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A minha análise sobre a campanha Mamãe Eu Quero Subir no Ranking do BlogBlogs.

Há mais ou menos uma semana atrás, eu e o Jhony do Insuportáveis lançávamos a campanha “Mamãe Eu quero subir no ranking do BlogBlogs”. Digo com sinceridade que não esperava que a campanha rendesse tanto quanto ela rendeu.

A campanha se espalhou como um viral. Blogs viram uma ótima oportunidade de subirem posições no ranking do BlogBlogs e abraçaram de forma surpreendente a idéia. Não posso deixar de citar que existem os dois lados da moeda, e, da mesma forma que centenas de blogs adoraram a idéia, alguns outros blogs detestaram com todas as suas forças.

Como disse nesse post, a minha única ressalva é que apenas jogamos com as regras e não vou fazer desse post uma defesa do meu ponto de vista. Vou apenas analisar os resultados da campanha e a repercussão que ela gerou pela blogosfera, twitter e etc.

O próprio BlogBlogs reconheceu a “autenticidade” da campanha. A divulgação? Creio que foi irônica.

Aqui e Aqui.

Alguns dados sobre a campanha:

Blogs participantes até o momento: 390
Minha posição no ranking antes da campanha: 349
Minha atual posição no ranking com a campanha: 41

Subi 308 posições em apenas uma semana.

O que isso mudou na minha vida? Absolutamente nada.
Rendeu mais acessos ao meu blog? Não.

Apesar da campanha se chamar Mamãe Eu Quero Subir no Ranking do BlogBlogs, o que inicialmente queríamos mostrar é que não é necessário muito esforço e dedicação ao blog para alcançar boas posições no ranking do BlogBlogs. Existem blogs que já estavam com boas colocações no ranking e com pouco tempo de vida. O motivo desse sucesso? A participação em campanhas, pois, muitos desses blogs não são conhecidos de ninguém.

O interessante dessa campanha é que, antes dela houve uma semelhante e ninguém criticou. Acredito que o objetivo dela estar explícito no título possa ter contribuído para a grande repercussão dessa campanha.

A campanha rendeu grande discussão dentro da blogosfera e além dela.

Realizando uma busca no twitter pelo termo “Mamãe Eu Quero Subir no Ranking do BlogBlogs“, temos um total de 57 citações à campanha.

http://search.twitter.com/search?q=Mam%C3%A3e+Eu+Quero+Subir+no+Ranking+do+BlogBlogs

Indo mais além, e buscando apenas os termos “Ranking BlogBlogs”, temos um resultado bem mais abrangente, porém, do total de resultados, apenas 111 se referem a campanha.

http://search.twitter.com/search?q=Ranking+do+BlogBlogs

Alguns blogueiros fizeram posts sobre a campanha, o que foi o caso dos blogs Ta Cruel e Informação Virtual, além de ter sido citada brevemente em um post no Dicas Blogger.

Update: Esse post estava pronto desde sexta-feira e hoje foi atualizado com alguns dados. Entre eles, um post escrito pela Tine, do Eu, Eu mesma e Tine, além de um post dedicado ao tema pela Juliana do Dicas Blogger. A Ester do Saber é Bom Demais, a princípio, foi a única blogueira que entendeu o ponto de vista da campanha e se manifestou através desse post.

No Techorati, se pesquisado o mesmo termo, temos um total de 156 resultados.

http://www.technorati.com/search/Mam%C3%A3e+Eu+Quero+Subir+no+Ranking+do+BlogBlogs?authority=a4&language=pt

No Google Search Blog, no momento em que escrevo este post, o total de resultados encontrados através da pesquisa utilizando aspas “Mamãe Eu Quero Subir no Ranking do BlogBlogs” é de aproximadamente 2.317 resultados no último mês.

http://blogsearch.google.com/blogsearch?hl=pt-BR&ie=UTF-8&lr=&as_drrb=q&as_qdr=m&q=%22Mam%C3%A3e+Eu+Quero+Subir+no+Ranking+do+BlogBlogs%22

Fazendo uma conclusão sobre a campanha, se levarmos em conta o objetivo de subir no ranking do BlogBlogs, obtivemos um enorme sucesso. Em todos os sentidos. Porém, mais do que isso, conseguimos mostrar que a união de blogs “pequenos” pode mudar muita coisa. É a chamada ‘Cauda Longa dos Blogs‘, para aqueles que gostam de social media.

