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Social Minas - Uma visão do cenário das mídias sociais em Minas Gerais
O mercado mineiro pode ainda ser pequeno, os clientes podem estar descobrindo agora, mas de uma coisa não dá pra fugir: Minas Gerais está muito bem servida de agências digitais e com profundo conhecimento em mídias sociais. Foi essa a impressão que tive ao participar do primeiro Social Minas - evento organizado pela AMADi - Associação Mineira das Agências Digitais.
Estudos de caso, painéis, palestras sobre as mídias sociais e uma platéia repleta de pessoas que gostam, estudam e atuam na área. O primeiro evento totalmente mineiro voltado para o estudo das redes sociais.
Tentarei passar de forma bem resumida as minhas impressões sobre o evento, palestrantes e citar os principais pontos abordados.
Ao chegar ao evento, os visitantes recebiam um kit contendo uma caneta, duas folhas de papel (nem todo mundo é “guique” e não possui um notebook ou um Iphone), dois cartões de “crédito” para acessar o Sonora, do Terra, um botton da AMADi, um cupom para ganhar 50% de desconto em cursos do IPEC e um flyer do mesmo.
O evento foi realizado no auditório do Campus JK do Centro Universitário Newton Paiva. Lugar grande, aconchegante e com uma excelente infra-estrutura. Porém, as tomadas eram escassas e as poucas que eu vi já estavam sendo utilizadas, o que queria dizer que, dentro de duas horas, eu teria que desligar meu notebook.
O evento começou pontualmente as 09:25 com apresentação de Saulo Medeiros, sócio-diretor da agência 5Clicks e atual presidente da AMADi. Como manda o protocolo, apresentou a associação, seus membros, objetivos e etc. Agradeceu aos patrocinadores do evento e deu início às palestras.
O primeiro palestrante do Social Minas foi André Fonseca, fundador da Dito Internet e mostrou o atual momento das mídias sociais e como trabalhar nesse meio. Segundo André, as mídias sociais se baseiam em monitoramento, relacionamento e produção de conteúdo.
Veja os slides da apresentação de André.
Em seguida foi a vez das “meninas” Letícia Lira, Raquel Horta e Raquel Camargo participarem de um painel sobre as mídias sociais. Cada uma representando, digamos assim, um segmento: Letícia Lira representando o cliente (Vivo) , Raquel Horta a agência (Mapa Digital) e Raquel Camargo pesquisadora (Twitter Brasil).
A dinâmica do painel foi bem interessante. A pergunta tema era apresentada e cada uma das participantes falava um pouco sobre o assunto.
O foco principal que permeou todo o painel foi a importância do planejamento em ações de mídias sociais.
As marcas já estão nas redes sociais antes mesmo de se darem conta. Como lidar com isso? Planejamento, pesquisa, diálogo, interação e entrega de conteúdo relevante. Esse é um ambiente onde as marcas, primeiro escutam, e depois se manifestam.
Outro ponto abordado foi a falta de unidade entre comunicação online e offline. Foi consenso entre as palestrantes que deve existir unidade. O planejamento, desde o primeiro momento, deve envolver o que será feito no mundo real e no mundo virtual. A internet não é “sobra de verba”.
Como eu estava gripado e morrendo de febre, o evento terminou pra mim durante o Coffee-break. Mas teve prosseguimento com a palestra de Lou Martins da Cubo.cc apresentando alguns cases, que você pode conferir no search do Twitter.
Balanço final
Por ser o primeiro evento mineiro tratando exclusivamente sobre mídias sociais, o resultado final foi extremamente positivo. O evento valeu cada centavo dos R$ 30 investidos e deu a oportunidade para quem compareceu, conhecer melhor o que vem sendo feito em mídias sociais em MG e Belo Horizonte, conhecer as caras desse mercado e, principalmente, conhecer novas pessoas e futuros parceiros de profissão, o famoso “networking”.
Esse evento mostra que a AMADi está disposta a mudar o cenário da publicidade em Minas, mostrando a clientes e outras agências a força das mídias sociais e o retorno que elas geram se bem planejadas e elaboradas.
Já estou aguardando o próximo!
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E os papertoys do Pitágoras? Publieditoriais em blogs de grande audiência ou em nichos específicos?
