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Besouro – A história do maior capoeirista do Brasil.

Paranauê, rapá!

Paranauê, rapá!

Por volta dos meus 14 ou 15 anos de idade, um pouco antes de me tornar “skatista”, fiz um ano ou mais de capoeira. Na época cheguei a mudar duas vezes de cordel. Só saí das aulas porque tomei um chute na orelha e resolvi que aquele era um esporte perigoso demais para um cara como eu. Enfim.

Mas agora, em pleno ano de 2009, tive um feliz reencontro com o mundo da capoeira ao ver o trailer de uma produção nacional chamada Besouro. O que despertou a minha atenção foi a pegada “capoeira estilo O Tigre e o Dragão” apresentada no trailer. Curiosamente, o coreografo do filme é o chinês Dee Dee, responsável por filmes como Matrix e Kill Bill. Naturalmente a capoeira é uma “dança” acrobática. Procurando direitinho por mais informações, achei a sinopse:

“Besouro foi o maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que, ao se identificar com o inseto que desafia as leis da física, desafia ele mesmo as leis do preconceito e da opressão, transformando-se num herói. Besouro é um filme de aventura, ação, misticismo e paixão”.

Dá uma ligada no trailer:

O filme é dirigido por João Daniel Tikhomiroff e um detalhe que eu não sabia e descobri recentemente é que o filme foi baseado em um livro chamado Feijoada no Paraíso.

Sério, eu acredito no cinema nacional. Depois de Cidade de Deus eu vi que temos potencial pra fazer cinema de qualidade. O grande problema aqui é a dependência de patrocínio e incentivos fiscais, o que convenhamos, é um tanto quanto complicado graças à enorme quantidade de impostos.

Por acreditar no potencial do filme Besouro, e principalmente -- saber como é difícil promover um filme nas mídias sociais - quero deixar bem claro que não estou ganhando um tostão sequer para fazer esse post divulgando o filme e as suas promoções. É a pura e simples vontade de fazer parte de um projeto bacana.

Se você curtiu o trailer e espera pra ver o resultado final no cinema, a produção está me oferecendo 02 pares de convites válidos de segunda à quinta para a Pré-estréia do filme. Pra concorrer aqui no blog é bem simples, é só comentar o post e no dia 30 de Setembro, ou seja, quarta-feira, farei um breve sorteio com todos os nomes e através do bom e velho “papelzinho”, irei tirar na sorte os vencedores. Muito simples.

Além desses ingressos, a divulgação do filme está realizando uma promoção maior chamada Mostre seu Gingado. O prêmio é um PlayStation 2. Na moral, é questão de honra gravar meu vídeo gingando e mandando uns aus, rabos-de-arraia, martelos e bênçãos pra trazer o Play pra casa e compensar o meu vacilo de uns anos atrás.

Você também pode gravar os seus vídeos e enviar para o site oficial. Mas já aviso, estou concorrendo Mané. Tente me superar -- Rafael, o mestre supremo da capoeira.

Awaay!

Awaay!

Vale a pena dar uma conferida, principalmente pelo fato da Capoeira ser um estilo que está enraizado na cultura brasileira. Fica a dica.

Se quiser acompanhar de perto o andamento do filme:

Blog Oficial
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Dois filmes que valem a pena assistir

Alguns filmes são tão simples e com histórias tão cativantes que é impossível não se tornar fã logo após os créditos subirem.

Recentemente me tornei fã de dois filmes que recomendo a todos. O primeiro deles, que já deveria ter falado dele há mais tempo, foi uma dica que vi no blog Grande Abóbora. Chama-se Uma Noite de Amor e Música (Nick and Norah’s Infinite Playlist).

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Norah e NIck, respectivamente

O filme é baseado em um livro de mesmo nome (que você pode comprar clicando aqui) e conta a história de Nick (Michael Cera) e Norah (Kat Dannings), dois adolescentes que se encontram em um show de rock. Norah pede para Nick ser seu “namorado” por 5 minutos, o que leva a uma noite em plena Nova Iorque mostrando com um toque simples e direto uma história de amor em meio ao universo da música Indie.

O filme é simples, simpático e extremamente cativante. Você se identifica perfeitamente com os protagonistas ou com os amigos deles, além da história que poderia acontecer com qualquer um de nós.

