Sobre punições, posts paraquedistas, humildade e leitores fiéis.

E a tão esperada punição do Google aos participantes do Mamãe Eu Quero Subir no Ranking do BlogBlogs foi aplicada. É com prazer e satisfação que anuncio que sim, fui punido e minhas visitas diminuíram em 75%. Mas esse fato serviu para algumas coisas boas que citarei logo adiante. Antes eu gostaria de fazer uma rápida pergunta:

Satisfeitos?

Continuemos.

Com essa punição do Google pude refletir um pouco sobre o conteúdo do blog. Recentemente fiz um post sobre a delícia que é postar alguma coisa e ver as visitas e a conta do Adsense dobrando, triplicando em alguns casos. Esse é o lado negro da força te seduzindo, pobre Luke Skywalker. É uma atitude tentadora viver de posts assim. Mas o meu blog não foi criando visando ganhar dinheiro.

Nessa nossa blogosfera profissionalizada cheia de termos técnicos como publieditorial, kit de mídia e relevância, ganhar dinheiro com os blogs se tornou muito fácil em alguns casos, principalmente quando utilizamos ferramentas como o Adsense. Os famosos posts paraquedistas que atraem os adorados “salsinhas” tomaram conta dos blogs. São justamente sobre esses posts que vou falar agora.

Eu faço posts paraquedistas e admito isso. A aceitação é o primeiro passo. Mas, quando se é punido pelo Google, não adianta ser um mestre do SEO e um exímio blogueiro com técnicas avançadas de posts paraquedistas. Você simplesmente não terá relevância nenhuma nos resultados do Google. Do ponto de vista do blogueiro de raiz, aquele que bloga sem visar dinheiro, isso é uma coisa excelente, pois trás de volta um pouco daquela humildade de início de blog onde os posts, acima de qualquer coisa, eram feitos com prazer, sem visar cliques do Adsense.

Estou vivendo esse momento agora e posso dizer com todas as letras: Essa punição foi um ótimo exercício de humildade e reencontro com as minhas origens bloguísticas. Dois dos meus últimos posts (aquiaqui) parecem ter sido escritos na minha melhor fase criativa e, acredite, isso foi quando comecei o meu blog.

Essa foi a primeira boa coisa com a punição do Google. Se você não vai ganhar dinheiro, a tentação de fazer posts extremamente paraquedistas dá lugar à criatividade. E eu prezo muito ser criativo nos meus posts, mesmo que eu não consiga na maioria das vezes. Mas quem não arrisca não petisca.

Um outro fator positivo com a punição do Google foi a percepção que tive sobre os meus leitores. Com um número elevado de visitantes que chegam até aqui pelo Google e - principalmente - analisando os termos procurados, é fácil saber que eles não se importam muito com o que eu escrevo. Apenas querem as fotos de fulana pelada ou o download do vídeo de ciclana transando.

Com a punição eu percebi que o número de pessoas que realmente gostam do que eu leio é muito maior do que eu imaginava, e não estou falando de leitores de Feed, já que aquilo ali vem dando problema e o número aumenta e cai todos os dias.

As minhas visitas estão estabilizadas em um número X. Mas esse número X está lendo e absorvendo o que eu escrevo, basta ver o aumento de comentários em meus posts. Claro, é a famosa regra dos 1%. Somente 1% ou menos das pessoas que chegam até aqui vão comentar. (Isso vale para a produção de conteúdo na rede também, galerinha)

O que eu aprendi com essa punição do Google?

a) O Google não gosta de certas campanhas na blogosfera, da mesma forma que alguns blogueiros.

b) Posts paraquedistas são bons apenas para a questão financeira. Se quiser ter bom conteúdo, faça sem precisar disso.

c) Trate os seus leitores bem. Seja com bons textos, seja com visitas aos blogs deles se for o caso e principalmente, promova o diálogo, responda aos comentários e interaja sempre. São eles quem vão prover o seu maior sustento: audiência qualificada.

Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu…

Já dizia uma dessas marchinhas de carnaval. E pra que ficar de luto pela sua mamãe se nesse final de semana tem micareta né? Chicletão poxa.

Tá certo que ninguém deve deixar de sair de casa pela morte de algum parente. É a vida e nossa única certeza é que um dia iremos morrer. Mas, daí a sua mãe morre. Pah, você fica abatido e expressa toda a sua tristeza e luto através do nick do MSN.

