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E o trabalho final chega ao fim.

Lembro do início do ano quando o meu grupo de trabalho na faculdade se separou. Depois de 3 anos juntos, a parceria chegava ao fim, e o pior de tudo, na fase final. No trabalho final. Acho que um cansou do outro e as brigas também já eram constantes. Sabe como é o ego de publicitário né? É a sua idéia que prevalece, mesmo ela sendo uma bosta. Chegar a um consenso em um grupo de estudantes de publicidade é sempre uma missão difícil. Então nos separamos.

Mas aí surgiu um pequeno probleminha: eu não tinha grupo e não gostaria de entrar em outro grupo onde eu não teria o mínimo de entrosamento necessário para o bom andamento do trabalho. O que fazer? A minha única opção era, claro, fazer a bendita monografia. O que eu menos esperava realizar para me formar era, de fato, uma monografia. Só de escutar essa palavra eu já sentia calafrios. Mas, teria que seguir em frente. E assim o fiz.

O primeiro passo de uma monografia é a escolha de um tema. O que eu poderia escolher como tema? A relação entre o Marketing e a sociedade atual? A influfência midiática da televisão sobre o consumo? Não. Nada disso. Como todo bom nerd viciado em computador e blog, meu tema escolhido foi “A Publicidade em Blogs e a utilização desse meio como mídia“. Nada mais sensato do que procurar entender o meio em que eu vivo virtualmente desde 2004.

E em Março mais ou menos teve início a minha Via Crucis em torno de um projeto de conclusão de curso. Primeiro o pré-projeto. Uma justificativa das razões pelas quais eu estava realizando aquele projeto, além da relevância que ele teria. Sim, falar sobre Publicidade em Blogs quando não existe nenhum trabalho acadêmico sobre o assunto é algo deveras, relevante. Pré-Projeto concluído, período concluído e vamos pra próxima etapa. A monografia em si.

Como os próprios professores deixam bem claro, a não ser que seja feita em dupla ou em trio, a monografia é um trabalho solitário. Basicamente é o aluno, livros e a monografia. E eles não exageram quando dizem isso. Passei longos seis meses acompanhado de autores como Pierre Lévy, Castells e Santaella. Eles foram úteis em questões gerais sobre cibercultura, sociedade, virtualidade e etc.

Depois vieram os livros específicos sobre blog. E dá-lhe compras e mais compras no Submarino. O problema de tratar sobre um assunto novo é a falta de material disponível no acervo da biblioteca. Nada relacionado à blogs. Nada. Nem um artigo. Fui buscar referências e acabei comprando livros como Blog - Entenda a Revolução Que Vai Mudar o seu Mundo de Hugh Hewitt, Blogs - Revolucionando os Meios de Comunicação de Octavio I. Rojas Orduña e mais quatro autores, além de Blog Marketing de Jeremy Writgh, Google Marketing de Adolpho Vaz, Citizen Marketers de Ben McConnell e Jackie Huba, Internet - O Encontro de Dois Mundos, organizado por Tiago Baeta e Nathália Torezani e o primeiro de todos, A Cauda Longa de Chris Anderson.

Foram longos meses de orientações e leituras. Vale citar também que utilizei vários artigos, dentre eles gostaria de ressaltar alguns, que se possível, merecem o clique:

Blog é mídia - BoomBust

O Papel dos Blogs como Mídia - Um debate realizado no ano passado com a participação de Beto Largman, Tiago Dória, Guilherme Valadares, Rosana Hermann e Nospheratt.

O Fenômeno dos Blogs: Já chegou a hora de virar mídia? - Post escrito por Wagner Martins (Mr. Manson) no Blog de Guerrilha sobre a palestra no PróXXIma 2008.

Resumo Seminários Info: A blogosfera como mídia - Outro post escrito por Wagner Martins para o Blog de Guerrilha.

Essa foi a primeira etapa da monografia, que consistia em elobarar um referencial teórico embasado em autores que já trataram sobre o assunto. Porém, o tema Publicidade em Blogs ainda é tratado somente por blogueiros e em seus respectivos blogs, o que, infelizmente, não tem valor acadêmico para constituir uma monografia inteira. Acredito ser esse um diferencial da minha pesquisa. Um trabalho acadêmico tratando sobre o tema.

