Categorias: Dia a Dia

Sobre punições, posts paraquedistas, humildade e leitores fiéis.

E a tão esperada punição do Google aos participantes do Mamãe Eu Quero Subir no Ranking do BlogBlogs foi aplicada. É com prazer e satisfação que anuncio que sim, fui punido e minhas visitas diminuíram em 75%. Mas esse fato serviu para algumas coisas boas que citarei logo adiante. Antes eu gostaria de fazer uma rápida pergunta:

Satisfeitos?

Continuemos.

Com essa punição do Google pude refletir um pouco sobre o conteúdo do blog. Recentemente fiz um post sobre a delícia que é postar alguma coisa e ver as visitas e a conta do Adsense dobrando, triplicando em alguns casos. Esse é o lado negro da força te seduzindo, pobre Luke Skywalker. É uma atitude tentadora viver de posts assim. Mas o meu blog não foi criando visando ganhar dinheiro.

Nessa nossa blogosfera profissionalizada cheia de termos técnicos como publieditorial, kit de mídia e relevância, ganhar dinheiro com os blogs se tornou muito fácil em alguns casos, principalmente quando utilizamos ferramentas como o Adsense. Os famosos posts paraquedistas que atraem os adorados “salsinhas” tomaram conta dos blogs. São justamente sobre esses posts que vou falar agora.

Eu faço posts paraquedistas e admito isso. A aceitação é o primeiro passo. Mas, quando se é punido pelo Google, não adianta ser um mestre do SEO e um exímio blogueiro com técnicas avançadas de posts paraquedistas. Você simplesmente não terá relevância nenhuma nos resultados do Google. Do ponto de vista do blogueiro de raiz, aquele que bloga sem visar dinheiro, isso é uma coisa excelente, pois trás de volta um pouco daquela humildade de início de blog onde os posts, acima de qualquer coisa, eram feitos com prazer, sem visar cliques do Adsense.

Estou vivendo esse momento agora e posso dizer com todas as letras: Essa punição foi um ótimo exercício de humildade e reencontro com as minhas origens bloguísticas. Dois dos meus últimos posts (aquiaqui) parecem ter sido escritos na minha melhor fase criativa e, acredite, isso foi quando comecei o meu blog.

Essa foi a primeira boa coisa com a punição do Google. Se você não vai ganhar dinheiro, a tentação de fazer posts extremamente paraquedistas dá lugar à criatividade. E eu prezo muito ser criativo nos meus posts, mesmo que eu não consiga na maioria das vezes. Mas quem não arrisca não petisca.

Um outro fator positivo com a punição do Google foi a percepção que tive sobre os meus leitores. Com um número elevado de visitantes que chegam até aqui pelo Google e - principalmente - analisando os termos procurados, é fácil saber que eles não se importam muito com o que eu escrevo. Apenas querem as fotos de fulana pelada ou o download do vídeo de ciclana transando.

Com a punição eu percebi que o número de pessoas que realmente gostam do que eu leio é muito maior do que eu imaginava, e não estou falando de leitores de Feed, já que aquilo ali vem dando problema e o número aumenta e cai todos os dias.

As minhas visitas estão estabilizadas em um número X. Mas esse número X está lendo e absorvendo o que eu escrevo, basta ver o aumento de comentários em meus posts. Claro, é a famosa regra dos 1%. Somente 1% ou menos das pessoas que chegam até aqui vão comentar. (Isso vale para a produção de conteúdo na rede também, galerinha)

O que eu aprendi com essa punição do Google?

a) O Google não gosta de certas campanhas na blogosfera, da mesma forma que alguns blogueiros.

b) Posts paraquedistas são bons apenas para a questão financeira. Se quiser ter bom conteúdo, faça sem precisar disso.

c) Trate os seus leitores bem. Seja com bons textos, seja com visitas aos blogs deles se for o caso e principalmente, promova o diálogo, responda aos comentários e interaja sempre. São eles quem vão prover o seu maior sustento: audiência qualificada.

Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu…

Já dizia uma dessas marchinhas de carnaval. E pra que ficar de luto pela sua mamãe se nesse final de semana tem micareta né? Chicletão poxa.

Tá certo que ninguém deve deixar de sair de casa pela morte de algum parente. É a vida e nossa única certeza é que um dia iremos morrer. Mas, daí a sua mãe morre. Pah, você fica abatido e expressa toda a sua tristeza e luto através do nick do MSN.

Mas, depois da Missa de Sétimo dia vai rolar um showzinho do Chiclete com Banana. Você, claro, junto com as suas amigas vai lá curtir e esquecer dos problemas e pegar todos.

Mas, não contente com só ir e pegar todos, você também tem que colocar no nick do MSN que foi ao show e que ele foi perfeito. Bem ao lado da mensagem de luto pela mãe. Sinceramente, se fosse a minha mãe, puxava meu pé de noite e ainda me dava uns tapas pra deixar de ser mal-educado.

Esse povo precisa é rezar.

É só rezar que passa.

Eu não sou homofóbico. Não saio espancando, queimando ou agredindo gays na rua. Mas, eu gosto de respeito, como todo mundo. Não curto cantada de gays e tal. É apenas gosto. Da mesma forma que eles gostam de outros homens, eu adoro mulheres. Aliás, adoro mulher, a minha mulherzinha. Minha namorada linda.