Mas, depois da Missa de Sétimo dia vai rolar um showzinho do Chiclete com Banana. Você, claro, junto com as suas amigas vai lá curtir e esquecer dos problemas e pegar todos.

Mas, não contente com só ir e pegar todos, você também tem que colocar no nick do MSN que foi ao show e que ele foi perfeito. Bem ao lado da mensagem de luto pela mãe. Sinceramente, se fosse a minha mãe, puxava meu pé de noite e ainda me dava uns tapas pra deixar de ser mal-educado.

Esse povo precisa é rezar.

É só rezar que passa.

Eu não sou homofóbico. Não saio espancando, queimando ou agredindo gays na rua. Mas, eu gosto de respeito, como todo mundo. Não curto cantada de gays e tal. É apenas gosto. Da mesma forma que eles gostam de outros homens, eu adoro mulheres. Aliás, adoro mulher, a minha mulherzinha. Minha namorada linda.

Mas, ontem enquanto fazia as correções necessárias para a minha monografia, a janelinha para aceitar um contato apareceu. Aceitei tranquilamente, já que sou um cara receptivo, apesar de não gostar de receber nada pelas costas.

Conversa vai, conversa vem, o mocinho começa com umas perguntas estranhas. Até que acontece isso:

Essas merdas nunca passaram na minha cabeça. Merdas apenas saem de mim, e não entram. Infelizmente. Mas, é só rezar que passa cara.

O meu amigo gordinho deveria ser blogueiro.

Gordinhos são engraçados por natureza. Não que eu tenha alguma coisa contra pessoas com ossos largos ou um pouco acima do peso, longe disso (de mim), mas eu tenho que admitir que os gordinhos nos proporcionam as melhores sacadas no meio da rodinha de amigos, além de possuírem um dom natural de receberem a culpa por qualquer mazela.

Se o ar ficou levemente fétido, foi o gordinho quem soltou um singelo peidinho. Se em uma loja de departamento algum objetivo de valor é derrubado, todos olham em primeiro lugar para o gordinho. Uma outra utilidade para essas pessoas tão queridas no nosso dia-a-dia é de “enfeite de quadra”. Em qualquer esporte. O gordinho consegue dar graça a qualquer esporte quando o pratica.

Mas, esse meu amigo, o Gordinho, deveria ser blogueiro. Ele nasceu com o dom de ser blogueiro. Principalmente de humor. Há 4 anos ele faz a mesma piada sempre que me encontra ou deixa um scrap. Eu penso que ele é um eterno estudante do ensino médio que precisa fazer urgentemente uma reciclagem de piadas.

Em meados de 2004 o nosso colégio realizou uma excursão para Diamantina. Adolescentes longe de casa e reunidos. Era merda na certa. Mas até que éramos exemplos a serem seguidos. Não pegávamos ninguém, éramos loosers mas, pelo menos éramos engraçados.

Em uma de nossas saídas, estávamos eu, Edir (Rodrigo), Wally (Walison), Cristiano e o Gordinho. Andávamos tranquilamente por Diamantina quando avistamos um grupo de nativas. Eram bem bonitinhas e, como bons pega-ningas, armamos uma estratégia pra chegar. A primeira delas é decidir em qual menina cada um chegaria. Acredito que o Gordinho estava com fome, pois ele nos presenteou com a melhor tirada em 11 anos de Colégio Tiradentes:

Algum de nós, não me lembro quem, perguntou:

- E aí Gordim, qual você vai querer?

Eis que o Gordinho, com a maior presença de espírito do mundo nos responde com toda a sapiência de alguém que conhece toda a arte da conquista e não precisa escolher meninas:

- Eu acho que vou querer um Hamburguer.

Como diria o Luke - O Zaz Efron da Internet Brasileira: LOLOLOLOLOLOLOL.

A gargalhada foi geral. “Gordim” nos presenteava com mais uma gordice típica. E foram várias as vezes em que simplesmente olhávamos para o Gordinho e soltávamos um “Me dá um Hamburguer”, com a voz levemente fanha imitando alguém com uma concentração absurda de tecido adiposo na região do pescoço.

