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Social Minas - Uma visão do cenário das mídias sociais em Minas Gerais

Eu fui =D

Eu fui =D

O mercado mineiro pode ainda ser pequeno, os clientes podem estar descobrindo agora, mas de uma coisa não dá pra fugir: Minas Gerais está muito bem servida de agências digitais e com profundo conhecimento em mídias sociais. Foi essa a impressão que tive ao participar do primeiro Social Minas - evento organizado pela AMADi - Associação Mineira das Agências Digitais.

Estudos de caso, painéis, palestras sobre as mídias sociais e uma platéia repleta de pessoas que gostam, estudam e atuam na área. O primeiro evento totalmente mineiro voltado para o estudo das redes sociais.

Tentarei passar de forma bem resumida as minhas impressões sobre o evento, palestrantes e citar os principais pontos abordados.

Ao chegar ao evento, os visitantes recebiam um kit contendo uma caneta, duas folhas de papel (nem todo mundo é “guique” e não possui um notebook ou um Iphone), dois cartões de “crédito” para acessar o Sonora, do Terra, um botton da AMADi, um cupom para ganhar 50% de desconto em cursos do IPEC  e um flyer do mesmo.

O evento foi realizado no auditório do Campus JK do Centro Universitário Newton Paiva. Lugar grande, aconchegante e com uma excelente infra-estrutura. Porém, as tomadas eram escassas e as poucas que eu vi já estavam sendo utilizadas, o que queria dizer que, dentro de duas horas, eu teria que desligar meu notebook.

A galere no evento

A galere no evento

O evento começou pontualmente as 09:25 com apresentação de Saulo Medeiros, sócio-diretor da agência 5Clicks e atual presidente da AMADi. Como manda o protocolo, apresentou a associação, seus membros, objetivos e etc. Agradeceu aos patrocinadores do evento e deu início às palestras.

O primeiro palestrante do Social Minas foi André Fonseca, fundador da Dito Internet e mostrou o atual momento das mídias sociais e como trabalhar nesse meio. Segundo André, as mídias sociais se baseiam em monitoramento, relacionamento e produção de conteúdo.

André Fonseca

André Fonseca

Veja os slides da apresentação de André.

Em seguida foi a vez das “meninas” Letícia Lira, Raquel Horta e Raquel Camargo participarem de um painel sobre as mídias sociais. Cada uma representando, digamos assim, um segmento: Letícia Lira representando o cliente (Vivo) , Raquel Horta a agência (Mapa Digital)  e Raquel Camargo pesquisadora (Twitter Brasil).

O trio. Letícia Lira, Raquel Horta e Raquel Camargo

O trio. Letícia Lira, Raquel Horta e Raquel Camargo

A dinâmica do painel foi bem interessante. A pergunta tema era apresentada e cada uma das participantes falava um pouco sobre o assunto.

O foco principal que permeou todo o painel foi a importância do planejamento em ações de mídias sociais.

As marcas já estão nas redes sociais antes mesmo de se darem conta. Como lidar com isso? Planejamento, pesquisa, diálogo, interação e entrega de conteúdo relevante. Esse é um ambiente onde as marcas, primeiro escutam, e depois se manifestam.

Outro ponto abordado foi a falta de unidade entre comunicação online e offline. Foi consenso entre as palestrantes que deve existir unidade. O planejamento, desde o primeiro momento, deve envolver o que será feito no mundo real e no mundo virtual. A internet não é “sobra de verba”.

Apresentação de Letícia Lira.

Como eu estava gripado e morrendo de febre, o evento terminou pra mim durante o Coffee-break. Mas teve prosseguimento com a palestra de Lou Martins da Cubo.cc apresentando alguns cases, que você pode conferir no search do Twitter.

Lou Martins

Lou Martins

Balanço final

Por ser o primeiro evento mineiro tratando exclusivamente sobre mídias sociais, o resultado final foi extremamente positivo. O evento valeu cada centavo dos R$ 30 investidos e deu a oportunidade para quem compareceu, conhecer melhor o que vem sendo feito em mídias sociais em MG e Belo Horizonte, conhecer as caras desse mercado e, principalmente, conhecer novas pessoas e futuros parceiros de profissão, o famoso “networking”.

Esse evento mostra que a AMADi está disposta a mudar o cenário da publicidade em Minas, mostrando a clientes e outras agências a força das mídias sociais e o retorno que elas geram se bem planejadas e elaboradas.

Já estou aguardando o próximo!

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E os papertoys do Pitágoras? Publieditoriais em blogs de grande audiência ou em nichos específicos?

papertoy

Ainda na onda do Social Minas, durante o painel com a presença de Raquel Camargo, Leticia Lira e Raquel Horta, (o post tá quase saíndo, mas é muita coisa pra falar, então esperem mais um pouco) um comentário feito pela última tocou em um ponto bastante abordado por quem entende de mídias sociais: a validade de publieditoriais e a relação entre nichos x audiência.