A segunda etapa consistiu em realizar uma pesquisa qualitativa com 15 blogueiros que veiculam anúncios em seus blogs, sejam eles programas de afiliados ou publieditoriais. Infelizmente, alguns dos blogueiros que eu solicitei a participação, não puderam responder ao questionário. Aos que responderam, agradeço imensamente.

Como um dos objetivos da monografia era identificar a visão das agências de publicidade em Belo Horizonte sobre os blogs, realizei entrevistas com cinco agências que têm conhecimento ou já trabalharam com a mesma.

As entrevistas foram com Steffania Paola, designer e coordenadora de mídias sociais da agência Lápis Raro, Guilherme Boechat, planejamento de mídias digitais da agência Tom Comunicação, Júlio Palma, sócio-fundador da agência VoxMídia, Saulo Medeiros e Marlos Carmo sócios da agência 5Clicks e Márcio Queiroga, da agência Standard Produções Publicitárias.

Posso dizer que me surpreendi com o resultado das entrevistas e com a visão dos entrevistados sobre blogs, mídia social e publicidade digital em geral no mercado de Belo Horizonte. Postarei as entrevistas aqui ao longo do final do ano, mas elas também estarão disponíveis na monografia, que a partir do dia 09 estarei disponibilizando para download ou consulta on-line mesmo por aqui.

Não direi qual foi a conclusão da monografia. Ainda. Gostaria de comentar sobre as descobertas e conclusões após disponibilizar o arquivo para download ou consulta, pois acompanhando os dados fica mais fácil compreender. Mas antecipo, o resultado foi definitivamente surpreendente no que diz respeito à relação das agências de publicidade de Belo Horizonte e os blogs.

Já no lado geral da publicidade em blogs, não houve grandes revelações ou surpresas. A forma de se trabalhar com propaganda em blogs ainda é muito restrita à banners, publieditoriais, resenhas patrocinadas e ações visando o boca-a-boca, sem contar que a grande fonte de renda dos blogueiro provém de serviços de afiliados como o Adsense.

Um ponto interessante a ser observado é que, apesar dos blogueiros acharem ética a inserção de publicidade em blogs, alguns não divulgam quando se trata de conteúdo pago, além de utilizarem a técnica de misturar serviços de afiliados e conteúdo, gerando cliques e, consequentemente, renda.

Todos esses dados serão mais aprofundados ao longo das semanas seguintes. Mas, no geral, realizar uma monografia foi uma experiência cansativa, porém, muito, mas muito enriquecedora mesmo. Espero que todo o meu trabalho valha de alguma coisa para quem deseja saber mais sobre essa nova tendência, a publicidade em blogs.

Mea Culpa

Venho aqui fazer um mea culpa. O mercado de mídias sociais em Belo Horizonte anda mais agitado do que eu pensava. Depois de entrevistar profissionais da área de web de duas grandes agências de Belo Horizonte (ainda faltam duas), já tive uma mudunça completa em relação ao que eu “achava” que sabia sobre o mercado. Esses profissionais (detalhes após a apresentação da monografia com direito às entrevistas devidamente postadas por aqui) me mostraram como as agências daqui se preocupam e têm a vontade de introduzir esses conceitos no mercado.

Um dos cases apresentados inclusive ganhou prêmio. Outros estão em andamento e estou a partir de agora companhando ansiosamente. Fico feliz porque a área em que eu pretendo atuar vem crescendo e ganhando cada vez mais espaço. Por outro lado, temos um amadurecimento das agências que buscam novas formas de criar uma comunicação eficiente e utilizando a interação sem mediadores entre cliente e público-alvo.

Pelo que conversei com esses profissionais, ainda não existe um departamento exclusivo de social media. Geralmente são as pessoas da área de web que planejam e desenvolvem essas campanhas. Mas, como questionei, tudo pode mudar. Depende de como as novidades são recebidas aqui em BH.