Mas, ontem enquanto fazia as correções necessárias para a minha monografia, a janelinha para aceitar um contato apareceu. Aceitei tranquilamente, já que sou um cara receptivo, apesar de não gostar de receber nada pelas costas.

Conversa vai, conversa vem, o mocinho começa com umas perguntas estranhas. Até que acontece isso:

Essas merdas nunca passaram na minha cabeça. Merdas apenas saem de mim, e não entram. Infelizmente. Mas, é só rezar que passa cara.

O meu amigo gordinho deveria ser blogueiro.

Gordinhos são engraçados por natureza. Não que eu tenha alguma coisa contra pessoas com ossos largos ou um pouco acima do peso, longe disso (de mim), mas eu tenho que admitir que os gordinhos nos proporcionam as melhores sacadas no meio da rodinha de amigos, além de possuírem um dom natural de receberem a culpa por qualquer mazela.

Se o ar ficou levemente fétido, foi o gordinho quem soltou um singelo peidinho. Se em uma loja de departamento algum objetivo de valor é derrubado, todos olham em primeiro lugar para o gordinho. Uma outra utilidade para essas pessoas tão queridas no nosso dia-a-dia é de “enfeite de quadra”. Em qualquer esporte. O gordinho consegue dar graça a qualquer esporte quando o pratica.

Mas, esse meu amigo, o Gordinho, deveria ser blogueiro. Ele nasceu com o dom de ser blogueiro. Principalmente de humor. Há 4 anos ele faz a mesma piada sempre que me encontra ou deixa um scrap. Eu penso que ele é um eterno estudante do ensino médio que precisa fazer urgentemente uma reciclagem de piadas.

Em meados de 2004 o nosso colégio realizou uma excursão para Diamantina. Adolescentes longe de casa e reunidos. Era merda na certa. Mas até que éramos exemplos a serem seguidos. Não pegávamos ninguém, éramos loosers mas, pelo menos éramos engraçados.

Em uma de nossas saídas, estávamos eu, Edir (Rodrigo), Wally (Walison), Cristiano e o Gordinho. Andávamos tranquilamente por Diamantina quando avistamos um grupo de nativas. Eram bem bonitinhas e, como bons pega-ningas, armamos uma estratégia pra chegar. A primeira delas é decidir em qual menina cada um chegaria. Acredito que o Gordinho estava com fome, pois ele nos presenteou com a melhor tirada em 11 anos de Colégio Tiradentes:

Algum de nós, não me lembro quem, perguntou:

- E aí Gordim, qual você vai querer?

Eis que o Gordinho, com a maior presença de espírito do mundo nos responde com toda a sapiência de alguém que conhece toda a arte da conquista e não precisa escolher meninas:

- Eu acho que vou querer um Hamburguer.

Como diria o Luke - O Zaz Efron da Internet Brasileira: LOLOLOLOLOLOLOL.

A gargalhada foi geral. “Gordim” nos presenteava com mais uma gordice típica. E foram várias as vezes em que simplesmente olhávamos para o Gordinho e soltávamos um “Me dá um Hamburguer”, com a voz levemente fanha imitando alguém com uma concentração absurda de tecido adiposo na região do pescoço.

Esse ano, como tradição é tradição e nunca deve ser quebrada, Gordinho me presenteia no dia do meu aniversário com a sua quote básica:

Não sei, mas algo me diz que ele daria um ótimo blogueiro de humor. Principalmente daqueles que postam uma piadinha, imagem ou vídeo batido… pelo menos duas vezes por mês. Gordinho, você precisa se tornar um blogueiro!

Ensaio sobre a diarréia

Ela chega sem avisar, quando você menos espera. Em alguns casos ela manda um pequeno aviso antes como uma dor na regial abdominal. Mas, o pior tipo de diarréia é aquela que, sem ao menos te enviar um sinal cerebral, preenche o espaço entre a sua cueca e o seu ânus, de forma constrangedora. Essa situação se complica ainda mais quando estamos em um ambiente público, repleto de pessoas que, sim, vão rir se você se cagar.

Mas, uma das coisas que constitui o pior da diarréia é quando ela justamente avisa que está chegando e você, como um fugitivo em busca de um abrigo, procura um banheiro desesperadamente. Geralmente quando isso aconte estamos no meio da rua ou dentro do ônibus, o que potencializa toda a situação e o risco de fracasso. Você segura com todas as suas forças, de forma que as suas humildes preguinhas não desistam de segurar o jato fecal formado em suas entranhas. Nessa hora, soltar um peidinho é tão arriscado quanto colocar um gordinho hipeartivo tomando conta de uma central de lançamento de mísseis nucleares.

O processo de uma diarréia envolve toda uma tortura psicológica. Você anda mais devagar, com as pernas bem juntinhas com o único objetivo de lacrar toda e qualquer fresta anal que permita a saída involuntária daquela coxinha de catupiry que você comeu na cantina da Firmina. Antes fosse só a coxinha, mas ela insiste em vir acompanhada de outros alimentos digeridos e o principal e mais alarmante: ela vem em forma líquida.