Recentemente a agência mineira Solution, que cuida da conta da faculdade Pitágoras, lançou a campanha do Vestibular 2009 e o carro chefe são os paper-toys das profissões.

Seria só mais uma ação publicitária de uma agência mineira se não fosse o fato de ser a primeira (que eu saiba) a investir em publieditoriais em vários blogs conhecidos e de grande acesso. Se você procurar, irá encontrar posts sobre o hot-site da ação em blogs como Sedentário, Bobagento, Jacará Banguela e Jovem Nerd.

Fato que a audiência desses blogs somada é absurda e, em uma primeira análise, o retorno em cliques direcionados para o hot-site seria considerado um sucesso. Mas aí eu faço uma pergunta: esses blogs atendem o nicho cujo público-alvo da campanha reside?

Na Internet cliques não querem dizer nada se não forem convertidos. Os links nesses blogs podem gerar uma visitação enorme, e vários posts sobre em blogs de menor audiência, provavelmente influenciados pelos blogs citados acima, considerados formadores de opinião. (Uma rápida busca no Google Blog Search nos mostra até o momento 43 resultados no último mês para “Paper Toys Pitágoras”). Mas até o momento eu não vi nada repassado de forma espontânea em outras redes sociais como o Twitter (8 citações apenas).

No Orkut a coisa parece mais movimentada graças aos perfis dos “paper-toys” que interagem com os usuários, o que é bem interessante já que, como todos sabem, é a rede social mais movimentada no Brasil.

Infelizmente não encontrei o perfil dos personagens no Twitter. Somado à divulgação em blogs e Orkut, um perfil para cada personagem também no Twitter, a meu ver, potencializaria a campanha permitindo uma maior interação entre público/personagens.

Apesar da boa utilização do MSN na campanha, ninguém do meu Messenger está utilizando o pacote de imagens de exibição disponibilizado no hot-site.

Mas voltando ao assunto dos blogs, e o principal? Essas milhares de visitas estão se convertendo em inscrições para o vestibular? Os alunos que estão se formando esse ano, ou aqueles que já se formaram e estão fazendo o vestibular agora estão se inscrevendo?

Os autores dos blogs e os criadores da campanha que me desculpem, mas o perfil de uma boa parte dos visitantes de alguns desses blogs são usuários vindos do Google que não tem o menor interesse em ler algo que não esteja relacionado à sua busca específica.

Acredito que esse é o tipo de campanha que funcionaria perfeitamente em um blog como o Que-Diabos. O Luke está terminando o terceiro ano agora, está sofrendo a pressão do vestibular e o principal - o público dele está na faixa etária exata de quem fará a prova agora, além dele ter o perfil do nerd que se amarra em paper-toys.

Uma grande audiência nem sempre é o mais importante

Tanto agência quanto cliente merecem os meus parabéns por, em primeiro lugar, acreditarem no poder dos blogs e por criar uma ação diferente, que sai da mesmice que as outras faculdades tem veiculado ultimamente.

A ação é extremamente válida por ser um dos primeiros cases mineiros que utilizaram os blogs como força pulverizadora de informação. Os paper-toys também, ao que parece, são um sucesso. Mas vamos ver o índice de inscritos no vestibular para mensurar o sucesso da campanha.

Eu quero ser o Mário D’Alcântara quando crescer!

Olha a fera aí!

Olha a fera aí!

Provavelmente esse texto não quer dizer nada para a grande maioria das pessoas que chega até o Blog. Ele diz respeito mais a quem, assim como eu, faz parte do mundinho mágico da publicidade.

Portanto, fique a vontade para continuar a leitura ou então leia aqui 21 coisas sobre sexo que eu aprendi no PornoTube.

Uma coisa é fato nesse universo da publicidade: As mudanças são constantes e o que eu aprendi nos primeiros períodos, hoje, já está ultrapassado.

Alguns publicitários (creio eu, com mais tempo de profissão), mais ligados àquela publicidade tradicional, de várzea, não aceitam uma grande mudança que ocorreu nos últimos anos: a Internet entrou com tudo pela porta da frente e não vai aceitar ser expulsa da festa.

É difícil entender essa tal de mídia social. Essa parada estranha que a sua filha passa o dia todo acessando. Como é que se chama mesmo? Orkuts. EmiésseÊni. Tuíter. É tanta coisa nova, que o bom e velho papel couché tem ficado de lado.

Especificamente em Minas Gerais, o tradicionalismo ainda impera em algumas grandes agências de publicidade. Internet, mídias digitais e alternativas são praticamente as últimas opções durante um planejamento de comunicação. O lado bom disso tudo é que aquelas que já descobriram o poder desse novo meio já estão aproveitando cada segundo dessa nova onda e deixando seu nome cada vez mais em evidência.

