Archive | Dia a Dia

22 March 2012 ~ 0 Comments

Dia mundial da água: projeto Água da Gente

projeto agua da gente

Apesar de ser um “heavy user” de Coca-Cola, nunca deixei de lado a boa e velha composição com duas partículas de hidrogênio e uma de oxigênio (H2O), vulgo água. Dependendo da situação, nada melhor do que beber um bom copo de água gelada. Então, por ser considerada um dos principais elementos responsáveis pela capacidade do ser humano sobreviver no planeta Terra, é no mínimo justo que cuidemos desse “patrimônio”.

Dessa forma, para comemorar o Dia Mundial da Água, a COPASA resolveu criar um movimento de amor à água, contando com a ajuda de toda a sociedade. Com isso surgiu campanha Água da Gente.

A ideia é que cada um declarasse o seu amor pelo recurso natural mais importante do planeta: a água. Não demorou muito e várias instituições começaram a apoiar a ideia, distribuindo folders, adesivos, marcadores de livros e abusando da decoração com balões em forma de coração (formado por duas gotas de água – símbolo da campanha).

As homenagens foram enviadas de formas criativas e variadas: vídeos, fotos, textos, caminhadas, serestas, celebrações e várias outras ações. Cada um mostrando a melhor forma de cuidar desse bem essencial em nossas vidas.

No hot-site da campanha, algumas dicas e ações pontuais ajudam aqueles que também desejam fazer parte dessa campanha:

- Não lançar óleo de cozinha na rede de esgoto doméstica. 1 litro de óleo contamina 20 mil litros de água;
-  Plantar no jardim vegetação adequada ao clima de cada localidade, diminuindo a necessidade de regar o jardim com muita frequência;
-  Ter sempre à mão uma sacola retornável;

Esse ano a campanha continua, e você é meu convidado a participar cuidando da água e também contribuindo com dicas para melhor conservar esse recurso.

Para participar, acesse o site da campanha Água da Gente: http://www.aguadagente.com.br/ e envie sua foto, video ou texto, e compartilhe com todos!

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03 October 2011 ~ 1 Comment

Sobre humor e comentários desnecessários

Sobre esse caso do Rafinha Bastos, eu realmente não tenho muito que dizer. Na verdade, não vai afetar em nada na minha vida o fato dele estar suspenso ou não do CQC. Até mesmo se o cara for demitido, o máximo que isso pode influenciar na minha vida é ter algum assunto pra comentar no Twitter. E só.

Mas, é claro, eu não poderia deixar a polêmica de lado. Vai que eu faturo alguns trocados com isso, não é mesmo? Enfim.

Fato é que, apesar de todo humorista ter o direito (não sei se isso é bem um direito, já que não manjo muito de Direito, entende?) de falar o que bem entender, uma pessoa que se sinta ofendida com o comentário também tem todo o direito de procurar os meios legais para, digamos, retaliar o comediante.

O marido da Wanessa Camargo não gostou. Acredito que o tipo de comentário que o Rafinha Bastos fez pode até ser engraçado pra você ou pra mim, que não temos uma esposa grávida. Para quem tem, pode sim, ter sido ofensivo. E como o marido dela não é humorista pra fazer o mesmo tipo de comentário em rede nacional, apelou para a forma que mais lhe conveio (tá certo isso?).

Não adianta reclamar. Na pratica, quem tem dinheiro e influência não leva desaforo pra casa. Pode espernear, escrever um texto mal criado no blog, twittar como se não houvesse amanhã e todas essas coisas. Isso não mudará.

Não quero tomar partido nesse texto. O Rafinha Bastos fez um comentário infeliz. Eu diria até desnecessário e babaca por se tratar de um programa na TV aberta. Se fosse no show dele, acredito, não teria tanta repercussão. O marido da Uánessa não gostou. Foi lá, usou a sua influência e amigos e conseguiu com que o humorista fosse suspenso. É assim que as coisas rolam. E não vejo uma mudança nesse padrão tão cedo.