Acredito que após essa maratona de entrevistas, terei uma visão completamente diferente do mercado mineiro. Claro que será pra melhor.

A corrida pelas vagas e a relevância de um blog no processo seletivo para agências de publicidade - parte II

O que me agrada no texto é a sua demonstração de valor por algo que acredita. Na minha opinião, mesmo enxergando, com um pouco de preconceito sobre o que você vê de defeitos no mercado que está, percebo o seu esforço em lutar por uma busca interna.

Semana passada nos falamos e você foi convidado a participar de um processo de seleção por causa de um acompanhamento próximo do seu portfolio online (Blog). O que indica que “SIM”, ter e escrever um blog fazem diferença na hora da contratação de um profissional. E “NÃO”, vestir a camisa do seu blog não é nada idiota. Mas chegar para uma entrevista de mão abanando não é a coisa mais inteligente a se fazer.

Prosseguindo a leitura, reforço o que eu disse. O que me intriga é o preconceito com que os próprios profissionais vêem o mercado. Num mundo de repetições, uma pequena diferença deveria ser notada como uma grande diferença. O que quero dizer é que existem “SIM”, no mercado de Minas, inclusive, muitas agências querendo fazer diferente. Além disto, existem muitos clientes também que gostariam de ter agências que pensam assim diferente.

O problema é achar que a culpa é dos outros e que a gente é impotente e incapaz de mudar o mundo… ou pior, achar que estamos sozinhos nesta jornada. Na verdade tem muitos por aí, como nós, conosco nessa caminhada de utilização de todos os recursos de comunicação para transmitir e ouvir com criatividade.

O que precisamos é mostrar nosso conteúdo de forma relevante, comercialmente viável e com resultados tangíveis

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O comentário acima foi feito pelo Saulo, da agência 5Clicks nesse post. Se você tem preguiça de ler o post citado, eu falo do que se trata. No texto eu falo um pouco do meu ponto de vista em relação aos blogs como referência na hora de uma entrevista de emprego. No meu caso por exemplo, que sou redator publicitário, se seria interessante mostrar o blog como forma de avaliação das minhas qualidades. Claro, é tudo muito pessoal, o que eu penso. Mas a questão é que o comentário do Saulo me atentou para um ponto de vista de quem é do mercado. De quem, no caso, seria o entrevistador em uma seleção de emprego.

No comentário, ele toca em um fator importante e que foi em parte o que me motivou a fazer o texto. Através do blog, fui convidado a participar de uma seleção de emprego. Ele confirma que manter um blog faz diferença na hora da contratação de um profissional, mas que também é necessário possuir um portifólio para mostrar na hora da entrevista.

Saulo também chega a um ponto em que abordo bastante aqui no blog. A mentalidade das agências e dos anunciantes e Minas. Devo levar em conta que temos visões diferentes. Eu tenho pouquíssimo tempo de mercado, enquanto ele está na ativa a mais tempo. A minha visão ainda é de estudante, enquanto a dele é de um profissional da área.

A vontade das agências em transformar o mercado, trabalhar de forma diferente, enquanto existem clientes que desejam agências assim. Como citei recentemente aqui no blog, nesse post, a ação realizada pela Lápis Raro para divulgar a Copa Mercantil do Brasil. Essa ação comprova que há, de fato, uma vontade de inovar. Agências e clientes já estão buscando o caminho das mídias sociais para sair do tradicional. Isso vai de encontro ao que ele comentou, quando afirma “O que precisamos é mostrar nosso conteúdo de forma relevante, comercialmente viável e com resultados tangíveis.”

É isso que agências precisam mostrar aos clientes. Transformar novas ferramentas de comunicação em ferramentas comercialmente viáveis, criativas e que cumpram com os objetivos de comunicação. Esse é o tipo de comentário que me faz perceber que, enquanto escrevo aqui, há todo um grupo de pessoas com pensamentos semelhantes e que estão agindo para transformar o mercado. É bom saber que não sou o único que penso dessa forma, e que existem mais pessoas com a mesma vontade que eu.