O outro filme que entrou no meu “ranking de melhores filmes” não tem a menor previsão de estréia no Brasil (segundo o Omelete seria agora em agosto, mas pelo visto…) e sim, foi na base do Torrent, e chama-se Adventureland.

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Sim, tem a moça do Crepúsculo no filme!

Sabe quando você planeja muito uma coisa e de uma hora pra outra vê tudo dando errado e você seguindo o pior caminho possível? Então.

James Brennan (Jesse Eisenberg) tinha tudo planejado: faria uma viagem pela Europa para comemorar a sua formatura na faculdade, porém, seu pai teve um corte no salário e não pode pagar a viagem. Mais problemas ainda quando ele descobre que talvez não consiga fazer a sua pós em Nova Iorque. A solução? Voltar para sua terra-natal e trabalhar no pior lugar possível: O parque de diversões Adventureland.

Em meio a esse emprego, Brennan conhece os mais variados tipos de pessoas e situações: o cara nerd, o amigo retardado, o cara maneiro, os chefes carismáticos e a garota perfeita.

Gostei de Adventureland de cara por um único motivo: foi dirigido por Greg Mottola, o cara que nos presenteou com a obra-prima das comédias adolescentes modernas (na minha opinião) – Superbad.

É aquela mesma estética de filme anos 80, inclusive Adventureland se passa em 1987, mais ou menos a época em que Superbad foi escrito, se levarmos em conta que se trata da adolescência de Seth Rogen.

Curiosamente, nos dois filmes o personagem principal começa o filme tomando um fora e, a partir daí, a vida deles muda de alguma forma, e sempre com uma garota no meio. Garotas, sempre elas!

Outra dica é a trilha sonora dos dois filmes. Excepcional. No caso de Adventureland é uma ótima coletânea de músicas dos anos 80 e em Uma Noite de Amor e Música temos bandas que não são representantes do “indie rock mainstream” (por mais bizarro que isso possa parecer).

Enfim.

São dois filmes que recomendo fortemente. Se você gosta de comédias adolescentes que não apelam para sátiras de outros filmes ou nudez desnecessária, Adventureland vai te fazer rir sem soar forçado.

Agora se você curte rock, histórias de amor modernas e o Michael Cera, Uma Noite de Amor e Música é ideal. Principalmente se for assistir acompanhado. ;)

Rafael – O Roteirista

Eu assisto muitos filmes, muitos filmes mesmo. E também leio vários e vários livros, desde comédias, romances e suspenses, até livros de terror e técnicos. Diria que eu tenho uma certa carga de referências para em um futuro próximo desenvolver algum roteiro de sucesso para Hollywood, já que aqui no Brasil, eu não teria muito sucesso. Sabe por que? Leia os parágrafos abaixo.

Um dos gêneros de filmes que mais gosto, são as comédias adolescentes. Por mais descerebradas que sejam, é sempre muito divertido ver as aventuras e desventuras sexuais, escolares e universitárias apresentadas em filmes como American Pie, Colegiais em Apuros, O Clube dos Cinco, Não é Mais um Besteirol Americano e SuperBad, da safra mais recente, o melhor deles.

Como adoro esse gênero, estava pensando que meu primeiro roteiro poderia ser uma comédia adolescente. Teria direito à todos os clichês do gênero, desde garotas lindas e semi nuas, os grupos sociais do universo escolar, as festas regadas à bebidas e drogas e com um grupo de personagens principais carismáticos. Mas foi exatamente nesse ponto que eu desisti de pensar em uma comédia adolescente aqui no Brasil.

O primeiro empecilho seria a mentalidade do público que, por comédia adolescente, entende-se Malhação. Ninguém bebe, ninguém fuma, ninguém transa e são todos filhinhos de papais criados com muito leite Ninho, que o máximo de putaria que conhecem é uma menina de biquíni. Esse fato nos leva ao segundo fator crucial: o elenco.

Atualmente, as caras jovens da televisão brasileira estão reunidas em Malhação. E o principal, não tem ninguém ali carismático. Não precisa nem ser talentoso, já que pra uma comédia adolescente, você não espera ver uma interpretação digna de Oscar. Basta apenas carisma e infelizmente ninguém dessa geração jovem tem isso. Vejamos:

A atual cara da dramaturgia jovem brasileira:

Muuuuito leite Ninho.

Muuuuito leite Ninho.

Atoooron!

Atoooron!

Esse galãzinho aí de cima é Rafael de Almeida. Ele era protagonista de Malhação e fez a sua estréia em uma novela das oito interpretando um jovem e virgem pianista.