Não quer dizer que o Rafinha Bastos afundou a sua carreira. Mas, fica aquela lição básica de que “você pode falar o que quiser, mas depois tem que agüentar o tamanho da rôla”.

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15 July 2011 ~ 2 Comments

Rafael e a filantropia


Ontem, bem, na verdade foi na quarta-feira, aconteceu um episódio curioso comigo. Se você acompanha o blog, já deve ter percebido que eu não sou o tipo de cara que dá esmolas pra pedinte. Bem, se hoje em dia até blogueiro consegue arrumar trabalho em agência de publicidade, acredito que qualquer outra pessoa também possa arrumar um emprego semelhante.

Então estava eu, no meu horário de lanche após uma exaustiva tarde de trabalho, procurando a melhor combinação entre carboidratos e gordura trans pra sustentar o resto do dia. Encontrei o que procurava no “podrão” lá perto da agência. Vale a dica: com R$ 4,00, você se alimenta de acordo naquele lugar.

Enquanto comia o meu sanduiche (natural) de carne cozida e linguiça (sem trocadilhos), e tomava minha Pepsi, uma senhora se aproximou de mim com aquele papo característico de quem está prestes a pedir alguma coisa:

“Blah blah blah blah blah blah blah blah blah você pode me dar dinheiro”?

Eu não ando com muito dinheiro na carteira. Sou adepto dos cartões de débito, essa grande maravilha proporcionada pela tecnologia. Mas, vez ou outra, tenho algumas moedas que geralmente costumo investir comprando aquele chiclete de caixinha Adam’s do preto. É o melhor e recomendo a todos. Nesse dia, a pedinte deu sorte e eu tinha uns 50 centavos em moedas.

Disse pra ela que só tinha aquilo e entreguei o cobre.

Com a maior cara de desprezo do mundo, a pedinte vira pra mim e fala:

“Nossa, que miséria, hein”?

Eu fiz a mesma cara de surpresa que você, colega. Eu e a minha filantropia estávamos sendo alvo de chacota e desprezo naquele ambiente familiar e de bom gosto. Mas, não poderia deixar barato esse episódio. Com o perdão do trocadilho, respondi na mesma “moeda”.

“Ô minha senhora, eu que to te dando dinheiro to na miséria, imagina a você que tá mendigando, né? Quero nem pensar…”

Ela olhou de cara amarrada, resmungou alguma coisa e saiu andando com as minhas moedas, like a boss, como se nada tivesse acontecido.

Nunca vi tamanho atrevimento por parte de um pedinte! Esperasse eu pelo menos virar as costas, mas jogar na minha cara que estou falido? Quanta audácia!

 

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05 June 2011 ~ 5 Comments

É você =)

Eu to escrevendo esse texto em completo efeito do álcool. A chance de sair uma merda sem o menor sentido, é grande. Mas, infelizmente, eu tenho que escrever pelo menos um pouco sobre isso.

É uma droga estar um lugar repleto das cocotas (sim, vou usar o linguajar playsson), e pensar em só uma pessoa. Com 500 garotas desfilando na sua frente, você consegue pensar apenas em uma. E o detalhe primordial: você ainda nem ficou com essa garota, mas tem quase e absoluta certeza que ela é diferente.

Bem, eu acho que já deixei isso claro e agora não dá pra voltar. Só me resta duas alternativas: resolver isso pessoalmente e ter um final feliz, ou agir como das outras vezes, hesitar e me foder pelos próximos anos pensando no que poderia ter acontecido se eu tivesse sido um pouco mais “pra frente”.

De qualquer forma, é isso. Já falei. Não posso voltar atrás =)

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03 May 2011 ~ 45 Comments

A pé você não come ninguém

Chega uma hora em que um cara precisa se decidir se quer transar com todas as garotas possíveis ou se quer ser aquele mané que ninguém dá bola. Se você escolhe ser o cara que vai transar com todas, você precisa de alguns aparatos. Se você não for atleta, rico e bonito, as suas chances de se dar bem diminuem drasticamente. Mas você ainda tem uma saída: ter um carro.