Posso dizer que borrar as calças não é vergonha alguma desde que você esteja sozinho. Completamente sozinho. Eu mesmo já borrei várias vezes. Inclusive depois de velho, pois, como disse, a diarréia é sorrateira. Ela não avisa e um simples pode se tornar uma tragédia. Mas, não existe nada pior do que a iminente possibilidade de uma diarréia quando você está com a namorada.

Domingo passei por um sufoco que não desejaria ao meu pior inimigo. Depois de muito churrasco, coca-cola e patê de atum, toda a comida ingerida e digerida, resolveu se rebelar e de uma hora pra outra veio o sinal. Porém, a contagem regressiva estava em T-5 minutos.

Se eu estivesse em um território amigo, como a minha casa, tudo bem. Eu sei das qualidades do meu banheiro. A principal delas: a porta fecha. E no local onde a gente estava, a porta simplesmente não fechava.  E no quarto estavam a minha mãe e a minha namorada. Havia um impasse: eu precisava cagar e não queria que a minha namorada ficasse por lá, afinal, era uma maldita diarréia. E uma diarréia nunca cheira a leite de rosas.

Não dava pra perder tempo então eu fui o mais sincero possível com as duas:

- Eu preciso usar o banheiro. Por favor, saiam do quarto.

Eu disse desejando com todas as forças do mundo que meu orificio anal aguentasse a pressão do que estava por vir. Dependo da resposta, eu teria que me segurar por mais alguns minutos. Foi inevitável.

- Ah amor, eu quero ficar aqui.

Sim, por mais que a gente ame e idolatre a namorada, em uma situação de emergência como essa, esse é o tipo de resposta que a gente simplesmente não deseja ouvir. Nunca.

- Não, não vai. Vai lá pra fora com a minha mãe vai. Por favor.

Posso dizer que ao pronunciar o “Por Favor”, por um instante senti algo semelhante a um pedaço de picanha implorando pra sair. Lembra do Ace Ventura quando sai de dentro do rinoceronte? Toda a sorte de comida consumida na festa estava daquele jeito, forçando uma saída.

Com muito esforço.. tá bom, eu praticamente implorei pras duas saírem do quarto, eu finalmente tranquei a porta (por precaução) e fechei as janelas (não queria compartilhar o odor fétido e despertar a suspeita de um corpo em decomposção no local) e fui para o banheiro.

Essa é a situação que nos faz refletir sobre quão importante é o banheiro da nossa casa. Nós temos a certeza de que ele vai estar sempre limpinho, não importa a hora ou a ocasião e que ele também terá um assento confortável, praticamente com o formato certinho da nossa bunda. Mas naquele sítio não. Não havia assento.

Utilizei a datada, porém útil, estratégia de colocar o papel higiênico na borda do vaso. Quatro tirinhas arrancadas a esmo, afinal, eu não podia perder tempo. Me borrar era questão de segundos. Coloquei de forma a cobrir toda a área de porcelana evitando o mínimo contato entre o vaso e a minha pele. Não sei quem sentou por ali e era melhor não arriscar.

Foi a conta de sentar e a massa fecal deu o ar da graça. Um ar não muito agradável, diga-se de passagem. Mas eu estava sentado em um vaso. Dos males, o menor. E por ali fiquei. Diria que por uns 10 longos minutos, meditando e despejando tudo o que havia comido naquele dia.

Ao final do trabalho, realizei todo o procedimento de limpeza, mas não tinha lixeira, logo, tive que jogar o papel no vaso. Dei a descarga e para a minha surpresa, a força dela era equivalente a uma cuspida minha. Ou seja, eu poderia ficar o dia todo dando descarga e ainda sim não me despediria do conteúdo fétido ali depositado. Dei duas, três descargas e desisti. Fui embora mas deixei uma lembrança não muito agradável no banheiro daquele sítio.

Como é do seu feitio, a diarréia veio em um momento completamente inoportuno. Em uma das piores situações possíveis: com a namorada por perto. Mas, felizmente, ela deu um pequeno aviso, tempo suficiente para preparar o terreno e colocar o Robinho pra nadar. Pena que ele boiou.

E o trabalho final chega ao fim.

Lembro do início do ano quando o meu grupo de trabalho na faculdade se separou. Depois de 3 anos juntos, a parceria chegava ao fim, e o pior de tudo, na fase final. No trabalho final. Acho que um cansou do outro e as brigas também já eram constantes. Sabe como é o ego de publicitário né? É a sua idéia que prevalece, mesmo ela sendo uma bosta. Chegar a um consenso em um grupo de estudantes de publicidade é sempre uma missão difícil. Então nos separamos.

Mas aí surgiu um pequeno probleminha: eu não tinha grupo e não gostaria de entrar em outro grupo onde eu não teria o mínimo de entrosamento necessário para o bom andamento do trabalho. O que fazer? A minha única opção era, claro, fazer a bendita monografia. O que eu menos esperava realizar para me formar era, de fato, uma monografia. Só de escutar essa palavra eu já sentia calafrios. Mas, teria que seguir em frente. E assim o fiz.

