Archive for the ‘Pensamentos’ Category
As revistas masculinas deveriam adotar a Realidade Aumentada
Sabe o que seria genial? Alguma revista tipo a VIP ou a Playboy começar a investir em Realidade Aumentada. Sério, isso mudaria completamente a forma como nós, homens, encaramos a atual fase das revistas masculinas.
Imagina só que coisa foda se ao folhear a sua VIP com as “twitters” brasileiras, você posicionasse a foto da Mírian Bottan e, no seu lindo monitor, ela começasse a dançar e fazer uma strip? Cara, web 2.0, Mané!
Não digo por mim, mas por todos aqueles que não mais investem a sua grana em revistas educativas para homens por não ter a menor graça. É esse tipo de situação desagradável que faz aumentar os números da pirataria. Graças ao Castrezana eu nem passo mais em bancas de revistas para conferir as últimas novidades do mercado de bundas brasileiro.
Mas com a tal da Realidade Aumentada? Outra coisa. High Five! Imagina lá você sentado em frente ao seu PC, folheando a revista (ou as páginas que ainda abrem) e posiciona o código?
Tipo, uma foto como essa da Fran em realidade aumentada:
Rebolando, saca? Toda te querendo.
Essa seria uma puta inovação no mercado editorial de revistas masculinas. Seria a revolução cara, a salvação de revistas como a Playboy, que de uns anos pra cá se tornou tão erótica quanto Meninas Super Poderosas.
Fica aí a dica para a equipe de Pesquisa e Desenvolvimento dessas editoras. Realidade Aumentada é o caminho, a luz e a verdade. Façam bom uso dessa idéia.
Grato.
Admirável mundo novo…
É realmente um novo tempo. Eu, que sou novo, estou presenciando um fenômeno nunca antes visto. É chegada a hora do Brasil mostrar a sua cara, digo, o seu avatar.
Acredito que até hoje não houve nenhum protesto desses modernos, pela internet, que tenha tirado algum governante do poder. A galera se mobilizou e conseguiu emplacar a “hashtag” #forasarney no Twitter.
Ok, não foi nada espontâneo e só conseguiram isso depois que as celebridades da TV migraram para a ferramenta e apoiaram o protesto “legítimo” da geração Danoninho.
Dito isso, posso concluir (pessoalmente) duas coisas:
Os formadores de opinião do Twitter e blogs não formam tanta opinião assim…
As celebridades enxergam no Twitter uma fonte inesgotável para figurarem em portais de notícias e fofocas.
Ou seja: não deu em nada.
O moonwalker final…
Esse é um daqueles momentos em que nada que se escreve faz algum sentido ou expressa o verdadeiro sentimento que permeia a mente de quem escreve. É um daqueles dias onde, em questão de horas, o mundo como você o conhece muda de tal forma que você pára e pensa: por que?
Lembro quando eu era bem novinho, lá pelos meus 4 ou 5 anos de idade e via na TV aquele cara com roupa brilhante, luva em uma das mãos e um sapato brilhante e mágico que o fazia deslizar como se estivesse flutando a alguns centímetros do chão.
Esse cara era o Michael Jackson. Esse foi o meu primeiro contato com o famoso Rei do Pop. Na época o cd de trabalho dele era Dangerous, mas não era difícil vez ou outra assistí-lo fazendo a sua marca registrada, o moonwalk em algum vídeo ou show na TV.
Ah o moonwalk. Ou como eu chamava naquela época, “passinho que desliza para trás”. Acredito que todo mundo já tentou executá-lo pelo menos uma vez na vida. Fiquei anos a fio tentando entender qual era o mistério por trás daquele passo incrível de dança. Quando não consegui, cheguei a conclusão de que não havia como fazer igual, era mágica. A mágica do Michael Jackson.
Mas aí, em 2003, no meu segundo ano colegial conheci o Fabiano. O cara era fã de carteirinha do Michael. Colecionava posters, reportagens, vídeos e tudo o mais que você imaginar. E o melhor de tudo: ele fazia Cover do Michael em apresentações. Ou seja, o cara dançava praticamente igual. Praticamente, porque igual não tem como.
Quando fiquei sabendo disso a primeira reação foi: “Cara, manda um moonwalk ai pra eu ver”! Dito e feito. O Fabiano foi lá e fez, com uma perfeição tremenda. Na mesma hora implorei para que ele me ensinasse. Após algumas semanas eu já dominava o básico do Moonwalk e, enquanto trocava de roupa após a aula, aproveitava os minutos so de cueca e meia e praticava o “passinho de deslizar pra trás”. A primeira vez que acertei foi inesquecível, e desde então, sempre que tenho a oportunidade faço o tal passo nas pistas de dança.