Conseguimos também tirar a blogosfera um pouco da monotonia. Até então, eu não via muitos posts falando sobre a relevância do ranking do BlogBlogs. Em uma semana, foi um assunto recorrente no Twitter, Blogs e etc. Não queremos polêmica e muito menos aparecer. Eu não faço questão de figurar na primeira página do ranking. Se eu chegar lá um dia, tenho certeza que será por mérito.

Mostramos que o ranking do BlogBlogs, nesse quesito é falho, pois não se pode medir a relevância e qualidade de um blog através de links recebidos. Subverter essa contagem é muito fácil. Não sou programador, mas, acredito que existam outras formas que podem ser melhor utilizadas para medir a relevância de um blog. Não sei se estou falando abobrinha, mas poderiam usar o número de assinantes de feed.

O BlogBlogs é uma ferramenta sensacional, não tenha dúvidas. Porém, para elaborar um ranking, coisa que gera polêmica nesse meio, o sistema ainda é manipulável. Pode ser que essa campanha venha a ajudar a equipe a bolar um método mais eficaz e seguro de elaborar um ranking.

Uma das coisas que eu mais prezo no meu blog é a relação entre conteúdo próprio e conteúdo reciclado. Acredito que o meu diferencial é exatamente esse, produzir conteúdo. Claro que nem sempre isso é sinônimo de sucesso, e o tema do meu blog não é dos mais atrativos, mas quem sabe um dia. Produzir conteúdo não tem valor, isso eu tenho certeza.

Tivemos muitas críticas. Posso dizer que elogios, somente daqueles que participaram da campanha. Mas, o principal, foi que a grande maioria das pessoas que criticaram e até mesmo elogiaram, não entenderam a ironia da campanha. Isso é pelo fato de muitos julgarem antes de ler alguma coisa. Baseiam toda a sua crítica em um título.

Não tenho planos de participar ou criar outra campanha do tipo.

Quanto ao ranking, daqui 6 meses tudo volta ao “normal”, com os “grandes” no topo e os “pequenos” lá atrás, reciclando o conteúdo já reciclado dos demais. Acredito que isso não atrapalhou a vida de ninguém. Creio que não teve nenhum impacto na economia mundial e muito menos no faturamento dos blogueiros. Foi mais uma questão de ego. Afinal, ninguém gosta de ver um desconhecido ocupando o seu lugar em um ranking.

Por seis meses os anônimos conseguiram alguma visibilidade.

(…) porém, são nestes mesmos blogs que se iniciam as grandes revoluções. Conrado Adolpho Vaz - Google Marketing.

Veja o balanço do Jhony clicando aqui.

Jornalistas também são blogueiros, e dos bons.

Essa é uma constatação que eu fiz após ler a revista Época dessa semana. Dos 50 blogs brasileiros selecionados para a matéria, 17 são escritos por jornalistas e hospedados em portais de jornais ou editoras. Em uma continha simples, 34% da lista é composto por profissionais que atuam ou já atuaram na grande mídia e possuem blogs que “não podemos deixar de ler”.

Esse é um dos resultados da profissionalização da blogosfera. Ela já não é mais composta só por profissionais e pessoas de outras áreas. Jornalistas que blogam estão se tornando cada vez mais relevantes dentro deste cenário, pois, aliam experiência e credibilidade em seus posts. Isso confirma cada vez mais a idéia de que a grande mídia já descobriu os blogs e está dando o seu jeito de incorporá-los aos seus portais.

A blogosfera não é mais só composta por pessoas normais e profissionais de outras áreas. Alguns blogueiros jornalistas possuem liberdades em seu blog que não possuiriam dentro da redação de um grande jornal. Em muitos casos, ele mesmo é o seu próprio editor, o que permite um ponto de vista sincero, sem filtros e oferece a maior vantagem da blogosfera: a possibilidade do diálogo.

Percebo que vem acontecendo duas coisas: os jornalistas estão se adaptando ao formato dos blogs, descobrindo a liberdade que essa ferramenta permite tanto na linha editorial, quanto no diálogo. Já os blogs, com a crescente profissionalização, estão se parecendo cada vez mais com a mídia tradicional. Não se pode perder a essência da ferramenta. A Internet é um meio completamente diferente dos demais. É interativo e vive em constante adaptação. Se os blogs se adotarem a mesma postura da mídia tradicional nesse ambiente, não preciso dizer quem sai perdendo, não é mesmo?