Esse ano, como tradição é tradição e nunca deve ser quebrada, Gordinho me presenteia no dia do meu aniversário com a sua quote básica:

Não sei, mas algo me diz que ele daria um ótimo blogueiro de humor. Principalmente daqueles que postam uma piadinha, imagem ou vídeo batido… pelo menos duas vezes por mês. Gordinho, você precisa se tornar um blogueiro!

Black Dynamite - Yo Nigga!

Eu sou branquinho, mas posso dizer que tenho metade do meu sangue de negão. Acho que é por isso que eu gosto tanto de black music dos anos 60, 70 e dos filmes clássicos de negões. Não essa coisa “Yo, Wazz Up, Nigga” que surgiu com o gangsta rap. Eu curto as coisas clássicas. O verdadeiro Nigga Way Of Life, estilo Shaft por exemplo. Acho foda aqueles cafetões bem vestidos com o seus ternos lilas-pérola e suas pequenas bengalinhas com um diamante na ponta. Clássico. E por dizer negão, não me venham com essa de racismo.

Eis que dando uma navegada pelo Judão, encontro o trailer desse filme - Black Dynamite.

Cara, Blaxploitation da melhor qualidade. Black Dynamite é um cara que busca vingança após a máfica matar seu irmão. E tome Kung-Fu estilo Karl Douglas com direito a faixa vermelha na cabeça, além de várias moléres nuas e um bocado de morte. Tem até um Shogun. Caraca, totalmente anos 70.

Veja o trailer do filme logo abaixo. Sim, tem seios.

Ensaio sobre a diarréia

Ela chega sem avisar, quando você menos espera. Em alguns casos ela manda um pequeno aviso antes como uma dor na regial abdominal. Mas, o pior tipo de diarréia é aquela que, sem ao menos te enviar um sinal cerebral, preenche o espaço entre a sua cueca e o seu ânus, de forma constrangedora. Essa situação se complica ainda mais quando estamos em um ambiente público, repleto de pessoas que, sim, vão rir se você se cagar.

Mas, uma das coisas que constitui o pior da diarréia é quando ela justamente avisa que está chegando e você, como um fugitivo em busca de um abrigo, procura um banheiro desesperadamente. Geralmente quando isso aconte estamos no meio da rua ou dentro do ônibus, o que potencializa toda a situação e o risco de fracasso. Você segura com todas as suas forças, de forma que as suas humildes preguinhas não desistam de segurar o jato fecal formado em suas entranhas. Nessa hora, soltar um peidinho é tão arriscado quanto colocar um gordinho hipeartivo tomando conta de uma central de lançamento de mísseis nucleares.

O processo de uma diarréia envolve toda uma tortura psicológica. Você anda mais devagar, com as pernas bem juntinhas com o único objetivo de lacrar toda e qualquer fresta anal que permita a saída involuntária daquela coxinha de catupiry que você comeu na cantina da Firmina. Antes fosse só a coxinha, mas ela insiste em vir acompanhada de outros alimentos digeridos e o principal e mais alarmante: ela vem em forma líquida.

Posso dizer que borrar as calças não é vergonha alguma desde que você esteja sozinho. Completamente sozinho. Eu mesmo já borrei várias vezes. Inclusive depois de velho, pois, como disse, a diarréia é sorrateira. Ela não avisa e um simples pode se tornar uma tragédia. Mas, não existe nada pior do que a iminente possibilidade de uma diarréia quando você está com a namorada.

Domingo passei por um sufoco que não desejaria ao meu pior inimigo. Depois de muito churrasco, coca-cola e patê de atum, toda a comida ingerida e digerida, resolveu se rebelar e de uma hora pra outra veio o sinal. Porém, a contagem regressiva estava em T-5 minutos.

Se eu estivesse em um território amigo, como a minha casa, tudo bem. Eu sei das qualidades do meu banheiro. A principal delas: a porta fecha. E no local onde a gente estava, a porta simplesmente não fechava.  E no quarto estavam a minha mãe e a minha namorada. Havia um impasse: eu precisava cagar e não queria que a minha namorada ficasse por lá, afinal, era uma maldita diarréia. E uma diarréia nunca cheira a leite de rosas.

Não dava pra perder tempo então eu fui o mais sincero possível com as duas:

- Eu preciso usar o banheiro. Por favor, saiam do quarto.

Eu disse desejando com todas as forças do mundo que meu orificio anal aguentasse a pressão do que estava por vir. Dependo da resposta, eu teria que me segurar por mais alguns minutos. Foi inevitável.