Talento: 0
Carisma: 0

OK. Depois disso não preciso nem mostrar mais nada. A cada ator jovem que eu tenho contato, a minha idéia de fazer um filme para adolescentes aqui no Brasil vai sendo destruída. Além de não existir mão de obra qualificada pra isso, teria que recorrer a uma trilha sonora ridícula contando com Fresno, Nx Zero ou qualquer outra banda random que estiver no auge na época.

A boa é fazer as malas, escrever o roteiro em inglês e tentar a sorte em Hollywood. Vai que eu não me torno tipo, o novo Judd Apatow, não é mesmo?

JCVD (JCVD, 2008) – Resenha do novo filme do Van Damme

Poster JCVD

Como eu falei nesse post anteriormente, com esse filme Jean Claude Van Damme se redime de todos os seus últimos pecados cinematográficos e confirma acima de tudo uma das suas melhores qualidades: o seu tremendo carisma. Esqueça os filmes em que a marca registrada de Van Damme era a voadora com as duas pernas. Nesse filme o cara mostra que tem talento e, ao mesmo tempo em que faz uma auto-biografia, brinca com os gêneros de filmes e principalmente com os últimos acontecimentos da sua vida.

Na história Van Damme interpreta a si mesmo. Um ator em decadência, estrelando filmes de baixo orçamento e com histórias absurdas, brigando pela guarda de sua filha e tentando se reerguer como homem e como ator. Como desgraça pouca é bobagem, ao entrar em um posto dos correios em Bruxelas o astro se depara com um assalto. E o pior de tudo, todos acreditam que ele está assaltando.

Temos um Van Damme velho, cansado, sem paciência para chutes, tiroteios e torneios de artes marciais. Temos ali um ator em decadência que precisa de dinheiro para pagar os seus advogados que estão atuando na disputa pela guarda da filha. Temos uma cidade inteira apoiando o astro, mesmo ele sendo considerado o suspeito pelo assalto. E o ator aproveita toda essa situação para rever o que fez da sua vida até aquele dia. Durante todo o filme, realidade e ficção se misturam. Van Damme é Van Damme, seus filmes são citados a todo o momento, porém a situação em si, que é a ficção, serve de catalisadora para as reflexões do ator.

Em um monólogo, você percebe que naquele momento o cara não está atuando, ele está falando de coração sobre como o mundo do entretenimento pode ser cruel com as pessoas. Ele fala sobre a sua vida, desde as aulas de Karatê até o estrelato, mulheres, drogas e festas. Agora, um homem mais velho, ele busca suas raízes e tenta se reerguer.

Esteticamente o filme é lindo. Um visual meio noir, sem contar o cenário. Bruxelas é uma cidade linda, tipicamente europeia e aproveitam isso da melhor maneira. Até a hora do assalto, claro, quando o filme se concentra em um pequeno posto dos correios. Os tons usados nas cenas de “ficção” e realidade servem para mostrar ao público o que Van Damme pensa. Na vida real não existem heróis que matam vários bandidos e se dão bem. Existem pessoas com problemas, medos e anseios. O diretor Mabrouk El Mechri soube aproveitar isso muito bem.

O filme envolve em sua maior parte, o drama pessoal de Van Damme, mas também tem um humor refinado, ação e um certo suspense. Os melhores diálogos se dão entre o trio de assaltantes e Van Damme ali, sem ser o herói da vez, apenas um refém famoso no lugar errado e na hora errada.

Ao que se propõe, o roteiro está perfeito. É apenas a situação de um cara em um péssimo dia. Não vale procurar furos, a história não tem o que procurar acontecimentos anteriores que inflenciem outros. É apenas um assalto a um posto de correios e apenas isso.

Eu diria que esse, até o momento, é o filme definitivo de Van Damme. Ali ele se confirma como um ator e não um brutamontes. O cara passa sentimento ao interpretar a si mesmo e a gente acredita no cara. Mesmo sendo um filme, aquela é a realidade de JCVD e ele nos mostra que é apenas um cara comum que conseguiu vencer na vida, mas teve que pagar um preço.

Foi sem dúvida um dos melhores filmes que vi esse ano. Pena que não deve estreiar por aqui nos cinemas. Deve sair direto em DVD.

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Veja o trailer:

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Van Damme is back, bitch!