Ainda na onda do Social Minas, durante o painel com a presença de Raquel Camargo, Leticia Lira e Raquel Horta, (o post tá quase saíndo, mas é muita coisa pra falar, então esperem mais um pouco) um comentário feito pela última tocou em um ponto bastante abordado por quem entende de mídias sociais: a validade de publieditoriais e a relação entre nichos x audiência.
Recentemente a agência mineira Solution, que cuida da conta da faculdade Pitágoras, lançou a campanha do Vestibular 2009 e o carro chefe são os paper-toys das profissões.
Seria só mais uma ação publicitária de uma agência mineira se não fosse o fato de ser a primeira (que eu saiba) a investir em publieditoriais em vários blogs conhecidos e de grande acesso. Se você procurar, irá encontrar posts sobre o hot-site da ação em blogs como Sedentário, Bobagento, Jacará Banguela e Jovem Nerd.
Fato que a audiência desses blogs somada é absurda e, em uma primeira análise, o retorno em cliques direcionados para o hot-site seria considerado um sucesso. Mas aí eu faço uma pergunta: esses blogs atendem o nicho cujo público-alvo da campanha reside?
Na Internet cliques não querem dizer nada se não forem convertidos. Os links nesses blogs podem gerar uma visitação enorme, e vários posts sobre em blogs de menor audiência, provavelmente influenciados pelos blogs citados acima, considerados formadores de opinião. (Uma rápida busca no Google Blog Search nos mostra até o momento 43 resultados no último mês para “Paper Toys Pitágoras”). Mas até o momento eu não vi nada repassado de forma espontânea em outras redes sociais como o Twitter (8 citações apenas).
No Orkut a coisa parece mais movimentada graças aos perfis dos “paper-toys” que interagem com os usuários, o que é bem interessante já que, como todos sabem, é a rede social mais movimentada no Brasil.
Infelizmente não encontrei o perfil dos personagens no Twitter. Somado à divulgação em blogs e Orkut, um perfil para cada personagem também no Twitter, a meu ver, potencializaria a campanha permitindo uma maior interação entre público/personagens.
Apesar da boa utilização do MSN na campanha, ninguém do meu Messenger está utilizando o pacote de imagens de exibição disponibilizado no hot-site.
Mas voltando ao assunto dos blogs, e o principal? Essas milhares de visitas estão se convertendo em inscrições para o vestibular? Os alunos que estão se formando esse ano, ou aqueles que já se formaram e estão fazendo o vestibular agora estão se inscrevendo?
Os autores dos blogs e os criadores da campanha que me desculpem, mas o perfil de uma boa parte dos visitantes de alguns desses blogs são usuários vindos do Google que não tem o menor interesse em ler algo que não esteja relacionado à sua busca específica.
Acredito que esse é o tipo de campanha que funcionaria perfeitamente em um blog como o Que-Diabos. O Luke está terminando o terceiro ano agora, está sofrendo a pressão do vestibular e o principal - o público dele está na faixa etária exata de quem fará a prova agora, além dele ter o perfil do nerd que se amarra em paper-toys.
Uma grande audiência nem sempre é o mais importante
Tanto agência quanto cliente merecem os meus parabéns por, em primeiro lugar, acreditarem no poder dos blogs e por criar uma ação diferente, que sai da mesmice que as outras faculdades tem veiculado ultimamente.
A ação é extremamente válida por ser um dos primeiros cases mineiros que utilizaram os blogs como força pulverizadora de informação. Os paper-toys também, ao que parece, são um sucesso. Mas vamos ver o índice de inscritos no vestibular para mensurar o sucesso da campanha.
O Twitter tomou o lugar dos blogs. Pelo menos em seminários sobre mídias sociais.

No último sábado, dia 20 de junho, foi realizado no auditório da Newton Paiva o primeiro “Social Minas”, evento organizado pela Amadi - Associação Mineira das Agências Digitais. Como o próprio nome diz, o evento foi o primeiro voltado somente para as mídias sociais em Belo Horizonte.
O post sobre o evento e os principais tópicos abordados vem depois.
Agora eu quero falar sobre a nova “vedete” das mídias sociais: Twitter.