Os publieditoriais e a reação dos leitores

Tenho visto recentemente vários blogueiros chorando via twitter sobre os seus leitores que reclamam do conteúdo recente de seus blogs. Principalmente aqueles que, de um tempo pra cá, passaram a postar mais publieditoriais do que os posts que os tornaram conhecidos.

Veicular anúncios no blog não é errado. É dessa forma que um blogueiro consegue se sustentar só com o blog. É como um emprego, só que sem chefe chato e hora-extra. Mas, viver só de post patrocinado, não dá. É por isso que o público reclama.

As pessoas esperam ansiosas por dias, semanas e até meses um post novo daquele blogueiro, mas quando o feed mostra que o blog foi atualizado, o leitor se decepciona. É apenas mais um post patrocinado. Acredito que o blogueiro deva prezar pelo seu público, ouvir o que ele tem a dizer e não fazer post revoltadinho porque reclamaram da qualidade dos posts. Quem fiscaliza seu conteúdo são seus leitores e você deve valorizar isso.

O leitor está acostumado ao seu estilo de escrita, espera por isso e se depara com o que ele mais odeia. Um anúncio que é empurrado goela abaixo. É claro que ele tem a facilidade de rolar a página e mudar de post, mas por incrível que pareça, o próximo post também é um anúncio. Aí, só lhe resta fechar a página. E lá se vai mais um leitor.

Blogueiros que vivem disso devem equilibrar esse conteúdo. Mesclar posts patrocinados e posts ao estilo que os consagraram. As pessoas esperam isso deles. É como você esperar um ano inteiro por um show da sua banda favorita e no grande dia eles tocam apenas jingles de campanhas. É frustrante.

O blogueiro deve valorizar o seu público. Nunca vir a público e dizer que o blog é seu e você faz o que quiser e não precisa de ninguém. Falar isso é fácil quando se tem relevância, mas não esqueça: você é um formador de opinião, e se não precisa de leitores, eles também não precisam de você. Pense nisso.

A corrida pelas vagas e a relevância de um blog no processo seletivo para agências de publicidade

Esse final de ano as agências de publicidade estão movimentadas. A grande maioria delas abrindo vagas e processos seletivos para estágios e até para emprego mesmo. A concorrência é absurda. Se você perguntar pra qualquer estudante de publicidade se ele está sabendo de tal seleção, a resposta é um sim. O mercado está aquecido e os novos publicitários, os que estão pra formar, estão com vontade de entrar pra valer no mercado e mostrar do que são capazes.

Muitas pessoas acreditam que não se deve compartilhar com os conhecidos as informações sobre essas vagas. Eu já penso ao contrário. Pergunto para todos os conhecidos se estão sabendo dos processos, inclusive daqueles que eu participo. Como sou apaixonado por redação, é óbvio que meu interesse maior é essa área. Mas isso não me impede de informar para amigos redatores sobre esses processos. Acredito que compartilhar informação é sempre importante. Nesse momento, enquanto estamos cursando a faculdade, estamos praticamente no mesmo nível. Não adianta ficar com o pensamento de que eu sou melhor e por isso não vou falar com ninguém. Você pode acabar topando com esse seu amigo futuramente, e ele pode ser o seu chefe.

Outra coisa que me faz pensar quando abrem essas seleções é que, de um tempo pra cá estou me dedicando inteiramente à minha monografia. Não tenho feito anúncios nem nada do tipo. Apenas a minha monografia e mantendo o blog. Como sou redator, creio que um excelente cartão de visitas é o meu próprio blog. Acredito que nesse espaço uma agência tem muito mais condições de avaliar a minha qualidade técnica do que simplesmente em 10 folhas de papel couché com algumas poucas frases criativas amarradas com alguma imagem. É claro que na essência, o redator publicitário faz isso, cria campanhas publicitárias. Mas por exemplo o meu caso? O meu interesse é mídias sociais e mídias digitais. Atuar como web-writer. Se eu falo com uma agência que o meu portifólio se encontra no blog, como eles vão reagir? Um redator que se baseia em seu blog como instrumento de trabalho tem condições de concorrer à uma vaga disputada por pessoas que estão criando sempre peças impressas?