Sem dúvida alguma esse é o filme definitivo da carreia de Jean Claude Van Damme. Não é Soldado Universal, nem o Alvo e muito menos A Colônia. Estou falando de JCVD. Uma auto-biografia misturada com elementos de ficcção em que Van Damme interpreta a si mesmo, no que eu posso dizer, o melhor momento de sua carreira como ator e não como brutamontes.

Essa ainda não é uma resenha do filme, farei isso mais tarde. Esse post é apenas para expressar o quanto eu fico feliz ao ver os meus ídolos do cinema retornando em boa forma. Foi assim com Sylvester Stallone em Rocky Balboa e Rambo IV, Bruce Willis em Duro de Matar 4.0 e agora com Jean Claude Van Damme em  JCVD.

Não espere aquele Van Damme quebrando tudo e batendo em todos. O cara no filme interpreta. Mesmo sendo a si mesmo, o filme é de uma sinceridade tremenda e o próprio Van Damme brinca com a recente fase de sua carreira, recheada de filmes ruins e de baixo orçamento. Mas o cara conseguiu. E merece meu respeito.

Parabéns Van Damme.

Black Dynamite – Yo Nigga!

Eu sou branquinho, mas posso dizer que tenho metade do meu sangue de negão. Acho que é por isso que eu gosto tanto de black music dos anos 60, 70 e dos filmes clássicos de negões. Não essa coisa “Yo, Wazz Up, Nigga” que surgiu com o gangsta rap. Eu curto as coisas clássicas. O verdadeiro Nigga Way Of Life, estilo Shaft por exemplo. Acho foda aqueles cafetões bem vestidos com o seus ternos lilas-pérola e suas pequenas bengalinhas com um diamante na ponta. Clássico. E por dizer negão, não me venham com essa de racismo.

Eis que dando uma navegada pelo Judão, encontro o trailer desse filme – Black Dynamite.

Cara, Blaxploitation da melhor qualidade. Black Dynamite é um cara que busca vingança após a máfica matar seu irmão. E tome Kung-Fu estilo Karl Douglas com direito a faixa vermelha na cabeça, além de várias moléres nuas e um bocado de morte. Tem até um Shogun. Caraca, totalmente anos 70.

Veja o trailer do filme logo abaixo. Sim, tem seios.

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Propaganda Enganosa

Creio eu que a partir do momento em que você anuncia algo dentro do seu estabelecimento comercial, você deve, no mínimo, vender esse produto anunciado. Porém, acredito que a equipe de Marketing do Cinearte Multiplex do Shopping DelRey em Belo Horizonte não sabe disso. Já é a terceira vez, em menos de 6 meses que eles anunciam um filme através de cartazes e na data de estréia o filme simplesmente desaparece do circuito deles.

O exemplo mais recente é o filme Max Payne. O cartaz do filme estava colado na sessão de cartazes do cinema, além de ter um display gigante na entrada. Hoje é a estréia nacional do filme e, apesar das péssimas críticas recebidas, eu quero assistir. O problema é que o Cinearte Multiplex do Del Rey não está exibindo.

Se não vai exibir o filme, então não anuncie ou divulgue os cartazes. Assim é mais fácil não criar expectativas nos seus clientes. Ainda mais no meu caso, que sou um frequentador assiduo do cinema. Não pela qualidade, mas pelo conforto de ser próximo da minha casa e da minha faculdade. Toda semana assisto a um filme, desde 2005.

Portanto equipe de marketing do Cinearte Multiplex do DelRey, se não for exibir um filme, por gentileza, não veicule nenhum tipo de material promocional relacionado ao mesmo.

P.S.: Provavelmente esse é o tipo de ação que os grandes cinemas promovem ao exibirem filmes mais rentáveis em duas ou até três salas, deixando os outros lançamentos comprometidos em salas minúsculas ou até mesmo não lançando-os. Enfim, é assim o capitalismo. Devemos conviver com isso.

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Carol Miranda – Perdendo o Selinho.

Uma mulher traída. Um namorado safado. A vingança? Liberar o selinho pra geral! Essa é a premissa básica do tão aguardado filme pornô com Carol Miranda, a sobrinha da Gretchen. Claro, um filme pornô não precisa de história, roteiro, diretor de fotografia e etc. Basta apenas tirar a roupa e mandar ver. Mas, a produtora Sexy tinha uma carta na manga: a virgindade da moça.