Em toda palestra, evento ou painel sobre mídias sociais, o Twitter será a ferramenta mais abordada e analisada pelos próximos meses. O que antes era ocupado pelos blogs, agora dá lugar para algo mais imediato e com novas possibilidades.
Hoje em dia tudo no Twitter vira case. O primeiro apartamento vendido, a padaria que envia uma mensagem quando sai pão quentinho, a campanha de Obama, a batalha entre Ashton Kutcher X CNN pelo primeiro “milhão de seguidores” e até mesmo as eleições presidenciais no Irã mostram o poder da ferramenta.
Atualmente 140 caracteres são suficientes para gerar repercussão no mundo inteiro, principalmente pela facilidade de poder enviar mensagens para o serviço de microblogging pelo celular. Quer algo mais urgente que isso?
No campo do jornalismo, grandes “furos” de reportagem aconteceram primeiro no Twitter, como o caso do avião que pousou no rio Hudson. As eleições no Irã deixaram a ferramenta ainda mais em evidência graças ao seu uso por manifestantes que, confrontados pela polícia e com a censura aos meios de comunicação como blogs e sites, encontraram uma forma de se comunicar e mostrar ao mundo através de twitts o que está acontecendo no país.
O que faz da ferramenta a protagonista dessa nova forma de comunicação?
Acredito que a capacidade de interação proporcionada. Você pode seguir milhões de pessoas e ser seguido por outro milhão. Mas a possibilidade de filtrar quem você segue, fugindo do modelo popularizado pelo Orkut de reciprocidade, faz com que você absorva somente o que é relevante para você.
Pessoas com os mesmos gostos, contatos profissionais, perfis de empresas. Você encontra de tudo no Twitter e com isso, as marcas querem estar presentes na ferramenta.
O Twitter tem se mostrado um dos melhores termômetros para analisar o que os consumidores pensam de suas marcas graças a sua busca em tempo real, além da possibilidade de estabelecer um contato mais íntimo com os seus consumidores.
A publicidade já começa a explorar a ferramenta e a descobrir formas de utilizá-la maximizando o alcance de campanhas on-line e integrando-as com outros meios. Por outro lado existem aqueles que desejam uma forma de monetização da ferramenta, tal como Marcelo Tas e seus twitts patrocinados pela Telefônica.
É incrível pensar como algo tão simples como um “site” onde você, a principio, responderia a uma simples pergunta (”What are you doing?”) se tornou algo tão grande, movimentando palestras, debates e painéis sobre mídias sociais.
Ainda mais incrível é o fato de que todo mundo quer fazer parte. Empresas, pessoas, bandas. Hoje em dia todo mundo quer ter um perfil no Twitter. Ler e ser lido pelo maior número de pessoas e o principal, ser relevante.
Não dá para negar que o passarinho é a bola da vez. Todo o estudo em cima da ferramenta é válido. Suas aplicações, capacidade de disseminação, utilização por empresas, marcas e até mesmo jornais criando uma ponte entre a ferramenta e blogs, sites e canais do Youtube. O Twitter ainda é novo e até o momento ninguém utilizou ou descobriu todo o seu potencial, o que nos incentiva a inovar, experimentar, errar e acertar nesse novo meio.
No momento a revolução não vai passar na TV, mas provavelmente será feita em 140 caracteres.
Redes Sociais por Alexandre Estanislau - Projeto Estação Pátio Savassi
Hoje rolou uma palestra sobre Redes Sociais ministrada pelo Alexandre Estanislau, diretor de criação e planejamento da Bolt Brasil. A palestra aconteceu no anfiteatro do Pátio Savassi, sendo gratuita e aberta ao público.
Em primeiro lugar, parabéns ao Pátio Savassi pela iniciativa de ministrar esse tipo de palestra. Ela fez parte do projeto Estação Pátio Savassi, que apresenta todos os sábados uma palestra gratuita relacionada ao tema do mês.
O tema desse mês foi “Quero saber sobre Internet, mobilidade e conectividade”, tendo palestras bem interessantes, mas só tive a oportunidade de ver essa.
Vale ressaltar que a palestra foi bem interessante partindo do ponto de vista de quem está descobrindo esse mundo das redes sociais agora. Em uma linguagem simples e didática, com cases recentes e interessantes, Alexandre mostrou o que são e como as redes sociais podem ser utilizadas tanto para publicidade quanto para outros meios.