Acredito que o mercado ainda não tem essa mentalidade. É consenso para a grande maioria de diretores de criação que nada substitui um portifólio bem montado com as peças impressas. O texto é importante em um anúncio? Absolutamente. Diria que em alguns casos é 90% do anúncio.  Mas um blog não pode ser tão relevante quanto?

Posso dizer que nos últimos meses meu trabalho é todo voltado para redação para a Internet. Estudar cases de campanhas em blogs, redes socias, twitter e etc. Posso dizer que se alguém quiser avaliar o meu talento, a minha qualidade, o melhor lugar para se fazer isso é através deste blog. Mas não creio que ainda estamos nesse ponto. Ainda estamos no modelo tradicional da publicidade. Os blogs ainda não são tão relevantes para agências durante um processo seletivo. Exceto para as agências web e de mídias sociais, o que infelizmente, são minoria aqui em Belo Horizonte.

Às vezes penso se, caso eu chegue em uma agência sem uma pasta, apenas com um cartão de visitas e uma camiseta do meu blog, eu serei tachado de idiota, novato ou coisa que o valha, por acreditar que o meu “diário virtual” é a melhor forma de avaliação das minhas competências técnicas e práticas como redator. Poderia citar, por exemplo, que semana passada um texto meu foi linkado e citado por alguns grandes blogs da blogosfera brasileira. Poderia também dizer que, na semana passada o meu número de visitas únicas foi de mais de 20 mil. Acredite, nenhum trabalho que eu tenha realizado com redator publicitário, criando anúncios impressos, teve tamanho alcance.

Acredite que o fato de ter um blog está longe de ser fator de vantagem em relação às outras pessoas. Cada pessoa tem a sua área de interesse e trabalha bem com ela. A minha área é a internet, a redação para internet, mídias sociais e blogs. Por enquanto são áreas que não tem a importância devida por aqui, mas a longo prazo, pode ser que estes sejam fatores importantes no momento de uma seleção de emprego.

Será que Belo Horizonte está acordando?

Devo admitir que fiquei feliz em ler esse post no blog da agência Lápis Raro, aqui de Belo Horizonte. Eu não fiquei sabendo dessa campanha. E faço um mea culpa, não procurei saber também. Mas como fiz um post recentemente falando sobre a relação Belo Horizonte/Mídias Socais, devo dizer que essa ação me fez ter um pingo de esperança na mudança de cenário da publicidade em Minas.

A ação realizada para a Copa Banco Mercantil, que acontece todo ano em Belo Horizonte, teve como objetivo incentivar a criação de conteúdo para o portal criado. O famoso CGM - Consumer Genereted Media, onde o próprio público produz o conteúdo. Para isso foram criados um portal da Copa, comunidade no Orkut, Canal no Youtube e um blogueiro foi contratado para cuidar do blog da copa.

Pelo que pude perceber dando uma fuçada, no portal a pessoa poderia se cadastrar a interagir com os outros usuários. Como o público-alvo era justamente os adolescentes que participam da Copa, foi um tiro certeiro. Esse público gosta de internet e redes sociais, e uma exclusiva para um torneio em que eles participam deve ser mais interessante ainda. No Blog era feita a cobertura dos jogos diariamente, contando com vídeos do Youtube e fotos. Na comunidade do Orkut, eram feitas enquetes além de tópicos pertinentes à Copa. Tudo bem amarradinho, do jeito que deve ser.

Cabe aqui parabenizar a iniciativa da agência e do Banco Mercantil do Brasil, por acreditarem e investirem nas mídias sociais. Esse pode ser um case a ser apresentado a outros clientes e quem sabe até servir como incentivo para as outras agências. Essa é uma tendência real do mercado, e pelo visto, alguém já saiu na frente.

Já tá na hora de Belo Horizonte acordar

Já está na hora de Belo Horizonte acordar, principalmente no mercado das mídias sociais. Estamos vivendo em uma época onde a ordem é gastar o menos possível e obter o maior retorno possível. Foi-se o tempo em que somente um Outdoor, uma inserção em rádio e TV resolviam os problemas do cliente. Hoje em dia é necessário estar em contato com o público, monitorando a reputação de sua marca dentro das redes sociais e estando aberto ao diálogo.