Por mais que critiquem, os jornalistas estão aprendendo o caminho. Estão migrando cada vez mais para as suas próprias editorias online e a revista comprova isso: estão se tornando influentes.

Um tapa na cara da “nova mídia dona da verdade”.

Uma grande conquista para os blogs: sair na capa de uma revista nacional de grande circulação. Blogueiros comemoraram, se orgulharam de ter a logo de seus blogs estampada na capa da Época e cantaram aos quatro ventos que agora sim, os blogs terão o devido reconhecimento.

Mas, essa mídia tradicional, que envolve revistas, jornais, rádio e televisão é aquela mesma feia, velha e boba que os blogueiros tanto detestam e ridicularizam. O que é que aconteceu para, de repente, se sentirem tão felizes de estarem fazendo parte dela?

O que aconteceu é que, apesar de os blogs se acharem a maior revolução do mundo e os blogueiros os percussores dessa revolução, a mídia tradicional ainda exerce força e influencia tendência entre eles.

Blogueiro adora falar mal de revista, mas, quando tem a oportunidade de ser citado em uma, abana o rabinho, faz gracinha e espera o biscoitinho na boca. Querendo ou não, a grande mídia ainda dita regras no mundo offline e precisamos dessa mídia que influencia pessoas para ajudar na transição do offline para o online.

Eu sempre defendi o conceito de que as mídias se complementam. Quando uma nova mídia surge, as demais se atualizam, procuram uma forma de se diferenciar e não perder lugar, se integrando às novas mídias e proporcionando uma comunicação em vários níveis.

O alvoroço que essa capa da Época causou foi, na minha humilde opinião, o golpe de misericórdia sobre os blogs e blogueiros que se consideram superiores à mídia tradicional. Como sempre teve aqueles que ficaram tristinhos por não fazerem parte da gangue. Sair em uma revista? Poxa, me coloca nessa! Não dá pra perder.

Ainda estamos em fase de evolução. Os blogs ainda estão se descobrindo. É tudo muito novo. É cedo demais ainda para nos considerarmos a mídia do futuro sendo que, enquanto criticamos a mídia tradicional, nos estapeamos por um espaço de algumas poucas linhas em revistas e jornais.

O primeiro passo é decidir o que quer ser quando crescer. Os blogs ainda estão crescendo. Da mesma forma que existem restrições para crianças, existem certas restrições para os blogs que não nos permite ainda sermos considerados uma mídia indispensável e com a maior credibilidade do mercado. Essa matéria da Época, apesar de citar a patota da blogosfera, foi um tapa na cara daqueles que se consideram os “fodões” da nova mídia e menosprezam o poder e a relevância da mídia tradicional.

Façam um post, ou melhor, um guia sobre as revistas indispensáveis e veja qual terá mais repercussão. O seu post ou a capa da revista.

Simples.

Mea Culpa

Venho aqui fazer um mea culpa. O mercado de mídias sociais em Belo Horizonte anda mais agitado do que eu pensava. Depois de entrevistar profissionais da área de web de duas grandes agências de Belo Horizonte (ainda faltam duas), já tive uma mudunça completa em relação ao que eu “achava” que sabia sobre o mercado. Esses profissionais (detalhes após a apresentação da monografia com direito às entrevistas devidamente postadas por aqui) me mostraram como as agências daqui se preocupam e têm a vontade de introduzir esses conceitos no mercado.

Um dos cases apresentados inclusive ganhou prêmio. Outros estão em andamento e estou a partir de agora companhando ansiosamente. Fico feliz porque a área em que eu pretendo atuar vem crescendo e ganhando cada vez mais espaço. Por outro lado, temos um amadurecimento das agências que buscam novas formas de criar uma comunicação eficiente e utilizando a interação sem mediadores entre cliente e público-alvo.

Pelo que conversei com esses profissionais, ainda não existe um departamento exclusivo de social media. Geralmente são as pessoas da área de web que planejam e desenvolvem essas campanhas. Mas, como questionei, tudo pode mudar. Depende de como as novidades são recebidas aqui em BH.