Mas ai, com o tempo, Michael Jackson não era mais o mesmo. Cada vez mais recluso e cheio de polêmicas, aparecendo vez ou outra em público e sem nada inédito desde 2001. Mas o que isso importava? Nada. Eu tinha internet, tinha computador e tinha o KazaA.
Guardado com todo o carinho até hoje em meu HD, tenho todos os cds já lançados por Michael Jackson, incluindo seus Greatest Hits ou coletâneas, como a última lançada no ano passado: The King of Pop. E vou mais além, também tenho todos os álbums regulares do Jackson Five e alguns outros lançamentos incluindo coletâneas da Motown.
Por que isso tudo? Eu achava o cara foda em todos os sentidos.
Pedófilo? Não sei dizer. Quem poderia dizer isso era o garotinho, mas sabe como é. Crianças nunca mentem.
Não importava se o cara era julgado ou aparecia cada vez mais bizarro. Ele ainda era o Rei do Pop, “O” Michael Jackson.
No último ano tivemos a notícia de que o Rei voltaria com tudo. Uma turnê já estava marcada e, somente em Londres, 50 shows agendados para a segunda metade de 2009. He’s Back. E acreditei em cada segundo que Michael Jackson voltaria com tudo. Retornaria ao trono que é seu por direito e que nunca foi ou será ocupado por outro artista.
De repente, e não mais do que isso, chego em casa em uma quinta-feira e me deparo com a notícia de que Jacko havia falecido. Como assim? A primeira reação foi pensar que não passava de um outro hoax como aquele que mencionava a morte de Silvio Santos.
No Twitter só se falava disso. As informações eram desencontradas. Na Globo anunciava que ele havia sofrido um enfarto. No Twitter, ele já estava morto. Nos portais de notícias havia a informação de que fora confirmada a sua morte por fontes, mas nada oficial.
Até que mudei de canal e coloquei na CNN. De fato, a mensagem Michael Jackson is dead estava na tela. Era difícil acreditar. Um dos caras que marcou a minha infância morto, de repente. Não chorei, não fiquei traumatizado mas, inevitavelmente o meu dia perdeu toda a graça. Fiquei triste, desanimado.
Eu realmente esperava um dia ver o Moonwalker pessoalmente, mesmo que capenga por causa da idade, mas ali, executado pelo mestre. Não foi dessa vez. Michael Jackson deu o seu Moonwalk final e, como todo rei, saiu de cena com todos os holofotes em cima dele.
Seu lugar jamais será ocupado por outro “cantor pop”. O cara era único. Era talento puro. A história não nega.
O mundo perdeu um grande artista. Performático por natureza, estrela por natureza e, acima de tudo, humano. Como eu ou você e, sendo assim, não julguemos o cara. Ele teve os seus problemas da mesma forma que eu e você temos os nossos. Deixemos que as boas lembranças permaneçam.
Deus abençoe o Youtube e as redes P2P. Graças a elas o legado de Michael Jackson estará a salvo para as futuras gerações.
Sobre diplomas, jornalismo, publicidade e blogueiros…
O assunto do momento é a decisão pela não obrigatoriedade do diploma de jornalista. Eu não sou jornalista e acredito que não é um diploma que te faz um bom ou mau jornalista. É a experiência, o faro, o tal do dom pra coisa. Mas, por outro lado, como estudante deve ser frustrante você perder aquela garantia de que sim, você é um cara formado e devidamente capacitado para atuar na área.
Historicamente, grandes jornalistas não eram formados, da mesma forma como acontece no mercado de publicidade. Grandes nomes da publicidade brasileira eram formados, por exemplo, em letras. O cara sabia escrever bem, mas não dominava toda aquela teoria que a gente aprende na faculdade. E daí? Hoje em dia esses caras são os mesmos que a gente estuda dentro da sala de aula.
Acredito que o principal motivo para tanta repercussão é a importância que o jornalismo tem frente à sociedade. O jornalismo tradicional. Hoje em dia, querendo ou não, toda pessoa é um jornalista em potencial. Pode não dominar a arte de escrever uma matéria com isenção ou não ter o faro para notícias ou cultivar fontes e contatos, mas como produtor de conteúdo, ele tem todas as ferramentas a disposição.