Lá em cima eu disse sobre esses publicitários mais velhos que não sacam nada da internet, certo? Então. Como em toda regra há uma exceção, aqui a exceção tem nome: Mário D’Alcântara.

Mário D’Alcântara seria só mais um senhor de idade fofinho e engraçado se não fosse por um fato simples: Ele é publicitário há quase tanto tempo quanto meu pai é gente.

Quando ele começou na profissão eu nem sequer fazia parte do órgão reprodutor do meu pai.

Teoricamente, ele seria de um pensamento mais clássico. Estilo aquele pessoal que eu tanto adoro ver em Mad Men.

Mário D’Alcântara não tem nada a ver com aquele pessoal chatinho da publicidade. Ele é, com o perdão da palavra, simplesmente um dos caras mais foda e geniais que já vi em toda a minha vida.

Com os seus 66 anos de idade, ele tem uma visão da publicidade, do presente e do futuro, que muita gente que eu conheço e faz parte dessa área sequer consegue imaginar que exista.

Posso dizer sem medo algum que você entra em uma palestra dele de um jeito e sai completamente diferente.

Infelizmente, hoje foi a primeira vez que tive a oportunidade de escutar o que esse “velho” tem a dizer. E nas circunstâncias mais adversas possíveis. O tema da palestra era algo “blah blah blah Direito e Comunicação” e Mário foi convidado a falar sobre Ética na Publicidade.

Vale citar que ele é Diretor Executivo do Sinapro-MG. Ou seja, ali a palestra não era sobre Publicidade, Futuro da Publicidade ou Como ser um Bom Publicitário. Era pura e simplesmente o Diretor Executivo do Sinapro-MG falando sobre ética na Publicidade.

Seria apenas mais uma palestra se fosse com outro sujeito. Com o Mário (tomo a liberdade de tratá-lo assim) a coisa não ficou na mesmice.

As duas primeiras palestras trataram sobre Propaganda Enganosa e Defesa do Consumidor e Propriedade Intelectual. Ambas ministradas por Advogados. Advogados falando para publicitários.

A advogada que ministrou a primeira palestra deve ter falado alguma abobrinha durante o seu blah blah, pois quando o “velho” subiu no palanque, ele deu início a uma das palestras mais épicas que já vi na minha vida.

O que era pra ser um tratado sobre ética e propaganda se tornou uma lição de vida. A típica história de filme onde o “velho” mostra tudo aquilo que o mocinho inconseqüente e rebelde precisa ver para se tornar alguém.

Ele conseguiu com a ajuda de uma boa dose de sarcasmo e ironia desconstruir completamente as duas palestras anteriores. Tudo o que foi dito antes dele não é nada além de uma nuvem de “Blah Blah Blah” na minha cabeça.

A cada comentário mais ácido, desconstruindo a palestra sobre Publicidade Enganosa, era uma gargalhada daquele bando de aspirantes a publicitários. Muitos ali apenas riam da piada. Mas bem no fundo, não era uma piada. Ou era. Mas, particularmente, cada palavra dele soou como “esse mundinho aí ó, de faculdade, teoria e blah blah blah, tá mudando. A real agora é essa ó”.

E com poucos dados mostrou para uma platéia completamente imersa em suas palavras que sim: A internet não é mais o futuro e sim o presente da publicidade.

Eu gostaria do fundo do meu coração que a platéia da palestra fosse diferente. Ao invés de formandos em publicidade, poderia estar lotada de diretores de criação, planejadores, redatores, diretores de arte, mídias e atendimentos que tem a cabeça lá no início dos anos 80. É mais fácil ouvir um “idoso” de 66 anos de idade, mas com espírito de adolescente, do que ouvir os próprios “adolescentes” que estão entrando no mercado agora.

Eu quero ser o Mário D’Alcântara quando crescer.

Se quer saber um pouco mais sobre o que esse cara foda tem a dizer, acompanhe a sua coluna todas as sextas, no Jornal Hoje em Dia.

Redes Sociais por Alexandre Estanislau - Projeto Estação Pátio Savassi

Hoje rolou uma palestra sobre Redes Sociais ministrada pelo Alexandre Estanislau, diretor de criação e planejamento da Bolt Brasil. A palestra aconteceu no anfiteatro do Pátio Savassi, sendo gratuita e aberta ao público.

Em primeiro lugar, parabéns ao Pátio Savassi pela iniciativa de ministrar esse tipo de palestra. Ela fez parte do projeto Estação Pátio Savassi, que apresenta todos os sábados uma palestra gratuita relacionada ao tema do mês.

O tema desse mês foi “Quero saber sobre Internet, mobilidade e conectividade”, tendo palestras bem interessantes, mas só tive a oportunidade de ver essa.