Acredito que após essa maratona de entrevistas, terei uma visão completamente diferente do mercado mineiro. Claro que será pra melhor.

A corrida pelas vagas e a relevância de um blog no processo seletivo para agências de publicidade - parte II

O que me agrada no texto é a sua demonstração de valor por algo que acredita. Na minha opinião, mesmo enxergando, com um pouco de preconceito sobre o que você vê de defeitos no mercado que está, percebo o seu esforço em lutar por uma busca interna.

Semana passada nos falamos e você foi convidado a participar de um processo de seleção por causa de um acompanhamento próximo do seu portfolio online (Blog). O que indica que “SIM”, ter e escrever um blog fazem diferença na hora da contratação de um profissional. E “NÃO”, vestir a camisa do seu blog não é nada idiota. Mas chegar para uma entrevista de mão abanando não é a coisa mais inteligente a se fazer.

Prosseguindo a leitura, reforço o que eu disse. O que me intriga é o preconceito com que os próprios profissionais vêem o mercado. Num mundo de repetições, uma pequena diferença deveria ser notada como uma grande diferença. O que quero dizer é que existem “SIM”, no mercado de Minas, inclusive, muitas agências querendo fazer diferente. Além disto, existem muitos clientes também que gostariam de ter agências que pensam assim diferente.

O problema é achar que a culpa é dos outros e que a gente é impotente e incapaz de mudar o mundo… ou pior, achar que estamos sozinhos nesta jornada. Na verdade tem muitos por aí, como nós, conosco nessa caminhada de utilização de todos os recursos de comunicação para transmitir e ouvir com criatividade.

O que precisamos é mostrar nosso conteúdo de forma relevante, comercialmente viável e com resultados tangíveis

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O comentário acima foi feito pelo Saulo, da agência 5Clicks nesse post. Se você tem preguiça de ler o post citado, eu falo do que se trata. No texto eu falo um pouco do meu ponto de vista em relação aos blogs como referência na hora de uma entrevista de emprego. No meu caso por exemplo, que sou redator publicitário, se seria interessante mostrar o blog como forma de avaliação das minhas qualidades. Claro, é tudo muito pessoal, o que eu penso. Mas a questão é que o comentário do Saulo me atentou para um ponto de vista de quem é do mercado. De quem, no caso, seria o entrevistador em uma seleção de emprego.

No comentário, ele toca em um fator importante e que foi em parte o que me motivou a fazer o texto. Através do blog, fui convidado a participar de uma seleção de emprego. Ele confirma que manter um blog faz diferença na hora da contratação de um profissional, mas que também é necessário possuir um portifólio para mostrar na hora da entrevista.

Saulo também chega a um ponto em que abordo bastante aqui no blog. A mentalidade das agências e dos anunciantes e Minas. Devo levar em conta que temos visões diferentes. Eu tenho pouquíssimo tempo de mercado, enquanto ele está na ativa a mais tempo. A minha visão ainda é de estudante, enquanto a dele é de um profissional da área.

A vontade das agências em transformar o mercado, trabalhar de forma diferente, enquanto existem clientes que desejam agências assim. Como citei recentemente aqui no blog, nesse post, a ação realizada pela Lápis Raro para divulgar a Copa Mercantil do Brasil. Essa ação comprova que há, de fato, uma vontade de inovar. Agências e clientes já estão buscando o caminho das mídias sociais para sair do tradicional. Isso vai de encontro ao que ele comentou, quando afirma “O que precisamos é mostrar nosso conteúdo de forma relevante, comercialmente viável e com resultados tangíveis.”

É isso que agências precisam mostrar aos clientes. Transformar novas ferramentas de comunicação em ferramentas comercialmente viáveis, criativas e que cumpram com os objetivos de comunicação. Esse é o tipo de comentário que me faz perceber que, enquanto escrevo aqui, há todo um grupo de pessoas com pensamentos semelhantes e que estão agindo para transformar o mercado. É bom saber que não sou o único que penso dessa forma, e que existem mais pessoas com a mesma vontade que eu.

Os publieditoriais e a reação dos leitores

Tenho visto recentemente vários blogueiros chorando via twitter sobre os seus leitores que reclamam do conteúdo recente de seus blogs. Principalmente aqueles que, de um tempo pra cá, passaram a postar mais publieditoriais do que os posts que os tornaram conhecidos.