Como já estou nessa há um tempinho também, não fui impactado com nenhuma novidade ou algo que não sabia. Acredito que a intenção da palestra era justamente essa, introduzir o universo das redes sociais e mostrar que elas vão além do Orkut e do Youtube.
Alguns pontos interessantes abordados por Alexandre e que deixo aqui para vocês:
Não tem como falar de mídia social sem falar de redes sociais.
Antes do Orkut 90% das pessoas procuravam na Internet antes de realizar uma compra de grande valor.
Boca a Boca é muito importante.
Marca vai onde o cliente está e não ao contrário.
Um ponto de vista interessante que Alex citou e acredito fazer sentido é: “Mídia social é só uma nomenclatura mais “comercial” para as redes sociais”.
Empresas que acreditam no conteúdo pago. Besteira.
Portais tratam internet como mídia de massa.
Internet é mídia segmentada.
1.5% de retorno em cliques de banners é o “normal” em campanhas envolvendo esse formato.
Pessoas não gostam de se relacionar com “pessoa jurídica”
Colaboração.
Relevância, verdade e pertinência - Segundo Alexandre, são as três principais características da mensagem veiculada nas redes sociais. A mensagem deve ser relevante, verdadeira e pertinente com o contexto daquilo que se está divulgando.
Espero que as próximas palestras tenham temas igualmente interessantes e relevantes para um segmento de mercado ainda novo em Minas Gerais.
Eu, a publicidade, a Internet e o Design de Interação.
Eu andei evitando falar um pouco sobre publicidade e comunicação em geral aqui no blog. Reflexo de um ano inteiro dedicado ao estudo de publicidade em blogs e mídias sociais. Confesso que acabou me saturando um pouco. Porém, nos últimos dias, me deparei com algo que merece ser citado aqui, até porque está ligado diretamente com o que tenho trabalhado.
Atualmente as agências de publicidade têm investido bastante na construção de um núcleo destinado apenas à Internet. É reflexo do que todo mundo já sabe há algum tempo: a Internet vem crescendo como mídia publicitária, o custo é pequeno e o retorno significativo.
O diferencial é que hoje em dia não se limita mais somente a um “webdesigner” que faz um “sitezinho” em flash e pronto. Graças à evolução da Internet, chegamos a um ponto onde o que prevalece atualmente - e vale ser estudado a fio - são o Design de Interação aliado as técnicas de Webwriting.
Mas o que vem a ser esse tal de Design de Interação e esse outro, o Webwriting?
Design de interação (ou design de interface) é uma área do design especializada no projeto de artefatos interativos, como websites, PDAs, jogos eletrônicos e softwares. O foco do Design de Interação são as relações humanas tecidas através dos artefatos interativos, que funcionam também como meios de comunicação interpessoal.
Fonte: Wikipédia
Webwriting é um conjunto de técnicas que auxiliam na distribuição de conteúdo informativo em ambientes digitais.
Fonte: Webinsider
Resumindo, aquele site maneirão que você acessou ontem e te permitia interagir com ele usando, por exemplo, a sua webcam ou o seu microfone, é um site construído através dos conceitos de Design de Interface. E sabe aqueles links bem organizados que não te deixaram ficar perdido lá no meio? Então, aquilo foi obra do Webwriter do site, o cara que escreve e organiza a informação pensando em você, usuário. Isso tudo pode ser chamado também de Design Centrado no Usuário.
O site, atualmente, não serve mais apenas como um “canal” de informação on-line do cliente. Com o desenvolvimento do que se convencionou chamar de “web 2.0“, as páginas de internet hoje em dia têm a necessidade de oferecer mais do que informação, elas devem ser interativas e proporcionar uma experiência significativa para o usuário. Claro, sem deixar de lado o cliente e a sua marca.
O ponto interessante (e o que me motivou a escrever esse artigo) é que, apesar do caráter publicitário, para se trabalhar com o design de interação você não deve dominar somente os conceitos de comunicação, publicidade e design. Você deve, principalmente, dominar conceitos de informática e computação como linguagens de programação e a dinâmica da Web.