Um carro pode servir para várias coisas. Você pode levar a sua mãe ao supermercado, o seu irmão mais novo às aulas de natação, os seus amigos para festinhas ou então a sua namorada ou qualquer outra garota para um lugar mais afastado e dar uns amassos e, quem sabe, transar. Transar como nunca transou. Mas um carro não é como um par de meias que você pode comprar em qualquer loja. Ter um carro é algo complicado.

Pra começar, um carro é caro. Às vezes não, mas você não vai conseguir nenhuma xoxota andando por aí com uma lata velha colocando metade da população em perigo com risco de se contaminar com tétano. Para ser razoavelmente bem sucedido com as garotas você precisa de um carro que impressione pela beleza e não pelo tanto de fumaça que ele solta.

carro

Eu boladão no meu veículo

O primeiro passo para comprar um carro é analisar sua saúde financeira a longo prazo. Você vai ter condições de pagar o carro? Terá dinheiro para bancar a gasolina, revisões e possíveis problemas relacionados ao uso excessivo do carango? Se a resposta para alguma dessas perguntas foi “não”, sinto muito, não é a hora de comprar um carro.

Ter um carro é semelhante a ter um filho. Os gastos podem ser astronômicos se tudo não for planejado direitinho. Numa comparação bem – digamos – rústica, o combustível equivale ao leite em pó, os gastos com limpeza equivalem ao tanto de fraldas que se compra e por aí vai.

Como todo investimento trás um bom retorno, comprar um carro te propicia vários fatores de sucesso, dentre eles:

- Não pegar ônibus lotado e ir em pé da sua casa para o trabalho e do trabalho para casa. Pode pegar trânsito com o carro, mas você estará confortável em seu automóvel ouvindo as músicas que você gosta.

- A facilidade de sair na chuva sem se preocupar com guarda-chuva, marquises ou ser molhado por quem passa na rua.

- A agilidade em sair de sua casa um pouco mais tarde do que o normal caso fosse utilizar um transporte coletivo.

E a principal delas:

- Com o carro você se torna automaticamente um dos melhores partidos do bairro/faculdade/trabalho/roda de amigos.

Fato inegável que mulheres, por mais que digam o contrário, valorizam o cara que tem um bólido, principalmente pelos fatores de comodidade e status social.

Há um ditado que circula entre as rodinhas de amigos que diz o seguinte:

A pé você não come ninguém.

Não sei quem foi o autor de tal frase genial, mas com certeza esse foi um cara que soube como ninguém vivenciar os dois mundos: O mundo do pedestre e o mundo dos motoristas.

Veja bem, quando você atinge certa idade, os 18 anos por exemplo, aquelas baladinhas com as quais você estava acostumado como por exemplo shopping no sábado a tarde, sub-17 levado pelos pais, tarde de PlayStation na casa do Paulão ou quests de RPG na Leitura da Savassi se tornam terrivelmente chatas.

Você tem idade para dirigir, encher a cara, entrar em boates e o principal: drive-ins e motéis. É como dizem: quando se tem picanha, pra que comer ovo frito?

Mas como nem tudo na vida é fácil, você só se dará bem em uma dessas baladas se estiver devidamente equipado com automóvel para ir em qualquer um desses dois lugares mágicos.

Quer mico maior do que pegar um táxi para dar umazinha no motel? Assim, é tosco, né cara? É assinar o seu atestado de liso e falido. A mulher não vai querer liberar para um cara que vai de Van pra balada. Definitivamente não.

Carro impõe respeito e pontos de atributos no quesito Carisma.

Sem carro = Carisma 2, porque você é simpático.

Com carro = Carisma 2 (+10).

Sacou?

O Sam Witwick sacou.

 

Não adianta me chamar de machista e todo esse blah blah blah que já é costumeiro nessa tal de interwebs, mas é fato inegável que dos 18 aos 25 anos o homem só quer carro para um motivo: se dar bem com as mulheres.