Veicular anúncios no blog não é errado. É dessa forma que um blogueiro consegue se sustentar só com o blog. É como um emprego, só que sem chefe chato e hora-extra. Mas, viver só de post patrocinado, não dá. É por isso que o público reclama.

As pessoas esperam ansiosas por dias, semanas e até meses um post novo daquele blogueiro, mas quando o feed mostra que o blog foi atualizado, o leitor se decepciona. É apenas mais um post patrocinado. Acredito que o blogueiro deva prezar pelo seu público, ouvir o que ele tem a dizer e não fazer post revoltadinho porque reclamaram da qualidade dos posts. Quem fiscaliza seu conteúdo são seus leitores e você deve valorizar isso.

O leitor está acostumado ao seu estilo de escrita, espera por isso e se depara com o que ele mais odeia. Um anúncio que é empurrado goela abaixo. É claro que ele tem a facilidade de rolar a página e mudar de post, mas por incrível que pareça, o próximo post também é um anúncio. Aí, só lhe resta fechar a página. E lá se vai mais um leitor.

Blogueiros que vivem disso devem equilibrar esse conteúdo. Mesclar posts patrocinados e posts ao estilo que os consagraram. As pessoas esperam isso deles. É como você esperar um ano inteiro por um show da sua banda favorita e no grande dia eles tocam apenas jingles de campanhas. É frustrante.

O blogueiro deve valorizar o seu público. Nunca vir a público e dizer que o blog é seu e você faz o que quiser e não precisa de ninguém. Falar isso é fácil quando se tem relevância, mas não esqueça: você é um formador de opinião, e se não precisa de leitores, eles também não precisam de você. Pense nisso.

A corrida pelas vagas e a relevância de um blog no processo seletivo para agências de publicidade

Esse final de ano as agências de publicidade estão movimentadas. A grande maioria delas abrindo vagas e processos seletivos para estágios e até para emprego mesmo. A concorrência é absurda. Se você perguntar pra qualquer estudante de publicidade se ele está sabendo de tal seleção, a resposta é um sim. O mercado está aquecido e os novos publicitários, os que estão pra formar, estão com vontade de entrar pra valer no mercado e mostrar do que são capazes.

Muitas pessoas acreditam que não se deve compartilhar com os conhecidos as informações sobre essas vagas. Eu já penso ao contrário. Pergunto para todos os conhecidos se estão sabendo dos processos, inclusive daqueles que eu participo. Como sou apaixonado por redação, é óbvio que meu interesse maior é essa área. Mas isso não me impede de informar para amigos redatores sobre esses processos. Acredito que compartilhar informação é sempre importante. Nesse momento, enquanto estamos cursando a faculdade, estamos praticamente no mesmo nível. Não adianta ficar com o pensamento de que eu sou melhor e por isso não vou falar com ninguém. Você pode acabar topando com esse seu amigo futuramente, e ele pode ser o seu chefe.

Outra coisa que me faz pensar quando abrem essas seleções é que, de um tempo pra cá estou me dedicando inteiramente à minha monografia. Não tenho feito anúncios nem nada do tipo. Apenas a minha monografia e mantendo o blog. Como sou redator, creio que um excelente cartão de visitas é o meu próprio blog. Acredito que nesse espaço uma agência tem muito mais condições de avaliar a minha qualidade técnica do que simplesmente em 10 folhas de papel couché com algumas poucas frases criativas amarradas com alguma imagem. É claro que na essência, o redator publicitário faz isso, cria campanhas publicitárias. Mas por exemplo o meu caso? O meu interesse é mídias sociais e mídias digitais. Atuar como web-writer. Se eu falo com uma agência que o meu portifólio se encontra no blog, como eles vão reagir? Um redator que se baseia em seu blog como instrumento de trabalho tem condições de concorrer à uma vaga disputada por pessoas que estão criando sempre peças impressas?

Acredito que o mercado ainda não tem essa mentalidade. É consenso para a grande maioria de diretores de criação que nada substitui um portifólio bem montado com as peças impressas. O texto é importante em um anúncio? Absolutamente. Diria que em alguns casos é 90% do anúncio.  Mas um blog não pode ser tão relevante quanto?