A diferença desse jornalismo “social” para o jornalismo tradicional é que, o cara formado, que passou quatro anos estudando a história da comunicação, do jornalismo, técnicas e como funciona uma redação, está mais bem preparado para lidar com essas questões do que o cara que faz isso apenas porque gosta, sem nenhuma pretensão.
Outro dia eu estava pensando sobre essa questão do diploma, mas voltado para a área de publicidade. Tenho visto um grande número de blogueiros que não são formados em publicidade atuando em agências. Por um lado, é frustrante. Realmente frustrante. Mas por outro, às vezes o cara tem mais experiência para atuar em determinada área do que um recém-formado. Principalmente no caso de agências que trabalham com mídias sociais.
Vejo que algumas optam mais por pessoas influentes ao invés de pessoas formadas. É algo que não tem como lutar, serão sempre dois lados da moeda. O lado de quem investiu quatro anos de sua vida em aprendizado, teorias, técnicas e estágios e por outro, o lado do cara que desde sempre atuou como jornalista ou “agente de mídia social” e não tem um diploma que o ateste como especialista.
Um pedaço de papel não te qualifica para nada. O que conta é o quão bem você executa a sua tarefa. Para isso, basta gostar. Não precisa, necessariamente, ter um diploma. O bom do diploma é que agora ninguém tem desculpa pra te pagar como estagiário!
Eu quero ser o Mário D’Alcântara quando crescer!
Provavelmente esse texto não quer dizer nada para a grande maioria das pessoas que chega até o Blog. Ele diz respeito mais a quem, assim como eu, faz parte do mundinho mágico da publicidade.
Portanto, fique a vontade para continuar a leitura ou então leia aqui 21 coisas sobre sexo que eu aprendi no PornoTube.
Uma coisa é fato nesse universo da publicidade: As mudanças são constantes e o que eu aprendi nos primeiros períodos, hoje, já está ultrapassado.
Alguns publicitários (creio eu, com mais tempo de profissão), mais ligados àquela publicidade tradicional, de várzea, não aceitam uma grande mudança que ocorreu nos últimos anos: a Internet entrou com tudo pela porta da frente e não vai aceitar ser expulsa da festa.
É difícil entender essa tal de mídia social. Essa parada estranha que a sua filha passa o dia todo acessando. Como é que se chama mesmo? Orkuts. EmiésseÊni. Tuíter. É tanta coisa nova, que o bom e velho papel couché tem ficado de lado.
Especificamente em Minas Gerais, o tradicionalismo ainda impera em algumas grandes agências de publicidade. Internet, mídias digitais e alternativas são praticamente as últimas opções durante um planejamento de comunicação. O lado bom disso tudo é que aquelas que já descobriram o poder desse novo meio já estão aproveitando cada segundo dessa nova onda e deixando seu nome cada vez mais em evidência.
Lá em cima eu disse sobre esses publicitários mais velhos que não sacam nada da internet, certo? Então. Como em toda regra há uma exceção, aqui a exceção tem nome: Mário D’Alcântara.
Mário D’Alcântara seria só mais um senhor de idade fofinho e engraçado se não fosse por um fato simples: Ele é publicitário há quase tanto tempo quanto meu pai é gente.
Quando ele começou na profissão eu nem sequer fazia parte do órgão reprodutor do meu pai.
Teoricamente, ele seria de um pensamento mais clássico. Estilo aquele pessoal que eu tanto adoro ver em Mad Men.
Mário D’Alcântara não tem nada a ver com aquele pessoal chatinho da publicidade. Ele é, com o perdão da palavra, simplesmente um dos caras mais foda e geniais que já vi em toda a minha vida.
Com os seus 66 anos de idade, ele tem uma visão da publicidade, do presente e do futuro, que muita gente que eu conheço e faz parte dessa área sequer consegue imaginar que exista.
Posso dizer sem medo algum que você entra em uma palestra dele de um jeito e sai completamente diferente.
Infelizmente, hoje foi a primeira vez que tive a oportunidade de escutar o que esse “velho” tem a dizer. E nas circunstâncias mais adversas possíveis. O tema da palestra era algo “blah blah blah Direito e Comunicação” e Mário foi convidado a falar sobre Ética na Publicidade.