- Ah amor, eu quero ficar aqui.

Sim, por mais que a gente ame e idolatre a namorada, em uma situação de emergência como essa, esse é o tipo de resposta que a gente simplesmente não deseja ouvir. Nunca.

- Não, não vai. Vai lá pra fora com a minha mãe vai. Por favor.

Posso dizer que ao pronunciar o “Por Favor”, por um instante senti algo semelhante a um pedaço de picanha implorando pra sair. Lembra do Ace Ventura quando sai de dentro do rinoceronte? Toda a sorte de comida consumida na festa estava daquele jeito, forçando uma saída.

Com muito esforço.. tá bom, eu praticamente implorei pras duas saírem do quarto, eu finalmente tranquei a porta (por precaução) e fechei as janelas (não queria compartilhar o odor fétido e despertar a suspeita de um corpo em decomposção no local) e fui para o banheiro.

Essa é a situação que nos faz refletir sobre quão importante é o banheiro da nossa casa. Nós temos a certeza de que ele vai estar sempre limpinho, não importa a hora ou a ocasião e que ele também terá um assento confortável, praticamente com o formato certinho da nossa bunda. Mas naquele sítio não. Não havia assento.

Utilizei a datada, porém útil, estratégia de colocar o papel higiênico na borda do vaso. Quatro tirinhas arrancadas a esmo, afinal, eu não podia perder tempo. Me borrar era questão de segundos. Coloquei de forma a cobrir toda a área de porcelana evitando o mínimo contato entre o vaso e a minha pele. Não sei quem sentou por ali e era melhor não arriscar.

Foi a conta de sentar e a massa fecal deu o ar da graça. Um ar não muito agradável, diga-se de passagem. Mas eu estava sentado em um vaso. Dos males, o menor. E por ali fiquei. Diria que por uns 10 longos minutos, meditando e despejando tudo o que havia comido naquele dia.

Ao final do trabalho, realizei todo o procedimento de limpeza, mas não tinha lixeira, logo, tive que jogar o papel no vaso. Dei a descarga e para a minha surpresa, a força dela era equivalente a uma cuspida minha. Ou seja, eu poderia ficar o dia todo dando descarga e ainda sim não me despediria do conteúdo fétido ali depositado. Dei duas, três descargas e desisti. Fui embora mas deixei uma lembrança não muito agradável no banheiro daquele sítio.

Como é do seu feitio, a diarréia veio em um momento completamente inoportuno. Em uma das piores situações possíveis: com a namorada por perto. Mas, felizmente, ela deu um pequeno aviso, tempo suficiente para preparar o terreno e colocar o Robinho pra nadar. Pena que ele boiou.

Rock em Família!

Apesar de rebeldes, contestadores, subversivos e principalmente, talentosos, os rockeiros dos anos 70 também tinham família. E a revista Life realizou uma série de fotografias com os astros e suas respectivas famílias no aconchego do lar.

Achei foda o estilo das casas nessas fotos. Até parece cenografia de filme dos anos 70. Mas enfim, confira as fotos clicando em “Continue Lendo“.

Continue Lendo »

E o trabalho final chega ao fim.

Lembro do início do ano quando o meu grupo de trabalho na faculdade se separou. Depois de 3 anos juntos, a parceria chegava ao fim, e o pior de tudo, na fase final. No trabalho final. Acho que um cansou do outro e as brigas também já eram constantes. Sabe como é o ego de publicitário né? É a sua idéia que prevalece, mesmo ela sendo uma bosta. Chegar a um consenso em um grupo de estudantes de publicidade é sempre uma missão difícil. Então nos separamos.

Mas aí surgiu um pequeno probleminha: eu não tinha grupo e não gostaria de entrar em outro grupo onde eu não teria o mínimo de entrosamento necessário para o bom andamento do trabalho. O que fazer? A minha única opção era, claro, fazer a bendita monografia. O que eu menos esperava realizar para me formar era, de fato, uma monografia. Só de escutar essa palavra eu já sentia calafrios. Mas, teria que seguir em frente. E assim o fiz.

O primeiro passo de uma monografia é a escolha de um tema. O que eu poderia escolher como tema? A relação entre o Marketing e a sociedade atual? A influfência midiática da televisão sobre o consumo? Não. Nada disso. Como todo bom nerd viciado em computador e blog, meu tema escolhido foi “A Publicidade em Blogs e a utilização desse meio como mídia“. Nada mais sensato do que procurar entender o meio em que eu vivo virtualmente desde 2004.