Vale ressaltar que a palestra foi bem interessante partindo do ponto de vista de quem está descobrindo esse mundo das redes sociais agora. Em uma linguagem simples e didática, com cases recentes e interessantes, Alexandre mostrou o que são e como as redes sociais podem ser utilizadas tanto para publicidade quanto para outros meios.

Como já estou nessa há um tempinho também, não fui impactado com nenhuma novidade ou algo que não sabia. Acredito que a intenção da palestra era justamente essa, introduzir o universo das redes sociais e mostrar que elas vão além do Orkut e do Youtube.

Alguns pontos interessantes abordados por Alexandre e que deixo aqui para vocês:

Não tem como falar de mídia social sem falar de redes sociais.

Antes do Orkut 90% das pessoas procuravam na Internet antes de realizar uma compra de grande valor.

Boca a Boca é muito importante.

Marca vai onde o cliente está e não ao contrário.

Um ponto de vista interessante que Alex citou e acredito fazer sentido é: “Mídia social é só uma nomenclatura mais “comercial” para as redes sociais”.

Empresas que acreditam no conteúdo pago. Besteira.

Portais tratam internet como mídia de massa.

Internet é mídia segmentada.

1.5% de retorno em cliques de banners é o “normal” em campanhas envolvendo esse formato.

Pessoas não gostam de se relacionar com “pessoa jurídica”

Colaboração.

Relevância, verdade e pertinência - Segundo Alexandre, são as três principais características da mensagem veiculada nas redes sociais. A mensagem deve ser relevante, verdadeira e pertinente com o contexto daquilo que se está divulgando.

Espero que as próximas palestras tenham temas igualmente interessantes e relevantes para um segmento de mercado ainda novo em Minas Gerais.

Eu, a publicidade, a Internet e o Design de Interação.

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Eu andei evitando falar um pouco sobre publicidade e comunicação em geral aqui no blog. Reflexo de um ano inteiro dedicado ao estudo de publicidade em blogs e mídias sociais. Confesso que acabou me saturando um pouco. Porém, nos últimos dias, me deparei com algo que merece ser citado aqui, até porque está ligado diretamente com o que tenho trabalhado.

Atualmente as agências de publicidade têm investido bastante na construção de um núcleo destinado apenas à Internet. É reflexo do que todo mundo já sabe há algum tempo: a Internet vem crescendo como mídia publicitária, o custo é pequeno e o retorno significativo.

O diferencial é que hoje em dia não se limita mais somente a um “webdesigner” que faz um “sitezinho” em flash e pronto. Graças à evolução da Internet, chegamos a um ponto onde o que prevalece atualmente - e vale ser estudado a fio - são o Design de Interação aliado as técnicas de Webwriting.

Mas o que vem a ser esse tal de Design de Interação e esse outro, o Webwriting?

Design de interação (ou design de interface) é uma área do design especializada no projeto de artefatos interativos, como websites, PDAs, jogos eletrônicos e softwares. O foco do Design de Interação são as relações humanas tecidas através dos artefatos interativos, que funcionam também como meios de comunicação interpessoal.

Fonte: Wikipédia

Webwriting é um conjunto de técnicas que auxiliam na distribuição de conteúdo informativo em ambientes digitais.

Fonte: Webinsider

Crédito: Usabilidoido

Crédito: Usabilidoido

Resumindo, aquele site maneirão que você acessou ontem e te permitia interagir com ele usando, por exemplo, a sua webcam ou o seu microfone, é um site construído através dos conceitos de Design de Interface. E sabe aqueles links bem organizados que não te deixaram ficar perdido lá no meio? Então, aquilo foi obra do Webwriter do site, o cara que escreve e organiza a informação pensando em você, usuário. Isso tudo pode ser chamado também de Design Centrado no Usuário.

O site, atualmente, não serve mais apenas como um “canal” de informação on-line do cliente. Com o desenvolvimento do que se convencionou chamar de “web 2.0“, as páginas de internet hoje em dia têm a necessidade de oferecer mais do que informação, elas devem ser interativas e proporcionar uma experiência significativa para o usuário. Claro, sem deixar de lado o cliente e a sua marca.

O ponto interessante (e o que me motivou a escrever esse artigo) é que, apesar do caráter publicitário, para se trabalhar com o design de interação você não deve dominar somente os conceitos de comunicação, publicidade e design. Você deve, principalmente, dominar conceitos de informática e computação como linguagens de programação e a dinâmica da Web.

Vemos essa diferença principalmente em agências digitais, onde a procura por profissionais de TI que dominam linguagens e softwares de programação chega a ser, em alguns casos, superior à procura por profissionais da publicidade que dominam mais a técnica de comunicação.