Vale citar que ele é Diretor Executivo do Sinapro-MG. Ou seja, ali a palestra não era sobre Publicidade, Futuro da Publicidade ou Como ser um Bom Publicitário. Era pura e simplesmente o Diretor Executivo do Sinapro-MG falando sobre ética na Publicidade.
Seria apenas mais uma palestra se fosse com outro sujeito. Com o Mário (tomo a liberdade de tratá-lo assim) a coisa não ficou na mesmice.
As duas primeiras palestras trataram sobre Propaganda Enganosa e Defesa do Consumidor e Propriedade Intelectual. Ambas ministradas por Advogados. Advogados falando para publicitários.
A advogada que ministrou a primeira palestra deve ter falado alguma abobrinha durante o seu blah blah, pois quando o “velho” subiu no palanque, ele deu início a uma das palestras mais épicas que já vi na minha vida.
O que era pra ser um tratado sobre ética e propaganda se tornou uma lição de vida. A típica história de filme onde o “velho” mostra tudo aquilo que o mocinho inconseqüente e rebelde precisa ver para se tornar alguém.
Ele conseguiu com a ajuda de uma boa dose de sarcasmo e ironia desconstruir completamente as duas palestras anteriores. Tudo o que foi dito antes dele não é nada além de uma nuvem de “Blah Blah Blah” na minha cabeça.
A cada comentário mais ácido, desconstruindo a palestra sobre Publicidade Enganosa, era uma gargalhada daquele bando de aspirantes a publicitários. Muitos ali apenas riam da piada. Mas bem no fundo, não era uma piada. Ou era. Mas, particularmente, cada palavra dele soou como “esse mundinho aí ó, de faculdade, teoria e blah blah blah, tá mudando. A real agora é essa ó”.
E com poucos dados mostrou para uma platéia completamente imersa em suas palavras que sim: A internet não é mais o futuro e sim o presente da publicidade.
Eu gostaria do fundo do meu coração que a platéia da palestra fosse diferente. Ao invés de formandos em publicidade, poderia estar lotada de diretores de criação, planejadores, redatores, diretores de arte, mídias e atendimentos que tem a cabeça lá no início dos anos 80. É mais fácil ouvir um “idoso” de 66 anos de idade, mas com espírito de adolescente, do que ouvir os próprios “adolescentes” que estão entrando no mercado agora.
Eu quero ser o Mário D’Alcântara quando crescer.
Se quer saber um pouco mais sobre o que esse cara foda tem a dizer, acompanhe a sua coluna todas as sextas, no Jornal Hoje em Dia.
Espírito Empreendedor.
Belo Horizonte vai ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. O que muita gente enxerga como “gasto de dinheiro público”, “espetáculo pra europeu ver” e vários outros títulos, eu chamo de oportunidade.
Não sei quando será a próxima vez que teremos turistas cheios da grana e de várias partes do mundo dispostos a conhecer todas as belezas da capital mineira e gastar o seu soldo como todo bon vivant costuma fazer.
Já começo a pensar em como explorar esse grande evento financeiramente. Admito. Todo dia eu acordo e penso em como ganhar dinheiro com as minhas habilidades. Mas é só lavar o rosto que eu reflito melhor e chego a uma conclusão: que habilidades?
Bom, fato é que já é hora de começar a planejar o que farei em 2014. Venda clandestina de ingressos? Camisas falsificadas? Souvenires de Belo Horizonte? Uma pequena agência de acompanhantes? As possibilidades são quase infinitas, o esquema é fazer acontecer.
Que venham os dólares, euros, pesos e marcos. Não, é melhor deixar o Marcos pra lá.
Skynet #fail!
E a tensão entre Coréia do Norte e Coréia do Sul, hein? De um lado o Ping-Pong querendo detonar toda a sorte de artefatos nucleares em meio mundo. Do outro lado, um país que deu o azar de ter surgido entre outros que desde sempre adoraram uma guerrinha.
Por tudo o que eu aprendi durante anos de filmes e histórias em quadrinhos, caso houvesse um holocausto nuclear, o principal culpado seria um computador fodão chamado Skynet e não um coreano de 1,5m metido a besta.
Quem vai salvar a gente? Provavelmente não será ninguém com um nome maneiro como John Connor. O exterminador? Provavelmente uma versão mais badass do Asimo.
Espere algo como Jing-Own-Ken, o salvador do mundo.
Geração franjinha.