Não importa o que você diga, o que os seus pais digam. A verdade universal é essa e não tem como desmenti-la.

A vida sexual e social do homem melhora em torno de 300% após a aquisição de uma carteira de motorista + carro.

Aos olhos de algumas mulheres, você só se torna um homem de verdade a partir do momento em que seu perfume passa a ter cheiro de “Aditivada com alta octanagem” e o seu melhor acessório visual é a chave do carro pendurada no cinto. Isso é certeiro, colega. Ninguém quer voltar a pé pra casa.

Portanto, aconselho-os a pensar seriamente em adquirir um meio de transporte o mais breve possível e não falo de mobilete ou bicicleta, falo de um veículo de verdade, um carro.

Se pretende se dar bem na faculdade ou na baladinha – e não digo se dar bem só de ficar de beijinho – é primordial que você esteja motorizado. É da natureza feminina separar homens de meninos não pelo que eles tem no meio das pernas ou dentro da carteira e sim pelo meio de transporte que ele pretende levá-la pra sair.

Pense nisso.

 

———

Texto escrito em 2010. Dias antes de comprar meu carro. Hoje tenho carro e não transei nem metade do que a vendedora da concessionária me prometeu…

 

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27 April 2011 ~ 25 Comments

Micaretas não valem a pena – Parte II

Dizem que os filmes clássicos só merecem uma continuação se a história a ser contada for interessante. Gosto de pensar que a minha vida é um filme. Uma comédia de muito mau gosto, mas que às vezes gera boas risadas para a audiência. Sendo assim, era inevitável que algum dia um dos grandes momentos desse blog – e da minha vida – tivesse uma continuação.

A história se passa cinco após o fatídico primeiro episódio de “Micaretas não valem a pena”. De 2006 para cá, muita coisa mudou. Peguei mais garotas, namorei, arrumei emprego, comprei um Playstation 2, terminei o namoro, voltei o namoro, comprei um carro, terminei namoro, vendi um Playstation 2, comprei um Xbox 360 e nunca mais fui em uma micareta. A vida seguia o seu rumo normal, até que um belo dia…

Estava tranqüilo e sereno na minha casa, apreciando as coisas boas da internet quando recebo um convite: ir ao maior show de axé do Brasil de graça no camarote mais caro do evento.

O coração bateu mais forte, as mãos ficaram trêmulas e lembranças desagradáveis vieram à tona. A multidão, o empurra-empurra, a garota que eu era afim na época, o vídeo-game que vendi pra financiar a fracassada empreitada. Uma miríade de sensações e sentimentos tomou conta de mim. Isso tudo por 10 segundos, o tempo necessário pra digitar um sim em resposta ao convite.

Eu não queria saber. Estava decidido a enfrentar mais uma vez o tão temido Axé Brasil e sair de lá como o verdadeiro vencedor que sou: com no mínimo 20 garotas a mais na minha contagem de relacionamentos (instantâneos). Afinal, hoje em dia eu pelo menos consigo iniciar uma conversa com uma avulsa sem começar a tremer e falar merda (na maioria das vezes).

Convite aceito era hora de me preparar para o grande dia.

Coloquei a minha única e melhor calça jeans, meu All-Star verde da sorte e minha camisa de gola V, que me rendeu até um título importante na internet, mas que posteriormente seria substituída pela vestimenta característica desses eventos, carinhosamente chamado de “abadá”.

Rumo à Santa Luzia e a minha redenção, nada poderia dar errado. Infelizmente, estamos falando de mim.