Não basta só saber como layoutar uma página usando HTML e JavaScritp e criar um “carregando” estilosinho em Flash. Elaborar um site na internet exige conceitos que permitam e facilitem a arquitetura da informação, a objetividade do conteúdo veiculado e a navegabilidadeusabilidade das páginas. Tudo isso contando com a participação direta do usuário.

Vejo que esse não é “o futuro da publicidade on-line”, esse já é o presente - a exploração das mídias digitais. Estamos vendo o papel jornal, os folders e os vt’s de 30′ dando lugar a sites bem elaborados que vão além da “simples presença na web” de um cliente.

Temos visto o crescimento de núcleos web e agências digitais se destacando e recebendo mais verbas do que as áreas tradicionais para o desenvolvimento de sites e soluções on-line.

Eu adoro trabalhar com internet, dentro do que os meus parcos conhecimentos permitem, mas percebo que estou ficando para trás por não dominar, na prática, quase nada dos conceitos abordados acima.

Tenho um conhecimento básico de HTML e me aventuro (mesmo a contragosto) em algumas funções de PHP. Mas isso não é mais suficiente. É só ver um site mais bem elaborado e me vem a ducha de água fria, e percebo que o mercado não está tão competitivo quanto se pensa. A questão é que muita gente não está preparada e não possui conhecimentos necessários para trabalhar no que vem se mostrando a nova tendência da publicidade. Eu sou um desses. Infelizmente.

Palestra Novas Mídias na MTV Minas - Rodrigo Carneiro

Rodrigo Carneiro - Créditos: CCI - Newton Paiva

Rodrigo Carneiro - Créditos: CCI - Newton Paiva

Na última quarta-feira, dia primeiro de abril, ocorreu no Centro Universitário Newton Paiva uma palestra sobre Comunicação e Novas Mídias na MTV Minas ministrada por Rodrigo Carneiro.

Basicamente ele apresentou um pouco dessas novas mídias e mostrou um pouco como é o processo e utilização das ferramentas da web 2.0 no chamado Jornalismo Jovem da MTV.

Segundo Rodrigo, “o jornalismo jovem é o jornalismo dinâmico, extremamente atual, objetivo, verdadeiro - tudo isso embalado com muita personalidade e atitude. O conteúdo é mais perecível que peixe de feira. Se demorar a soltar uma matéria ela caduca em poucas horas. Ele é direto e sem frescuras, sempre pontuando o que realmente interessa, sem ser sensacionalista“.

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Essa é a realidade que vemos atualmente nos blogs e Twitter, que Rodrigo abordou mais adiante. Mas hoje em dia é perceptível a necessidade de se lançar uma matéria o quanto antes. Mesmo em blogs sem qualquer vínculo com veículos jornalísticos, percebe-se essa preocupação em ser o primeiro a veicular a matéria. No Twitter temos essa agilidade em maior grau. Muitas vezes só uma mensagem avisando do acontecido, e ao longo do dia temos o follow up do acontecido.

mtv

Ainda de acordo com Rodrigo, “o excesso de informação na cabeça do jovem hoje é bem maior do que antigamente. A tendência é aumentar. Segundo a apresentação, daqui a alguns anos, as matérias serão só títulos. O usuário vai buscar sobre o assunto isso na internet sem passar pela matéria“.

Não tenho uma opinião formada a respeito dessa teoria de que em alguns anos o usuário irá buscar o conteúdo de um título da matéria na Internet. Acredito que a tendência é a notícia se tornar dinâmica. Menos texto e mais links que prossigam com o assunto. Mas deixar tudo por conta do Internauta pode ser arriscado, uma vez que se o assunto não lhe interessa, ele não permanece na página.

“Deixar que o usuário busque o conteúdo livremente incomoda o jornalista”.

Acho que deve incomodar mesmo, afinal a função do jornalista é informar. Se essa função se perde, perde-se também o propósito da profissão. Tá, viajei. Ou não. Mas a verdade é que de fato hoje o usuário busca o conteúdo livremente, mesmo antes de ver uma matéria veiculada em jornais, revistas ou qualquer outro meio. Muitas vezes o boca a boca, agora potencializado com ferramentas como o Twitter incentiva o usuário a buscar mais sobre determinado assunto.

A internet tem métricas que facilitam verificar o que há de certo e errado no jornalismo.

Acredito que as métricas existentes na Internet facilitam verificar o que há de certo e errado em qualquer área da comunicação. Podemos ver com eficiência a repercussão de uma campanha pra uma marca no Google, em blogs, no Twitter e em redes sociais como o Orkut. Essa métrica é possível graças a proximidade com o consumidor e a facilidade de monitorar o que se é falado nesse meio.

O jornalista se atualiza freneticamente, tanto com relação ao conteúdo quanto com relação às novas ferramentas da Web. Tem a cabeça aberta sem preconceito. Se interessa pelos mais diversos assuntos e, ao mesmo tempo, se dedica a fundo ao que mais gosta, buscando lançar tendências e apresentar novidades.