Eu não consigo entender essas modernidades do século XXI. Sou do tempo em que garotos jogavam futebol, brincavam de “hoje não” e sempre davam um jeito de beijar garotas ou pelo menos passar a mão em uma bundinha alheia. Época boa, onde garotos eram criados como garotos.
Mas hoje em dia essas crianças são criadas bem diferentes. Em condomínios fechados com playgrounds acolchoados, o máximo da diversão é o sábado no shopping tomando Ovomaltino e tirando foto na escada rolante. É claro que esse tipo de moleque vai crescer afeminado.
Daí vem e me faz essa merda e não quer ser zoado:

Mad'ana' diz: Você é emo... e gay.
Edward Cullen nem é tão perfeito assim.

Chegou até mim, através de uma fonte confiável, porém anônima, um textinho comparativo entre Edward Cullen, o vampiro de Crepúsculo e um cara normal. Eu assumo aqui com todas as letras que li a saga Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse. Achei uma leitura agradável para momentos de ócio e dor de barriga e não vi nada demais que possa explicar o porquê desse cara ser tão idolatrado.
Apesar de os vampiros terem perdido completamente a sua identidade nos livros, a leitura ainda sim é bem agradável e consegue prender a atenção.
Já adianto mais uma vez que não tenho nada contra o livro, a autora ou os personagens. Portanto, vou analisar o tal texto que citei no parágrafo acima fazendo os meus devidos comentários (em negrito), o que trará um pouco mais de lucidez ao texto original. Provavelmente isso é obra de alguma fã, portanto não preciso comentar mais nada.
Comparando um cara normal à Edward Cullen
Um cara normal diria: Te amo, baby!
Edward Cullen diria: Você agora é minha vida.
Provavelmente você nunca namorou pra dizer isso. Quem em pleno século XXI diz “Te amo, baby”? Dizer você é minha vida é muito mais comum do que a frase do “cara normal”. Portanto, até aqui, Edward Cullen continua sendo um cara normal.
Um cara normal diria: Acho que estou me apaixonando por você.
Edward Cullen diria: O leão se apaixonou pelo cordeiro.
Um cara normal agiria como um cara normal e não como um maníaco psicopata que tem o desejo assassino de matar a sua namorada.
Um cara normal diria: Seu cabelo esta parecendo um monte de feno; vá pentear!
Edward Cullen diria: Seu cabelo esta parecendo um monte de feno, e está muito lindo.
Eu começo a pensar que a garota que escreveu isso provavelmente nunca namorou na vida ou foi assediada por um garoto. Uma das regras básicas que rege o nosso comportamento masculino frente às mulheres é: se você tem pretensão de fornicar com a fêmea, nunca em hipótese alguma diga que ela está feia, gorda ou com o cabelo ruim. Isso acaba com qualquer chance que você tenha. Não me surpreende que o morto-vivo fale algo do tipo. E ainda é mentiroso.
Um cara normal escolheria uma música qualquer de um artista por aí e dedicaria a você.
Edward Cullen cantaria uma música que ele escreveu em sua homenagem enquanto tocasse piano.
Um cara normal, ou seja, 90% da população mundial, não sabe tocar piano. Um piano é caro e isso nos leva a concluir que os mesmos 90% da população mundial não tem um piano em casa. Logo, espere que ele toque uma música no bandolim, no violão ou até no cavaquinho, que são instrumentos mais acessíveis.
Se você morresse, um cara normal encontraria outra.
Se você morresse, Edward se mataria porque a vida sem você não valeria a pena viver.
Se a minha namorada morresse, eu definitivamente não me mataria. Ela gostaria que eu seguisse em frente e continuasse, apesar de ser dificílimo suportar essa dor. Qual a moral da história se o cara se matar porque a namorada morreu? Ele é idiota, pelo menos nesse aspecto. E outra: essa é mais uma das mentiras que os homens contam (mesmo aqueles que já morreram, se é que me entende).
Quando você sai de casa, um cara normal diria: Tchau, nos vemos depois!
Quando você sai de casa Edward Cullen diria: Volte para mim, meu amor.
Edward é inseguro e não confia no seu taco gelado.
Se um cara normal saisse de casa, ele diria: Te amo, volto mais tarde!
Edward Cullen diria: Cuide do meu coração, deixei ele com você. (E então ele contrataria sua irmã psicotica para te seguir e pagá-la com um porsche amarelo).