E em Março mais ou menos teve início a minha Via Crucis em torno de um projeto de conclusão de curso. Primeiro o pré-projeto. Uma justificativa das razões pelas quais eu estava realizando aquele projeto, além da relevância que ele teria. Sim, falar sobre Publicidade em Blogs quando não existe nenhum trabalho acadêmico sobre o assunto é algo deveras, relevante. Pré-Projeto concluído, período concluído e vamos pra próxima etapa. A monografia em si.

Como os próprios professores deixam bem claro, a não ser que seja feita em dupla ou em trio, a monografia é um trabalho solitário. Basicamente é o aluno, livros e a monografia. E eles não exageram quando dizem isso. Passei longos seis meses acompanhado de autores como Pierre Lévy, Castells e Santaella. Eles foram úteis em questões gerais sobre cibercultura, sociedade, virtualidade e etc.

Depois vieram os livros específicos sobre blog. E dá-lhe compras e mais compras no Submarino. O problema de tratar sobre um assunto novo é a falta de material disponível no acervo da biblioteca. Nada relacionado à blogs. Nada. Nem um artigo. Fui buscar referências e acabei comprando livros como Blog - Entenda a Revolução Que Vai Mudar o seu Mundo de Hugh Hewitt, Blogs - Revolucionando os Meios de Comunicação de Octavio I. Rojas Orduña e mais quatro autores, além de Blog Marketing de Jeremy Writgh, Google Marketing de Adolpho Vaz, Citizen Marketers de Ben McConnell e Jackie Huba, Internet - O Encontro de Dois Mundos, organizado por Tiago Baeta e Nathália Torezani e o primeiro de todos, A Cauda Longa de Chris Anderson.

Foram longos meses de orientações e leituras. Vale citar também que utilizei vários artigos, dentre eles gostaria de ressaltar alguns, que se possível, merecem o clique:

Blog é mídia - BoomBust

O Papel dos Blogs como Mídia - Um debate realizado no ano passado com a participação de Beto Largman, Tiago Dória, Guilherme Valadares, Rosana Hermann e Nospheratt.

O Fenômeno dos Blogs: Já chegou a hora de virar mídia? - Post escrito por Wagner Martins (Mr. Manson) no Blog de Guerrilha sobre a palestra no PróXXIma 2008.

Resumo Seminários Info: A blogosfera como mídia - Outro post escrito por Wagner Martins para o Blog de Guerrilha.

Essa foi a primeira etapa da monografia, que consistia em elobarar um referencial teórico embasado em autores que já trataram sobre o assunto. Porém, o tema Publicidade em Blogs ainda é tratado somente por blogueiros e em seus respectivos blogs, o que, infelizmente, não tem valor acadêmico para constituir uma monografia inteira. Acredito ser esse um diferencial da minha pesquisa. Um trabalho acadêmico tratando sobre o tema.

A segunda etapa consistiu em realizar uma pesquisa qualitativa com 15 blogueiros que veiculam anúncios em seus blogs, sejam eles programas de afiliados ou publieditoriais. Infelizmente, alguns dos blogueiros que eu solicitei a participação, não puderam responder ao questionário. Aos que responderam, agradeço imensamente.

Como um dos objetivos da monografia era identificar a visão das agências de publicidade em Belo Horizonte sobre os blogs, realizei entrevistas com cinco agências que têm conhecimento ou já trabalharam com a mesma.

As entrevistas foram com Steffania Paola, designer e coordenadora de mídias sociais da agência Lápis Raro, Guilherme Boechat, planejamento de mídias digitais da agência Tom Comunicação, Júlio Palma, sócio-fundador da agência VoxMídia, Saulo Medeiros e Marlos Carmo sócios da agência 5Clicks e Márcio Queiroga, da agência Standard Produções Publicitárias.

Posso dizer que me surpreendi com o resultado das entrevistas e com a visão dos entrevistados sobre blogs, mídia social e publicidade digital em geral no mercado de Belo Horizonte. Postarei as entrevistas aqui ao longo do final do ano, mas elas também estarão disponíveis na monografia, que a partir do dia 09 estarei disponibilizando para download ou consulta on-line mesmo por aqui.