Acredito que essa descrição se encaixe perfeitamente para qualquer profissional no século XXI. Informação é imprescindível para o repertório de qualquer pessoa. Quanto mais completo o profissional, maior o seu diferencial no mercado.

Para Rodrigo, “o jornalismo jovem deve possuir uma linguagem objetiva, direta e sem frescuras, cada vez mais próxima da linguagem da internet e até do SMS”.

Acredito que essa linguagem esteja relacionada aos meios tradicionais como TV, rádio, jornais e revistas, uma vez que observado pelo mesmo, na Internet a linguagem adotada é bem diferente da tradicional, sendo marcada pela sua dinâmica.

Algumas observações acerca do perfil do jornalista jovem:

Não é o dono da verdade e aceita receber críticas tranquilamente.

Não impõe seu ponto de vista e sim abre espaço para uma discussão.

É curioso e sempre atento a novidades.

Tem personalidade própria e muita atitude.

Falar mais de uma língua.

Saber utilizar mais de uma plataforma (Mac, PC).

Ler muito sobre os mais variados temas, dos assuntos mais complexos aos mais simples.

Viajar o máximo possível convivendo com as mais diversas culturas.

Abrir a cabeça e se despir ao máximo de preconceitos.

Como já disse anteriormente, esse perfil deve ser incorporado em qualquer área profissional. É a evolução natural das coisas.

Já quase no final da palestra, Rodrigo mostrou aos alunos as plataformas em que a MTV Minas atua:

Canais offline: TV, rádio, jornais, revistas, etc.

Canais on-line: portais, blogs, redes sociais, etc.

Dentro desses meios, a proposta da MTV Minas é integrar o On-Line e o Off-Line, de forma a agregar informações e realizar programas multi-plataformas.

Rodrigo ainda tocou em um ponto interessante: Convergência de Mídias.

Como exemplo ele citou o caso de celebridades da televisão que migram para os blogs e redes sociais e o caso inverso, quando blogueiros vão para a televisão. Um dos exemplos citados foi o blogueiro Didi, do blog Te Dou um Dado?, que apresenta o programa Gay Show.

O caso mais famoso de celebridade que se tornou blogueiro está dentro da própria MTV: Marcos Mion. O apresentador tem um dos blogs mais visitados e comentados da blogosfera brasileira.

Concluindo

“O jornalismo atual tem relação direta com este fenômeno em rede das novas mídias”.

“Se voltarmos alguns anos, temos milhões de pessoas assistindo a um mesmo jornal, pór exemplo. Hoje, cada uma destas pessoas tem acesso a uma infinidade de conteúdo para escolher o que quiser, e tem ainda participação ativa na programação e transformação da informação (para o bem ou para o mal - desconfie da fonte)”.

Por isso, “objetividade” e “interatividade” são as palavras da vez. E como as ferramentas e plataformas para comunicar com o mundo são aprimoradas a cada dia - e estão nas mãos de qualquer pessoa - cabe a nós explorá-las ao máximo com criatividade e consciência“.

Não só o jornalismo como também a publicidade e demais áreas ligadas à comunicação tem uma relação direta com as novas mídias. Os meios se complementam e evoluem com grande velocidade. Integrar e utilizar da melhor forma são o caminho certo para quem quer trabalhar com comunicação, principalmente para o público jovem.

Eu me perfazendo de Twitteiro LiveStreaming! Créditos: CCI - Newto Paiva

Eu me perfazendo de Twitteiro LiveStreaming! Créditos: CCI - Newto Paiva

Fiz uma cobertura ao vivo no Twitter. Para ver como foi, clique aqui.

Oh My God! A Coca-Cola é a melhor empresa do MUNDO!

Não conto a última pra vocês. Estava tranqüilo aqui na minha casa, assistindo Caldeirão do Huck quando o interfone toca. Era o carteiro e tinha uma encomenda pra mim. Eu não pedi talão de cheques e nem cartão de crédito, e muito menos comprei alguma coisa pela internet recentemente. Desci pra receber e ver o que poderia ser essa tal encomenda.

Quando abri o pacote perdi todas as minhas forças, minhas pernas tremeram e tive uma das visões mais surreais da minha vida. Um galão de 20 Litros, estilo aqueles de água mineral devidamente preenchido com o líquido mágico dos Deuses: Coca-Cola!

Meus olhos brilham quando olho pra esse objeto quase sexual...

Meus olhos brilham quando olho pra esse objeto quase sexual...