Tudo estava conspirando a favor da minha revanche. Estava com o meu casal favorito: Danilo Guedes e Gabi Dornelas, além da presença da linda Joycelular e da Lidi. Além disso, o camarote era open par, ou seja, eu teria ali o combustível ideal para me dar bem com qualquer garota.

roubado no axé brasil

pronto pra strondá as cocota rsrsrsrsrsrs

Porém, eu não contava com um detalhe: eu estava no camarote mais caro do evento. Logo, por mais bem sucedido que eu seja, eu era o cara mais pobre, feio e gordinho do recinto. Digo isso porque o nível das mulheres que estavam lá era de “sensacionais” para cima. Eu deveria ter no mínimo uns centímetros e uns músculos a mais para pelo menos conseguir me aproximar de uma delas sem despertar a característica expressão de nojo.

Mas, claro. Não me precipitei. Curti com os amigos, tirei fotos com os famosos que estavam por lá, comi, bebi e tuitei. Estava vivendo o sonho. Like a boss, na gíria das ruas.

Com a dose certa de incentivo, percebi que era hora de me dirigir ao local ideal para superar o trauma de ir em um Axé Brasil e não pegar ninguém. Eu estava ali. Não precisei vender um vídeo-game pra ir. Não havia nenhuma garota que eu estivesse apaixonado para me impedir de chegar em outras. Tomado pela coragem e pela necessidade de auto-afirmação, desci em direção a pista do Axé, onde, na minha cabeça, a festa da promiscuidade acontece.

Esse foi o meu erro. O meu único erro aquela noite. Como diz um ditado que inventei há algum tempo atrás, quem nasceu pra príncipe, não se mistura nos negócios do proletariado. Eu não deveria estar naquele lugar, mas lá fui eu.

Com toda a marra e gingado que adquiri na minha breve estadia no Rio de Janeiro, comecei a rondar a pista em busca do alvo perfeito: garotas meio bêbadas, não tão bonitas e visivelmente inseguras.

O problema todo foi: eu estava com um abadá que dizia de forma subliminar: sou rico e provavelmente estou com U$ 500 na carteira e um Iphone no bolso. Na verdade, eu só tinha um Iphone no bolso. Os dólares ficam na conta bancária, vulgo Adsense.

Vestir esse abadá e adentrar a pista foi um convite excelente aos “ponguistas” de plantão que vão o Axé Brasil.

Com cinco minutos andando pela pista, um cara aparentemente bêbado entrou na minha frente e impediu minha passagem por alguns segundos. Se isso fosse na rua ou em qualquer outro lugar, eu o empurraria e deixava rolar. Se viesse pra cima eu estaria preparado. Mas não naquele ambiente. Na pista do Axé você nunca sabe se um cara está sozinho ou acompanhado de outros 500 amigos de aba reta. O risco de você se meter numa briga e ser espancado ali dentro é enorme e eu não ia arriscar apanhar. Um erro.

É nóis no Axé

Os segundos que o cara se fingiu de bêbado foram suficientes para ele enfiar a mão no meu bolso de forma rápida e imperceptível e roubar o meu Iphone. Notei alguns segundos depois, quando coloquei a mão no bolso, que ele estava vazio. Quando olhei para trás, o filho de uma puta já havia desaparecido na multidão.

Lá estava eu, mais uma vez, derrotado pelo Axé Brasil. Ao notar que fui roubado, perdi toda e qualquer vontade de chegar em alguma garota ali. De cada 10 pensamentos, 100 envolviam as mais variadas formas de tortura que eu seria capaz de aplicar no cara que me roubou. Decapitação com presto barba era a mais simples e higiênica delas.

Aquele não era o meu lugar. Nunca foi. Nunca será. Como se não bastasse vender um vídeo-game para ir da primeira vez e não pegar ninguém, dessa vez, que fui de graça, acabei pagando um preço tão alto quanto um Playstation 2.

Se fosse um cara religioso diria “só Deus pode me julgar”, mas não precisa ser nenhum gênio pra identificar a ironia dessa frase, não é mesmo?

Voltei para a área do camarote com a minha aparência típica de derrota: ombros encolhidos, cabeça baixa e um completo desânimo. Fui até o posto de polícia do evento fazer um boletim de ocorrência, mas depois nem registrei, já que não adiantaria nada e eu seria só mais um número nas estatísticas de roubo do evento (vulgo trouxa).