Não direi qual foi a conclusão da monografia. Ainda. Gostaria de comentar sobre as descobertas e conclusões após disponibilizar o arquivo para download ou consulta, pois acompanhando os dados fica mais fácil compreender. Mas antecipo, o resultado foi definitivamente surpreendente no que diz respeito à relação das agências de publicidade de Belo Horizonte e os blogs.

Já no lado geral da publicidade em blogs, não houve grandes revelações ou surpresas. A forma de se trabalhar com propaganda em blogs ainda é muito restrita à banners, publieditoriais, resenhas patrocinadas e ações visando o boca-a-boca, sem contar que a grande fonte de renda dos blogueiro provém de serviços de afiliados como o Adsense.

Um ponto interessante a ser observado é que, apesar dos blogueiros acharem ética a inserção de publicidade em blogs, alguns não divulgam quando se trata de conteúdo pago, além de utilizarem a técnica de misturar serviços de afiliados e conteúdo, gerando cliques e, consequentemente, renda.

Todos esses dados serão mais aprofundados ao longo das semanas seguintes. Mas, no geral, realizar uma monografia foi uma experiência cansativa, porém, muito, mas muito enriquecedora mesmo. Espero que todo o meu trabalho valha de alguma coisa para quem deseja saber mais sobre essa nova tendência, a publicidade em blogs.

10 dicas para você levar a sua namorada para a cama.

1 - NUNCA, em hipótese alguma, siga dicas de alguém que você nunca viu na vida. E se eu for um virgem noob que nunca viu uma mulher pelada a não ser na internet?

Humpf.

Afinal, o que é conteúdo?

Uma questão que entrou em pauta com todo esse falatório em relação ao ranking do BlogBlogs foi o tão famigerado conteúdo. Um dos motivos da discórdia semeada entre os blogueiros foi a aparição de blogs que, segundo alguns blogueiros, não possuem conteúdo. Agora eu pergunto: o que vem a ser esse conteúdo?

Conteúdo próprio, produzido pelo blogueiro, que demanda trabalho, pesquisa, revisão e algumas horas perdidas procurando a perfeição? Ou a veiculação de um vídeo engraçado encontrado no youtube, ou então algumas imagens legais encontradas no 4Chan, no BoingBoing, Engadget, FrogView ou qualquer outro site gringo?

Muita gente que falou mal dos blogs “sem conteúdo” produz conteúdo. Outros, claramente, não sabem o que é isso. Vivem de hypes e conteúdo chupado de blogs gringos, pois como todo mundo sabe, brasileiro é preguiçoso e não se dá ao trabalhar de acessar nada que não seja na língua pátria. Aliás, acessa sim, o RedTube.

Com a minha monografia eu fiz algumas descobertas interessantes que cabem serem citadas aqui. Uma delas é a constatação que a grande maioria das pessoas procura por conteúdo de humor e entretenimento. E o que mais possui na blogosfera nacional? Blogs de humor e entretenimento.

Por que as pessoas procuram por esse conteúdo? Para Castells, o motivo dessa busca é a audiência preguiçosa. Segundo o autor, “as pessoas são atraídas para o caminho de menor resistência”. O que tem menor resistência do que imagens engraçadas + comentário engraçadinho? Sendo que essas imagens estão disponíveis aí pela internet e o autor do blog não tem nem mesmo o trabalho de produzir algo do tipo.

Segundo o dicionário Michaelis:

conteúdo
con.te.ú.do
adj (lat vulg contenutu) Contido. sm 1 Aquilo que está contido ou encerrado em algum recipiente. 2 Assunto, tema, matéria de carta, livro etc.; teor, texto. C. de calor: quantidade termodinâmica que é a soma da energia interna de um corpo e o produto da multiplicação de seu volume pela pressão; também chamado conteúdo térmico e teor de calor. C. intencional, Sociol: conjunto dos interesses e valores específicos para os quais convergem as atividades típicas de um grupo social. C. social, Sociol: o mesmo que cultura. C. térmico: o mesmo que conteúdo de calor.

Vamos tirar três definições:

A) Assunto, tema, matéria de carta, livro etc., teor, texto.

De acordo com essa definição podemos excluir algo em torno de 60% da blogosfera brasileira que é baseada em imagens engraçadas, vídeos engraçados sem nenhum tema. Muita coisa já batida, diga-se de passagem. Teor e texto são coisas que dificilmente se vê em blogs de humor. Salvo raríssimas exceções.