Com um dos melhores roteiros do cinema, digno de Cannes, Berlin, Tribecca, Sundance e por fim, o grande prêmio da academia, Perdendo o Selinho nos apresenta a jovem Carol. Menina recatada, que preza pelos bons costumes e tradições da família brasileira.

A moça fora traída pelo seu namorado e o pior de tudo: ele a traiu com sua melhor amiga. É o tipo de história que a academia adora. Histórias que se aprofundam (e muito) na existência do ser humano. A partir desse momento, Carol triste como só, resolve bolar um plano que fará com que seu namorado se sinta o pior homem do mundo. A moça guardava o grande presente para o garotão. A sua virgindade, tal qual uma Jonas Brothers. Faço aqui uma ressalva, a música “When You Look me in the Eyes” da boy band americana poderia ser parte da trilha sonora do filme.

Voltando ao filme. A moça decide que, ao invés de oferecer o presente ainda lacrado para o namorado, transará com o também namorado da sua amiga, a mesma que ficou com o seu namorado. Uma história típica de Wood Allen, diriam os mais puristas críticos de cinema, mas eu digo que a história é superior a tudo isso. Não há nada semelhante na história do cinema.

E então Carol parte para a sua grande vingança. Liga para o namorado e diz: “Sabe aquilo que eu estava guardando pra você? Então, já era. Perdeu”. Liga também para a sua amiga, agora ex no caso, e avisa que também irá mandar umas fotinhas para a moça.

Nesse momento chega a revelação do cinema nacional (eu juro que procurei o nome do ator, mas no site da Sexxxy Produtora diz que o filme tem “Caroline Miranda e ‘grande’ elenco”. Eu não duvido do tamanho do elenco). Um ator ainda desconhecido, mas que, com toda a sua desenvoltura e malemolência interpreta o namorado da amiga de Carol. A reação do ator ao saber que foi traído é digna de um monólogo Sheakspeariano. Só a sua expressão merece um prêmio.

Então, juntando a fome e a vontade de comer (e muito), os dois planejam uma pequena vigança. Sim, Carol Miranda decide perder o selinho com o namorado da amiga.

Vale citar a interpretação da moça. Se não fosse pelo sangue, a cara e os gemidinhos de dor, eu não diria nunca que Caroline Miranda era virgem. A moça demonstra total desenvoltura, habilidade e intimidade com a boca preenchida. Até o ator se espantou e durante o sexo oral pergunta “Onde que você aprendeu isso, hein?”. E Carol apenas sorri. Aquele sorrisinho sacana, que sem nenhuma palavra quer dizer “Relaxa e deixa comigo”.

Após o aquecimento, o personagem principal do filme aparece em cena. O tal do selinho. Em nenhum momento o vemos, de fato, apenas sabemos que ele está ali, tal qual um uma garrafa de Coca-Cola esperando ser aberta para liberar todo o seu sabor. Com certa dificuldade e trabalhando apenas com a cabeça (é um gênio mesmo aquele ator), finalmente o selinho é rompido. No melhor estilo medieval, onde o lord deveria deflorar a virgem sobre um lençol branco para provar a pureza da mesma, temos uma camisinha com uma singela rodelinha de sangue. É a prova final de que, a partir desse momento, Carol Miranda se tornava uma mulher.

Após tamanha dificuldade Carol Miranda fica mais solta. Rebola, grita, geme. Estava liberta. A vingança é um prato que se come frio. Poderia dizer que, o humor está presente sutilmente no filme. A história termina de forma gozada, mas, isso não é supresa para ninguém. O fato é que, o ex-namorado de Carol Miranda não apareceu no seu Cavalo Branco e a donzela ofereceu o seu maior bem a um homem sedutor, que a fez mulher.

Uma obra que envolve drama, suspense e um pouquinho de humor. Perdendo o selinho é um filme que nos faz refletir a condição do ser humano perante os infortunios da vida.

Para assistir ao filme Carol Miranda Perdendo o Selinho e Carol Miranda – Fiz Pornô e Continuo Virgem, clique nesse link e siga as instruções.

Novo trailer do filme Watchmen

É um dos filmes mais aguardados do ano que vem. Pelos trailers, parece que Zack Sneyder conseguiu mais uma vez. Não vejo a hora de assistir ao Dr. Manhattan desintegrando alguns Vietcongs. Veja o novo trailer abaixo:

Vi no Omelete.