Brasil eliminado da Copa pela Holanda

Posted by in Arquivo, Hein?

Sejamos sinceros: o resultado de hoje, apesar de nos entristecer, já era esperado. A seleção brasileira havia vencido apenas jogos fáceis. Quando enfrentou um adversário com futebol de mesmo nível, ficou em um empate, um verdadeiro acordo de cavalheiros. Com a Holanda a coisa seria um pouco diferente.

Desde a divulgação da lista de convocados, o que mais chamou a atenção foi a falta de jogadores criativos no meio de campo. Dunga levou caneleiros e jogadores de marcação e esqueceu uma das principais características do futebol brasileiro: a criatividade. E essa, na minha opinião, poderia ter sido a arma secreta da seleção brasileira nessa copa do mundo.

Contra a Holanda, o time saiu na frente com um gol de Robinho. Comandou o primeiro tempo, mostrou um futebol superior e dominou a partida nos primeiros 45 minutos. Após o intervalo, a seleção que entrou em campo não era a mesma. Não jogou com vontade, estava tranquila com o resultado. Esse foi o combustível para que a seleção Holandesa fosse pra cima e buscasse o empate. A partir daí, foi ladeira abaixo para a nossa seleção.

Felipe Melo, jogador com problemas mentais visíveis, não faz a menor idéia do que significa auto-controle ou a expressão fair play. Esquentado, pipoqueiro e covarde são apenas algumas palavras que podem descrever o comportamento desse jogador. Obviamente, ele não é o culpado pela derrota da seleção, assim como Kaká, que continua sendo a eterna promessa da seleção, ou Robinho, que pedalou, pedalou e não saiu do lugar, ou Luis Fabiano, que apresentou um fabuloso futebol de merda nesse jogo.

Dunga também não é o único culpado. Apesar de ter convocado apenas jogadores regulares, é inegável que o retrospecto à frente da seleção tenha sido um sucesso. Porém, não dá pra comparar Copa América e Copa da Confederações (sem algumas das principais seleções) como preparação para a Copa do Mundo. Lá, amigo, é onde separamos os garotos dos homens.

Méritos, claro, para a seleção holandesa que soube explorar e muito bem o desequilíbrio da equipe brasileira após o primeiro gol. Não jogaram um bolão, mas foi o suficiente para marcar o segundo gol e garantir a vitória. É aquela coisa: futebol bonito não ganha jogo, mas, no caso da seleção, o que se viu em campo foi um pouco mais que “feio”.

Como diria Fernando Vanucci no longinquo ano de 2006, a África do Sul é logo ali, mas, estamos voltando pra casa. Mais uma vez.

O lado bom disso tudo? Continuamos sendo penta-campeões. O lado ruim? A Argentina ainda tá na disputa.

O lado irônico? Eu escrevi esse post como se fosse um verdadeiro cronista esportivo, o que é uma completa mentira.

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