É fácil pra um morto-vivo dizer isso. Ele não precisa do coração pra sobreviver, não é mesmo? E outra: namoro é na base da confiança. Por que diabos a menina não pode ficar sozinha? Mais uma vez, prova de que ele apesar de imortal é um pré-adolescente quando se trata de mulheres.
Quando você voltasse pra casa, um cara normal estaria vendo tv e nem notaria.
Quando você voltasse pra casa, Edward Cullen estaria te recebendo ao som de uma música ao piano.
Como eu disse, 90% dos caras do mundo não tem um piano em casa e 98% das fãs de Crepúsculo não tem idade o suficiente pra dividir o mesmo teto com um namorado. E sim, eu notaria se minha namorada voltasse e principalmente se parasse na frente da TV.
Enquanto vocês dois estivessem jantando fora, um cara normal não tiraria os olhos da garçonete sexy.
Edward Cullen nem iria perceber que ela era mulher.
Só um cara completamente retardado para dar um mole desse e olhar descaradamente para a garçonete. Existem técnicas avançadas atualmente que nos permitem dar uma olhada vez ou outra sem chamar o mínimo de atenção da parceira. Claro que eu não utilizo tais técnicas.
Um cara normal, enquanto dirigisse, manteria uma mão no volante e outra no rádio.
Edward Cullen, enquanto dirigisse, manteria uma mão no volante e outra deslizando por seus cabelos.
Um cara normal, normal mesmo, manteria as duas mãos no volante, que é o correto, já que no Brasil a maioria dos carros possui câmbio manual, o que para vocês que não conhecem, é a marcha. Um cara normal, com instintos humanos normais, manteria uma mão no volante e a outra na coxa da parceira.
O que você prefere? Mão no cabelo ou mão na coxa? Seja bem sincera, eu sei exatamente o que você está pensando agora. ![]()
Quando estivessem em diferentes lugares, um cara normal diria: Sinto sua falta.
Quando estivessem em diferentes lugares, Edward Cullen diria: É como se você tivesse levado metade de mim junto a ti.
Repare bem a frase. O sentido e o significado são os mesmos. O “Ed” só foi mais pomposo na forma de dizer. Aposto que um “Sinto sua falta” é mais sincero do que toda essa enrolação. Homem quando agrada demais pode saber que está aprontando.
Um cara normal nem notaria ou se importaria que você tivesse pesadelos.
Edward Cullen cantaria até que seus pesadelos se fossem.
Caras normais não invadem o quarto da namorada de madrugada pela janela. Garotas normais e novas não terão muitas oportunidades de ter o namorado no quarto na hora de um pesadelo. Logo…
Um cara normal esperaria você trazer café da manhã pra ele.
Edward Cullen te faria café da manhã todos os dias.
Um cara que espera a namorada levar café na cama toda manhã provavelmente é um cara criado pela avó e que não sabe nem limpar a bunda sozinho. Definitivamente esse não é um cara normal.
Um cara normal compra flores e chocolates pra você.
Edward Cullen te compra um carro. (A melhor parte! HAHA!)
Sinceramente, eu preciso comentar esse último tópico? Sinto cheiro de gasolina.
Concluo esse texto afirmando que Edward Cullen não é assim tão fodão quanto parece. E acreditem, todas essas coisas românticas duram só os primeiros meses de namoro. Depois é arroto na cara do outro, pum debaixo do cobertor, cagar de porta aberta e só vai piorando.
Acredito que sou um cara mais romântico do que Edward Cullen, apesar de ser financeiramente mais fraco. Enquanto o cara compra seu amor com um Porsche, eu conquisto o amor da minha namorada com flores e chocolates e uma boa pegada de jeito. ![]()
A tal gripe dos porcos
Depois dos saborosos franguinhos agora é a vez dos pobres porquinhos serem culpados por uma nova doença (muito provavelmente criada em laboratório) que possivelmente exterminará a vida na Terra.
Como somos um povo engajado, logo nos protegemos colocando máscaras cirúrgicas em nossos avatares do Twitter, MSN e Orkut. Afinal, o contato mais próximo que teremos com um infectado por essa gripe será justamente pela internet.
Sem contar o fato de sermos um povo naturalmente hipocondríaco. Basta uma notinha sobre a gripe em horário nobre para termos milhões de “casos confirmados” da doença. Meu vizinho mesmo, o Pedroca, estava com suspeita. Coitado, ficou dois dias de caganeira e quando foi ao médico descobriu-se que era só excesso de chocolate na Páscoa.



