Anunciantes em Belo Horizonte confiam apenas em comerciais. Por menor que a empresa seja, ela paga pra ter uma propaganda veiculada em Outdoors, revistas, jornais e televisão. Não se exige a qualidade do anúncio. Meia hora assistindo canais como Record, Band e Rede TV e podemos perceber o nível da atual publicidade mineira. São poucas as agências que criam algo realmente criativo. Mas também, se o cliente não exige essa criatividade, pra quê oferecer, não é mesmo?

Com as mídias sociais temos mais do que propaganda. Temos um contato direto com o público. Saímos do modelo um para todos de comunicação e entramos na era do todos para todos, onde o seu cliente é ao mesmo a sua mídia. É ele quem vai falar bem ou mal da sua marca. Essa opinião, esse feedback, não há mídia que compre.

Belo Horizonte precisa acordar e descobrir esse mercado. As agências daqui precisam descobrir o potencial das mídias sociais e evangelizar os clientes, oferecendo opções e mostrando cases de sucesso em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Agências e profissionais com capacidade nós temos. Mas falta ousadia. É o velho medo de sair do tradicional. Aquele famoso ditado “Não se muda o time que está ganhando”, Pois devemos mudar sim. Inovação é um fator importante de sucesso.

Claro que não podemos exigir que a mentalidade do mercado mude de uma hora para a outra. Clientes gostam, antes de tudo, de resultados. Se tal marca obtém um resultado satisfatório com as mídias sociais, a marca X também vai investir. É assim que funciona. As ferramentas estão disponíveis.

Quando a Internet se popularizou, as empresas correram para montar os seus websites. Hoje só isso não é necessário. Os sites foram apenas o início. Hoje em dia temos os blogs, os comunicadores instantâneos, os compartilhadores de vídeo, os compartilhadores de fotos, as ferramentas de micro-blogging e até as mais variadas redes sociais.

Belo Horizonte não pode ficar para trás esperando a revolução acontecer. Tem que fazer parte dela. Não vale a pena ser expectador, tem que ser revolucionário. Temos várias multinacionais com sede aqui. Temos grandes empresas tipicamente mineiras. E o principal, temos consumidores mineiros presentes em todas essas redes sociais. A empresa que melhor souber lidar com esse público, conversando de igual para igual e recebendo um feedback imediato, conseguirá os melhores resultados e será presente na vida desses consumidores.

A formação em Publicidade e Propaganda deveria ser exigida?

Ontem rolou uma discussão interessante na minha sala de aula. Fizemos um seminário na aula de Gestão Estratégica da Publicidade e sabem como são esses seminários, sempre acabam tomando um rumo diferente do proposto. Não poderia ser diferente, e em dado momento, um aluno questionou o professor se já não era a hora de criar um órgão regulamentador da Publicidade que permitisse que somente publicitários formados exercessem a profissão.

Como a profissão de publicitário não exige diploma para ser exercida, temos uma quantidade enorme de pessoas atuando. Claro, é fato que, muitos dos grandes publicitários nem mesmo são formados. Não é uma área como Medicina ou Direito que exige formação específica para atuar. Publicidade é comunicação. Você só aprende as técnicas e aprofunda o conhecimento durante o curso. Mas como em toda profissão, existem as áreas que você precisa ter um conhecimento maior para trabalhar. Não é qualquer pessoa que pode ser um planejador, ou um gerente de mídia. Você deve ter o conhecimento necessário para isso.

Isso me fez refletir sobre o assunto. Hoje em dia muitas agências contratam blogueiros que não têm a formação profissional de publicitário. Claro que, como blogueiro, a pessoa não é um ignorante total. Possui conhecimentos e a capacidade de se comunicar, o que é fundamental para o ser humano. Querendo ou não, ocupa o mercado e fecha as portas para pessoas que passam 4 anos da vida estudando pra se tornar um publicitário. Com um órgão regulamentador da publicidade, somente formados poderiam entrar em agências. Mas aí temos um paradoxo: Muitos publcitários formados não sabem lidar com blogs ou sequer conhecem a ferramenta. Não só blogs, mas as várias ferramentas disponíveis hoje em dia e que se tornam tendências. Ao mesmo tempo que teríamos profissionais bem preparados para as áreas tradicionais, teríamos profissionais leigos em novas mídias.