Abalado, triste e com a auto-estima de uma formiga, tentei pela última vez sair daquele lugar com pelo menos uma cocota na minha lista. Cheguei em uma garota sentada perto de onde eu estava. Conversa vai, conversa vem e na hora do vamos ver… era lésbica.

Puta que pariu, Rafael.

Roubado, triste e ainda chegando em lésbica. Na escala de perdedores, eu estava, naquele momento, dez níveis acima do segundo colocado. Mas aí, acho que impulsionada pelo sentimento de dó, ao me ver daquele jeito, uma garota resolveu melhorar um pouco a minha noite…

E assim, eu concluí – pela segunda vez – que micaretas não valem a pena. Mas dessa vez eu não saí no 0×0 do Axé. Só saí R$ 900 mais pobre, mesmo não pagando pelo camarote…

TOMA ESSA AXÉ BRASIL.

Infelizmente, aposentei de vez a minha carreira como micareteiro. Só volto em um evento desses se eu me tornar policial. E com direto a cacetete.

Hoje tem festa oxente uai o caralho. O CARALHO!

 

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16 April 2011 ~ 11 Comments

Problemas com atendimento da OI – Simples Assim

Bom dia! São 03:48 (nesse exato momento) da manhã. Deve ter mais ou manos umas 4 horas que tive o meu celular roubado em um evento. Cheguei em casa a aproximadamente 1 hora. Que estou tentando falar com a OI pra solicitar o bloqueio do aparelho já deve ter no mínimo uns 40 minutos. Chego até a ser atendido (escuto vozes), porém, acredito que pelo horário, é muito mais fácil para o atendente desligar o telefone na minha cara do que me atender e realizar uma operação relativamente simples.

Não sei qual é o procedimento adotado pelas ilhas de atendimento da OI. Que eu me lembre, a empresa responsável por esse atendimento era a Contax. Posso estar enganado, já que faz algum tempo que apenas pago as minhas contas ao invés de solicitar algum serviço da OI.

A questão é: será que não existe nenhuma monitoria na parte da madrugada nessa central de atendimento? Eu já trabalhei com atendimento telefônico e, se o procedimento adotado (era uma estatal) for no mínimo parecido, existe um supervisor com uma tela monitora todas as chamadas, incluindo a posição de atendimento que recebeu a chamada e a duração da mesma.

Cheguei ao ponto de ter uma ligação atendida, escutar vozes conversando na central e em questão de segundos ter o tão odiado “tu tu tu tu” largado na minha cara. Bom, posso não ser o melhor cliente do mundo, mas daí correr o risco de ser prejudicado quando a falha é da empresa que me presta o serviço, já é demais.

Eu faço idéia que trabalhar de madrugada seja realmente um saco. Mas, sério: eu fui roubado e preciso que a OI bloqueie o meu aparelho (tanto a linha quanto o próprio aparelho) para que o “cidadão honrado e cumpridor de suas obrigações” (pra não chamar de outro nome) não consiga tirar nenhum proveito da situação. Mas pelo visto vou ter que fazer isso logo mais, provavelmente em horário comercial ou em alguma loja.

Fica o meu pequeno apelo à OI. Por favor, prestem atenção no tipo de funcionário que está sendo contratado pra realizar o atendimento a clientes. Como disse acima, já trabalhei em call-center é sei que é uma droga atender clientes em determinado horário, mas daí todo mundo fazer o mesmo e não atender ninguém chega a ser sacanagem.

Gosto de pensar que nesse momento, bem, às 04h06 da madruga esteja rolando uma festa muito legal, ou uma reunião muito importante já que não estamos em época de Copa do Mundo (aí eu até entendo) pra todo mundo parar e não atender as ligações. Pensando assim me sinto um pouco menos perdedor do que o normal (o normal é achar que é só comigo).