Não podia acreditar nos meus olhos. Era o que eu sempre esperei a vida inteira desde que comecei a blogar. Ser lembrado pela Coca-Cola em uma ação envolvendo blogs era o meu objetivo de vida nesse mundinho virtual que convencionamos chamar de blogosfera. Finalmente eu fazia parte do seleto grupo de pessoas que recebiam mimos dos anunciantes.

Eu passei a vida inteira imaginando como seria ter um filtro em casa que ao invés de água, me permitisse tomar Coca geladinha a qualquer hora do dia. Parece que agora esse sonho está se tornando realidade. Parece que finalmente a Coca-Cola escutou as preces dos participantes da comunidade Queremos Coca Cola 20 Litros!

Não sei qual tipo de ação eles planejam com esse excelente mimo. Se a intenção é gerar mídia espontânea ou qualquer outra coisa. Ainda mais agora que a Heineken (aqui, aqui e aqui) também entrou nessa onda de dar presentes (não tão bons quanto uma Coca-Cola suando de gelada) para blogueiros. Mas parece que ouviram os meus lamentos no Twitter e finalmente enxergaram o potencial dos blogs para divulgar uma marca. E digo mais, finalmente enxergaram o potencial de um “barril” de 20 Litros de Coca. Isso é, no mínimo, mágico!

Eu gostaria de expressar aqui mais uma vez o quanto eu amo, idolatro e sou fã desse refrigente. Obrigado Deus, por ter criado os ingredientes que permitem a criação desse néctar!

Blogs x Twitter: Qual a melhor opção para se anunciar nas mídias sociais?

Provavelmente essa pergunta está sendo feita por vários publicitários, empresários e estudiosos das mídias sociais nesse exato momento. Uma pergunta complicada e que possivelmente não terá uma resposta exata e concisa a curto prazo.

O Twitter está crescendo agora, pelo menos no Brasil. Os blogs, apesar de ainda não serem um meio mainstream, estão se consolidando aos poucos e já tem uma cultura de veicular publicidade. Apesar de existirem pessoas que não são a favor de posts pagos, essa já é uma realidade e uma receita quase de sucesso. Não em 100% dos casos.

A publicidade vem se manifestando com timidez no Twitter. O primeiro caso de publicidade explícita na ferramenta foi o recente caso de Marcelo Tas e a Telefonica. Será essa a forma ideal de veicular propaganda no Twitter? Fatores como credibilidade podem ser afetados através da veiculação de conteúdo comercial?

Ainda não existe uma forma de mensurar resultados no Twitter como nos blogs. Não tem como calcular os pageviews de um perfil na ferramenta. Claro, existem dados como número de seguidores e o rastreamento de links divulgados com a ferramenta Migre.me, mas ao contrário de uma rede como o Orkut, por exemplo, o Twitter é aberto. Você pode acompanhar as atualizações de uma pessoa sem segui-la ou até mesmo sem ter uma conta no serviço.

Nos blogs existem ferramentas de mensuração mais eficientes como o Google Analytics, além da possibilidade de identificar o público com mais facilidade. Também tem a opção de apresentar um widget do Twitter com suas atualizações, podendo haver uma potencialização unindo essas duas ferramentas.

Outro fator importante em como a publicidade pode ser realizada no Twitter é o fato de que você tem apenas 140 caracteres para divulgar alguma coisa. Você conta apenas com links. Não pode veicular imagens nem vídeos diretamente. Fazendo uma comparação grosseira, o Twitter é um out-door e o blog é um folder, digamos assim.

No out-door temos um espaço mínimo (de preferência 7 palavras no máximo) pra divulgar uma mensagem, enquanto no folder temos duas até mais páginas para repassar a informação. Se pra um redator publicitário criar algo com tão pouco espaço é complicado, imagina pra um “twitteiro” que só tem experiência em… falar o que está fazendo?

Acredito que nesse primeiro momento, graças a sua consolidação, os blogs estão um pouco adiante na escala de visibilidade publicitária em relação ao Twitter. Você tem um espaço maior e várias ferramentas de apoio. Mas não descarto a idéia de que o Twitter em breve será uma mídia excelente, baseada na rápida troca de informações, sem contar o feedback imediato, que acredito ser ainda mais rápido que o dos blogs.

De qualquer forma, estar presente nas mídias socais é, hoje em dia, um diferencial para marcas que fazem questão de ouvir os seus consumidores. Não basta apenas pedir pra alguém falar bem de você, mas estar presente e ser atuante. E acima de tudo não esquecer que fazer presença nas mídias sociais não muda o fato de que o seu serviço está com uma qualidade abaixo do esperado. Arrume a casa primeiro e depois conte aos seus vizinhos.

Foi dada a largada ao Twitter Pago.