Como formando de publicidade eu penso que, um órgão regulamentador ajudaria bastante muita gente a entrar no mercado. Porém, diploma não é sinônimo de qualidade. Vejo o caso de muitos jornalistas que não são formados e são referência na sua área, da mesma forma que grandes publicitários não passaram pela faculdade de comunicação e são praticamente os nossos gurus.

Você não precisa de um curso pra se comunicar bem. Posso dizer que isso está no sangue. Ou você tem o dom de se comunicar bem, ou não, e isso vai refletir no seu futuro profissional. Mas como ficaria o mercado de publicidade se a contratação de pessoas que não são formadas se tornasse tendência? A pior frustração para um recém-formado é não conseguir emprego e, principalmente, ver uma pessoa que não passou pelos 4 anos de perrengue que ele, atuando na área.

O mercado ainda não fechou as portas. Mas, se um publicitário deseja ter a sua vaga garantida, deve conhecer todas as tendências de mercado, novas mídias, novos veículos e novos formatos. Não precisa ser um gênio, claro, mas precisa ter o mínimo de conhecimento sobre como funciona e como tratar quem trabalha com essas ferramentas.

O motivo de blogueiros estarem ocupando cada vez mais espaço nas agências é simples: Eles sabem se comunicar e são formadores de opinião em seus meios. Em uma época onde a informação está disponível à um clique, quem souber como melhor divulgá-la e tratá-la terá sempre grandes chances de se dar bem.

Vídeo XXX da Diesel

Eu raramente posto vídeos de campanhas publicitárias aqui. Só quando eu acho sensacional mesmo. Seja pelo roteiro, pela criatividade, pela originalidade e por vários outros fatores, afinal, para falar sobre publicidade já existe o Brainstorm #9. Mas esse vídeo para promover a festa XXX dos 30 anos da DIesel ficou embasbacável. Indescente de criativo.

É a confirmação daquele velho ditado de que boas idéias podem ser bem simples. Nesse caso pegaram cenas de filmes XXX dos anos 80 e cobriram as partes mais “hard cores” com desenhos, deixando as situações bem engraçadas.


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Publicidade Ecológia. Uma iniciativa que tem tudo para dar certo se bem trabalhada

Algumas peças publicitárias são tão singelas e simples, mas com uma criatividade enorme, que devemos separar um pouco do nosso tempo para comentar sobre elas. Principalmente no meu caso, que sou estudante de Publicidade e me interesso por todo e qualquer tipo de informação sobre o assunto.

A poluíção causada por folhetos é de conhecimento de todos e hoje em dia são poucas as agências que vão além do “Não jogue este folheto no chão” e criam algo que, além de contribuir para o bem estar ecológico, cria uma interação entre o público e a peça, mesmo que seja somente um panfletinho.

Com esse pensamento na cabeça, o pessoal da Poente Comunicação criou um panfleto para a exposição fotográfica “Olhos da Piedade”, em Caeté, com uma idéia baseada na sustentabilidade ecológica e reciclagem de papéis. Atrás do panfleto, a agência ensina como criar um origami, arte japonesa de dobrar papel, criando uma relação de interação com o seu público e dando uma sobre-vida à simples peça.

Segundo a própria equipe da agência:

A figura escolhida para ilustrar as instruções da dobradura, no verso dos panfletos, foi o Tsuru (Grou) uma das figuras mais populares do origami, que está relacionada à proteção. Os panfletos foram confeccionados em papel reciclado (não perdendo o nosso foco na sustentabilidade) no formato 15 x 15 cm, tamanho adequado para as dobraduras.

Fica ai o exemplo para quem pretende criar um diferencial na hora de anunciar um produto ou divulgar uma marca. Nessa era do politica e ecologicamente correto, quem trabalhar com as melhores e mais simples idéia conseguirá chamar a atenção e sair do lugar comum.

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