No mais, obrigado por prestar um ótimo serviço de 3G, obrigado pelo ótimo sinal de ligações e por debitar o valor da fatura sempre em dia, já que minha conta é em débito automático. Meus parabéns, OI. Nesse momento tem alguém fazendo ligações e usando meu aparelho enquanto estou aqui, em casa redigindo um texto sobre as 40 ou 50 vezes que desligaram na minha cara ao buscar atendimento.

Sério, sem ironia. Eu nunca reclamei da OI. Podem pesquisar aqui no histórico do blog ou em qualquer perfil meu em redes sociais. Exceto hoje, nesses momentos que antecedem o texto…

Update: Enquanto eu ligava daqui, a amiga @porrabelle também me ajudava ligando de outro lugar. Ela conseguiu falar na OI e as 05h19 da manhã, quase 2 horas depois de começar a maratona de ligações, fui atendido. Digo, a Belle foi atendida. É isso…

P. S. 1: Não estou, de forma alguma, jogando a culpa na OI por ter sido roubado. Estou, sim, tentando evitar ao máximo tomar algum prejuízo por conta disso e, nesse caso, infelizmente, só a OI pode me ajudar, já que a linha é da operadora.

P. S. 2: Podem me zoar por ter sido roubado. Realmente não ligo. Tá, eu ligo, portanto peguem leve na zoação. Ainda estou abalado.

 

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18 March 2011 ~ 1 Comment

É sexta, sexta!

Que comece o final de semana!

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02 March 2011 ~ 1 Comment

Rafa Barbosa: um cara barra pesada

Hoje em dia eu sou um vencedor. Sim, posso dizer que sou um cara bem sucedido em vários aspectos da minha vida. Porém, algo que sempre me assombrou desde o final da adolescência e início da vida adulta foi o maldito excesso de peso.

Veja bem, no período dos meus 17 aos 20 anos, eu era gordo e com espinhas. Após testemunhar que mulheres odeiam caras com esse perfil, tomei medidas drásticas na minha vida e me tornei um cara com a pele digna de bumbum de neném da Puppets e com incríveis 2 quilos abaixo do meu peso ideal.

Lindo, magro e sem espinhas, obviamente, o melhor prato do a La carte que é esse restaurante que chamamos de vida.

Mas aí o tempo passou, comecei a namorar e relaxei na questão do peso, pois vi outras áreas prosperando, como o departamento pessoal e o financeiro. Sim, eu estava fornicando e ganhando dinheiro. Porém, relaxei e engordei absurdamente nos últimos dois anos.

Não que eu ligue – muito – pra isso, mas ninguém curte ser gordinho, e posso citar o Peter Jackson e o Seth Rogen como exemplos. Enfim, deu pra entender o ponto.

A questão é que poucas vezes experimentei um sentimento tão puro de derrota quanto nessa minha breve estadia no Espírito Santo na última semana.

Após uma tarde de praia e sol quente com a família, aquela descansada na areia depois de pegar algumas ondas (sem prancha, porque eu sou tr00), estávamos nos dirigindo à pousada onde nos hospedamos.

No meio do caminho havia um desses espaços públicos de exercícios físicos. Mais especificamente duas barras, uma esteira de abdominal e barras paralelas. Com a marra típica de um mineiro em terras capixabas resolvi me exercitar ali.

Fiquei embaixo da barra maior, estiquei os braços e dei o impulso para a conclusão desse exercício físico.

Na teoria é fácil

O que se seguiu foi um dos momentos mais constrangedores, humilhante e de extrema derrota na minha vida: eu não consegui realizar nem uma barra.

Eu não consegui suspender o meu corpo utilizando a minha própria força por não mais do que 10cm acima do chão.

Tentei mais de uma vez, e a cada nova investida, eu me levantava menos. O resultado dessa desastrosa aventura foi uma dor terrível no braço e, pior ainda, um buraco do tamanho de Passárgada no meu ego.

Para a minha sorte, a cidade estava tão vazia que nenhuma cocota viu esse trágico episódio da minha vida. Isso seria prejudicial ao meu mojo, com certeza.