Posso dizer que nos últimos meses meu trabalho é todo voltado para redação para a Internet. Estudar cases de campanhas em blogs, redes socias, twitter e etc. Posso dizer que se alguém quiser avaliar o meu talento, a minha qualidade, o melhor lugar para se fazer isso é através deste blog. Mas não creio que ainda estamos nesse ponto. Ainda estamos no modelo tradicional da publicidade. Os blogs ainda não são tão relevantes para agências durante um processo seletivo. Exceto para as agências web e de mídias sociais, o que infelizmente, são minoria aqui em Belo Horizonte.

Às vezes penso se, caso eu chegue em uma agência sem uma pasta, apenas com um cartão de visitas e uma camiseta do meu blog, eu serei tachado de idiota, novato ou coisa que o valha, por acreditar que o meu “diário virtual” é a melhor forma de avaliação das minhas competências técnicas e práticas como redator. Poderia citar, por exemplo, que semana passada um texto meu foi linkado e citado por alguns grandes blogs da blogosfera brasileira. Poderia também dizer que, na semana passada o meu número de visitas únicas foi de mais de 20 mil. Acredite, nenhum trabalho que eu tenha realizado com redator publicitário, criando anúncios impressos, teve tamanho alcance.

Acredite que o fato de ter um blog está longe de ser fator de vantagem em relação às outras pessoas. Cada pessoa tem a sua área de interesse e trabalha bem com ela. A minha área é a internet, a redação para internet, mídias sociais e blogs. Por enquanto são áreas que não tem a importância devida por aqui, mas a longo prazo, pode ser que estes sejam fatores importantes no momento de uma seleção de emprego.

Será que Belo Horizonte está acordando?

Devo admitir que fiquei feliz em ler esse post no blog da agência Lápis Raro, aqui de Belo Horizonte. Eu não fiquei sabendo dessa campanha. E faço um mea culpa, não procurei saber também. Mas como fiz um post recentemente falando sobre a relação Belo Horizonte/Mídias Socais, devo dizer que essa ação me fez ter um pingo de esperança na mudança de cenário da publicidade em Minas.

A ação realizada para a Copa Banco Mercantil, que acontece todo ano em Belo Horizonte, teve como objetivo incentivar a criação de conteúdo para o portal criado. O famoso CGM - Consumer Genereted Media, onde o próprio público produz o conteúdo. Para isso foram criados um portal da Copa, comunidade no Orkut, Canal no Youtube e um blogueiro foi contratado para cuidar do blog da copa.

Pelo que pude perceber dando uma fuçada, no portal a pessoa poderia se cadastrar a interagir com os outros usuários. Como o público-alvo era justamente os adolescentes que participam da Copa, foi um tiro certeiro. Esse público gosta de internet e redes sociais, e uma exclusiva para um torneio em que eles participam deve ser mais interessante ainda. No Blog era feita a cobertura dos jogos diariamente, contando com vídeos do Youtube e fotos. Na comunidade do Orkut, eram feitas enquetes além de tópicos pertinentes à Copa. Tudo bem amarradinho, do jeito que deve ser.

Cabe aqui parabenizar a iniciativa da agência e do Banco Mercantil do Brasil, por acreditarem e investirem nas mídias sociais. Esse pode ser um case a ser apresentado a outros clientes e quem sabe até servir como incentivo para as outras agências. Essa é uma tendência real do mercado, e pelo visto, alguém já saiu na frente.

Saia de casa e vá morar em uma caverna

Se os blogs hoje em dia ainda não são parte da grande mídia, a culpa não é dos blogueiros e muito menos da blogosfera. Em parte é uma questão cultural. O brasileiro não sabe usar a Internet. Não se deve esperar muito de um povo que assiste o horário político para rir da cara dos deputados. Se já fazem isso na grande mídia, na Internet a utilização se resume a e-mails, MSN e orkut.

A inutilidade permeia o Brasil. As pessoas procuram sempre os conteúdos mais fáceis de se absorver. A necessidade de ver uma imagem engraçada, um vídeo engraçadinho, faz com que os blogs de humor possuam a maior parcela do público que acessa a Internet.