Vemos essa diferença principalmente em agências digitais, onde a procura por profissionais de TI que dominam linguagens e softwares de programação chega a ser, em alguns casos, superior à procura por profissionais da publicidade que dominam mais a técnica de comunicação.
Não basta só saber como layoutar uma página usando HTML e JavaScritp e criar um “carregando” estilosinho em Flash. Elaborar um site na internet exige conceitos que permitam e facilitem a arquitetura da informação, a objetividade do conteúdo veiculado e a navegabilidade e usabilidade das páginas. Tudo isso contando com a participação direta do usuário.
Vejo que esse não é “o futuro da publicidade on-line”, esse já é o presente - a exploração das mídias digitais. Estamos vendo o papel jornal, os folders e os vt’s de 30′ dando lugar a sites bem elaborados que vão além da “simples presença na web” de um cliente.
Temos visto o crescimento de núcleos web e agências digitais se destacando e recebendo mais verbas do que as áreas tradicionais para o desenvolvimento de sites e soluções on-line.
Eu adoro trabalhar com internet, dentro do que os meus parcos conhecimentos permitem, mas percebo que estou ficando para trás por não dominar, na prática, quase nada dos conceitos abordados acima.
Tenho um conhecimento básico de HTML e me aventuro (mesmo a contragosto) em algumas funções de PHP. Mas isso não é mais suficiente. É só ver um site mais bem elaborado e me vem a ducha de água fria, e percebo que o mercado não está tão competitivo quanto se pensa. A questão é que muita gente não está preparada e não possui conhecimentos necessários para trabalhar no que vem se mostrando a nova tendência da publicidade. Eu sou um desses. Infelizmente.
O Amor é lindo, mas não precisa dividir tudo, né?
Eu acho engraçado alguns tipos de comportamento no fantástico mundo da Interwebs. Um deles, por exemplo, é a capacidade de algumas pessoas levarem tudo o que lêem na rede a sério. A sério demais, pra falar a verdade. Mas o que eu quero falar aqui é sobre a nova “onda” que vem aparecendo no Orkut.
Até então eu não tinha conhecimento de que estava se tornando uma prática comum. Nos meus amigos, apenas um deles tem o perfil em conjunto com a namorada, mas essa reportagem do G1 me mostrou que na verdade a coisa é pior do que eu pensava:
“Para contrariar o ditado “O que o amor constroi, o Orkut destroi”, alguns casais resolveram compartilhar um só perfil no site de relacionamentos. Eles acham que, assim, evitam brigas provocadas por ciúmes.”
Os casais que utilizam essa nova “forma” de se relacionar na web que me desculpem, mas eu acho uma coisa completamente idiota e desnecessária. Eu tenho namorada e nós dois temos Orkut. Claro que em alguns momentos temos ciúmes de alguns recados, mas nada que não seja resolvido com uma boa conversa.
Acredito que a partir do momento que você utiliza um perfil em comum com a sua namorada, por mais que isso seja romântico na cabecinha de conto de fadas dela, ambos perdem um pouco da liberdade. Eu por exemplo tenho Orkut desde 2004, muito antes de conhecer a minha namorada. Eu não excluiria o meu perfil pessoa para criar um em conjunto com ela. Não temos certeza do amanhã, sem contar que existe toda uma história contada ali, em meus recados e depoimentos.
Posso ser um cara arcaico, careta, mas acredito que essas coisas são modernas demais pra mim. Ainda prezo pela individualidade minha e da namorada. Acredito que chegar a esse ponto, um Orkut “do casal”, chega a ser um tanto quanto egoísta. Vai que eu não tenho interesse em ter a sua namorada/esposa como amiga? Vou ser obrigado adicionar um perfil que ela acessa com freqüência?
Bom, acho que já falei demais sobre isso. Não deveria nem ter começado. Mas é até um assunto legal pra se discutir. E você? Tem um Orkut em conjunto com a namorada?
Saldo preliminar:
Saldo da blogosfera brasileira de janeiro a maio de 2009:
Rick Roll
O mesmo meme com quatro nomes diferentes
Susan Boyle.
Fim.