Abaixei a cabeça e voltei para a pousada. Me tranquei no quarto pelo resto do dia, lendo e assistindo séries, pois, cheguei a conclusão de que eu não era digno de dividir o mesmo espaço no planeta Terra com pessoas saudáveis e que conseguem realizar pelo menos uma barra.

Agora, minha meta é conseguir fazer pelo menos duas barras até Julho. Duas porque sou humilde. Espero conseguir. Nem que para isso eu tenha que cortar 15cm de cada perna.

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09 February 2011 ~ 1 Comment

O desafio e o pesadelo universitário

Não posso chamar a minha vida acadêmica de um “sucesso”. Bom, me formei e trabalhei na área e tudo o mais, mas de acordo com a tradição imposta por Hollywood, a faculdade consiste em, basicamente, festejar, se emebebedar e transar com o maior número possível de garotas.

Eu não festejei, não fiquei bêbado e não transei com nenhuma garota da minha sala, do meu curso e de nenhum outro campus da faculdade – pra resumir um pouco a história da minha vida entre 2005 e 2008.

Pode me chamar de perdedor, eu não ligo. Na época eu era feio (ainda ostentava um bocado das espinhas remanescentes do período conhecido como adolescência), falido (não trabalhava e não era “bem de vida” como a maioria da galere da sala), andava a pé (os únicos momentos motorizados da minha vida acadêmica se resumem às viagens de ida e volta em pé e ocasionalmente sentado no suplementar S70 ) e não era tão descontraído e interessante quanto hoje.

Ryan Reynolds Barbosa

Eu era assim na faculdade. Serião.

Por sorte não sofri nenhum tipo de bullying, já que modéstia a parte, eu não era tão bobo quanto a maioria dos nerds de hoje em dia.

Pois bem, não foram anos tão difíceis porque a faculdade de publicidade é até moleza, e no meio do caminho eu comecei a namorar e desenvolvi uma vida sexual ativa (fora da faculdade).

Eis que três anos depois de formado, a turma resolve se reunir para uma festa agora em fevereiro.

Já há algum tempo eu ficava imaginando como seria esse reencontro, mas eu via mais longe, por exemplo, daqui uns dez anos. Mas, já que anteciparam o momento, só me resta participar dessa animada confraternização.

O problema é que eu sempre planejei um retorno triunfal. Atualmente estou em uma condição bem superior a da época da faculdade. Estou bem sucedido financeiramente, sem espinhas (uma ou outra ocasionalmente), tenho um carro próprio, sou de uma sagacidade sem igual e um humor ímpar. Ou seja, o oposto daquele jovem calouro de 2005. Porém, Houston, we have a problem!

EU ESTOU GORDO!

Ryan Reynolds Guedes

Agora eu to tipo... isso.

Convenhamos, não adianta estar rico, motorizado e sexualmente ativo quando se está gordo. As gatinhas da faculdade não curtiam, e provavelmente não curtem caras acima do peso. Isso tira toda a emoção do meu “ressurgimento” em meio aos colegas de classe.

É como anunciar o retorno do Ronaldo Fenômeno aos gramados brasileiros. É lindo, três vezes melhor do mundo e tal, mas o cara está enorme de gordo. Naturalmente, as pessoas olham com desconfiança para gordinhos.

Não que eu esteja triste com isso. To aí na luta pra perder uns quilos e voltar a ser um pacote completo de perfeição humana, mas enquanto isso, eu ainda estou acima do peso.

O elemento surpresa na hora de encantar as gatinhas perde todo o efeito. A possibilidade de um coito nessa festa se anula conforme o ponteiro da balança roda quando subo em cima. Triste, porém, real.

Felizmente, sempre mantive a minha dignidade em primeiro lugar e vou encarar esse desafio com a cabeça erguida (e a barriga encolhida). Dependendo dos acontecimentos, voltarei para contar o meu sucesso nesse retorno ao certame chamado “vida acadêmica”.

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