Iniciativas como a do Yahoo! Posts valem a pena, pois tentam levar os blogs às pessoas comuns. A maioria das pessoas acessa portais para buscar notícias. Colocando o link de um blog ali no meio, facilita o acesso da pessoa com esse novo meio. Mas, ao se deparar com um texto longo – genial - mas longo, o leitor sai imediatamente da página, pois esse não é o conteúdo que muitas vezes ele procura.

Já cansei de receber comentários do tipo “não li tudo porque o texto é grande, mas concordo”. O brasileiro tem preguiça de absorver informação. Quanto menos texto e mais imagem melhor. Parece que grande parte da população ainda não evoluiu e, como bons homens das cavernas, preferem se comunicar através de poucas imagens e nenhum texto.

Se for assim, que saia de casa, desligue o computador e vá morar em uma caverna. Eu levo a tinta pra você pintar as paredes. Essa deve ser a explicação do sucesso de blogs de tirinhas e os blogs do humor imagem/sacada engraçadinha.

Vou encerrando meu post por aqui. Tenho que pegar a minha clava, bater na cabeça da minha namorada e ir caçar algum pterodátilo.

Blogs só são relevantes para blogueiros. Ainda.

A popularização de uma ferramenta é algo sensacional. Os blogs, apesar de ainda serem tratados por grande parte das pessoas como diarinhos virtuais, evoluíram consideravelmente para ferramentas profissionais. Muitas pessoas hoje já conseguem tirar uma boa grana com essa ferramenta. Muitos não sabem nada da história dos blogs e da blogosfera, mas, fazendo dinheiro, é o que importa.

Acredito que a nossa blogosfera ainda é muito amadora. Não em questão de conteúdo, pois temos blogs excelentes, mas em questão de relevância. Ainda estamos na fase de nos acharmos importantes, quando, na verdade, somente blogueiros acham blogs importantes. Ainda não tivemos relevância em um evento importante no Brasil.

Nos Estados Unidos, a blogosfera teve papel importante nas eleições de 2004 e estão tendo nas eleições de agora. Enquanto aqui no Brasil blogueiros quase se matam para participar de eventos que ofereçam boa comida e Wi-Fi gratuito, lá nos EUA blogueiros são convidados a participar as convenções Democrata e Republicana. Os blogs têm voz nos EUA e não são somente os de humor.

Aqui criamos uma clara divisão entre os blogs pequenos e os blogs grandes. Blogueiros ditos grandes são tratados como celebridades pelos blogs pequenos. Não vou negar, já fiquei feliz por ter sido linkado por blogs como o Cardoso, MeioBit, Morróida, Ato ou Efeito, Jacaré Banguela e Controle Remoto. Mas, os blogueiros só são celebridades para os outros blogueiros. Pergunte a uma pessoa comum o nome de um blogueiro famoso e ela com certeza não saberá te responder.

Voltando à questão da relevância dos blogs, a descoberta do Cardoso sobre os famigerados banners do Senado não tiveram repercussão alguma nos grandes veículos. Alguns poucos sites divulgaram, mas a informação não chegou a grande mídia. Cardoso é um cara altamente relevante para nós blogueiros, mas para a grande massa, pode não ser ninguém.

Creio que estamos no caminho certo para o alcance da tão sonhada relevância. Vai chegar o momento certo em que os blogs serão tratados como uma mídia importante e não amadora. Cada um tem o seu tempo. À medida que a população evoluir e aprender a utilizar a Internet, os blogs crescerão. Serão tratados como fonte confiável de informação e não somente como replicadores de conteúdo da grande mídia.

Pode ser um processo longo, gradual, mas que trará frutos no futuro. Temos que aprender com os erros de agora. Não devemos pensar que somos quando ainda não somos. Os blogs são importantes? Sim. Temos agilidade em criar e divulgar conteúdo. Temos o benefício da liberdade editorial, porém, não temos a estrutura dos grandes portais necessária para grandes passos. Um blog, por exemplo, não teria uma estrutura necessária para ir atrás de grandes escândalos. O blog é o blogueiro e a sua força de vontade. Não há equipe de vídeo, equipe de redação ou o que seja. Nesse quesito ficamos a mercê da grande mídia.

Mas não tenha pressa. Quando a blogosfera brasileira se desenvolver por completo e atingir o status de grande mídia, colheremos o fruto desse investimento de tempo, paciência, perseverança e acima de tudo, dedicação.

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