O primeiro passo de uma monografia é a escolha de um tema. O que eu poderia escolher como tema? A relação entre o Marketing e a sociedade atual? A influfência midiática da televisão sobre o consumo? Não. Nada disso. Como todo bom nerd viciado em computador e blog, meu tema escolhido foi “A Publicidade em Blogs e a utilização desse meio como mídia“. Nada mais sensato do que procurar entender o meio em que eu vivo virtualmente desde 2004.

E em Março mais ou menos teve início a minha Via Crucis em torno de um projeto de conclusão de curso. Primeiro o pré-projeto. Uma justificativa das razões pelas quais eu estava realizando aquele projeto, além da relevância que ele teria. Sim, falar sobre Publicidade em Blogs quando não existe nenhum trabalho acadêmico sobre o assunto é algo deveras, relevante. Pré-Projeto concluído, período concluído e vamos pra próxima etapa. A monografia em si.

Como os próprios professores deixam bem claro, a não ser que seja feita em dupla ou em trio, a monografia é um trabalho solitário. Basicamente é o aluno, livros e a monografia. E eles não exageram quando dizem isso. Passei longos seis meses acompanhado de autores como Pierre Lévy, Castells e Santaella. Eles foram úteis em questões gerais sobre cibercultura, sociedade, virtualidade e etc.

Depois vieram os livros específicos sobre blog. E dá-lhe compras e mais compras no Submarino. O problema de tratar sobre um assunto novo é a falta de material disponível no acervo da biblioteca. Nada relacionado à blogs. Nada. Nem um artigo. Fui buscar referências e acabei comprando livros como Blog - Entenda a Revolução Que Vai Mudar o seu Mundo de Hugh Hewitt, Blogs - Revolucionando os Meios de Comunicação de Octavio I. Rojas Orduña e mais quatro autores, além de Blog Marketing de Jeremy Writgh, Google Marketing de Adolpho Vaz, Citizen Marketers de Ben McConnell e Jackie Huba, Internet - O Encontro de Dois Mundos, organizado por Tiago Baeta e Nathália Torezani e o primeiro de todos, A Cauda Longa de Chris Anderson.

Foram longos meses de orientações e leituras. Vale citar também que utilizei vários artigos, dentre eles gostaria de ressaltar alguns, que se possível, merecem o clique:

Blog é mídia - BoomBust

O Papel dos Blogs como Mídia - Um debate realizado no ano passado com a participação de Beto Largman, Tiago Dória, Guilherme Valadares, Rosana Hermann e Nospheratt.

O Fenômeno dos Blogs: Já chegou a hora de virar mídia? - Post escrito por Wagner Martins (Mr. Manson) no Blog de Guerrilha sobre a palestra no PróXXIma 2008.

Resumo Seminários Info: A blogosfera como mídia - Outro post escrito por Wagner Martins para o Blog de Guerrilha.

Essa foi a primeira etapa da monografia, que consistia em elobarar um referencial teórico embasado em autores que já trataram sobre o assunto. Porém, o tema Publicidade em Blogs ainda é tratado somente por blogueiros e em seus respectivos blogs, o que, infelizmente, não tem valor acadêmico para constituir uma monografia inteira. Acredito ser esse um diferencial da minha pesquisa. Um trabalho acadêmico tratando sobre o tema.

A segunda etapa consistiu em realizar uma pesquisa qualitativa com 15 blogueiros que veiculam anúncios em seus blogs, sejam eles programas de afiliados ou publieditoriais. Infelizmente, alguns dos blogueiros que eu solicitei a participação, não puderam responder ao questionário. Aos que responderam, agradeço imensamente.

Como um dos objetivos da monografia era identificar a visão das agências de publicidade em Belo Horizonte sobre os blogs, realizei entrevistas com cinco agências que têm conhecimento ou já trabalharam com a mesma.

As entrevistas foram com Steffania Paola, designer e coordenadora de mídias sociais da agência Lápis Raro, Guilherme Boechat, planejamento de mídias digitais da agência Tom Comunicação, Júlio Palma, sócio-fundador da agência VoxMídia, Saulo Medeiros e Marlos Carmo sócios da agência 5Clicks e Márcio Queiroga, da agência Standard Produções Publicitárias.

Posso dizer que me surpreendi com o resultado das entrevistas e com a visão dos entrevistados sobre blogs, mídia social e publicidade digital em geral no mercado de Belo Horizonte. Postarei as entrevistas aqui ao longo do final do ano, mas elas também estarão disponíveis na monografia, que a partir do dia 09 estarei disponibilizando para download ou consulta on-line mesmo por aqui.

Não direi qual foi a conclusão da monografia. Ainda. Gostaria de comentar sobre as descobertas e conclusões após disponibilizar o arquivo para download ou consulta, pois acompanhando os dados fica mais fácil compreender. Mas antecipo, o resultado foi definitivamente surpreendente no que diz respeito à relação das agências de publicidade de Belo Horizonte e os blogs.

Já no lado geral da publicidade em blogs, não houve grandes revelações ou surpresas. A forma de se trabalhar com propaganda em blogs ainda é muito restrita à banners, publieditoriais, resenhas patrocinadas e ações visando o boca-a-boca, sem contar que a grande fonte de renda dos blogueiro provém de serviços de afiliados como o Adsense.