Vídeo da Ana BBB 9 Pelada! Sei…
Era questão de tempo até alguém utilizar essa frase do título como chamariz para e-mails de scam. Eu só não imaginava que seria comigo. Mas se bem que tenho recebido muitos e-mails desse tipo recentemente. Até promoção da GOL eu já recebi. Pena que na minha atual condição financeira não tenho grana nem pra passagem de ônibus.
O grande problema desse pessoal que faz scam é que eles basicamente estão no ensino fundamental e descobriram hoje algum site no Google buscando por “hacker”. Juntam toda a sua sabedoria adquirida nas aulas de português e literatura e escrevem um texto digno do prêmio Jabuti de literatura infantil. Eu quase acreditei, se não fosse o fato da Ana ter “tranzado” com seu namorado.
Viciado em algum site? Aqui tem a solução. Rá!
Fato que existem sites que nos viciam de tal forma que a primeira coisa que fazemos ao acessar a Internet é ir direto conferir o dito cujo. Já fui assim com o Orkut, sendo até mesmo a minha página principal. Hoje em dia não tenho mais um site em que eu possa dizer que estou viciado. Tem o Twitter, mas não uso pelo site e sim através do TwitterFox.
Pois bem, se você anda viciado em algum site e acha que uma “rehab” não funciona pra você, experimente o site KeepMeOut! Você faz o seu cadastro e registra o site que você quer que saia da sua vida. Através do link disponibilizado, sempre que você ficar por mais de 60 minutos no site, o Keep Me Out dá um jeito de tirar você de lá.
Não é nada demais, é só pra se divertir mesmo. Mas fica a dica!
Palestra Novas Mídias na MTV Minas - Rodrigo Carneiro
Na última quarta-feira, dia primeiro de abril, ocorreu no Centro Universitário Newton Paiva uma palestra sobre Comunicação e Novas Mídias na MTV Minas ministrada por Rodrigo Carneiro.
Basicamente ele apresentou um pouco dessas novas mídias e mostrou um pouco como é o processo e utilização das ferramentas da web 2.0 no chamado Jornalismo Jovem da MTV.
Segundo Rodrigo, “o jornalismo jovem é o jornalismo dinâmico, extremamente atual, objetivo, verdadeiro - tudo isso embalado com muita personalidade e atitude. O conteúdo é mais perecível que peixe de feira. Se demorar a soltar uma matéria ela caduca em poucas horas. Ele é direto e sem frescuras, sempre pontuando o que realmente interessa, sem ser sensacionalista“.
Essa é a realidade que vemos atualmente nos blogs e Twitter, que Rodrigo abordou mais adiante. Mas hoje em dia é perceptível a necessidade de se lançar uma matéria o quanto antes. Mesmo em blogs sem qualquer vínculo com veículos jornalísticos, percebe-se essa preocupação em ser o primeiro a veicular a matéria. No Twitter temos essa agilidade em maior grau. Muitas vezes só uma mensagem avisando do acontecido, e ao longo do dia temos o follow up do acontecido.
Ainda de acordo com Rodrigo, “o excesso de informação na cabeça do jovem hoje é bem maior do que antigamente. A tendência é aumentar. Segundo a apresentação, daqui a alguns anos, as matérias serão só títulos. O usuário vai buscar sobre o assunto isso na internet sem passar pela matéria“.
Não tenho uma opinião formada a respeito dessa teoria de que em alguns anos o usuário irá buscar o conteúdo de um título da matéria na Internet. Acredito que a tendência é a notícia se tornar dinâmica. Menos texto e mais links que prossigam com o assunto. Mas deixar tudo por conta do Internauta pode ser arriscado, uma vez que se o assunto não lhe interessa, ele não permanece na página.
“Deixar que o usuário busque o conteúdo livremente incomoda o jornalista”.
Acho que deve incomodar mesmo, afinal a função do jornalista é informar. Se essa função se perde, perde-se também o propósito da profissão. Tá, viajei. Ou não. Mas a verdade é que de fato hoje o usuário busca o conteúdo livremente, mesmo antes de ver uma matéria veiculada em jornais, revistas ou qualquer outro meio. Muitas vezes o boca a boca, agora potencializado com ferramentas como o Twitter incentiva o usuário a buscar mais sobre determinado assunto.
