Clube da Luta

30/06/2007 at 16:43

Um filme que eu havia assistido um tempo atrás (em 1999) quando eu era mais bobo do que sou atualmente e não tinha um intelecto desenvolvido a ponto de entender o que estava passando na tela, mas que hoje assistindo novamente consegui entender um pouco, é Clube da Luta.

Ontem passou no Intercine da Globo e cara, o David Fincher tem estilo, muito estilo.

O filme foi baseado no livro de mesmo nome escrito por Chuck Palahniuk, que ficou rico da noite pro dia por causa do livro. O filme é recheado de pancadaria, efeitos visuais, e muita, mas muita crítica ao consumismo americano.

Edward Norton interpreta um cara frustrado, com insônia aguda, que começa a frequentar grupos de auto ajuda para tentar sair da monotonia. Certo dia ele conhece Tyler Durden (Brad Pitt num dos papéis mais fodas que eu já vi ele interpretando) um fabricante de sabão em uma viagem de avião, e os dois passam a ser amigos.
Depois que a casa do personagem do Edward Norton explode, ele pede para morar com Tyler. Mas Tyler só aceita se primeiro eles brigarem. Surge aí o Clube da Luta.

Tyler é tudo aquilo que o personagem de Edward Norton (ele não tem um nome no filme) almeja ser. Faz o que bem entende, é inteligente e não depende de nada.

Reuniões periódicas marcam as cenas de pancadaria entre os membros do grupo que vai crescendo cada vez mais, sempre com discursos sobre o consumismo, a falta de objetivos, de ideais dos homens hoje em dia. São taxados como a geração que teve como modelo de pai, as suas próprias mães. O clube é um lugar onde eles podem descontar todas essas frustrações.

Porém Tyler planeja muito mais do que simplesmente criticar o sistema, ele planeja derrubar o mesmo, e começa a montar um exército com os membros do clube, criando várias “filiais” ao redor do país, com um único objetivo, levar a adiante o Projeto Kaos. E com ações de guerrilha ele consegue.

Como todo filme, junte a essa mistura de estilo e crítica, um romance, com a personagem Marla Singer, interpretada por Helena Bonham Carter, que para sair da monotonia frequenta os mesmos grupos de auto ajuda que o personagem de Edward Norton, que por sua vez acaba gostando dela, mas ao ver que Tyler e ela estão tendo um caso, passa a igorá-la.

Tyler só pede uma coisa, que nunca mencione seu nome para Marla!

A reviravolta do filme é uma das melhores que já vi hoje em dia e a sequencia final, com certeza uma das mais fodas do cinema, intercalando tudo com uma música foda do Pixies, Where is My Mind. Quando assisti a primeira vez, nem conhecia a banda, mas assistindo ontem, até arrepiei com a música de fundo!

O filme conta com diálogos extremamente bem construídos, efeitos visuais estilosos, cenas de pancadaria no melhor estilo Final Fight e interpretações perfeitas, fazem desse filme obrigatório para quem gosta de pensar um pouco sobre aquilo que assiste. Não ser apenas um receptor passivo (uii), tanto por mostrar a falta de ideais como o consumismo sem precedentes da sociedade. Tudo muito bem dirigido por David Fincher.

Recomendo com todas as letras. R E C O M E N D O!

Fui!

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