Um ponto interessante a ser observado é que, apesar dos blogueiros acharem ética a inserção de publicidade em blogs, alguns não divulgam quando se trata de conteúdo pago, além de utilizarem a técnica de misturar serviços de afiliados e conteúdo, gerando cliques e, consequentemente, renda.

Todos esses dados serão mais aprofundados ao longo das semanas seguintes. Mas, no geral, realizar uma monografia foi uma experiência cansativa, porém, muito, mas muito enriquecedora mesmo. Espero que todo o meu trabalho valha de alguma coisa para quem deseja saber mais sobre essa nova tendência, a publicidade em blogs.

Aos blogueiros que estão com raivinha, chateados e desiludidos, o meu “só lamento”.

A Internet realmente virou uma coisa séria. Os blogs principalmente se tornaram uma coisa séria, muito séria, a ponto de um ranking decidir o que as pessoas farão das suas vidas de agora em diante. Será que essa campanha, a Mamãe Eu Quero Subir no Ranking do Blogblogs foi tão grave quanto uma queda da bolsa de Nova Iorque em 1929? Ou até mesmo algo como a atual crise econômica?  Será mesmo que ter blogs “pequenos” na sua frente no ranking do BlogBlogs é um caso de vida ou morte?

Para muitos blogueiros, sim. Muitos estão fazendo uma espécie de “suicídio social” da ferramenta. Cara, sinceramente, todo mundo fala como se soubesse tudo que se passa na minha cabeça e tecem comentários como se o que eles afirmam piamente é o que eu penso. Pois bem, estão completamente enganados. Não sou nenhum justiceiro “2.0″. Não tenho por quê fazer justiça por nada. Vocês estão levando a internet a sério demais. Estão agindo como o dono da bola que fica de fora na hora da escolha dos times.

A expressão do momento na blogosfera é #mimimi. Todos fazem esse tal de mimimi mais cedo ou mais tarde. Dão pano pra manga por pouca coisa. Ficam revoltadinhos por muito pouco. Esse é um dos problemas da profissionalização da blogosfera. Querem ser uma grande mídia, mas qualquer picuinha que acontece, agem como um Datena e um Cidade Alerta e insistem constantemente em um mesmo assunto, ao invés de simplesmente tocarem o barco adiante. Alguns se acham o próprio Roberto Marinho da blogosfera.

Outra coisa que percebo é uma visão apocalíptica da blogosfera. Quando ela se tornou de massa e os “pequenos” resolveram querer participar da brincadeira, os “grandes”, que um dia já foram assim, fizeram beicinho, cruzaram os braços e falaram “aí não”. E essa campanha mostrou isso.

Relevância? Você já tem a sua relevância e os seus leitores, e independente de quem estiver na sua frente no ranking do BlogBlogs, eles continuarão acessando o seu blog. Perguntei pra alguns amigos que lêem blogs mas não blogam se conhecem o BlogBlogs: Unânime a resposta: Já vi na barra de um tanto de blog, mas só vi um tanto de rostinho.

O BlogBlogs é parâmetro para nós, blogueiros. As agências que trabalham com isso já sabem quais são os blogs bons para se anunciar, pois são sempre os mesmos e isso é fato. Mas, parece que todos ficaram com medo de perder o seu soldo sagrado com essa troca de posições no ranking.

Quanto ao que tenho lido por aí, sobre punir e banir os participantes da campanha: Fiquem a vontade para me banir do BlogBlogs. Eu blogo desde 2004 e esse meu blog surgiu em 2006. Só fui criar minha conta na ferramenta em 2007. O BlogBlogs nunca foi um incentivo para eu continuar blogando e nem vai ser. O meu maior incentivo sou eu mesmo. Eu adoro leitores, adoro comentários. Mas, por quase dois anos, meu blog era praticamente lido por mim e por quem participa da comunidade Eu tenho um blog.

O pessoal do BlogBlogs deu o parecer deles e como eles mesmo disseram, a campanha foi algo legítimo. Mas tudo bem, me banam, excluam e acabem com a minha vida virtual. Vocês tem a plena capacidade pra isso, apesar de pregarem tanto essa coisa da mídia social.

Aí, eu resolvi participar da brincadeira e tentar ganhar dinheiro com o blog. Esse foi o grande problema. A partir do momento que você começa a ganhar dinheiro - e não é o meu caso - você se torna sério demais e passa a dar importância a qualquer coisa, menos blogar por blogar. Hoje em dia é tudo muito certinho, muito cheio de regras. O dinheiro fala mais alto e quando isso é ameçado…

Me banam do BlogBlogs. Eu realmente não vou sentir falta de pingar posts e olhar quem me visitou. Não vou sentir mesmo. Mas eu não vou fazer como muitos e excluir minha conta porque um fulaninho que mal saiu das fraldas me passou no ranking. A blogosfera se tornou um clubinho e, pelo visto, para fazer parte temos que passar por um tipo de iniciação. Que se danem. Excluiu sua conta no BlogBlogs? Lamento. Boa sorte.