A internet tem métricas que facilitam verificar o que há de certo e errado no jornalismo.
Acredito que as métricas existentes na Internet facilitam verificar o que há de certo e errado em qualquer área da comunicação. Podemos ver com eficiência a repercussão de uma campanha pra uma marca no Google, em blogs, no Twitter e em redes sociais como o Orkut. Essa métrica é possível graças a proximidade com o consumidor e a facilidade de monitorar o que se é falado nesse meio.
O jornalista se atualiza freneticamente, tanto com relação ao conteúdo quanto com relação às novas ferramentas da Web. Tem a cabeça aberta sem preconceito. Se interessa pelos mais diversos assuntos e, ao mesmo tempo, se dedica a fundo ao que mais gosta, buscando lançar tendências e apresentar novidades.
Acredito que essa descrição se encaixe perfeitamente para qualquer profissional no século XXI. Informação é imprescindível para o repertório de qualquer pessoa. Quanto mais completo o profissional, maior o seu diferencial no mercado.
Para Rodrigo, “o jornalismo jovem deve possuir uma linguagem objetiva, direta e sem frescuras, cada vez mais próxima da linguagem da internet e até do SMS”.
Acredito que essa linguagem esteja relacionada aos meios tradicionais como TV, rádio, jornais e revistas, uma vez que observado pelo mesmo, na Internet a linguagem adotada é bem diferente da tradicional, sendo marcada pela sua dinâmica.
Algumas observações acerca do perfil do jornalista jovem:
Não é o dono da verdade e aceita receber críticas tranquilamente.
Não impõe seu ponto de vista e sim abre espaço para uma discussão.
É curioso e sempre atento a novidades.
Tem personalidade própria e muita atitude.
Falar mais de uma língua.
Saber utilizar mais de uma plataforma (Mac, PC).
Ler muito sobre os mais variados temas, dos assuntos mais complexos aos mais simples.
Viajar o máximo possível convivendo com as mais diversas culturas.
Abrir a cabeça e se despir ao máximo de preconceitos.
Como já disse anteriormente, esse perfil deve ser incorporado em qualquer área profissional. É a evolução natural das coisas.
Já quase no final da palestra, Rodrigo mostrou aos alunos as plataformas em que a MTV Minas atua:
Canais offline: TV, rádio, jornais, revistas, etc.
Canais on-line: portais, blogs, redes sociais, etc.
Dentro desses meios, a proposta da MTV Minas é integrar o On-Line e o Off-Line, de forma a agregar informações e realizar programas multi-plataformas.

Rodrigo ainda tocou em um ponto interessante: Convergência de Mídias.
Como exemplo ele citou o caso de celebridades da televisão que migram para os blogs e redes sociais e o caso inverso, quando blogueiros vão para a televisão. Um dos exemplos citados foi o blogueiro Didi, do blog Te Dou um Dado?, que apresenta o programa Gay Show.
O caso mais famoso de celebridade que se tornou blogueiro está dentro da própria MTV: Marcos Mion. O apresentador tem um dos blogs mais visitados e comentados da blogosfera brasileira.
Concluindo
“O jornalismo atual tem relação direta com este fenômeno em rede das novas mídias”.
“Se voltarmos alguns anos, temos milhões de pessoas assistindo a um mesmo jornal, pór exemplo. Hoje, cada uma destas pessoas tem acesso a uma infinidade de conteúdo para escolher o que quiser, e tem ainda participação ativa na programação e transformação da informação (para o bem ou para o mal - desconfie da fonte)”.
“Por isso, “objetividade” e “interatividade” são as palavras da vez. E como as ferramentas e plataformas para comunicar com o mundo são aprimoradas a cada dia - e estão nas mãos de qualquer pessoa - cabe a nós explorá-las ao máximo com criatividade e consciência“.
Não só o jornalismo como também a publicidade e demais áreas ligadas à comunicação tem uma relação direta com as novas mídias. Os meios se complementam e evoluem com grande velocidade. Integrar e utilizar da melhor forma são o caminho certo para quem quer trabalhar com comunicação, principalmente para o público jovem.
Fiz uma cobertura ao vivo no Twitter. Para ver como foi, clique aqui.




















