadê o planejamento? Brasileiro ainda não aprendeu a se planejar, gosta de medidas que atendam ali na hora. Não entendem a importância do processo político, o quão demorado ele pode ser.
    Prova disso são os méritos sempre muito exaltados do governo Lula. A economia que vai bem, que cresce e a população agradece pelo que ele faz. Mas afinal de contas, o que ele faz? O que mudou desde FHC até agora? Nada, absolutamente nada – o que é também um problema, já que o cenário mundial mudou.
    Mas como eu disse, processo político demora. E o resultado do que foi feito na economia durante o passado, como aquelas tais privatizações por exemplo, dão frutos hoje. Quem fica com o mérito? Lula, justo ele, aquele que tanto criticou o governo anterior… quem diria.

    Mas infelizmente, Rafael, este é o caminho que o país vai seguir. Não pensando de forma pessimista, mas políticos preocupados com o aspecto social brasileiro (de verdade, eles existem), vão ter de conciliar o investimento na esmola e na educação. Poderia ser direto no ensino, para ser mais rápido? Até poderia. Mas aí ele não vai ser valorizado.

    Político bom não faz sucesso, já dizia meu avô…

    Responder

Deixe seu comentário

Comment moderation is enabled. Your comment may take some time to appear.