Meu blog nunca foi minha fonte de renda. Nem será. Tenho muitos planos e trabalhar com blogs faz parte. Mas não utilizando meu blog como minha fonte de renda. Quem soube explorar isso de forma lucrativa, parabéns. Eu admiro por isso.

Vi outros comentários sobre algumas pessoas falarem sobre o Interney. Isso não reflete o meu pensamento. Se algum blogueiro disse que a campanha era pra isso, desculpa, ele está terrivalmente enganado e, provavelmente, não sabe ler. Nunca quis tirar ninguém de topo nenhum e parece que muita gente se sensibilizou por ele não ser mais a primeira posição do ranking. Mas ninguém conta que, antes disso houveram outras campanhas que por usar um nome qualquer e uma proposta mais ridícula ainda fizeram o mesmo que a nossa campanha. Vão limpar a bunda e chorar como verdadeiros emos no seus respectivos quartos.

Mas não, vamos tirar um pra Cristo. A blogosfera sempre foi um barril de pólvora e o estopim já estava queimando há muito tempo pelo que parece. Ai de repente, dois desconhecidos promovem uma brincadeirinha que culmina com vários blogueiros chorando por links e posições perdidas. Blogueiros que se dizem tão alheios a rankings, tão sabichões, tão… fodões. Daqui a seis meses tudo volta ao normal e, dos que estão hoje nas primeiras posições, ficará somente a lembrança.

O pior de tudo é o pensamento de que nós somos uma minoria desfavorecida e que precisamos urgentemente da atenção de todos. Não, eu não preciso dessa atenção. Eu tento ser o mais amigável possível com qualquer pessoa, seja ela um blogueiro famoso ou um cara que acabou de criar um blog. Famoso não. Blogueiro é famoso só pra outros blogueiros. Minha mãe não faz idéia de quem seja Edney, Cardoso, Inagaki ou outro grande nome. Pra ela, blog é só uma página que o filho fica escrevendo de vez em quando.

Esse pensamento mesquinho de que tudo que acontece entre outros blogs é necessidade de aparecer é o que faz a blogosfera brasileira ser uma piada. E não, os blogueiros não são comediantes, são a piada pronta. Daqui a pouco dividirão a blogosfera em classes: periferia, classe média, classe alta e etc.

Eu parei de ficar mandando meus posts pra comunidades de outros blogs porque hoje em dia eles exigem demais pra isso. Tenha meu banner na sua página. Me mande visitas e blah blah blah. Enfim, o princípio de blogs como diversão e uma rede de conhecimento e conteúdo deu lugar a uma realidade onde quem tem mais visitas fatura mais e tem o mundo aos seus pés. Uma grande piada.

Eu vou continuar blogando independente do que muitos digam sobre a campanha, sobre um dos criadores (eu no caso) ou sobre o meu blog. Eu não devo nada a nenhum blogueiro. Se um dia me linkaram e me renderam visitas, agradeço. Mas existem aqueles que mais do que links e visitas se tornaram amigos. Acredito que esse tipo de troca, que não envolve links nem visitas, e sim respeito mútuo e compartilhamento de idéias é o que vale.

Engraçado quando acontece da gente se desiludir das nossas referências. Mas no final, de Deuses, eles têm apenas o ego.

O lado negro dos blogs

Esse post não é pra citar nenhuma máfia ou ordem secreta dos blogs. Muito menos uma reportagem investigativa sobre a periferia blogueira. Esse post trata basicamente sobre como o dinheiro pode falar mais alto em alguns casos e, se o blogueiro não tiver a cabeça no lugar, pode comprometer todo o seu conteúdo.

Eu sempre optei por postar os meus textos aqui no blog. Meus textos variam de histórias pessoais a análises impessoais sobre inutilidades e coisas do dia-a-dia. Como bem dizia o header do antigo layout, quando o blog ainda era no Blogspot: “Leitura típica de banheiro“. Não que os meus textos sejam uma merda. Isso é você quem vai dizer, mas acredito não fazer nenhuma cagada por aqui.

O fato é que às vezes um texto próprio não sai com a facilidade com que gostaríamos. Têm dias que posto três, quatro textos próprios que surgem do nada. Mas, por outro lado, têm dias que não consigo escrever duas linhas sem achar o texto uma bela de uma porcaria. É justamente quando isso acontece que resolvo postar coisas interessantes da internet. Bom, interessantes não. Serei honesto. Nesses dias eu faço posts extremamente páraquedistas.

O grande perigo de se fazer posts assim é que são nessas ocasiões em que o dinheiro rende. Aumenta o faturamento com anúncios exponencialmente. E é essa fartura, abundância de dinheiro que pode corromper um blogueiro. Fiz essa reflexão agora a pouco depois de observar que os posts desse final de semana estão me rendendo visitas absurdas e quantias mais absurdas ainda no Adsense.

Dá vontade de viver só disso. Postando o que o público procura, fotos de mulher pelada, hypes, esse conteúdo que, na verdade, não é conteúdo. É incrível pensar que, de certa forma, os posts que mais rendem são aqueles cujo o meu trabalho foi simplesmente fazer um comentáriozinho qualquer e jogar lá, pronto. Enquanto os posts que eu tenho todo o trabalho de pensar em alguma coisa e elaborar um texto não rendem tanto quando os primeiros.