B) Sociol: conjunto dos interesses e valores específicos para os quais convergem as atividades típicas de um grupo social

Essa é a definição que provavelmente abrange toda a blogosfera. O grupo social dos blogueiros tem uma atividade em comum: blogar.

Quando os blogs surgiram, blogar se baseava em postar links. Como um diário de navegação mesmo, daí a palavra “web log”. Os blogueiros daquela época, os blogueiros roots mesmo, postavam links de sites interessantes e até mesmo de outros blogs e cagavam para ranks, o que provavelmente não existia naquela época, levando-se em conta que isso foi por volta de 1997 e o Technorati surgiu em 2002.

Uma das maiores fontes de conteúdo para blogs.

Uma das maiores fontes de conteúdo para blogs.

Depois os blogs ganharam a cara de diarinho. Os blogueiros de raiz ficaram meio revoltados com isso, pois o ato de blogar estava tomando outro rumo. Mas é a atualização e adaptação de uma ferramenta. Pra quê ficar postando só links se eu posso utilizar o espaço pra falar da minha vida? E foi isso que aconteceu com essa nova corrente de bloggers.

Por fim, os blogs começaram a ganhar relevância quando, em 2004, durante as eleições americanas, a blogosfera americana conseguiu derrubar um jornalista chamado Dan Rather que utilizava documentos falsos e desmentir uma afirmação de Jhon Kerry, o então candidato que disputava uma vaga na Casa Branca,  sobre uma missão secreta durante a guerra do Vietnã. A partir desse momento os blogs eram vistos como uma nova mídia e que poderia bater de frente com a mídia tradicional. Era a chamada mídia social, web 2.0, jornalismo 3.0 e demais conceitos que você já está cansado de ler.

C) Sociol: o mesmo que cultura.

Cultura. Vamos utilizar o Michaelis de novo e definir cultura (a definição é grande e retirei somente o que interessa, mas clique aqui e leia tudo):

Cultura
9 Desenvolvimento intelectual. 13 Sociol Sistema de idéias, conhecimentos, técnicas e artefatos, de padrões de comportamento e atitudes que caracteriza uma determinada sociedade.

Blogueiro produzindo conteúdo.

Blogueiro produzindo conteúdo.

Se levarmos em conta que uma das definições de conteúdo é o mesmo que cultura e, por sua vez, uma das definições de cultura é “desenvolvimento intelectual”, creio que excluímos ai mais um bom bocado da nossa blogosfera. Principalmente aqueles que permeavam as primeiras posições do ranking do BlogBlogs antes do “assalto”.

Vamos levar ao pé da letra o que muitos reclamaram de blogs sem conteúdo terem se beneficiado com isso. Blogs sem conteúdo, de acordo com as definições citadas acima seriam blogs que não me acrescentam nada intelectualmente. Uma foto da Mulher Melancia não me acrescenta nada. Uma imagem com um balãozinho e uma legenda engraçadinha não me acrescenta nada. Muito menos consiste um sistema de idéias, conhecimentos, técnicas e artefatos, de padrões de comportamento e atitudes.

É muito fácil falar de um blog que não possui conteúdo quando esse mesmo blog se inspirou em outro blog que faz as mesmas coisas.

Exemplo de bom conteúdo na blogosfera.

Exemplo de bom conteúdo na blogosfera.

Não sou contra blogs de humor. Apenas são pouquíssimos que se destacam por fazer um humor com conteúdo. Um humor que acrescente alguma coisa à quem lê e não somente “diverte”. O problema é que muitos dos que praticam esse tipo de humor, dizem que outros blos do mesmo tipo são sem conteúdo e por isso não são merecedores da posição no ranking.

Não fica somente na questão de blogs de humor. Os blogs de entretenimento em si (graças a campanha, muitos agora sabem onde mora o entretenimento), deixaram de lado o ato de entreter para sobreviver somente de páraquedistas, postando todo e qualquer tipo de merda que atraia visitas. Muitas vezes nem posta, apenas cita e se posiciona bem nas buscas do Google. Eu faço isso as vezes, e por incrível que pareça, dá resultado, mas sou fiél as minhas origens.

Sinceramente. Não falem de conteúdo quando, de fato, conteúdo na blogosfera brasileira é exceção e não a regra.

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