O assunto do momento é o contrato publicitário entre Marcelo Tas e a Telefônica para twittar sobre a marca 20 vezes ao mês. Não vou dizer que fiquei surpreso. Afinal, eu praticamente dei o caminho das pedras nesse post. Rá.

adsense

Vendo alguns comentários no twitter e algumas pessoas deixando de seguir o Marcelo Tas, pensei com os meus botões e cheguei a uma conclusão (pessoal) que me deixou um pouco assustado: trabalhar com publicidade para a web está cada vez mais difícil.

Aliás, trabalhar com publicidade está cada vez mais difícil. O público está mais ativo, principalmente em um meio como a Internet onde não podemos contar com a passividade da audiência. Se não gosta da propaganda, do post pago ou do Twitt pago, é fácil. Sai da página e pronto.

Esse é o poder das mídias sociais. Apesar da sua colaboratividade, a interação das pessoas depende muito do interesse em comum. Ser impactado por uma mensagem indesejada gera repercussão e movimentos que podem ser contra ou a favor de campanhas nessas mídias.

Eu não sou um dos maiores defensores do publieditorial. Acredito em formas mais interativas e dinâmicas de se fazer publicidade em blogs, mas não deixo de ler um blog por ele fazer esse tipo de publicidade. Pelo contrário, salto a parte do anúncio e continuo a leitura. Mas se a primeira página possuir só anúncios fica difícil.

Digo o mesmo em relação a essa forma de publicidade que está surgindo no Twitter. Você não precisa deixar de seguir uma pessoa só pelo fato dela estar anunciando um produto. Exceto em casos onde o usuário twitta apenas sobre um produto. O que são 20 mensagens por mês sobre determinado produto pra um cara que está sempre falando algo relevante?

Isso serve como um aviso para os publicitários. Devemos ficar mais espertos e criativos. Foi-se a época que o público era bobo e engolia tudo que a gente produzia. Com um canal abrangente como a internet e a urgência das mídias sociais, as possibilidades são infinitas e se o conteúdo não agrada, ele não vai hesitar em clicar no X e fechar a página. Ainda pra completar essa mistura, o consumidor agora tem voz e a possibilidade de propagá-la com uma rapidez tremenda.

Outro ponto em relação a esse assunto que se faz necessário citar é: o Tas vai falar de uma marca que é visivelmente massacrada pelos seus usuários no Twitter e em blogs. Não tenho conhecimento de causa, pois a empresa anunciante não oferece serviços em Minas Gerais, mas clique aqui e entenda o porquê desse comentário.

A Telefônica é vista como uma das piores prestadoras de serviços em São Paulo. Logo, é normal que as pessoas que seguem o Marcelo Tas e tem uma experiência com essa empresa, vão achar uma verdadeira falta de noção falar bem da marca, mesmo que seja um novo serviço.

Resta-me apenas observar o desenrolar dessa história e me preparar para no futuro ver um case de sucesso ou de um fracasso homérico de publicidade no Twitter. De qualquer forma, é um primeiro passo para a exploração da ferramenta como veículo publicitário.

As agências de Belo Horizonte estão utilizando os blogs. E isso é muito bom.

Até o ano passado eram poucas as agências de Belo Horizonte que possuiam um blog. A primeira agência que eu soube que tinha blog, no longinquo ano de 2005 foi a Morya BH (que hoje em dia já não possui mais filial em BH). Pode ser que já existiam agências aqui com blogs, porém essa foi a primeira que eu vi.

Pouco a pouco as agências foram implantando os blogs, porém eles ainda estavam com uma cara bem corporativa agindo mais como um clipping virtual do que um blog propriamente dito. Algumas agências já possuiam blogs com uma cara mais “descolada” por assim dizer, mostrando com mais descontração o dia-a-dia da agência e dando algumas dicas de sites, outros blogs e até mesmo de ações criativas, como é o caso do blog da Lápis Raro.

Algumas agências que foram reformulando os seus sites acabaram optando pela inclusão de blogs e modificaram a estrutura, saindo do tradicional corporativo e adotando mais o tom pessoal e descontraído, como o blog da Tom Comunicação.

Agora chega a hora de mais agências em Belo Horizonte optarem pelos blogs, principalmente pela sua facilidade em informar com mais rapidez. Não é necessário a elaboração de um texto duro, chato para se comunicar. A equipe da agência posta o que achar interessante e acaba criando um elo mais direto com o seu público. E acredte: mesmo sendo blog de agência, tem conteúdo de qualidade e leitores fiéis.

Parece que a tendência para as agências de Belo Horizonte em 2009 é, de fato, a inclusão dos blogs no seu dia-a-dia. Se torna até mais atraente, pois algumas também estão criando contas no twitter e utilizando o espaço para a divulgação de novos posts e informações úteis.

Vejo isso como uma evolução natural no mercado publicitário mineiro, que agora adota ferramentas sociais com mais facilidade e as utiliza com criatividade e confiança, tornando-as muitas vezes o principal canal de comunicação entre agência e público.

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