Vou lhes dizer. É tentador. É como trapacear no Cassino. No início você fatura grana fácil. O dinheiro entra da mesma forma que você respira. Mas, depois de um certo tempo, o que era alegria vira preocupação. Já não rende tanto você gostaria e por fim, quando você percebe, está afundado na merda. O que, metaforicamente falando, pode ser considerado como os posts que só servem para ganhar dinheiro.

Hoje eu fui forte e não desisti. Fiquei feliz por ter ganhado em um dia o que eu geralmente ganho em uma semana? Claro, mas, com certeza, não é assim que eu quero viver. Se eu quisesse um blog que apenas vivesse de hypes, em primeiro lugar eu não criaria em um endereço com o meu nome. Em segundo lugar, uma hora a coisa esfria e quando perceber já será tarde demais.

As vezes uma simples caixa pode guardar os nossos maiores tesouros.

Muitas pessoas têm o hábito de guardarem as suas recordações em caixas de sapato. Guardam fotos, cartas antigas, convites de formatura, casamento e batizado, além de vários outros pequenos objetos que tragam alguma recordação de um tempo passado. Isso é normal, o ser humano adora viver de lembranças, principalmente aquelas que nos trazem recordações tão felizes.

Uma caixa de sapatos também pode servir para várias outras coisas úteis. Tem aqueles criativos que montam carrinhos e caminhões de papelão. Tem aqueles que fazem de caixa de sapatos uma garagem para os seus Transformers. Isso, uma base de comando mesmo. Tem aquelas meninas que fazem da caixa de sapato um pequeno bercinho para a boneca, que elas carinhosamente chamam de filhinha. Uma caixa de sapatos pode se tornar qualquer coisa, as possibilidades são infinitas, basta apenas ter criatividade.

Mas, o que me admira, é ver que alguém conseguiu transformar uma “simples caixa de sapatos” em um local cheio de histórias interessantes, textos bem escritos, pequenas crônicas do dia-a-dia e em alguns casos, até algumas declarações de amor. O mais engraçado nisso tudo é que essa caixa de sapatos não é, de fato, uma caixa de sapatos. Não no sentido físico da palavra.

É uma caixa cheia de recordações e lembranças felizes, com certeza. Mas em um formato virtual. Um formato onde as possibilidades do que se fazer com uma caixa de sapatos são ainda maiores. E a Mila, dona do blog Caixa de Sapato sabe muito bem disso. Com o seu blog, ela cria infinitas possibilidades e transforma tudo isso em textos interessantes e bem escritos.

Mas, é difícil falar de um blog que você conhece a pouco tempo. Não tenho histórias mil em relação ao blog. Só fui conhecer mesmo quando o sorteio do amigo oculto saiu. Mas não me arrependi. É um blog excelente e que vale a visita. Sempre.

Aproveitando que um amigo oculto é uma comemoração natalina, desejo um feliz natal pra Mill e pro Dread, namorado dela. Um natal cheio de paz, harmonia e muitos presentes.

Esse texto é o que posso fazer. Não sou um mestre do Photoshop nem um grande designer. Gosto apenas de escrever e tentei colocar nessas poucas palavras os meus sentimentos mais sinceros. Um feliz natal.

A minha análise sobre a campanha Mamãe Eu Quero Subir no Ranking do BlogBlogs.

Há mais ou menos uma semana atrás, eu e o Jhony do Insuportáveis lançávamos a campanha “Mamãe Eu quero subir no ranking do BlogBlogs”. Digo com sinceridade que não esperava que a campanha rendesse tanto quanto ela rendeu.

A campanha se espalhou como um viral. Blogs viram uma ótima oportunidade de subirem posições no ranking do BlogBlogs e abraçaram de forma surpreendente a idéia. Não posso deixar de citar que existem os dois lados da moeda, e, da mesma forma que centenas de blogs adoraram a idéia, alguns outros blogs detestaram com todas as suas forças.

Como disse nesse post, a minha única ressalva é que apenas jogamos com as regras e não vou fazer desse post uma defesa do meu ponto de vista. Vou apenas analisar os resultados da campanha e a repercussão que ela gerou pela blogosfera, twitter e etc.

O próprio BlogBlogs reconheceu a “autenticidade” da campanha. A divulgação? Creio que foi irônica.

Aqui e Aqui.

Alguns dados sobre a campanha:

Blogs participantes até o momento: 390
Minha posição no ranking antes da campanha: 349
Minha atual posição no ranking com a campanha: 41

Subi 308 posições em apenas uma semana.

O que isso mudou na minha vida? Absolutamente nada.
Rendeu mais acessos ao meu blog? Não.

Apesar da campanha se chamar Mamãe Eu Quero Subir no Ranking do BlogBlogs, o que inicialmente queríamos mostrar é que não é necessário muito esforço e dedicação ao blog para alcançar boas posições no ranking do BlogBlogs. Existem blogs que já estavam com boas colocações no ranking e com pouco tempo de vida. O motivo desse sucesso? A participação em campanhas, pois, muitos desses blogs não são conhecidos de ninguém.

