A tecnologia está a disposição, mas as normas ainda são do século passado

Recentemente fiz um post sobre a utilização das mídias sociais pelos candidatos à prefeitura de Belo Horizonte. Mesmo sabendo que o TSE coíbe ações que não sejam realizadas dentro do site do próprio candidato.

Mas aí entra uma dúvida: O youtube oferece a oportunidade de “embedar” os vídeos. Mesmo eles estando hospedados no servidor do site. Criar um sistema de vídeos para o candidato usar apenas no seu site, não seria o mesmo que aumentar os gastos com campanha?

Será que não poderia haver essa brecha? Uma vez que é a ferramenta de vídeos mais popular e oferece a oportunidade de publiciar os vídeos hospedados em qualquer site.

Lendo essa reportagem do Último Segundo – IG sobre a utilização da ferramenta, temos o seguinte trecho:

Os internautas, porém, não dão bola para as resoluções da Justiça Eleitoral e mostram o quanto é difícil impor restrições à liberdade de informação na internet. Candidatos a prefeito país afora aparecem em centenas de vídeos no You Tube, por exemplo.

É claro que é difícil restringir a liberdade de informação na Web. A maioria dos vídeos estavam lá antes do período de eleições. Isso apenas demonstra o quanto os orgãos legisladores brasileiros são despreparados quanto a internet.

O que poderia ser um benefício, se bem utilizado, acaba se tornando um problema quando controlado por pessoas que não têm o conhecimento necessário para compreender o meio.

E não venham me dizer que isso deixaria o Youtube como a televisão durante o horário político. Aqui você tem o poder de com um simples clique, mudar de site ou de vídeo.

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