O interessante dessa campanha é que, antes dela houve uma semelhante e ninguém criticou. Acredito que o objetivo dela estar explícito no título possa ter contribuído para a grande repercussão dessa campanha.

A campanha rendeu grande discussão dentro da blogosfera e além dela.

Realizando uma busca no twitter pelo termo “Mamãe Eu Quero Subir no Ranking do BlogBlogs“, temos um total de 57 citações à campanha.

http://search.twitter.com/search?q=Mam%C3%A3e+Eu+Quero+Subir+no+Ranking+do+BlogBlogs

Indo mais além, e buscando apenas os termos “Ranking BlogBlogs”, temos um resultado bem mais abrangente, porém, do total de resultados, apenas 111 se referem a campanha.

http://search.twitter.com/search?q=Ranking+do+BlogBlogs

Alguns blogueiros fizeram posts sobre a campanha, o que foi o caso dos blogs Ta Cruel e Informação Virtual, além de ter sido citada brevemente em um post no Dicas Blogger.

Update: Esse post estava pronto desde sexta-feira e hoje foi atualizado com alguns dados. Entre eles, um post escrito pela Tine, do Eu, Eu mesma e Tine, além de um post dedicado ao tema pela Juliana do Dicas Blogger. A Ester do Saber é Bom Demais, a princípio, foi a única blogueira que entendeu o ponto de vista da campanha e se manifestou através desse post.

No Techorati, se pesquisado o mesmo termo, temos um total de 156 resultados.

http://www.technorati.com/search/Mam%C3%A3e+Eu+Quero+Subir+no+Ranking+do+BlogBlogs?authority=a4&language=pt

No Google Search Blog, no momento em que escrevo este post, o total de resultados encontrados através da pesquisa utilizando aspas “Mamãe Eu Quero Subir no Ranking do BlogBlogs” é de aproximadamente 2.317 resultados no último mês.

http://blogsearch.google.com/blogsearch?hl=pt-BR&ie=UTF-8&lr=&as_drrb=q&as_qdr=m&q=%22Mam%C3%A3e+Eu+Quero+Subir+no+Ranking+do+BlogBlogs%22

Fazendo uma conclusão sobre a campanha, se levarmos em conta o objetivo de subir no ranking do BlogBlogs, obtivemos um enorme sucesso. Em todos os sentidos. Porém, mais do que isso, conseguimos mostrar que a união de blogs “pequenos” pode mudar muita coisa. É a chamada ‘Cauda Longa dos Blogs‘, para aqueles que gostam de social media.

Conseguimos também tirar a blogosfera um pouco da monotonia. Até então, eu não via muitos posts falando sobre a relevância do ranking do BlogBlogs. Em uma semana, foi um assunto recorrente no Twitter, Blogs e etc. Não queremos polêmica e muito menos aparecer. Eu não faço questão de figurar na primeira página do ranking. Se eu chegar lá um dia, tenho certeza que será por mérito.

Mostramos que o ranking do BlogBlogs, nesse quesito é falho, pois não se pode medir a relevância e qualidade de um blog através de links recebidos. Subverter essa contagem é muito fácil. Não sou programador, mas, acredito que existam outras formas que podem ser melhor utilizadas para medir a relevância de um blog. Não sei se estou falando abobrinha, mas poderiam usar o número de assinantes de feed.

O BlogBlogs é uma ferramenta sensacional, não tenha dúvidas. Porém, para elaborar um ranking, coisa que gera polêmica nesse meio, o sistema ainda é manipulável. Pode ser que essa campanha venha a ajudar a equipe a bolar um método mais eficaz e seguro de elaborar um ranking.

Uma das coisas que eu mais prezo no meu blog é a relação entre conteúdo próprio e conteúdo reciclado. Acredito que o meu diferencial é exatamente esse, produzir conteúdo. Claro que nem sempre isso é sinônimo de sucesso, e o tema do meu blog não é dos mais atrativos, mas quem sabe um dia. Produzir conteúdo não tem valor, isso eu tenho certeza.

Tivemos muitas críticas. Posso dizer que elogios, somente daqueles que participaram da campanha. Mas, o principal, foi que a grande maioria das pessoas que criticaram e até mesmo elogiaram, não entenderam a ironia da campanha. Isso é pelo fato de muitos julgarem antes de ler alguma coisa. Baseiam toda a sua crítica em um título.

Não tenho planos de participar ou criar outra campanha do tipo.

Quanto ao ranking, daqui 6 meses tudo volta ao “normal”, com os “grandes” no topo e os “pequenos” lá atrás, reciclando o conteúdo já reciclado dos demais. Acredito que isso não atrapalhou a vida de ninguém. Creio que não teve nenhum impacto na economia mundial e muito menos no faturamento dos blogueiros. Foi mais uma questão de ego. Afinal, ninguém gosta de ver um desconhecido ocupando o seu lugar em um ranking.

Por seis meses os anônimos conseguiram alguma visibilidade.

(…) porém, são nestes mesmos blogs que se iniciam as grandes revoluções. Conrado Adolpho Vaz - Google Marketing.

Veja o balanço do Jhony clicando aqui.

WordPress Theme Design : Editado por RafaBarbosa